É preciso ensinar os alunos a usar a tecnologia com consciência.
27 jan 2011 1 Comentário
em Profª Bia Tags:alunos, escola, tecnologia
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- Ensinar os jovens a fazer o uso adequado
das ferramentas digitais os torna competentes na comunicação coletiva
O conhecimento de
novas tecnologias ainda encontra resistências na escola. Enquanto alguns
educadores temem que o uso da internet, de softwares
educativos e de plataformas de ensino a distância prejudique o
processo de aprendizagem, outros negam a existência desses recursos didáticos
por desconhecer suas potencialidades.
As tecnologias contemporâneas permitem a construção de leituras inovadoras do
mundo e ampliam as possibilidades de articulação, construção e circulação da
informação. Aprendemos com o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951)
que os limites da nossa linguagem denotam os limites do nosso mundo. Quanto
maior a diversidade de ferramentas dominadas pelo aluno, maior será seu
território de ação.
Hoje, presenciamos a articulação de movimentos sociais e da sociedade civil por
meio de sites, redes sociais, blogs etc. Não é possível ignorar a quantidade e
a qualidade de informações que circulam nos espaços virtuais. É fascinante a
variedade de textos, imagens e vídeos existentes na web. Ensinar a criança e o
adolescente a se apropriar dessas novas linguagens é a única maneira de
torná-los competentes para a comunicação coletiva. Toda escola deveria assumir
o compromisso ético de proporcionar aos alunos o uso adequado dessas
ferramentas, dando, assim, subsídios para que sejam capazes de filtrar as
informações disponíveis, produzir conteúdos e conseguir articulá-los de forma
reflexiva.
O orientador educacional e os demais gestores podem contribuir ao auxiliar as
equipes a investigar a internet não apenas como uma ferramenta para o
conhecimento, mas como uma aprendizagem em si mesma. A linguagem da rede
mundial tem uma estrutura própria, com signos e significados que precisam ser
compreendidos. É comum as pessoas – inclusive os alunos – identificarem o
espaço virtual como sendo de caráter privado e divulgarem informações
particulares sobre si ou outros colegas. Ocorre, porém, que isso não é verdade
e os problemas de convivência ficam superdimensionados – o cyberbullying é apenas um
exemplo dessa prática inapropriada.
Realizar uma pesquisa sobre o uso da internet pelos estudantes pode fornecer
pistas interessantes. Investigar, por exemplo, qual o tempo destinado às
tecnologias, quais os sites e as redes sociais mais frequentados, a natureza
dos jogos preferidos etc. Esse levantamento ajudará a mapear a intensidade e a
qualidade da utilização dos recursos tecnológicos pelos alunos, fornecendo
parâmetros úteis para a análise pela equipe docente.
Nesse ponto, as escolas deveriam estabelecer uma meta: buscar compreender, nas
reuniões pedagógicas ou em outros espaços formativos, as estratégias didáticas
para a aprendizagem das linguagens oriundas das novas tecnologias.
Para não cair em armadilhas, o importante é preservar, nos processos de ensino
e aprendizagem, o sentido do conhecimento – ou seja, as preocupações e as
indagações do aluno, da cultura e da sociedade. A escola que se empenha em
inquietar o jovem, confrontando-o com questionamentos e conteúdos que o ajudam
a entender o mundo em que vive, não deve temer a tecnologia, mas
problematizá-la.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/orientador-educacional/preciso-ensinar-alunos-usar-tecnologia-consciencia-615029.shtml



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