Educação a Distância no Brasil
03 jun 2010 Deixe um comentário
em Profª Bia Tags:educação a distância
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Com
mais de um milhão de pessoas formadas pela EaD, do ensino básico ao superior, o
Mec vem tratando essa modalidade de ensino com atenção distinta. Pois a
demonstração do caráter inclusivo dessa educação não-formal, pode propiciar uma
gama dos mais variados cursos, proporcionando a democratização educacional.
Os
autores nos contam que o primeiro curso de graduação a distância no Brasil foi desenvolvido
pela Universidade Federal do Mato Grosso, e se iniciou com o uso de material
impresso e tutores a distância e somente a partir do ano de 1995 que iniciou a
implementação da internet nessa modalidade.
Contudo,
foi nos anos de 1996 e 1997 que a EaD teve grande impulso no Brasil, com a organização
de vários laboratórios de ensino a distância, num ambiente de aprendizagem online com maiores
recursos. Muitas foram as instituições que desenvolveram cursos de EaD, e
dessas, várias ofereciam, seu próprio ambiente, disponibilizando gratuitamente
para qualquer pessoa que quisesse organizar um curso (PUC-Rio, PUC-Paraná).
Além dessa instituições, no final dos anos 90 importante consórcios
universitários foram criados a fim de organizar cursos a distância dedicados a
formação de professores: CEDERJ, UNIREDE,
IUVB.BR e VEREDAS.
Vale
lembrar que esses cursos têm o diploma validado pelo MEC, garantindo pleno
funcionamento da EaD pela lei 9.394/96, que veio regulamentar o decreto 5622 de
19 de novembro de 2005 estabelecendo a validade nacional dos diplomas e
certificados sem distinção dos cursos presenciais, porém, o curso de EaD deve
estar em conformidade com os referenciais de qualidade.
Dentro
dos requisitos básicos para se propor um projeto de EaD precisa-se encontrar:
compromisso dos gestores, desenho do projeto, equipe profissional
multidisciplinar, comunicação/interação entre os agentes, recursos
educacionais, infra-estrutura de apoio, avaliação contínua e abrangente,
convênios e parcerias, transparência de informação, sustentabilidade financeira
entre outros que garantam a especificidade da clientela e da instituição.
Já
fazem mais de 100 anos que a EaD se instalou no Brasil, mas seu impulso
aconteceu com o desenvolvimento das TICs, que alavancou essa modalidade de
ensino.
Segundo
a pesquisa dos autores, a percentagem quantitativa de alunos e instituições por
região, de alunos que já fizeram algum tipo de curso a distância são: Sudeste
estão 53% dos alunos e 54% de instituições de EaD, seguidos da região Sul, com
17% e 37% respectivamente, Nordeste, com 18% e 6%, o Centro-Oeste, com 7,6% e
11,4% e, por último a região Norte, com 3,7% dos alunos e 6,6% das
instituições. Isso nos sugere que temos muito ainda que ampliar em termos
extensão de ensino.
Dados preocupantes são analisados pelos autores onde
afirmam que segundo o censo de 2003, dos 2.122.973 professores que atuam na
educação básica, 753.905 não possuem Ensino Superior, o que nos mostra que a
EaD no Brasil é um anódino para os tantos profissionais que não freqüentaram a
educação formal.
As estatísticas demonstram a importância que tem os
cursos a distância na formação dos professores, principalmente no que diz
respeito a licenciatura, que são promovidos pelo MEC. Um dos programas criados
pelo MEC tem como destaque a Universidade Aberta que é um sistema nacional de
educação superior com os objetivos de garantir cursos de formação gratuita a
cidades que não tem ofertas de graduação superior, democratização, expansão,
desenvolvimento de projetos de pesquisa e de metodologias inovadoras de ensino,
preferencialmente para a área de formação inicial e continuada de professores
da educação básica.
Segundo as pesquisas dos autores, a regulamentação e
definições de políticas nacionais, desenvolvimento de programas de formação de
equipes multidisciplinares para EaD e desenvolver, avaliar e validar um sistema
consistente de acompanhamento, avaliação e validação de proposta pedagógica de
EaD, são urgentes e necessárias pois elas são as três frentes que repercutem
internamente nas instituições.
Ainda, a de se ressaltar que diante da situação em
relação a docência mediada nos cursos a distancia é preciso desenvolver métodos
que garantam a eficiência do curso, para isso tem que se preocupar com
metodologias pedagógicas específicas que venham corresponder a escolha do
cursista, no que diz respeito aos ambientes virtuais e seus múltiplos recursos.
Contudo, não podemos deixar de lado as questões
didáticas e o desenvolvimento particular de cada cursista, uma vez que este
pode diferenciar, pois se dão em tempo e espaço distintos.
Contudo,
apesar de toda a estrutura de ensino, a EaD no Brasil é uma modalidade muito
recente e ainda desejosa de criações metodológicas diversificadas e fazendo-se necessário
estudos e criatividade para implementar o curso a distância.
Por
outro lado, mesmo sabendo do grande avanço que a EaD tem conquistado, ainda é
grande o número de professores sem licenciatura e pessoas sem graduação. Talvez
por conta da cultura de resistência ainda existente contra a educação a
distância ou por não se de inteiro acesso as pessoas que mais precisam.
Outro fator, que ainda deve ser ressaltado, são as
questões de ordem regional, pois as que mais precisam são as menos favorecidas
pela EaD, ou seja, regiões que o acesso a um curso superior ou mesmo de
formação continuada são mais difíceis a EaD também não chegou de forma
expansiva. O que vem nos chamar a atenção, pois esse é um dos objetivos da EaD.
Enfim, a Educação a Distância no Ensino
Superior no Brasil é preconizado àqueles que necessitam fazer uma abordagem
analítica da atual situação da Educação a Distância no Brasil, pois nele
podemos verificar os dados existentes sobre essa modalidade de ensino e fazer
uma análise do papel de democratização do conhecimento e o retorno as urgentes
necessidades educacionais no Brasil, ainda, o texto preocupa-se com a
aproximação e apropriação dos participantes na construção de opiniões
elaboradas por meio do contato com novos conceitos e, a partir disso, considera
que eles aprendem a inferir e interferir em seu contexto.



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