Educação a Distância no Brasil

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Com
mais de um milhão de pessoas formadas pela EaD, do ensino básico ao superior, o
Mec vem tratando essa modalidade de ensino com atenção distinta. Pois a
demonstração do caráter inclusivo dessa educação não-formal, pode propiciar uma
gama dos mais variados cursos, proporcionando a democratização educacional.

Os
autores nos contam que o primeiro curso de graduação a distância no Brasil foi desenvolvido
pela Universidade Federal do Mato Grosso, e se iniciou com o uso de material
impresso e tutores a distância e somente a partir do ano de 1995 que iniciou a
implementação da internet nessa modalidade.

Contudo,
foi nos anos de 1996 e 1997 que a EaD teve grande impulso no Brasil, com a organização
de vários laboratórios de ensino a distância,  num ambiente de aprendizagem online com maiores
recursos. Muitas foram as instituições que desenvolveram cursos de EaD, e
dessas, várias ofereciam, seu próprio ambiente, disponibilizando gratuitamente
para qualquer pessoa que quisesse organizar um curso (PUC-Rio, PUC-Paraná).
Além dessa instituições, no final dos anos 90 importante consórcios
universitários foram criados a fim de organizar cursos a distância dedicados a
formação de professores: CEDERJ, UNIREDE, 
IUVB.BR e VEREDAS.

Vale
lembrar que esses cursos têm o diploma validado pelo MEC, garantindo pleno
funcionamento da EaD pela lei 9.394/96, que veio regulamentar o decreto 5622 de
19 de novembro de 2005 estabelecendo a validade nacional dos diplomas e
certificados sem distinção dos cursos presenciais, porém, o curso de EaD deve
estar em conformidade com os referenciais de qualidade.

Dentro
dos requisitos básicos para se propor um projeto de EaD precisa-se encontrar:
compromisso dos gestores, desenho do projeto, equipe profissional
multidisciplinar, comunicação/interação entre os agentes, recursos
educacionais, infra-estrutura de apoio, avaliação contínua e abrangente,
convênios e parcerias, transparência de informação, sustentabilidade financeira
entre outros que garantam a especificidade da clientela e da instituição.


fazem mais de 100 anos que a EaD se instalou no Brasil, mas seu impulso
aconteceu com o desenvolvimento das TICs, que alavancou essa modalidade de
ensino.

Segundo
a pesquisa dos autores, a percentagem quantitativa de alunos e instituições por
região, de alunos que já fizeram algum tipo de curso a distância são: Sudeste
estão 53% dos alunos e 54% de instituições de EaD, seguidos da região Sul, com
17% e 37% respectivamente, Nordeste, com 18% e 6%, o Centro-Oeste, com 7,6% e
11,4% e, por último a região Norte, com 3,7% dos alunos e 6,6% das
instituições. Isso nos sugere que temos muito ainda que ampliar em termos
extensão de ensino.

Dados preocupantes são analisados pelos autores onde
afirmam que segundo o censo de 2003, dos 2.122.973 professores que atuam na
educação básica, 753.905 não possuem Ensino Superior, o que nos mostra que a
EaD no Brasil é um anódino para os tantos profissionais que não freqüentaram a
educação formal.

As estatísticas demonstram a importância que tem os
cursos a distância na formação dos professores, principalmente no que diz
respeito a licenciatura, que são promovidos pelo MEC. Um dos programas criados
pelo MEC tem como destaque a Universidade Aberta que é um sistema nacional de
educação superior com os objetivos de garantir cursos de formação gratuita a
cidades que não tem ofertas de graduação superior, democratização, expansão,
desenvolvimento de projetos de pesquisa e de metodologias inovadoras de ensino,
preferencialmente para a área de formação inicial e continuada de professores
da educação básica.

Segundo as pesquisas dos autores, a regulamentação e
definições de políticas nacionais, desenvolvimento de programas de formação de
equipes multidisciplinares para EaD e desenvolver, avaliar e validar um sistema
consistente de acompanhamento, avaliação e validação de proposta pedagógica de
EaD, são urgentes e necessárias pois elas são as três frentes que repercutem
internamente nas instituições.

Ainda, a de se ressaltar que diante da situação em
relação a docência mediada nos cursos a distancia é preciso desenvolver métodos
que garantam a eficiência do curso, para isso tem que se preocupar com
metodologias pedagógicas específicas que venham corresponder a escolha do
cursista, no que diz respeito aos ambientes virtuais e seus múltiplos recursos.

Contudo, não podemos deixar de lado as questões
didáticas e o desenvolvimento particular de cada cursista, uma vez que este
pode diferenciar, pois se dão em tempo e espaço distintos.

Contudo,
apesar de toda a estrutura de ensino, a EaD no Brasil é uma modalidade muito
recente e ainda desejosa de criações metodológicas diversificadas e fazendo-se necessário
estudos e criatividade para implementar o curso a distância.

Por
outro lado, mesmo sabendo do grande avanço que a EaD tem conquistado, ainda é
grande o número de professores sem licenciatura e pessoas sem graduação. Talvez
por conta da cultura de resistência ainda existente contra a educação a
distância ou por não se de inteiro acesso as pessoas que mais precisam.

Outro fator, que ainda deve ser ressaltado, são as
questões de ordem regional, pois as que mais precisam são as menos favorecidas
pela EaD, ou seja, regiões que o acesso a um curso superior ou mesmo de
formação continuada são mais difíceis a EaD também não chegou de forma
expansiva. O que vem nos chamar a atenção, pois esse é um dos objetivos da EaD.

Enfim, a Educação a Distância no Ensino
Superior no Brasil é preconizado àqueles que necessitam fazer uma abordagem
analítica da atual situação da Educação a Distância no Brasil, pois nele
podemos verificar os dados existentes sobre essa modalidade de ensino e fazer
uma análise do papel de democratização do conhecimento e o retorno as urgentes
necessidades educacionais no Brasil, ainda, o texto preocupa-se com a
aproximação e apropriação dos participantes na construção de opiniões
elaboradas por meio do contato com novos conceitos e, a partir disso, considera
que eles aprendem a inferir e interferir em seu contexto.

Resenha crítica da história de Chapeuzinho Vermelho

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Chapeuzinho
Vermelho é um antigo conto popular de uma menina que consegue derrotar o lobo
mau, a história traz, entre outras, em sua essência textual um enredo de
aventura, desobediência, medo, suspense, emoção, afetividade.

No enredo a mãe
da menina pede a ela que leve algumas guloseimas para sua vovó doente e que ela
não pegue o caminho mais curto porque lá existe o lobo-mau. Despreocupada e
desobediente a menina, sem medo, encara o caminho, onde provavelmente o lobo
estaria. Enganada pelo lobo-mau, Chapeuzinho acreditando ser ele do bem, conta
pra onde está indo e o que vai fazer e o malvado sai correndo na frente para
encontrar a vovozinha primeiro e fazer dela seu jantar mas, antes que pudesse
fazer da pequena sua sobremesa, ele é pego pelos caçadores que escutam os
gritos e salvam a menina e a vovozinha de suas garras.

Chapeuzinho
Vermelho é descrita com uma criança desobediente porque contraria as ordens que
sua mãe lhe dá para que não passe por outro caminho. Ao mesmo tempo a ingenuidade
dela é demonstradas nas situações onde ela é enganada várias vezes pelo Lobo,
ainda, o autor faz uma analogia entre o lobo-mau e as coisas ruins que nos
acontecem na vida, caso façamos algo que não nos convém ou quando confiamos em
quem não conhecemos.

Na narração, a
floresta é lugar que dá uma conotação de aventura e suspense, lugar que
precisamos passar mas oferece riscos e precisamos estar atentos aos perigos.
Essa ideia é fortalecida com a letra da música que a menina sai cantando pela
estrada: “Pela estrada a fora eu vou bem sozinha, levar esses doces para a
vovozinha. Ela mora longe e o caminho é deserto, onde o Lobo-mau passeia aqui
por perto. Mas a tardinha, ao sol poente, junto a mamãezinha dormirei
contente.”

A música é o
enredo da história e dizendo como deveria ser no final, contando o que a menina
vai fazer, o perigo que corre e o que devia acontecer.

Num clima de
tremenda expectativa no que vai acontecer com Chapeuzinho, a cena termina num
final feliz que passou por muitas dificuldades.

É claro o objetivo
da história em focar os valores como obediência, respeito aos mais velhos, aos
animais e às diferenças, além de humildade, amor fraternal, generosidade,
compaixão, lealdade e isso é feito ao introduzir múltiplos símbolos e ideias
personificadas nos personagens e situações descritas.

É interessante
observar, a convergência para o sentido de identidade social e cultural que
permeia esse conto, a motivação do imaginário infantil e a sensibilização
afetiva, levam a uma aprendizagem do Certo e o Errado, por esse motivo, as
versões contadas modificam-se no decorrer dos séculos, evidenciando de que
forma as verdades humanas mudam.

Enfim, como a
maioria das fábulas infantis, a historinha de Chapeuzinho Vermelho traz uma
conotação moral, valorizando a importância de obedecer aos pais e entre outras,
a generosidade para com os mais velhos, a inocência da menina ao se deparar com
o lobo-mau e mesmo não o reconhecendo quando ele estava se passando pela
velinha, o suspense criado quando ela vai perguntado para que servia cada parte
dos órgãos enormes que ele tinha (nariz, orelha, olhos e boca), o medo de que
ela seja comida pelo lobo-mau e a emoção de ser resgatada pelos caçadores.
Todas essas emoções, valores e sentimentos são descritos para ensinar,
convencendo a quem está apreciando a história do que é apropriado e
inconveniente.

A importância da leitura de jovens e adultos

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Segundo Picanço e Pereira, o desafio na formação
de leitores envolve múltiplos fatores, pois de acordo com suas afirmações,
aprender a ler implica em despertar um sentimento no leitor a ponto de fazê-lo
sentir-se capaz de (des)articular e transformar a significação de tudo o que se
leu, transformando a sua compreensão em relação ao que foi lido, a sua
convivência, da interpretação cultural e da existência muito mais profundo e
intenso.


As autoras citam em sua
obra Maria Helena Martins (1994, p.74), que sintetiza o conceito de leitura em
duas caracterizações: o condicionamento estímulo resposta/behaviorista -
skinneriana  e perspectiva
cognitivo-sociológica, para afirmar que a segunda teoria é a de um leitor
ideal, é aquele que consegue entender e inferir e não apenas arquivar a
mensagem, fazendo uma ponderação e um constante reflexão do que leu.


Enfim, Picanço e Pereira
afirmam que o leitor ideal é aquele que conseguirá legitimar transformações
sobre os objetos da realidade, pois o leitor que souber interpretar o que leu, unindo
teoria e prática, poderá construir sua própria mensagem, retransmiti-la e assim
intervir em seu meio social.

Retratos da Leitura no Brasil

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Está é uma resenha da obra “Retratos da Leitura no Brasil”, que se tornou
referência como o primeiro e único estudo em âmbito nacional sobre o desempenho
do leitor brasileiro. Seu objetivo é ampliar discussões que contribuam para formação
de políticas e ações efetivas a fim de fornecer, efetivamente, subsídios para a
edificação de um país de leitores.

A pesquisa de Maria Antonieta da Cunha mostra
que houve um aumento considerável no índice de leitura no Brasil. Preocupada
com a continuação dessa evolução da leitura a autora acredita que se os
responsáveis diretos e indiretos (autores, ilustradores, editoras,
divulgadores, livrarias, mediadores de leitura (dentro ou fora de escolas e
bibliotecas), pesquisadores, gestores do poder público ou não), precisam se
preocupar mais com uma política de leitura no país.
Como a autora tem consciência do chão que
ainda temos que percorrer até atingirmos os níveis mais descentes ela usa o
termo cadeia sugerindo “um trabalho
pensado, planejado, executado de maneira parceira, uma ação integrada, tendo
sempre como alvo esse bem comum que nos une: a promoção da leitura.”

Contudo, ela afirma que há uma expressiva
faixa da população que desconhece ou conhece muito pouco os materiais de leitura.
Isso se deve pelo fato das dificuldades de acesso aos materiais de leitura, em
especial o livro, ou por outro lado quando se tem, falta o dinamismo motivado
que leva o leitor a ligar-se a leitura, fazendo-o preferir os meios de
comunicação eletrônicos.

Dentro dos dados relacionados em
percentuais descritos a pesquisa vem relatando os várias problemas que dizem
respeito a habilidades que são formadas no processo educacional que resultam os
altos níveis números dos não-leitores: analfabetos e têm até a 4ª série, faixa
em que as práticas de leitura ainda não estão consolidadas; poder aquisitivo
que é algo relevante para a constituição de leitores assíduos; má formação das
habilidades necessárias à leitura e falta de formação e aperfeiçoamento de
professores de língua portuguesa e mediadores de leitura.

Todos os dados da pesquisa apontam que o
papel de desenvolvedor de leitores é a escola e que ela precisa energizar sua
ação em todas as gerências relacionadas ao gosto pela leitura e para isso é
urgente que esses profissionais/educadores se afinem como mediadores de
leitura, e não apenas leitores enquanto estudantes mas leitores para toda a
vida, mesmo após o término dos estudos.

Entretanto, várias são as alegações para
essa quantidade de não-leitores podemos citar: as bibliotecas atuais que não se
tornam atrativas por variadas situações inclusive de despreparo, pode
aquisitivo, falta de “pontos de vendas”.

A pesquisa ainda trás uma avaliação das
regiões colocando a norte e nordeste com as regiões de menor quantitativo de
leitores e incluindo a região centro-oeste o MEC vem implantando projetos para
sanar esses problemas e com maior quantitativo a região Sul seguida da sudeste.

Entretanto, para garantir com otimismo a
pesquisa, Maria Antonieta da Cunha, encerra afirmando que de acordo com os
entrevistados o professor é o que mais tem lido para seus alunos e que o número
vem cada vez menor em relação a pergunta sobre quem influenciou o entrevistado
sobre seu gosto pela leitura e a resposta foi “ninguém”.

Nos levantamentos gráficos da pesquisa
realizada vale destacar quem são os leitores de livros no Brasil o os leitores
de livros no Brasil: 95,6 milhões (55% da população estudada) declaram ter lido
pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses (outros 6 milhões leram em meses
anteriores e não foram computados); 47,4 milhões (50%) dos leitores são
estudantes que lêem livros indicados pelas escolas (inclusive didáticos); 6,9
milhões(7%) dos leitores estavam lendo a Bíblia; outros 41,1 milhões que não
são estudantes: 7,3 milhões têm até 4ª série do E. Fund. (9% desse grupo); 10,6
milhões têm de 5ª a 8ª série do E. Fund. (27% desse grupo); 14,9 milhões têm o
Ensino Médio(37% desse grupo) e 8,5 milhões têm Ensino Superior (55% desse grupo).
55% são mulheres e para encerrar, no que reitero, ser importante, a infância e
a adolescência são lembradas como o período em que as pessoas mais liam o que
demonstra claramente que a formação de leitores se faz nessa fase da vida e que
consolida que a escola tem um papel fundamental na preparação de leitores.

Não acho difícil entender a dificuldade
na formação de pessoas para a leitura, os motivos são abrangentes: a falta de
tempo, o desinteresse, falta de motivação, falta da necessidade, falta de hábitos
e  outros, estão intrinsecamente relacionados
a cultura familiar e escolar. E essas situações vêm se engendrando com a
explosão dos meios eletrônicos virtuais, que levam a busca dinâmica das imagens
e sons de tal forma, que vem enfraquecendo cada vez mais a leitura que não é
algo dinâmico.

Como barrar um mecanismo dinâmico como a
televisão e o computador em função da leitura que exige comportamento passivo?
Precisamos estudar melhor esses mecanismos e a repercussão deles na vida dos brasileiros
não leitores e partir dessa prerrogativa para buscarmos soluções para essas
inquietações inerentes a formação de cidadãos ledores.

Assim como os professores, sabemos que a
família também não tem formação necessária para formar leitores em casa, ela
cresceu numa geração de não leitores, tornou-se um, e se a família não lê também
estará prevalecendo a camada influenciadora a não-leitura.

Então, onde aprender essa importância? Na
escola. Mas a escola não dispõe de preparo para incentivo da leitura. Como fica
nosso papel nessa problemática histórica neste país de não leitores, papel de
coadjuvantes que lêem as pesquisas, parafraseiam e entregam os trabalhos
acadêmicos ou protagonistas que buscam em seu dia-a-dia contribuir com a
leitura lendo aos filhos e ou alunos?

Enfim, acredito que precisamos fazer de
nosso tempo livre, mesmo que seja mínimo, um tempo para leitura para nós e/ou
para o outro, estudando e pesquisando processos, metodologias e assim nos
preparando para preparar uma futura nação de leitores.

Chapeuzinho Vermelho Virtual

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Essa história
se passa em 2010 num mundo completamente tecnológico.

Dona Ana era
uma mulher muito moderna, gostava de estar conectada ao mundo com todo o tipo
de tecnologia. E assim ensinou sua filha Chapeuzinho Virtual, de 17 anos, a ser
assim também.

Chapeuzinho
gostava muito de navegar na internet, ficava conectada 12 horas por dia. Quando
não era no computador ela usava o smartphone, sempre se comunicando com o mundo
virtual.

Sua mãe
preocupada com as ciladas que sempre ouve falar nesse meio virtual, sempre
dizia a sua filha:

- Chapeuzinho,
cuidado com as pessoas que você conversa na internet, você nunca sabe com quem
está falando. Existem muitas pessoas mal intencionadas e você pode acabar
encontrando alguém assim.

Um dia
Chapeuzinho recebeu um email de uma pessoa que ela conheceu num site de
relacionamento. Ela ficou muito empolgada porque era um cara muito bonito,
alto, forte, físico atlético, olhos azuis, cabelos pretos completamente lisos.
Um deus grego.

Chapeuzinho
respondeu no mesmo instante. Ela até se imaginou namorando com aquele rapaz
lindo.

A mocinha,
correu para contar pra sua mãe. Mostrou-lhe o email e as fotos do rapaz. Sua
mãe também se encantou por ele. Mas alertou a filha:

- Chapeuzinho,
não se envolva com esse rapaz, ele pode não ser o que se apresenta. Nessa rede
de comunicação muitas pessoas se passam por quem não são. Ele pode se
apresentar assim, mas na verdade pode não ser uma boa pessoa.

Chapeuzinho
não se importou com o que a sua mãe disse. Respondeu logo aquele email e já
marcou com ele um encontro virtual.

Uma hora antes
da hora marcada, lá estava a mocinha esperando o rapaz que mais parecia um
príncipe, de tão perfeito era o perfil e as fotos postados no site de relacionamento.
Ela se arrumou toda, foi no salão de beleza e fez uma bela chapinha, maquiagem,
as unhas, comprou até roupa nova, parecia que o encontro seria ao vivo.

Em frente ao
computador ela se ajeitava e ajeitava os aparelhos para estar tudo certo, comprou
até uma webcam nova para ficar bem na fita. Seu coração batia forte, suas mãos
suavam muito e suas pernas tremiam, estava muito ansiosa para conhecer o rapaz.

No horário ela
viu que ele aparecera no MSN, o som do Nick dele entrando fez com que ela sentisse
um tremor por todo o corpo. Era ele!

De repente,
Chapeuzinho escutou a janelinha de chat chamando por ela. E a conversa começou.
Meia hora depois ela pediu ao rapaz para que ligassem a webcam para que eles se
conhecessem. E assim fizeram. Realmente lindo. O rapaz era tudo aquilo que ela
tinha visto nas fotos e mais, ele tinha uma conversa muito elegante,
demonstrava ser inteligente.

Horas se
passaram ali naquele chat, Chapeuzinho ficou encantada, apaixonada, empolgada e
já marcaram outro encontro.

Um mês depois,
vários encontros virtuais aconteceram e a mãe de Chapeuzinho achou que a
empolgação da filha havia acabado porque a moça não falava mais nesse assunto.
Mas ela estava enganada, Chapeuzinho já estava marcando um encontro na real com
o rapaz e seria dali a alguns dias.

No dia marcado
Chapeuzinho caprichou mais ainda em seu look. E lá foi ela para a praça de
alimentação do shopping que foi combinado.

De longe ela
viu o rapaz chegando, nervosa e ansiosa, ela recebeu timidamente o moço, depois
de alguns minutos Chapeuzinho percebeu que algo não estava certo, e perguntou
ao rapaz:

- Já nos
conhecemos há algum tempo e não sei ainda seu nome verdadeiro, poderia me
dizer?

O moço então
disse:

- Meu nome é
estrangeiro difícil de decorar, é Bad Wolf, mas pode me chamar de Bad, todos me
chamam assim.

 A menina Chapeuzinho que conhece bem o
inglês, achou muito estranho aquele nome e sabia que já tinha ouvido sobre ele
em algum lugar. E continuou a conversar:

- Que olhos
azuis lindos você tem!

- São para te
admirar!

- Que boca
mais linda você tem!

- São para te
beijar.

- Que pele
macia você tem!

- São para
você apreciar.

- Que braços
tão forte você tem!

- São para te
abraçar.

Nesse instante
Chapeuzinho deu um pulo pra trás e o rapaz foi mais pro lado dela. Intrigada, a
menina ficou cabreira, e percebeu que algo não estava certo.

Na hora de pagar o lanche ele
disse que havia esquecido a carteira e ela percebeu que era uma mentira só para
que ela pagasse a conta sozinha. Na hora do cinema a mesma coisa, ela teve que
pagar a entrada.

Chapeuzinho,
que não é boba sentiu que aquele cara não era boa companhia, mas, mesmo assim
passou o dia todo com ele. Despediram-se e foram cada um pra sua casa. Ela
pegou o ônibus e não percebeu que o rapaz estava seguindo-a. Ao chegar perto de
sua casa, numa rua mais deserta ela sentiu alguém pegando bruscamente em seu
braço e empurrando-a no muro. Assustada ela não teve tempo de gritar porque sua
boca foi abafada pela boca do rapaz. Foi ai que ela percebeu que o Bad Wolf,
rapaz que ela havia conhecido na rede, estava agarrando-a. Ela resistiu no
começo, mas acabou cedendo. Porém, ela se perguntou: “Por que ele está fazendo
isso aqui em um lugar tão escondido?”.

Num relance
ela se afastou e tentou fugir. Mas o rapaz falou:

- Relaxa, fica
fria, confia em mim, não sou mal.

Mas aquelas
palavras não soaram bem. Chapeuzinho insistiu em sair dali rapidamente, sabia
que havia caído em uma cilada. Tentou se 
desvencilhar do Bad, mas não conseguia e conseguiu soltar um grito, e
foi ouvida por um visinho que estava ali perto e saiu correndo pra ver o que se
passava. Quando ele reconheceu Chapeuzinho foi pra cima do Bad Wolf, dando-lhe
socos e pontapés. O rapaz saiu correndo e Chapeuzinho agradeceu ao visinho por
tê-la ajudado.

Aliviada por
não ter tido conseqüências maiores, Chapeuzinho acabou de chegar em sua casa,
contou toda a história pra sua mãe e quando ela foi deitar o seu celular tocou,
era uma mensagem escrita dizendo:

- Eu sei quem
você é e onde você mora.

 

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