Pedagogia Hospitalar – ano letivo
30 mar 2010 Deixe um comentário
em Profª Bia Tags:aulas, hospital, pedagogia hospitalar
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Professores
dão aulas em hospitais
Para evitar
que as crianças percam o ano letivo por causa de internação hospitalar,
professores de Sergipe vão até os hospitais para repor as aulas. Os educadores
do projeto “Classe Hospitalar – O anjo linguarudo de asas quebradas quer
voar” narram fábulas e contos da literatura infantil enfocando os
conteúdos curriculares. Com isso, estimulam o desenvolvimento do raciocínio,
trabalham valores como a coragem e a auto-confiança, além da leitura e produção
de texto.
Usando
desses recursos, é possível abordar conteúdos da língua portuguesa, matemática
e ciências. Atendemos crianças da pré-escola à 8º série de forma lúdica, mas
sem perder contato com o que está sendo trabalhado na sala de aula de seu
colégio. É um direito dessas crianças receber assistência educacional onde quer
que estejam,” diz a coordenadora do projeto, Gileide Lessa.
Para que
isso aconteça, o planejamento das aulas é feito de acordo com a série e o
currículo escolar do enfermo. Todos os dias, eles têm quatro horas de aulas num
acompanhamento individual e em turmas, conforme a necessidade de cada um.
Quando o paciente recebe alta hospitalar, um relatório é encaminhado para o
colégio sobre os conteúdos trabalhados com aquela criança. Dessa forma, o aluno
pode continuar acompanhando os colegas da turma.
De acordo
com o último levantamento feito pelo projeto em 2004, 79 crianças – a maioria
proveniente da zona rural – internadas no hospital foram atendidas. O projeto
piloto funciona há três anos e deve ser estendido a outras unidades
hospitalres.
”Sabemos
que o internamento, principalmente em casos muito graves, transforma a vida das
crianças. Acredito que o projeto colabora muito para melhoria da auto-estima e
para que eles não se sintam abandonados. Além da ajuda educacional procuramos
sempre manter os pais por perto e dar muito carinho e atenção a eles para que
se sintam valorizados e respeitados,” conta.
Autora: Karina
Costa
FONTE: http://aprendiz.uol.com.br/content/dretochede.mmp



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