5 dicas para uma aula melhor
28 fev 2009 1 Comentário
em Profª Bia Tags:aula melhor, educação, emoção, professor

1 – Incite, não informe
Uma boa aula não termina em silêncio ou com os alunos olhando para o
relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula,
pergunte-se:, o que você matéria seria colocada em um jornal
ou revista? Use o espírito das manchetes, não seja literal, nem tente
ser um professor do tipo:
Folha: Números Primos encontrados no congresso. 68% dos outros algarismos são contra.
IstoÉ: Denúncia: A conta secreta de Maurício de Nassau.
Fernando Henrique poderia estar envolvido, se já fosse nascido.
Zero Hora: O Mar Morto não fica no Rio Grande do Sul. Apesar disso, você precisa conhecê-lo.
Caras: Ferro diz que relacionamento com oxigênio está corroído: “Gás Nobre coisa nenhuma”.
2 – Conheça o ambiente
Você nunca vai conseguir a atenção de uma sala sem a conhecer. Onde
moram os alunos e como eles vivem – quem vem de um bairro humilde de
periferia não tem nada a ver com um morador de condomínio fechado,
apesar de, geograficamente, serem vizinhos. Quais informações eles
tiveram em classes anteriores, quais seus interesses. Mesmo nas
primeiras séries, cada pessoa têm suas preferências e o grupo assume
determinada personalidade.
3 – No final das contas (e no começo também)
As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos
15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você
cometer um erro nesses momentos.
Os primeiros 30 segundos (principalmente das primeiras aulas do ano ou
semestre) são um festival de conceituação e de cálculo dos discentes.
Mesmo inconscientemente, eles respondem às seguintes questões:
- Quem é esse professor? Qual seu estilo?
- O que posso esperar dessa aula hoje e durante todo o ano?
- Quanto da minha atenção eu vou dedicar?
E isso, muitas vezes, sem que você tenha aberto a boca.
4 – Simplifique
Você certamente já presenciou esse fenômeno em algumas palestras: elas
acabam meia hora antes do final. Ou seja, o apresentador fala o que
tinha que falar e passa o resto do tempo enrolando. Ou então, pior,
gasta metade da apresentação com piadas, truques de mágica, histórias
pessoais que levam às lágrimas, “compre meu livro” e aparentados, e o
assunto, em si, é só apresentado no final – se isso.
Por isso, uma das regras de ouro de uma boa aula é
- simplifique, tanto
na linguagem como na escrita.
Caso real: reunião de condomínio na
praia, uma senhora reclamava que sua TV não funcionava direito.
Explicaram-lhe que era necessário sintonizar em UHF. Ela então
perguntou para quê a diferença entre UHF e VHF. Um vizinho prestativo
passou a discorrer sobre diferenças na recepção, como uma transmissão
poderia interferir na outra, nas características geográficas… Ela
continuava com aquela cara de quem não entendia nada. Até que um garoto
resumiu a questão em cinco letras:
“AM e FM.”
“Ahhh, entendi.”
Escrever e falar da maneira mais simples possível não significa
suavizar a matéria ou deixar de mencionar conceitos potencialmente
“espinhosos”. Use e abuse de exemplos e analogias. Divida a informação
em blocos curtos, para que seja melhor assimilada.
5 – Ponha emoção
Certo, você tem PhD naquela área, pesquisou o assunto por meses a fio,
foi convidado para dar aulas em faculdades européias. Mesmo assim, seus
alunos podem não prestar atenção em você. Segundo estudos, o impacto de
uma aula é feito de:
- 55% estímulos visuais – como você se parece, anda e gesticula;
- 38% estímulos vocais – como você fala, sua entonação e timbre;
- e apenas 7% de conteúdo verbal – o assunto sobre o qual você fala.
Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a
parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em
outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com
naturalidade. Passe sua mensagem de forma interessante.
Para o bem e para o mal, você dá aula para a geração videoclipe.
Pessoas que foram criadas em frente aos mais criativos comerciais, onde
videogames mostram realidades fantásticas. Entretanto, a tecnologia
deve ser encarada como aliada, e não inimiga – apresentações
multimídia, aparelhos de som, videocassetes – tudo isso pode ser usado
como apoio à sua aula.
Brasílio Neto



mar 01, 2009 @ 21:03:00
Obrigada pela visita e o carinho da postagem Jorge Alberto.
Abraços.
Bia