5 dicas para uma aula melhor
28 fev 2009 1 Comentário
em Profª Bia Tags:aula melhor, educação, emoção, professor

1 – Incite, não informe
Uma boa aula não termina em silêncio ou com os alunos olhando para o
relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula,
pergunte-se:, o que você matéria seria colocada em um jornal
ou revista? Use o espírito das manchetes, não seja literal, nem tente
ser um professor do tipo:
Folha: Números Primos encontrados no congresso. 68% dos outros algarismos são contra.
IstoÉ: Denúncia: A conta secreta de Maurício de Nassau.
Fernando Henrique poderia estar envolvido, se já fosse nascido.
Zero Hora: O Mar Morto não fica no Rio Grande do Sul. Apesar disso, você precisa conhecê-lo.
Caras: Ferro diz que relacionamento com oxigênio está corroído: “Gás Nobre coisa nenhuma”.
2 – Conheça o ambiente
Você nunca vai conseguir a atenção de uma sala sem a conhecer. Onde
moram os alunos e como eles vivem – quem vem de um bairro humilde de
periferia não tem nada a ver com um morador de condomínio fechado,
apesar de, geograficamente, serem vizinhos. Quais informações eles
tiveram em classes anteriores, quais seus interesses. Mesmo nas
primeiras séries, cada pessoa têm suas preferências e o grupo assume
determinada personalidade.
3 – No final das contas (e no começo também)
As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos
15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você
cometer um erro nesses momentos.
Os primeiros 30 segundos (principalmente das primeiras aulas do ano ou
semestre) são um festival de conceituação e de cálculo dos discentes.
Mesmo inconscientemente, eles respondem às seguintes questões:
- Quem é esse professor? Qual seu estilo?
- O que posso esperar dessa aula hoje e durante todo o ano?
- Quanto da minha atenção eu vou dedicar?
E isso, muitas vezes, sem que você tenha aberto a boca.
4 – Simplifique
Você certamente já presenciou esse fenômeno em algumas palestras: elas
acabam meia hora antes do final. Ou seja, o apresentador fala o que
tinha que falar e passa o resto do tempo enrolando. Ou então, pior,
gasta metade da apresentação com piadas, truques de mágica, histórias
pessoais que levam às lágrimas, “compre meu livro” e aparentados, e o
assunto, em si, é só apresentado no final – se isso.
Por isso, uma das regras de ouro de uma boa aula é
- simplifique, tanto
na linguagem como na escrita.
Caso real: reunião de condomínio na
praia, uma senhora reclamava que sua TV não funcionava direito.
Explicaram-lhe que era necessário sintonizar em UHF. Ela então
perguntou para quê a diferença entre UHF e VHF. Um vizinho prestativo
passou a discorrer sobre diferenças na recepção, como uma transmissão
poderia interferir na outra, nas características geográficas… Ela
continuava com aquela cara de quem não entendia nada. Até que um garoto
resumiu a questão em cinco letras:
“AM e FM.”
“Ahhh, entendi.”
Escrever e falar da maneira mais simples possível não significa
suavizar a matéria ou deixar de mencionar conceitos potencialmente
“espinhosos”. Use e abuse de exemplos e analogias. Divida a informação
em blocos curtos, para que seja melhor assimilada.
5 – Ponha emoção
Certo, você tem PhD naquela área, pesquisou o assunto por meses a fio,
foi convidado para dar aulas em faculdades européias. Mesmo assim, seus
alunos podem não prestar atenção em você. Segundo estudos, o impacto de
uma aula é feito de:
- 55% estímulos visuais – como você se parece, anda e gesticula;
- 38% estímulos vocais – como você fala, sua entonação e timbre;
- e apenas 7% de conteúdo verbal – o assunto sobre o qual você fala.
Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a
parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em
outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com
naturalidade. Passe sua mensagem de forma interessante.
Para o bem e para o mal, você dá aula para a geração videoclipe.
Pessoas que foram criadas em frente aos mais criativos comerciais, onde
videogames mostram realidades fantásticas. Entretanto, a tecnologia
deve ser encarada como aliada, e não inimiga – apresentações
multimídia, aparelhos de som, videocassetes – tudo isso pode ser usado
como apoio à sua aula.
Brasílio Neto
Oscar 2009. Quem vai ganhar?
22 fev 2009 Deixe um comentário
em Profª Bia Tags:academy award, cinema, gayden wren, hollywood watch, oscar, oscar 2009, premiação de cinema
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Sempre que
acontece a premiação para o Oscar você arrisca, ou até mesmo aposta, algum nome
como vencedor?
Você arrisca nomes
para o Oscar 2009?

Hoje eu descobri uma coisa que sempre fiquei me perguntando e não tinha
resposta, mas por acaso, navegando pelo site da UOL, entendi por que muitas
vezes os mais esperados, não são sempre os que ganham o Oscar.
Muitas vezes o nome mais cotado não ganha e ficam todos de queixo caído, e isso
por muitas vezes acontecia comigo.
Por fim, nem mais arriscava apostas. Bem, hoje entendi o que acontece por trás
dos bastidores da escolha dos indicados para esse prêmio.
Segundo GAYDEN
WREN, Do Hollywwod Watch, afirma que: “(.) não se trata de quem você acha que
deve vencer, porque os eleitores da Academia não são como você ou seus amigos.
Eles assistem a mais filmes e os assistem como pessoas de dentro da indústria,
o que significa que eles têm mais consciência do mecanismo por trás da mágica
e, portanto, ficam mais impressionados quando a mágica supera o mecanismo”.
Bom, agora as
escolhas fazem sentido pra mim. Sabia que tinha uma boa desculpa por trás
dessas escolhas.
Agora mesmo que não
farei previsão mais! rs
Fonte:http://cinema.uol.com.br/oscar
13 Dicas para ter um infarto Feliz
21 fev 2009 1 Comentário
em Profª Bia Tags:cardiologia, chile, fotos do chile, infarto
Estava dando uns rolés por esses Blogs da net me deparei um um incrível Blog com fotos maravilhosas do Chile e fiquei boquiaberta, literalmente com as fotos das paisagens, busquei conhecer o perfil do Blogueiro. E lá descobri todos seus Blogs e em um deles havia o texto que postei aqui sobre as 13 dicas para ter um infarte.
Vale a pena dar uma passadinha nos Blogs abaixo:
Desinozando e Volta ao Mundo Google Earth

por Dr. Ernesto Artur – CARDIOLOGISTA
- <> Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias;
-
<> Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos;
- Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde;
-
<> Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem;
-
<> Procure
fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e
aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros,
reuniões, simpósios etc.; -
<> Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila.
Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes; -
<> Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro;
-
<> Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro;
<> Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
-
<> Se
sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de
estomago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão
te deixar tinindo; -
<> Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.
-
<> E
por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração,
meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida . Isto é
para crédulos e tolos sensíveis. - Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.
BOM INFARTO PRA VC!

TEXTO ENCONTRADO NO BLOG: http://desinozando.blogspot.com/
Aprender a Aprender
21 fev 2009 Deixe um comentário
em Profª Bia Tags:aprender a aprender

Ora, antes de pensar Matemática, Medicina, Direito, Engenharia, Filosofia
etc., é preciso simplesmente saber pensar, óbvio. Presume-se que
as pessoas nascem pensando… o que está longe de ser verdade. As pessoas
nascem com inteligência, o que não significa que façam uso
dela.
No entanto, já no século IV a.C., milhares de anos antes do Curso
Objetivo, do Curso Anglo etc., o filósofo grego Aristóteles anunciava,
sem muita propaganda ou marketing, um curso deste tipo. Foi ele o primeiro a
anunciar um curso que ensinava a lidar com as formas do pensamento, sem
ligar para o seu conteúdo. Ensinava a pensar correto, pois
um raciocínio não é verdadeiro nem falso, e sim válido
ou inválido. Como insistir em verdadeiro e falso, como se só houvesse
essas duas alternativas, como se a todas as perguntas fosse possível
responder com esse tipo de dualismo, um dos tantos que infernizam a vida humana,
como seus colegas: certo/errado, bom/mau, bonito/feio, moral/imoral, normal/anormal,
natural/anti-natural, teísta/ateu, homossexual/heterossexual (ah! novela
Mulheres Apaixonadas, com mãe e filha se dilacerando por causa
disso) etc.
Certo, errado, verdadeiro ou falso?
Entre certo e errado existe toda uma gama de valores: provavelmente
certo, provavelmente errado, insuficiência de dados…
Aristóteles mesmo caiu nessa cilada. Ele é o fundador da lógica
bivalente, aquela que vê tudo em termos de verdadeiro ou falso,
isto é, só admite dois valores lógicos. Foi preciso passarem
23 séculos para a lógica explodir esses conceitos, no século
dezenove. Hoje falamos de lógicas, no plural: bivalente, trivalente,
polivalente entre outras.
Dever-se-ia, pois, evitar pedir aos educandos que respondam verdadeiro
ou falso às questões… Verdade e falsidade são
algo objetivo, que se impõe a todos. Respostas como certo ou
errado já são mais modestas, mais realistas. Certo ou errado
são algo subjetivo, que depende da pessoa, dos dados de que dispõe.
Seria ainda mais educativo fornecer ao educando uma gama de respostas: certo,
provavelmente certo, insuficiência de dados, provavelmente errado, errado.
Quanto mais ignorante é uma pessoa, mais certezas tem. Ela confunde
o amor à certeza com o amor à verdade.
Por exemplo, se alguém perguntar a um marido alcoólatra se ele
costuma bater na mulher quando está completamente embriagado, será
que ele poderá responder a essa pergunta em termos de verdadeiro
ou falso, de correto ou incorreto, como fazem aqueles policiais
entrevistados lá no programa Cidade Alerta?. Evidentemente que não.
Ele só poderá dizer: “provavelmente sim”, ou “provavelmente
não”, ou “não sei”. Quem poderia responder a isso
em termos de verdadeiro ou falso seria só Deus ou um vice-Deus.
Mas Deus não é casado nem alcoólatra…
Ninguém nasce pensando
Aristóteles falava de um organon, um instrumento para ampliar
a nossa capacidade de pensar. Uma espécie de “óculos”
para aumentar a nossa visão intelectual, como os oculistas prometem ampliar
a nossa visão física. Porque ninguém na realidade nasce
pensando. Pensar é um hábito, uma conquista, algo que se adquire,
que vira uma segunda natureza. As pessoas nascem com a capacidade de pensar.
Não quer dizer que façam uso dela. O hábito é algo
que se faz sem dificuldade, quase sem o sentir. Como a virtude, que se
pratica sem o perceber, sem dificuldade. O vício também é
assim: pratica-se com a maior facilidade. Basta observar a frieza com que os
criminosos falam dos seus feitos monstruosos.
Se ninguém nasce pensando, ninguém também precisa morrer
sem pensar. Pensar se aprende. Basta exercitar-se no pensamento. Se quem inventou
o alfabeto era analfabeto, quem inventou o pensamento era um “burro”
no bom sentido, que parou para pensar. O problema é o do que vem a ser
pensar, afinal de contas. Para os dicionários, é refletir (voltar-se
para si mesmo), considerar (etimologicamente, “olhar para os astros”,
sidera em latim), formar idéias etc. Tudo demasiado vago, que
deixa a pessoa na mesma, sem saber por onde começar.
Operações de pensamento
Na realidade, pensar é trabalhar sobre os dados que nos são fornecidos
pelos sentidos. Dado é, como o nome está dizendo, aquilo
que recebemos de graça, sem nenhum esforço, bastando abrir os
olhos ou os ouvidos. Como tudo o que é de graça, isso pouco valor
tem para nos orientar na selva da realidade. Só o dado trabalhado, burilado
(como o diamante bruto) adquire toda a sua força, toda a sua importância
para nós. Podemos trabalhá-lo de várias formas: observando-os
bem (sabemos que a atenção espontânea, é dispersa,
podendo deixar de lado o imperceptível e o significativo), comparando-os
entre si, interpretando-os etc. Donde as chamadas operações
de pensamento: observação, comparação, interpretação,
classificação, resumo, imaginação (invenção),
procura de pressupostos, crítica etc. Todas elas com regras apropriadas.
É isso, se não me engano, que devia ser feito em sala de aula
e fora dela. A matéria lecionada, o currículo não tem lá
tanta importância.
Para a Filosofia nenhum assunto lhe é estranho; pelo contrário,
todo bom assunto lhe é estranho. Assim também para a “pensamentática”.
Essa e a decoreba usam do mesmo currículo, mas não com os mesmos
resultados. A primeira forma o cidadão, o profissional competente; a
segunda, o diplomado. Vale a pena, pois, ensinar a pensar.
Os entendidos garantem que não fazemos uso nem de 5% da nossa capacidade
de pensar
Sabe-se que esta divisão das pessoas é feita pelos “bons”
Idea (grego), donde Cícero tirou o latim idea, significa
exatamente isto: “visão mental”

Fernando Pessoa: Espólio é Patrimônio Nacional
21 fev 2009 1 Comentário
em Profª Bia Tags:biblioteca nacional, espólio, fernando pessoa, patrimonio nacional

Notificações. Abrangem públicos e privados
Despacho da Biblioteca Nacional dá vinte dias para comunicações
O despacho assinado no dia 14 deste mês pelo director da Biblioteca
Nacional (BN) classifica todo o espólio de Fernando Pessoa como
património nacional. O documento impõe, desde a sua assinatura, que
qualquer mudança de casa ou de titularidade de partes do espólio do
autor português mais conhecido mundialmente tenha de ser comunicada,
além de estar impedida de sair do país, a não ser para exposições
autorizadas.
“O Estado não teve outro remédio senão proceder à sua classificação”,
disse ao DN o director da BN, Jorge Couto, que explica porque procedeu
desta forma. “Iniciei há dois anos um longo período de contactos para
que a família apresentasse propostas ao conjunto de materiais que
incluem 300 cartas entre Fernando Pessoa e a mãe, para as quais propus
uma cláusula de consulta reservada. Nada se conseguiu. E como havia o
risco de dispersão de um bem cultural, o Estado sentiu o dever de
intervir, com a classificação. A família nunca abriu uma porta ao
Estado, dando sempre respostas negativas ou evasivas, denotando sempre
um grande ressentimento.”
Notificações enviadas
Nesta sequência a BN já notificou as bibliotecas públicas de Ponta
Delgada e do Porto, assim como o centro de Estudos Regianos de Vila do
Conde e a Casa Fernando Pessoa em Lisboa – locais onde existe material
do e sobre o poeta -, para que respeitem as normas decorrentes da
classificação. Ficam também obrigados às mesmas determinações os
desconhecidos que possuem documentos de Pessoa, nomeadamente os da sua
correspondência com amigos.
Jorge Couto lembra que existe ainda “muita documentação na família e
entre particulares que podem contribuir para novas perspectivas sobre
Fernando Pessoa”.
Questionado sobre o anúncio do leilão que no dia 13 de Novembro
licitará fotos e manuscritos à mão e à máquina do poeta, o director da
BN refere que “a classificação não impede que os bens fiquem com os
privados”.

LEONOR FIGUEIREDO
Pedagogia do Amor
21 fev 2009 1 Comentário
em Profª Bia Tags:educação, escola da vida, gabriel chalita, o patinho feio, pedagogia do amor, valeria poletti

Num tempo em que a aparência vale mais do que a essência e a competição
impera nos relacionamentos, é imprescindível falar com nossas crianças
sobre companheirismo, amizade, amor. Num tempo em que a esperança
parece cada vez mais escassa, é fundamental reavivar nossa confiança em
dias melhores. Num tempo em que os valores que devem nortear a vida em
sociedade são progressivamente esquecidos, é um estímulo encontrar
obras como A Pedagogia do Amor,
de Gabriel Chalita, escritor e professor. Em seu livro, Chalita buscou
mostrar aos pais e professores a contribuição das histórias universais
para a formação de valores da nova geração, tão carente de princípios
como respeito, solidariedade e idealismo. O autor tenta fazer isso de
forma lúdica, querendo, em um primeiro momento, resgatar no leitor
adulto esses valores, para que, na seqüência, ele passe isso para seus
alunos, seus filhos.
São dez histórias da literatura universal escolhidas por
Gabriel pela relevância de seus ensinamentos. O autor diz que pretende
resgatar em nós, adultos, a criança que um dia já existiu. Segundo ele,
“uma criança que com o passar dos anos – e de todas as exigências que
vêm no seu encalço -, vai se tornando cada vez mais reclusa e esquecida
dos valores nobres que dão a ela dignidade e fidelidade aos seus
princípios mais básicos: ser feliz e fazer o outro feliz.”
Para o escritor, as obras de arte têm como uma de suas
características a capacidade de romper a barreira do tempo e do espaço,
preservando sua atualidade. Os grandes clássicos da literatura, por
exemplo, retratam em suas narrativas as grandes questões universais.
Gabriel escolheu, entre esses textos mundialmente conhecidos, histórias
como a do Patinho Feio, da Cinderela, de Dom Quixote, de Hércules, e
textos da Bíblia, como Davi e o gigante Golias e a história do rei
Salomão.
O rei Salomão e o valor da sabedoria
Salomão foi filho de
Davi, o grande rei de Israel. Após sua morte, foi Salomão quem o
sucedeu. A Bíblia conta que, certa noite, Salomão teve um sonho. Sonhou
que Deus dizia: “Pede o que queres que Eu te dê.” Salomão, ainda jovem,
com prudência admirável, pediu a Deus que lhe desse sabedoria para
governar. Diz a Bíblia que Deus agradou-se tanto do pedido que, além de
sabedoria, deu a Salomão tudo mais que um homem pode querer: poder,
riqueza, inteligência, glória e muitos anos de vida para poder
aproveitar tudo isso.
É bastante conhecida a história que versa sobre a sabedoria de
Salomão – a de duas prostitutas que vieram até ele exigindo, ambas, a
guarda de uma criança. Uma delas disse que a outra havia dormido em
cima de seu verdadeiro filho, matando-o sufocado. Ela então trocou as
crianças enquanto a outra dormia com seu bebê saudável. Entretanto as
duas diziam ser a mãe do bebê. Salomão mandou que trouxessem uma espada
para cortar ao meio a criança viva e dar uma metade para cada mulher. A
falsa mãe deu de ombros, mas a verdadeira desesperou-se. Salomão então
deu o bebê à mulher que nutria verdadeiro amor pelo filho.
“Saber é poder”, diz o dito popular. Isso faz com que pensemos
a respeito da importância da sabedoria em nossas vidas e de como ela
pode abrir portas para as mais variadas conquistas. O saber é o
instrumento que nos garantirá uma vida mais digna e nos proverá o
bem-estar essencial para nossa felicidade. E é necessário muita
dedicação para conquistá-lo e para torná-lo nosso aliado nas batalhas
do dia-a-dia.
Aliás, o que será que pediriam os moços e as moças de nossa
geração se lhes fosse dada a mesma oportunidade oferecida ao rei
Salomão? O que desejariam receber? O que considerariam mais importante
na vida? Felizmente começamos a ver jovens presentes em campanhas
fraternas, trabalhos voluntários, projetos voltados às comunidades
carentes. Um indício de sabedoria.
É nosso dever incentivar essa mudança e prosseguir incutindo
em nossas crianças e adolescentes lições e exemplos que contribuam à
formação de seu caráter para que possamos moldar seres humanos mais
sábios, empreendedores e competentes. Seres que tragam em si a
prudência e a sensatez do rei.
O Patinho Feio e o valor do respeito
Quem não conhece a
história do Patinho Feio? Quem nunca sofreu ou ao menos se comoveu com
sua trajetória de sofrimento apenas por ser considerado feio e estranho
aos seus? A riqueza da história de Hans Christian Andersen reside na
capacidade de nos tocar profundamente, de despertar em nós o sentimento
de amor ao próximo, de solidariedade e de respeito às diferenças.
Na história, como na vida real, o preconceito de cor, gênero,
credo ou classe social prescinde de lógica e de racionalidade para se
estabelecer. Não há alegação plausível, nem por parte dos intolerantes,
a capacidade de refletir sobre a importância do outro como peça
fundamental no jogo social. Um jogo que necessita das relações de
troca, de amizade e de aprendizado que vêm da convivência pacífica
entre todos – independentemente da origem ou da história de cada um.
Seja em casa ou na escola, temos o dever de orientar nossas
crianças para a aceitação do outro, para a compreensão de que condutas
preconceituosas só colaboram para a degradação das relações e da
sociedade com um todo. A mensagem de Andersen é clara: a despeito das
experiências dolorosas, temos de continuar acreditando em nós mesmos e
também nos outros – mesmo que, a princípio, pareçam tão diferentes.
Temos de acordar para o fato de que todos podemos ser como cisnes
belíssimos, prontos para aproveitar a primavera e para viver uma vida
pacífica e digna.
A responsabilidade é nossa
Diz Gabriel Chalita: “Devemos
estar conscientes da importância de nosso papel e amparar, reerguer,
reavivar os sentimentos, valores e atitudes que poderão renovar a
confiança em dias melhores. Que essa consciência seja uma realidade e
um estímulo a vocês, companheiros de jornada, colegas de cena neste
teatro fabuloso que é a escola da vida.”
Façamos com amor, sabedoria e respeito a nossa parte!

Valéria Poletti
Para saber mais: Pedagogia do Amor, Gabriel Chalita. Editora Gente.
Óctuplos???? Sim, nasceram 8 crianças de uma vez…
20 fev 2009 1 Comentário
em Profª Bia Tags:coisas interessantes, curiosidades, fatos curiosos, foto dos óctuplos, nadya suleman, óctuplos nascimento dos óctuplos
Acontece cada coisa que a gente fica se perguntando o que passa na cabeça de certas pessoas. Mas quem somos nós para julgar?
Veja o caso da Norte Americana Nadya Suleman, ela tinha seis filhos entre 2 e 7 anos e um belo dia marcou um encontro com um rapaz no cinema e desse encontro só restou oito novos filhinhos. Isso mesmo!
Dizendo a californiana, de 33 anos, que teve uma infância complicada e cresceu querendo uma família grande. Mas me pergunto: precisava ser tão grande assim e tudo de uma vez! Animada a moça né?!
Pois bem, as crianças estão aí, lindas e fortes, e já tem até um site para arrecadar uma graninha pros barrigudinhos,
Tá vendo?! É mole ou quer mais?!
Se a Nadya queria um parto glamuroso, ela conseguiu, as crianças vieram a luz através de uma equipe médica de 46 membros. E mais, é o segundo caso de nascimento de óctuplos
vivos na história da medicina americana.
Os bebês nasceram num hospital de Bellflower, sudeste de Los Angeles,
Saúde pra mãe dos pequeninos!!!!
Abaixo link para ver as fotos dos pimpolhos!
Fotos dos óctuplos de Nadya Suleman.
O computador e a Educação
20 fev 2009 Deixe um comentário
em Profª Bia

Estamos vivendo numa era em que o desenvolvimento de novas tecnologias esta
revolucionando o modo como vivemos e pensamos. A velocidade com que surgem chega
a ser espantosa. Ao comprarmos um computador de ultima gerac?o,
por exemplo, assim que sairmos da loja e folhearmos um novo exemplar de uma
revista de informatica, constataremos que ja existe um novo modelo
de computador, mais avancado, pronto ou sendo fabricado.
As mudancas causadas proporcionam o desenvolvimento de novas tecnologias
da informac?o e da comunicac?o, que acabam oferecendo
uma vis?o sistemica e interacionista sobre o desenvolvimento da
inteligencia.
Os meios de produc?o tambem est?o sendo afetados.
O lugar antes ocupado pelas riquezas naturais de um pais, agora esta
centrado no capital humano. Com a automac?o presente em grande
parte da produc?o e com a grande concorrencia devido a
globalizac?o, um novo perfil de trabalhador e exigido atualmente
no mercado. O trabalhador que repete gestos n?o tem mais lugar, pois
uma maquina hoje em dia pode fazer isso. O trabalhador tem que saber
criar, improvisar, raciocinar.
Para criar esse novo trabalhador e os novos cidad?os que ter?o
que enfrentar, e que ja enfrentam, as mudancas dessa “revoluc?o
da informac?o”, a educac?o exerce um papel
de grande importancia, pois e por ela que se pode entrar nessa
nova era de uma maneira menos traumatica. A educac?o hoje
e vista como um ingrediente de produc?o t?o valioso
como, por exemplo, a energia.
Sem energia n?o ha produc?o, e sem educac?o
tambem n?o. Com a globalizac?o, o mundo ficou pequeno.
As tecnologias atuais n?o oferecem um produto pronto, acabado, elas oferecem
(e prop?em) o inicio da interatividade. Quem n?o estiver
se atualizando, em constante busca das novidades, vai ficar marginalizado nesta
nova sociedade. E necessario pensar, ent?o, em educar para
o novo mundo, onde as descobertas digitais definem os limites do saber e do
aprender. Dentro do novo paradigma que esta sendo proposto, so
opta, participa e trabalha quem tem informac?es, ou acesso a elas.

Eu, meu aluno e a Internet: uma história a ser “teclada” com muitas mãos
20 fev 2009 Deixe um comentário
em Profª Bia Tags:aluno, internet, professor
Muito
tem se falado sobre as tecnologias, seus impactos na sociedade, seus
grandes benefícios e também malefícios. Naturalmente, essa realidade
tem se refletido na escola, revelando uma grande diferença no modo de
pensar e agir entre nós e nossos alunos. Há um divisor entre os
nascidos antes e depois do computador pessoal (anos 80) e,
principalmente, da internet gratuita e “hyperlincável” (anos 90).
Nossos alunos, segundo o educador americano Marc Prensky, são nativos
nesse mundo tecnológico e, nós, imigrantes.
Nossa
forma de pensar e aprender, comunicar-se, registrar, relacionar-se,
difere muito de nossos educandos. Enquanto nos comunicamos
presencialmente ou por telefone, os planejamentos de aulas estão em
cadernos ou folhas impressas, nossas pesquisas são feitas
preferencialmente em livros, temos TV, CDs e DVDs para lazer, nossos
alunos fazem tudo isto pelo computador com a Internet. Frutos de uma
educação cartesiana e especialista, ainda realizamos as atividades de
forma estanque, enquanto o jovem realiza tudo, preferencialmente, de
forma simultânea. Uma cena comum nos lares dessa aldeia global: o
adolescente fica no quarto, msn ativo, Orkut aberto, fazendo download
de músicas em MP3, fala ao telefone convencional, passa mensagens pelo
celular, olha um programa na TV, ouve música e com o material didático
aberto ainda estuda para a s provas.
Toda
esta diferença tem causado um estrondo na escola. É como se tivéssemos
pessoas falando idiomas diferentes e ninguém se entende. Os professores
reclamam de alunos indisciplinados e desmotivados. Alunos, por sua vez,
consideram as aulas monótonas e sem “graça”. Qualquer semelhança com a
sua escola ou alguma que você conheça não é mera coincidência… É
parte da história. Estamos vivendo este desafio não porque somos
atrasados ou incompetentes, mas pelo fato puro e simples de que não
tivemos tempo de nos prepararmos para isto tudo. A tecnologia chegou e
pronto. Rápida e definitivamente. Não tem mais volta.
E
como fazer para diminuir esta distância com nossos alunos e passar a
estabelecer uma comunicação mais eficiente e produtiva com eles?
Estabelecendo pontes! E como se faz isto, meu colega? Permitindo-se ser
imigrante ou, ao menos, turista neste mundo tecnológico. Temos que nos
dispor a aprender o “tecnologês e o internetês”. É fácil? Isto depende
de cada um. Sabemos que aprendizagem é processo e que cada um aprende
no seu ritmo. E que todos aprendem. E por onde começar para ser, ao
menos, um turista no mundo tecnológico?
Em
primeiro lugar, é preciso disponibilidade. É necessário querer se
apropriar deste conhecimento. Isso internalizado, os passos seguintes
são simples e tranquilos. E não é necessário ir a escolas
especializadas – os melhores professores estão em sua sala de aula.
Esta é uma história que começa teclada a quatro mãos!
Aproveite
o conhecimento ferramental com seus alunos para dominar a técnica.
Transformar informação em conhecimento, construir valores e conceitos
corretos, enfim, cabe a nós, professores, uma sociedade mais humana.
Vamos lá:
– Comece aprendendo sobre a ferramenta de e-mail. Instrumento fundamental de comunicação na web.
-
Comece a navegar por sites e portais educacionais se afiliando aos
mesmos. Nesses sites, você encontrará outros endereços interessantes,
sugestões para aulas, trocas de experiências com outros docentes e um
mundo de possibilidades pedagógicas.
-
Depois, você pode montar um site pessoal ou blog. Os grandes portais
oferecem ferramentas bem simples e gratuitas para montar o seu espaço
na web. Exercícios, textos complementares, descritivos de pesquisas
escolares, enfim, tudo fica hospedado na página pessoal e é acessado
diretamente por seus alunos.
Como utilizar essa ferramenta de forma didático-pedagógica?
A tecnologia é um meio e não um fim. Ou seja, os recursos tecnológicos
complementam todas as ações que já realizamos na escola, desde os
livros, vídeos, feiras de ciências, teatros e tudo mais.
O essencial é perceber, com bom senso, o que é mais adequado para o
momento atentando-se ao perfil e necessidades pedagógicas da turma,
conteúdo a ser trabalhado, tempo disponível e aplicabilidade.
Tecnologia
pressupõe planejamento. Nada de simplesmente ir ao laboratório e
sugerir uma pesquisa livre. Isto é absolutamente improdutivo e
perigoso. Você nunca sabe o que pode vir (experimente digitar “cavalo”
num buscador de imagens e aterrorize-se!). O uso do laboratório de
informática, seja para uso da Internet, softwares educativos ou
aplicativos, deve ser oriundo de um conteúdo acadêmico. A aula nasce
para atender um objetivo pedagógico e utiliza-se de alguns recursos
educacionais, entre eles, os tecnológicos. Logo. o conteúdo é
apresentado em sala de aula e ampliado no laboratório ou vice-versa – e
o principal são os objetivos pedagógicos a serem atingidos.
Se
realmente quiser propor aos alunos uma pesquisa, delimite a busca,
indicando pelo menos cinco sites. Será produtivo e seguro para você e o
grupo. Cada vez que realizar uma atividade pedagógica virtual, registre
no caderno dos alunos. Exemplo: o conteúdo “Célula” da unidade 1 foi
abordado no site http://www.talecoisa.com.br no laboratório de informática.
Permita
que os trabalhos dos alunos sejam apresentados em sites ou blogs. Há
ainda as webquests, uma metodologia específica para trabalho pedagógico
na web. Você também pode pesquisar lista de fóruns e debates onde se
discutem assuntos de seu interesse, inclusive os acadêmicos – um número
enorme de professores se interessa em contribuir e trocar experiências
entre docentes. Ainda existe a possibilidade de se desenvolver uma
atividade colaborativa, envolvendo grupos de outras escolas e cidades.
Seja imigrante neste maravilhoso mundo virtual e faça parte da
realidade do seu estudante.
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Danielle Lourenço é pedagoga e consultora em Tecnologia Responsável. Para saber mais: www.daniellelourenco.com.br ou entre em contato pelo e-mail dani@daniellelurenco.com.br
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Nos
links abaixo, você pode saber mais sobre as novas tecnologias na
educação, inclusive, como criar um blog. Falando nisso, gostaria de
saber de você, cadastrado do JV: você tem blog? Vamos divulgá-lo aqui e
em nossa comunidade do Orkut então! Mande-me um e-mail com seu nome,
endereço de blog, ensino em que ministra aulas (fundamental, médio ou
superior) e cidade/estado.
Bom Feriado de carnaval!

Professor Educador
20 fev 2009 1 Comentário
em Profª Bia Tags:gabriel chalita, professor educador
“É comum, no período que antecede o início das aulas, as crianças terem
uma certa expectativa, um certo desejo, antecipando o que será a
escola. Elas têm a tendência de gostar do professor. É o gosto da
novidade, do que não conhecem – é a aventura do aprendizado.
Começam as aulas e algumas expectativas são superadas, outras
frustradas. Alguns encontros se revelam marcantes, outros nem tanto. Há
alunos que voltam para casa, nos primeiros dias de aula, desejosos de
narrar aos pais cada detalhe de seus professores.
Em uma leve viagem ao passado, rapidamente nos lembramos de alguns
professores. Por que desses e não de outros? Porque alguns marcam mais.
E é desses educadores que a pessoa se lembrará ao longo da vida.
Escolha
Infelizmente, muitos professores se convertem em
burocratas da escola. Estão exercendo a profissão de estar ali e nada
mais. Sem perfume nem sabor. Sem encontro nem encanto. Apenas ali,
munidos de um programa determinado e esperando o fim, já no começo.
Tristes mulheres e homens que embarcam na profissão errada e lá
permanecem aguardando a miúda aposentadoria. Não são maus. Apenas não
são educadores.
Há aqueles que educam desde os primeiros raios da aprendizagem.
Preparam-se para a celebração do saber e do sabor – palavras com a
mesma origem. Lançam redes em busca de curiosidades, surpreendem e
permitem surpreender; ensinam e aprendem com a mesma tenacidade. Estão
ali, em uma sala de aula, desnudos de arrogância e ávidos de vida. Não
temem a inquietação das crianças e dos jovens. Não negligenciam o
conteúdo, mas valorizam os gestos. Gestos – é disso que mais nos
lembramos dos nossos mestres que passaram. E que permaneceram.
Exercício
Lembro-me de alguns, como a Ana Maria, professora de História, que nos
instigava a estudar antes da aula o tema que seria trabalhado. Quando
chegava a aula, propositadamente, errava e nós a corrigíamos. Era um
jogo, uma didática simples que empregava. Eu chegava a sonhar com
aquelas aulas. Ela despertava o gosto pela pesquisa e destravava os
mais tímidos. Todo mundo queria corrigir a professora.
Talvez, um exercício interessante para o professor, seja o das
lembranças. Lembrar de quando era aluno, daqueles professores que eram
educadores e, de repente, ter a humildade de imitá-los ou até
reinventá-los.
E não há tempo nem idade para fazer diferente. É só ter uma
característica que Paulo Freire considerava importante para toda a
gente, mas essencial para quem educava: gostar de viver.
Quem gosta de viver não tem preguiça de reinventar, nem medo
de ousar. Quem gosta de viver não tem medo de ternura, da gentileza, do
amor. Quem gosta de viver, educa!”

Gabriel Chalita, professor universitário, membro da Academia Paulista
de Letras e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo.
Por que Trabalhar Projetos Multidisciplinares?
16 fev 2009 1 Comentário
em Profª Bia Tags:aluno, disciplinas, interdisciplinaridade, multidisciplinares, professores, transdisciplinaridade
Projeto multidisciplinar é um ótimo recurso para ensinar desde os anos
iniciais, pois além de motivador, esta ferramenta faz com que os alunos
construam seus conhecimentos interligando as diversas áreas da
aprendizagem; faz com que os alunos compreendam as relações existentes
entre as linguagens e dão a eles a oportunidade de transformar a sala
de aula em uma comunidade de investigação e pesquisa.
O projeto multidisciplinar constitui uma condição para a melhoria da
qualidade do ensino, pois supera a clássica fragmentação existente
entre as disciplinas e contribui para a formação global do educando.
Ao estabelecer um diálogo entre os conteúdos, levantam-se questões
interdisciplinares e identificam-se pontos comuns entre eles, levando o
educando a um melhor entendimento do mundo concreto e à compreensão
destas relações.
Desenvolver competências e habilidades são as palavras de ordem na
educação contemporânea, e isso significa possibilitar que os alunos
adquiram os saberes fundamentais, que os preparem para a nova realidade
social e para o mercado de trabalho; neste sentido, o professor precisa
mudar sua postura frente à classe, ou seja, proporcionar atividades que
integrem as diversas disciplinas e que façam com que o aluno aprenda a
identificar, avaliar, formar, analisar situações e relações, cooperar,
agir, participar, partilhar, organizar, construir, elaborar conceitos e
gerenciar, que são saberes fundamentais para a construção da autonomia.
Baseado neste discurso, eu acredito que Projetos Multidisciplinares, ao
permitirem uma interrelação entre as disciplinas do currículo escolar,
passam a ter fundamental importância no desenvolvimento de tais
competências e habilidades, visto que no dia-a-dia proporcionam o
exercício da busca e da descoberta, aguçando a curiosidade, a
criatividade e aumentando no aluno a capacidade de dominar novas
informações e relacioná-las com as antigas; fatores primordiais para o
sucesso da aprendizagem.
Projetos multidisciplinares promovem a interdisciplinaridade e a
transdisciplinaridade. O que é isso? É identificar os pontos comuns, as
relações existentes entre os conteúdos e transportá-los também para as
suas ações diárias, contextualizá-los. É fazer com que os conteúdos
aprendidos na escola tenham aplicabilidade e tenham significado na vida
cotidiana do educando; ou seja, que não sejam apenas “matérias”
isoladas, sem sentido, decoradas apenas para fazer prova. Estas
ligações podem facilitar o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que
constroem o conhecimento de forma prazerosa, participativa e
interessante, resgatando o gosto de aprender.
O conhecimento construído através dos Projetos Multidisciplinares deve
possibilitar a análise crítica de valores sociais, desenvolver o
respeito mútuo – uma vez que requer uma maior interação entre os alunos
- e fortalecer a aquisição de hábitos saudáveis, pois faz com que o
aluno se reconheça como elemento integrante do processo e permite maior
conscientização sobre os diversos aspectos relacionados às situações
cognitivas, afetivas e sociais ao permitir o uso de estratégias
individuais e grupais nas práticas e resoluções de problemas.
Um Projeto Multidisciplinar bem planejado, onde a equipe pedagógica
esteja realmente envolvida, que não seja imposto, que motive e seja
direcionado para o interesse da turma, tende a obter sucesso, mas é,
sem dúvida, uma tarefa que requer grande esforço de todas as partes,
pois exige a ruptura com o ensino reprodutor e com o saber parcelado
que é onde existe a divisão do pensamento e do conhecimento. Exige uma
contínua interinfluência entre teoria e prática de modo que se
enriqueçam reciprocamente; e exige intervenção e avaliação continuada.
Enfim, o pensar e agir interdisciplinar e multidisciplinar se apoia no
princípio de que nenhuma fonte de conhecimento é em si mesma completa,
e que ao se interagirem surgem novos desdobramentos na compreensão da
realidade e de sua apresentação.
As pipas podem ser um ótimo exemplo ou recurso para ensinar Português,
Matemática, Geografia, Artes, História, Educação Física, Ciências,
Química, Física e valores. Trabalhada de forma interdisciplinar e
multidisciplinar, desenvolve a criatividade, a coordenação psicomotora,
o espírito de equipe; incentiva a pesquisa, a leitura e a produção de
texto; resgata brincadeiras populares, ensina formas geométricas,
medidas e sistema métrico; a diversidade cultural; prevenção de
acidentes; fundamentos físicos, misturas e processos químicos; grandes
descobertas a partir da dinâmica do voo da pipa; enfim, com um pouco de
criatividade, o professor pode navegar pelo conteúdo de sua disciplina
utilizando recursos inimagináveis, reorganizando, refazendo,
replanejando, reavaliando sua prática e reinventando a educação de
qualidade.
Vanja Ferreira
- Mestre em Educação, pedagoga, coordenadora pedagógica, escritora,
docente universitária, educadora física, gestora escolar e Prêmio
Victor Civita Professor Nota 10.
CONVERSA DE DUAS CRIANÇAS!!!!
16 fev 2009 Deixe um comentário
em Profª Bia
Bom deleite!

- E aí, véio?
- Beleza, cara?
- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
- Quer conversar sobre isso?
- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
- Como assim?
-
Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo
doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar.
Mas
eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me
pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
- Nunca.
-
Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse
que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai
tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi
fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela
ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?
- Sabe a sua
vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no
fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis
dizer que seu pai deu um pulo por lá?
- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
- Como assim, véio?
-
Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear.. Então ela
não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois
tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso,
cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
- Tipo o quê?
- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato.
Assim , do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.
- E sabe a Francisca ali da esquina?
- A Dona Chica? Sei sim.
- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá,
paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me
contou
isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa
selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de
mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de
careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um
boi com cara preta pra me levar embora.
- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
-
Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai
com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns
chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua
mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela
chama ele de ‘Anjo’. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração
dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar
ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.
- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
-
É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela
fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a
vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa
rua.
- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.
A Exclusão e a Inclusão de Alunos
14 fev 2009 Deixe um comentário
em Profª Bia Tags:alunos, atitude, educação, exclusão, içami tiba, inclusão, mensagem, pais, professores, reflexão
A
escola tem sido um excelente meio de contribuir com a exclusão do
cidadão no mercado de trabalho quando aprova alunos que não aprenderam
o que tinham que aprender.
Os pais também estão sendo excludentes quando querem que seus filhos sejam aprovados mesmo que não tenham aprendido nada.
O
governo contribuiu bastante com a exclusão dos seus alunos quando
obrigou as escolas a adotarem a aprovação sistemática, pela qual nenhum
aluno poderia ser reprovado, mesmo que nem ler soubesse.
Todos
estes alunos que receberam diplomas sem merecer estão chegando ao
mercado de trabalho sem qualificações necessárias para sequer escrever
um relatório, e muito menos compreendê-lo.
O Brasil do trabalho reclama que falta competência aos candidatos às vagas existentes. Ao mesmo tempo sobram desempregados.
Minha
orientação aos professores é que eles sejam inclusivos por meio da
mudança de atitude no processo ensino-aprendizagem, pois atualmente ele
está deturpado para processo aprovação-reprovação do aluno.
Método excludente:
quando um aluno atrasa para chegar à aula pela terceira vez, o
professor clássico não permite que ele entre na sala de aula. Dá uma
suspensão para que o aluno aprenda a não se atrasar. Como se, ao
excluir o aluno, ele aprendesse a chegar a tempo, a não se atrasar.
O
princípio pedagógico desta suspensão é privá-lo de algo que lhe seja
importante. Mas é importante para quem? Para o aluno que não é, pois
quando ele está interessado, não perde um segundo na cama. Exemplo:
acordar de madrugada aos sábados e domingos para surfar.
O
aluno atrasa porque não está interessado. Não lhe cobram aprendizado,
mas a presença na classe. Reprova-se por faltas às aulas, mas não por
falta de aprendizado.
Esta suspensão aumenta o desinteresse do
aluno, que agora tem motivo para não assistir à aula: a própria
suspensão. Agora ele tem justificativa de não conseguir acompanhar a
matéria, afinal ele estava suspenso.
Método inclusivo: já
no primeiro atraso de um aluno, o professor com nova atitude, a de
estar interessado no aprendizado do jovem, explica ao atrasado:
“Como
você se atrasou, mas não quero que você perca o que eu já expliquei,
você escolhe um colega para que depois da aula lhe explique o que você
perdeu com o atraso. Na próxima aula, vou lhe perguntar o que o seu
colega lhe explicou. Se você souber você ganha um ponto na nota, e quem
lhe explicou também ganha um ponto.” E continua dando a aula.
Este
professor não deve esquecer a promessa feita. Deve anotar no diário e,
na próxima aula, essa deve ser sua primeira ação. Se você é o
professor, pergunte ao estudante atrasado quem foi o aluno escolhido
para lhe explicar.
Este tempo é necessário para o aluno
organizar sua mente e mostrar o que aprendeu com o colega. Se perguntar
direto, além de intimidar, pode dar um “branco” no aluno, pois ele pode
não ter a prontidão esperada. Se mesmo assim ele não se lembrar, vale a
pena jogar para os alunos: “quem disser uma palavra que resuma a aula
passada ganha um ponto!”
A maioria dos alunos não está ainda com
a mente aquecida para começar a pensar na matéria, enquanto a mente do
professor já está preparada faz tempo para dar a aula.
Sempre há
um aluno que diz uma palavra. Se for pertinente, o professor dá um
ponto e pede a segunda palavra. Esta segunda surge mais rapidamente, e
a terceira, mais ainda. Em menos de um minuto, o professor já tem 5
palavras e os alunos estão com a mente preparada para receber a
sequência da aula passada. Depois volta-se ao aluno, que atrasou na
aula passada, com a mesma pergunta.
O professor tem de ter a
nova atitude de querer incluir este aluno no aprendizado. Portanto,
deve também ser criativo em facilitar que o aluno lhe responda, e não
torcer para que ele não se lembre para “ferrar com ele”.
Há
décadas existia um exame oral, no qual o professor sorteava uma
pergunta ao aluno que tinha que lhe responder. Quando o professor
queria reprovar o aluno, não lhe ajudava em nada, pelo contrário,
criava um campo; tempo para forçar um “branco” no aluno. Mas quando ele
queria aprovar, tudo favorecia, dizendo até o início da
palavra-resposta para o aluno simplesmente completar.
Com esta nova atitude, a inclusiva, o professor está preparando um futuro profissional competente para melhorar o Brasil.
Fonte: http://educacao.uol.com.br
Pedagogia Hospitalar
14 fev 2009 1 Comentário
em Profª Bia Tags:diversidade, educação, paciente, profissão mestre, renata sklaski, transdisciplinariedade
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Classe hospitalar – Há espaço para o professor no hospital
Ao
abrir a porta da enfermaria, já foi possível avistar Juliana, 9 anos,
paciente da Ortopedia do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.
Internada para um sério tratamento no quadril e nas pernas, a garota
pouco se importava com os tensores amarrados aos membros, que a
impediam de fazer qualquer movimento fora da cama. Toda sua atenção
estava voltada para a tela do notebook colocado em seu colo, no qual,
pouco a pouco, ela construía o resultado da pesquisa que realizou sobre
o funcionamento do aparelho respiratório.
Com
o acompanhamento da professora Sandra Carvalho, a menina montava uma
apresentação da pesquisa, que teve início a partir da sua própria
curiosidade sobre o ato de respirar. “Eu achava que eram duas veias que
saíam do nariz e iam direto para o coração, e quando o coração batia
mandava o ar para fora de novo”, conta. A partir da primeira hipótese
da respiração feita pela menina, os professores do hospital a
estimularam a pesquisar sobre o assunto, até descobrir a teoria
correta. “Partindo da vontade dela de saber como funciona a respiração,
nós levamos outros conhecimentos e ela estudou ciências, leu bastante,
escreveu, e agora ela vai fazer uma apresentação em Powerpoint para
mostrar aos colegas o que ela aprendeu. Isso significa disseminar
conhecimento”, declara a assistente de coordenação do setor de Educação
e Cultura do hospital, Maria Gloss.
É
nessa linha que funciona o trabalho realizado pela equipe de
professores do Pequeno Príncipe. Formado por quatorze educadores -
entre professores das redes municipal e estadual de ensino, além dos
profissionais contratados pelo próprio hospital -, o setor de Educação
e Pesquisa existe formalmente desde 2000, mas o atendimento escolar já
é praticado na instituição desde 1989. Essa prática é apenas um exemplo
do que hoje se conhece como pedagogia hospitalar.
A
primeira classe hospitalar do país surgiu na cidade do Rio de Janeiro,
no início da década de 50, no Hospital Municipal Jesus, e se tornou
referência nacional no âmbito da educação especial transitória por
manter suas atividades em funcionamento ininterruptamente até os dias
de hoje. A importância das classes hospitalares já é reconhecida
legalmente por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente
Hospitalizado, na resolução nº 41 de outubro de 1995, que em seu item 9
fala sobre o “Direito de desfrutar de alguma forma de recreação,
programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar
durante sua permanência hospitalar”. Em novembro de 2000, foi aprovada
a lei 10.685, que determina que hospitais ofereçam às crianças e
adolescentes um bom atendimento educacional, que permita o
desenvolvimento intelectual e pedagógico, bem como o acompanhamento do
currículo escolar. Porém, mesmo com a pr evisão legal, a prática não é
corriqueira. Ainda não são todos os hospitais pediátricos brasileiros
que dispõem de uma estrutura adequada. Em todo o Estado de São Paulo,
por exemplo, há cerca de 35 classes hospitalares em funcionamento – um
número considerado pequeno perto do número de internações infantis.
A
pedagogia hospitalar é um assunto em voga. Desde o surgimento da lei de
2000, vários cursos de especialização na área foram surgindo no país, o
que vem chamando a atenção de pedagogos e educadores que desejam
exercer a profissão em outro espaço, fora da escola. Entre as matérias
ministradas nos cursos de especialização, estão “Infecção Hospitalar”,
“Brinquedotecas em Hospitais”, “Psicopedagogia Hospitalar” e “Políticas
de Humanização dos Sistemas de Saúde”. Porém, a necessidade de um
preparo especial para atuar em classes hospitalares levanta polêmica,
principalmente entre os profissionais que já atuam no setor.
“Particularmente, não acho que seja necessária a especialização em
educação hospitalar. A nossa equipe é composta por quatorze
professores, todos com anos de experiência em sala de aula, e não tem
nada que nós façamos aqui que não tenhamos feito na escola. O que
precisamos é de bons professores” , declara o coordenador do setor de
Educação e Cultura do Pequeno Príncipe, Cláudio Teixeira, que é
psicólogo e desde que saiu da faculdade trabalha com educação. No
hospital, ele começou a trabalhar em 2000, quando a instituição passava
por vários processos de humanização do atendimento. Em 2002, foi aberto
o setor de Educação e Cultura, do qual ele assumiu a coordenação.
Cláudio
explica que todas as atividades propostas às crianças internadas e o
desempenho que elas alcançam estão em constante avaliação, dentro de um
contexto pedagógico. A partir do quinto dia de internamento da criança,
os professores já iniciam o trabalho com o novo aluno. Todo o
acompanhamento pedagógico é feito pela equipe do hospital, mas a escola
da criança é sempre notificada do trabalho que está sendo realizado
durante o internamento. Essa conexão escola-hospital permite ao aluno o
acompanhamento do conteúdo que está sendo passado à turma a qual
pertence. “Nós sabemos que essas crianças estão aqui para um sério
tratamento de saúde, e esse é o foco. A qualquer momento ela pode ser
chamada a fazer um exame ou uma cirurgia. Por isso, não são elas que
vêm até nós. Nós vamos até elas, levando atividades educacionais e
culturais na enfermaria, no isolamento ou no corredor”, declara o
coordenador. Duran te o período de internamento, o professor registra
tudo o que foi trabalhado em uma ficha de tutoria. Após a alta, o
educador escreve um parecer, que é enviado à escola junto com todas a
atividades desenvolvidas pelo aluno no hospital. Esse documento
auxiliará a instituição de ensino no processo de readaptação da criança
ao dia-a-dia escolar.
Entre
as várias opções de atividades oferecidas pelo hospital, uma que se
destaca é a “Ciranda do Saber”, em que um paciente faz uma apresentação
sobre determinado tema que pesquisou. A atividade acontece na sala
própria do setor e reúne crianças, adolescentes, pais, acompanhantes e
professores em uma grande roda de conhecimento. No dia da visita da
reportagem ao hospital, estava acontecendo uma ciranda sobre o Egito,
apresentada por uma paciente da ortopedia, estudante do 2º ano do
ensino médio. O que mais impressionava nos pacientes que acompanhavam a
apresentação da colega era a curiosidade que saltava em seus olhos, a
sede de aprender, de descobrir, que vencia a fraqueza e as doenças. Por
isso, o ambiente não assusta – encanta. Principalmente por uma
característica importante de qualquer classe hospitalar, seja ela onde
for: a diversidade, um desafio para muitos professores.
Foi
essa característica que conquistou de vez a professora Maria Gloss. Há
três anos trabalhando no hospital, depois de anos de trabalho em
escolas municipais de Curitiba, Maria declara que foi ali que ela
encontrou a escola que procurou a vida toda. “Aqui a gente tem a
oportunidade de trabalhar com a vida. É a escola mais saudável que eu
conheço. Isso parece muito dual, porque eu estou dentro de um hospital.
Mas é um espaço de cura até para a escola, o que eu vivencio aqui é
isso”, emociona-se.
Também
foi nessa diversidade que a professora Eneida Simões da Fonseca se
realizou profissionalmente. Para Eneida, que é PhD em Desenvolvimento e
Educação de Crianças Hospitalizadas pelo Institute of Education -
University of London e tem mais de vinte anos de experiência na área, o
professor que deseja trabalhar no âmbito hospitalar precisa de
sensibilidade para atender as necessidades e interesses que emanam na
diversidade. “Há duas características essenciais a um professor no
ambiente hospitalar. Uma é estar consciente de que há um espaço para
ele no ambiente hospitalar. Para tal, não deve esquecer que isto
implica uma outra característica, que é o compromisso com o direito da
criança doente à escolaridade. Acho um equívoco o professor ter que
dominar aspectos médicos. O que é necessário é o domínio da
transdisciplinariedade, da diversidade dos alunos, para atender suas
necessidades de aprendizado”, de clara.
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Por Renata Sklaski, publicado na revista Profissão Mestre.
Fonte: JORNAL
VIRTUAL PROFISSAO MESTRE









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