Recomeçar

Não importa onde você parou… em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e necessário
“Recomeçar”

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? foi aprendizado…
Chorou muito? foi limpeza da alma… Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes? É por que fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou
que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora… Pois é… agora
é hora de reiniciar… de pensar na luz… de encontrar prazer nas
coisas simples de novo. Que tal um novo emprego? Uma nova profissão? Um
corte de cabelo arrojado… diferente? Um novo curso… ou aquele velho
desejo de aprender a pintar… desenhar… dominar o computador… ou
qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio… quanta coisa nova
nesse mundão de meu Deus te esperando. Ta se sentindo sozinho?
Besteira… tem tanta gente que você afastou com o seu


“período de isolamento”…

tem
tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de
você. Quando nos trancamos na tristeza… nem nós mesmos nos
suportamos… ficamos horríveis… o mau humor vai comendo nosso
fígado… até a boca fica amarga. Recomeçar… hoje é um dia para
começar novos desafios. Onde você quer chegar? Vá alto… sonhe alto…
queira o melhor do melhor… queira coisas boas para vida… pensando
assim trazemos pra nós aquilo que desejamos… Se pensarmos pequeno…
coisas pequenas teremos… já se desejarmos fortemente o melhor e,
principalmente, lutarmos pelo melhor… o melhor vai se instalar na
nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental… joga fora tudo que te
prende ao passado… ao mundinho de coisas tristes… fotos… peças de
roupa, papel de bala… ingressos de cinema, bilhetes de viagens… e
toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados…
jogue tudo fora… mas, principalmente… esvazie seu coração… fique
pronto para a vida… para um novo amor…
Lembre-se somos
apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…

afinal de contas…
Nós somos o
“Amor”…
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura”

Carlos Drummond

Abraço de Graça

“Há um ano, Juan Mann era só um homem estranho que ficava parado
no Pitt Street Mall em Sydney, Austrália, oferecendo abraços de graça
para as pessoas que passavam pelas ruas. Um certo dia, Mann ofereceu um
abraço a Shimon Moore, o lí­der da banda Sick Puppies e, desde então se
tornaram bons amigos. Um certo dia Moore decidiu gravar Mann fazendo
sua campanha Por “Free Hugs”.

Na medida em que o Free Hugs atingia proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha .
Então Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do abraço de graça.
Quando
Juan Mann morreu, Moore decidiu mixar o video que ele tinha feito do
Free Hugs com a música All the Same, que ele havia gravado com a sua
banda Sick Puppies.

Vale a pena conferir o video. Um filme que
apresenta uma verdadeira história que inspira humanidade e esperança.
Algumas vezes um abraço é tudo que precisamos. Free Hugs é uma história
real, sobre um homem que acreditava que sua missão era trazer alegria
na vida das pessoas através de Um abraço.”

Note que o video é PB e só ganha COR após Juan Mann receber o seu primeiro abraço.

Clique na foto para ver o vídeo

Depoimento de Juan Mann explicando como ele começou a campanha do Abraço de Graça:

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Eu estava morando em Londres quando meu mundo virou de
cabeça para baixo e eu tive que voltar para casa. Quando o avião pousou no
aeroporto de Sidney tudo que eu tinha era uma bolsa cheia de roupas e um mundo de
dificuldades. Não havia ninguém para me dar boas-vindas, nenhum lugar para
chamar casa. Eu era um turista em minha cidade natal. 

De pé lá no terminal de chegadas do aeroporto, assisti
outros passageiros que como eu havia chegado mas estavam em uma situação
diferente, eles tinham amigos e família que os esperavam, com braços abertos e
faces sorridentes, abraçando e rindo juntos, eu quis alguém lá para estar
esperando por mim. Pessoas que estivessem contentes para me ver. Sorrir para
mim. Me abraçar. 

Assim eu adquiri um pedaço de papelão e um pincel e escrevi “Abraços
Grátis”. Eu achei um local cheio de pessoas, as mais ocupada na cidade e
segurei aquele cartaz de papelão no alto, com as palavras “Abraços Grátis”
em ambos os lados. 

E durante 15 minutos, as pessoas que passavam por mim não me
olhavam diretamente. A primeira pessoa que parou, me bateu no ombro e me falou
como o cachorro dela tinha morrido naquela manhã o mesmo dia do aniversário de
morte de um ano da única filha dela que faleceu num acidente de carro. Ela
contou como se sentia só e como ela precisava de um abraço. Eu ajoelhei, nós
pusemos nossos braços ao redor um ao outro e quando nos separamos, ela estava
sorrindo. 

Todo o mundo tem problemas e sem dúvida os meus não comparavam
aos dela. Mas ver alguém que estava completamente arrasada, acabar sorrindo, mesmo
que seja por um momento, vale toda vez isto. 

                                                                      

Um sincero abraço!

 

Juan Mann

Cora Coralina

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“O
que importa na vida não é o



ponto de partida, mas a caminhada.



Caminhando e semeando, no fim



terás o que colher.”



O Abraço


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“Abraço é
saudável. Ajuda o sistema imunológico, cura depressão,
reduz o estresse e induz ao sono.
Revigora, rejuvenesce e não tem efeitos colaterais.
Abraço é um remédio miraculoso.
Abraço é absolutamente natural.
É orgânico, não poluente, naturalmente doce,
não contém ingredientes artificiais,
é ambientalmente correto e 100% integral.
Abraço é o presente ideal.
Excelente para qualquer ocasião, bom para dar e receber,
demonstra seu carinho, vem em embalagem própria e,
certamente, é totalmente restituível.
Abraço é praticamente perfeito.
Dispensa pilhas e prestações mensais, é
 à prova de fogo, roubo, e isento de impostos.
Abraço é um recurso, pouco explorado, de poderes mágicos.
Quando abrimos o coração e os braços,
estimulamos outros a fazerem o mesmo.
Pense nas pessoas de sua vida.
Quer dizer alguma palavra a elas?
Quer abraçar alguma delas?
Está esperando que alguma delas dê o primeiro abraço? Não
 espere mais! Comece!”


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AUTORIA:
Charles Faraone
FONTE: http://baudeideiasdaivanise.blogspot.com/2009/01/blog-post.html

Loucos e Santos – Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer,
mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior
em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam
perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte
de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil
e estéril.


Carta aos Educadores

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Estar vivo é estar em conflito permanente,
produzindo dúvidas, certezas questionáveis.
Estar vivo é assumir a Educação do sonho
do cotidiano.
Para permanecer vivo, educando a paixão,
desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem.

Medo e coragem em ousar.
Medo e coragem em romper com o velho.
Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente.
Medo e coragem em construir o novo.
Medo e coragem em assumir a educação deste drama, cujos personagens
são nossos desejos de vida e morte.

Educar a paixão (de vida e morte) é lidar com esses dois ingredientes,
cotidianamente,
através da nossa capacidade, força vital (que todo ser humano possui, uns mais,
outros menos, em outros anestesiada) e desejar, sonhar, imaginar, criar.

Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos, imaginamos e criamos, na busca
permanente
da alegria, da esperança, do fortalecimento da liberdade, de uma sociedade mais
justa,
da felicidade a que todos temos direito.
Este é o drama de permanecermos vivos… fazendo Educação.
         


                                Madalena
Freire
                 


A Piscina e a Cruz


Conta-se que um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e de
molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho.
Alguém intrigado com aquele comportamento lhe perguntou qual a razão daquele
hábito. O nadador sorriu e respondeu:
- Há alguns anos eu era um professor de natação de um grupo de homens.
Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não
conseguia dormir, e fui à piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz,
pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no
trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos,
minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali
parado, contemplando minha imagem.
Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não
era um cristão, mas quando criança aprendi que Jesus tinha morrido para nos
salvar pelo seu precioso sangue. Naquele momento as palavras daquele
ensinamento me vieram à mente e me fizeram recordar do que eu havia
aprendido sobre a morte de Jesus.
Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos.
Finalmente desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água.
Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina.
Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido.
Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu
último salto.
Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida.
Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei os
meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma
cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite fui salvo duas vezes e,
para nunca mais me esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedão do pé
antes de saltar na água.

“Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos
apressar ou retardar as coisas pois tudo acontecerá no seu devido tempo…”
A Piscina e a Cruz

Conta-se que um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e de
molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho.
Alguém intrigado com aquele comportamento lhe perguntou qual a razão daquele
hábito. O nadador sorriu e respondeu:
- Há alguns anos eu era um professor de natação de um grupo de homens.
Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não
conseguia dormir, e fui à piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz,
pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no
trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos,
minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali
parado, contemplando minha imagem.
Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não
era um cristão, mas quando criança aprendi que Jesus tinha morrido para nos
salvar pelo seu precioso sangue. Naquele momento as palavras daquele
ensinamento me vieram à mente e me fizeram recordar do que eu havia
aprendido sobre a morte de Jesus.
Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos.
Finalmente desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água.
Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina.
Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido.
Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu
último salto.
Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida.
Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei os
meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma
cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite fui salvo duas vezes e,
para nunca mais me esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedão do pé
antes de saltar na água.

“Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos
apressar ou retardar as coisas pois tudo acontecerá no seu devido tempo…”

A Pedra

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O distraído
nela tropeçou…


O bruto a usou como projétil.


O empreendedor, usando-a, construiu.


O camponês, cansado da lida, dela fez assento.


Para meninos, foi brinquedo.


Drummond a poetizou.


Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura…


E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no Homem!


Não existe ‘pedra’ no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu
próprio crescimento.

Independente
do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida. não existirá uma,que
você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual.

Quando a
sua pedra atual, tenho certeza que Deus irá te dar sabedoria,

para mais
tarde você olhar para ela, e ter orgulho da maravilhosa experiência

que
causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.




O rei e a rainha estão nus?

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“Pois bem, temos aqui outra tarefa para o educador…:
ensinar a trair
racionalmente, em nome da nossa única e verdadeira pertença essencial, a
humana, o que haja de excludente, fechado e maníaco em nossas afiliações
acidentais, por mais confortáveis que estas sejam para os espíritos
acomodados, que não querem mudar de rotinas ou arranjar conflitos” (SAVATER, O
valor de educar, p. 192).

Sabemos a velha história da roupa invisível do rei, o qual, ao vesti-la,
pôs-se a caminhar entre os súditos em pêlo. Esse fato levou uma criança a
acionar o amor à verdade a apontar o dedo: “O rei está nu”.
Nosso tempo é outro, mas ainda há reis e rainhas circulando entre nós. Entre
eles estão o rei-professor e a rainha-professora, os quais pensam ter o suposto
direito de vida e morte sobre quem senta na cadeira de aprendente.

Lembro-me de uma professora-rainha diante de um aluno com dificuldade de
aprender, isso na universidade. Essa mestra empregou seu poder verbal para
dizer àquele aluno que ele “faria melhor se fosse vender banana no mercado,
porque ele não servia para o estudo da matéria ministrada por ela”. O aluno
ficou arrasado e cometeu o desatino de escolher que a escolha da rainha
prevalecesse sobre ele, pois foi à secretaria da instituição e faz o
trancamento da matrícula.

Presenciei ainda a ação destrutiva de um professor-rei: não conseguindo se
fazer entender por uma turma inteira da educação básica, o docente
desqualificou a todos ao chamá-los de “burros despreparados” e “néscios sem futuro”,
os quais “seriam melhor aproveitados como trabalhadores braçais” (não sei o que
pode haver de indigno na profissão dos feirantes, muito menos na daqueles que
enchem nossas mesas de alimentos…). O fato é que também por conta da fala
desse mestre-rei, muitos abandonaram a escola e se entregaram ao cuidado da
própria vida em paragens onde vislumbraram ser melhor compreendidos e
equilibradamente humanizados.
As histórias reais de “pedagogicídio” lembradas anteriormente não são da época
daquele rei denunciado pela criança; estão vivinhos da silva entre nós.

Precisamos identificá-los bem, tanto para nossa própria defesa quanto para a
prevenção do discentecídio verificado amiúde em nosso sistema formal de ensino,
nos níveis da educação básica e de terceiro grau.
Ademais, a lembrança dessas ocorrências antipedagógicas podem nos levar a
outras reflexões. Por exemplo: o que justifica a existência da escola, do
professor e dos processos de ensino-aprendizagem? De minha parte, creio que a
admissão do “não saber”, da “ignorância sadia”, que são expressões do “do
desejável sei que não sei”, constituem a justificativa para a existência da
instituição de ensino, do profissional da educação e dos atos de aprender e
ensinar. Se todos nascessem sábios iluminados, faria sentido a existência do
aparato educativo mantidos pela sociedade no âmbito da educação formal?

Então, se é a “sábia ignorância” a razão de ser do professor, esse que é
humanamente igual ao estudante, mas epistemologicamente diferente dele por
deter mais experiências com a transmissão, a produção e a aplicação de
conhecimentos, não há porquê continuarmos a aturar os professores-reis e as
professoras-rainhas.

Precisamos dizer a esses equivocados mestres que a roupagem do totalitarismo
pedagógico que vestem e que a capa da tirania epistêmica que ostentam, em
verdade, não lhes protege a vergonha de não dominarem o “como fazer” (prática)
de sua profissão e que isso lhes compromete o “quê” (a teoria) e coloca abaixo
o “para quê” (ética) de sua ocupação.
E se esses pseudo-formadores não têm consciência disso, alguém precisa lhes
dizer: rei e rainha, vossas excelências estão nus.

E, vendo o dedo apontando-lhes o malogro, tomara que tratem de se vestir.
Nossos filhos e filhas que querem aprender e a nação que precisa de homens e
mulheres consistentemente formados para a vida concreta, profissional e cidadã,
agradecem.

 

Wilson Correia é doutor em Educação pela UNICAMP, professor
na Universidade Federal do Tocantins, Campo Universitário de Arraias, e autor
do livro Saber Ensinar. Contato: wilsoncorreia@uft.edu.br


Confiar em Deus


O profeta Isaías, ao se referir à grandeza de Deus e à confiança que nEle deve ter o homem, diz:


“Os
que esperam no Senhor, adquirirão sempre novas forças, tomarão asas
como de águia, correrão e não fatigarão, andarão e não desfalecerão.”
Isaías 40:31

É muito singular que
o Profeta compare os que confiam no Senhor às águias. É que elas têm
uma forma toda especial de enfrentar as tempestades. Quando se aproxima
uma tempestade as águias abrem suas asas, capazes de voar a uma
velocidade de até noventa quilômetros por hora, e enfrentam a tormenta.
Elas sabem que acima das nuvens escuras e das descargas elétricas,
brilha o sol.
Nessa
luta terrível elas podem perder penas, podem se ferir, mas não temem e
seguem em frente. Depois, enquanto todo mundo fica às escuras embaixo,
elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima. Confiança que traduz certeza
é o seu lema. Para além da tormenta, brilha o sol, e o sol elas buscam.

Na morte, as águias também dão excelente lição de confiança. Como todos
os seres vivos, elas também morrem um dia. Contudo, alguma vez você já
se deparou com o cadáver de uma águia? É possível que já tenha visto o
de uma galinha, de um cachorro, de um pombo. Quem sabe até de um bicho
do mato nessas extensas estradas de reserva ecológica. Mas, com certeza
nunca encontrou um cadáver de águia.
Sabe por quê? Porque quando elas sentem que chegou a hora de partir,
não se lamentam nem ficam com medo. Localizam o pico de uma montanha
inatingível, usam as últimas forças de seu corpo cansado e voam naquela
direção. E lá esperam, resignadamente, o momento final. Até para
morrer, as águias são extraordinárias.

Quando, por ventura, você se deparar com um momento difícil, em que as
crises aparecem gerando outras crises, não admita que o desânimo se
aposse das suas energias. Eleve-se acima da tempestade, através da
oração. Pense que Deus é o autor e o sustentador de todo o bem.
Pequenos dissabores que estejam atingindo você são convites a reexame
dos empecilhos que enchem a estrada da sua vida.

Discórdia é problema que está pedindo ação pacificadora. Desarmonias
domésticas são exigência de mais serviço aos familiares. Doença é
processo de recuperação da verdadeira saúde. Até mesmo a presença da
morte não significa outra coisa senão renovação, e mais vida.

Pense nisso:

Sempre que as aflições visitem seu lar em forma de enfermidade ou
tristeza, humilhação ou desastre, não se entregue ao desalento.
Recorde que, se você procura pelo socorro de Deus, o socorro de Deus também está procurando alcançar você!
Se a tranqüilidade parece demorar um pouco, persevere na esperança,
lembrando que o amparo de Deus está oculto ou vem vindo.

FONTE: Mensagens Evangélicas

A pedagogia da repetência vem excluindo um grande número de alunos



A pedagogia da repetência vem excluindo um grande número de alunos
Para a secretária municipal de Educação do Rio, Sonia Mograbi, a polêmica em torna das mudanças na avaliação dos alunos da rede tem sua origem na confusão entre a proposta de progressão continuada, dentro do ciclo, com a temida aprovação automática

Bombardeada por críticas de representantes de professores e vereadores desde abril, quando adotou a progressão continuada em todas as turmas, a secretária de Educação, Sonia Mograbi, explica porque decidiu implantar na rede municipal a proposta educacional mais polêmica dos últimos anos no estado.

Nesta entrevista, ela rebate a principal acusação que recebeu no período. Não há qualquer proposta de aprovação automática, garante. Segundo ela, o sistema prevê progressão continuada dentro dos ciclos, com avaliação da rede no fim de cada um, com foco em leitura, escrita e pensamento lógico. Ela informa que o aluno precisa atingir objetivos traçados pelo Conselho de Classe até o último ano do ciclo. Mas não especifica, no entanto, o que acontece com quem não chega a esse patamar.

A ampliação do sistema de ciclos de ensino para todo o ensino fundamental, a partir da resolução 946, que mudou o sistema de avaliação e acabou com a repetência nas escolas, gerou polêmica ao longo deste ano. Por que a Prefeitura decidiu fazer estas mudanças?

Sonia Mograbi Não há qualquer proposta de aprovação automática por parte da Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro. O 1º ciclo de formação foi implantado em 2000. Tínhamos uma rede partida com ciclos e séries. A ampliação constituiu um caminho natural, após discussões e capacitações feitas na rede, a partir de 2001. Nas avaliações externas na 4ª série, por exemplo, os resultados de 2005 dos alunos oriundos do ciclo foram superiores aos da seriação, em 2002. Nossa rede não faz seleção para ingresso, acolhendo todos, inclusive os que têm necessidades especiais. Deste modo, trabalhamos com a diversidade de mais de 700 mil alunos. O grande desafio é oferecer um ensino de qualidade, sintonizado com o século XXI, que promova a permanência e a terminalidade com aprendizagem. Uma escola ciclada é inclusiva ao buscar estratégias de ensino e formas de organização que atendam às peculiaridades de cada período de desenvolvimento e ao ritmo de cada aluno, que tem direito à constituição de conhecimentos e valores. A resolução citada, aperfeiçoada pela resolução 959, em vigor, resultado das sugestões dos Conselhos de Representantes da comunidade escolar, mantém coerência com a organização do tempo e do espaço escolar em ciclos de formação, com uma avaliação voltada para o desenvolvimento humano, com um caráter processual. Desde a década de 80, este conceito de avaliação está em debate na rede, o que culminou em um grande Congresso de Avaliação. Em 1996, a publicação do Núcleo Curricular Básico MultiEducação também apontava para uma avaliação processual e transformadora.

Uma das principais críticas feitas é a de que a Secretaria de Educação adotou a medida de forma apressada. Como o assunto foi discutido na rede? Que tipo de preparação os professores tiveram?

Desde o ano de 2001, a Secretaria Municipal de Educação promove um diálogo com os representantes dos diversos segmentos da rede. Os professores regentes do 1º ciclo de formação foram prioridade quando apontaram para a necessidade de uma formação continuada. Vários cursos foram oferecidos, inicialmente, a todos os professores do 1º ciclo, sendo estendidos aos que atuavam da 3ª a 8ª série. Alguns exemplos recentes: em 2006, foram capacitados cerca de 17 mil professores, com o tema Currículo e Avaliação; 12 mil, exclusivamente sobre Ciclo de Formação, sendo que os professores regentes foram remunerados com encargos especiais, pois o curso foi oferecido fora do horário do trabalho. Em 2007, estamos dando prosseguimento. Fizemos, também, a atualização do nosso Currículo MultiEducação com a publicação de oito fascículos com temas apontados como prioritários pela rede, constando destes o de Ciclos de Formação. Ainda em 2007, outros serão entregues, inclusive para atender ao ensino e aprendizagem do Programa de Jovens e Adultos. Uma outra publicação é o Boletim Convívio, com estudos e debates sobre currículo, planejamento e avaliação. A MultiRio, empresa de multimeios da SME, realiza várias ações de formação para os professores: veiculação de programas educativos e publicação da Revista Nós da Escola, Portal da MultiRio, produção de fitas de vídeo, programas e kits pedagógicos, estudos e debates sobre currículo, planejamento e avaliação. Um recente levantamento da formação dentro da perspectiva desta concepção, de 2001 a 2006, inclui 35.026 professores, com investimento de R$1.509.636.

Uma das preocupações apresentadas é a de que alunos podem terminar o ensino fundamental sem habilidades básicas para a vida estudantil, como boa capacidade de ler, interpretar e escrever. Como vê esta crítica?

A rede municipal de ensino possui três ciclos de formação, com duração de três anos cada um, prevendo uma progressão continuada dentro de cada ciclo, com acompanhamento contínuo do processo ensino-aprendizagem, que deve se dar de modo participativo e dialógico, servindo para o reencaminhamento do trabalho pedagógico, ao longo do processo para que todos os alunos aprendam. Ao final de cada ciclo, o aluno deverá ter atingido os objetivos traçados e o Conselho de Classe é, como sempre foi, soberano para definir a enturmação do aluno no ano seguinte. É preciso sinalizar que todos os alunos do ano final de cada ciclo serão submetidos a uma avaliação de rede, sendo a leitura, a escrita e o pensamento lógico fundamentais nesta avaliação.

A lógica da escola tradicional, em termos de avaliação, sempre foi a seguinte: o aluno estuda e se aprender o mínimo exigido segue para a próxima série, que, teoricamente, exige que este aluno tenha aprendido as matérias do ano anterior. Do contrário, precisa ser reprovado para que, ensinado de novo, possa efetivamente aprender. O que há de errado com esta lógica para que a secretaria queira acabar com a repetência?

Estamos perto da universalização do acesso ao ensino fundamental público no Brasil, mas ainda não conseguimos garantir para todos o direito de aprender. Este é o grande desafio. A educação democrática e de qualidade pressupõe não somente o acesso e a permanência, mas o sucesso escolar. No Brasil, segundo autoridades do MEC, há uma indústria da repetência, comparável somente ao que acontece em países de menor desenvolvimento e piores resultados nos exames internacionais. A pedagogia da repetência vem excluindo um grande número de alunos. Repetência não significa garantia de aprendizagem no ano seguinte. Na avaliação que propomos, cada aluno receberá, por trimestre, um conceito que deve refletir a sua caminhada, tendo-se presente que esse conceito não é definitivo, mas uma representação do tempo percorrido, permitindo tanto ao professor, quanto ao aluno, dialogar sobre o caminho percorrido e como continuar essa caminhada. A presença do aluno é essencial neste processo e as famílias p
recisam valorizar a escola, pois não se pode esquecer que a LDB exige 75% de freqüência às aulas, sem o que o aluno está reprovado por faltas.

A que a senhora atribui a polêmica em torno da progressão continuada nas escolas municipais do Rio?

É histórico o debate sobre concepções de avaliação nesta rede, até porque fomos formados numa escola seriada do mundo industrial. Entretanto, confundir progressão continuada, dentro do ciclo, com aprovação automática até o final do ensino fundamental é desconhecer a proposta. Claro que mudanças podem gerar polêmica, principalmente quando há outros interesses em jogo, que fogem ao pedagógico. Ou quando informações são, deliberadamente, deturpadas. Existe discurso mais perverso de que o aluno não precisa ir à escola nem estudar? Onde fica o prazer de aprender? Dizer que o professor perdeu sua autoridade por não ter mais um determinado conceito, que significava a reprovação automática, é defender a avaliação punitiva e querer desmerecer nosso magistério, seu conhecimento e sua liderança junto aos seus alunos.

Outro argumento usado pelos críticos da medida é a de que os professores trabalham, em média, em turmas com excesso de alunos e, ainda, que a rede possui quantidade insuficiente de profissionais de apoio pedagógico. As colocações procedem? Quais as médias de alunos por professor e de professores por escola que existem, hoje, na rede municipal? Há concursos previstos para ampliar o quadro funcional?

A média de alunos por turma na rede é de 33. Há turmas abaixo do quantitativo previsto na portaria e cerca de 10% das turmas acima do previsto, em função da demanda. É meta permanente trabalhar em busca da redução deste quantitativo e da extensão do horário escolar. Em 2001, quando assumimos, 44 escolas na zona oeste trabalhavam em regime de três turnos. Conseguimos, através de reconstruções e ampliações dos espaços escolares, terminar com este regime, passando para dois turnos. Porém, é preciso sinalizar que esta meta permanente de adequação da relação aluno/professor não se traduz, obrigatoriamente, na atual realidade, em melhor desempenho, pois temos turmas pequenas com baixo desempenho e turmas maiores com bom desempenho. Além dos mais de 16 mil profissionais admitidos em nossa gestão, há vários concursos previstos para ampliação do quadro funcional.

Reportagem de Renato Deccache
FONTE: http://www.folhadirigida.com.br

A perda de autoridade dos pais e os reflexos dentro da escola




Dante Donatelli

A contínua perda de autoridade dos pais tem formado gerações de crianças e jovens sem limites no que tange ao comportamento social. A fragilidade nas relações familiares leva novos conflitos à escola e aos educadores que, nem sempre, estão preparados para desempenhar novos papéis sociais. E coloca em risco o desempenho do professor, um profissional ímpar na definiçaõ de Dante Donatelli. “Ser professor é por definição, no meu entender, ser generoso”, afirma o educador

A falta de limites e a agressividade dos jovens têm sido alguns dos problemas enfrentados por pais e professores na hora de educar as crianças. Numa inversão de valores, parece que, hoje, quem comanda a casa são os filhos e os pais ficam à mercê de suas vontades. A escola, em meio a uma crise de identidade, deixou de ser lugar de socialização e transformou-se em extensão das residências. Esta é a opinião do filósofo Dante Donatelli, que já atuou como professor, orientador pedagógico e diretor de escola. Especialista no tema educação, Dante Donatelli lançou recentemente A vida em família – As novas formas de tirania, onde analisa a relação entre pais e filhos. Este não é o primeiro livro do autor sobre o tema. Na verdade, é uma continuação da obra que publicou em 2004, Quem me educa – a família e a escola diante da (in)disciplina. Nesta entrevista, o filósofo avalia as contradições do mundo moderno e faz um alerta aos pais, professores e diretores: é preciso assumir as responsabilidades e desempenhar seu papel social para acabar com a tirania dos filhos. “Cada vez mais os adultos se sentem menos preparados a serem responsáveis, e, por conseguinte, terem autoridade diante dos seus filhos. Pai é pai, e não amigo”, lembra Donatelli.

Como surgiu o livro A vida em Família – As novas formas de tirania? E qual o seu objetivo?

Dante Donatelli – Ele é uma continuação do meu primeiro livro Quem me educa, no qual analiso a relação entre escola e família. Ao final deste livro, fiquei com a sensação de que faltava uma reflexão e uma análise mais detalhada acerca da condição atual da família e suas relações internas, especialmente observadas da escola. Em suma, a intenção de A vida em família é expor como os filhos assumiram a tarefa de determinar os rumos da vida familiar. Assumiram o lugar de pai e mãe, e, assim, a família passa por uma crise profunda de autoridade e identidade.

No livro, o sr. fala da contradição vivida pela escola, que não sabe ao certo qual o seu papel na sociedade: se o de lugar de formação de cidadãos ou de uma extensão da casa de seus alunos. Há essa confusão na escola? Por quê? Qual seria, afinal, o papel da escola no mundo de hoje?

A escola virou, erradamente, uma extensão da casa. A escola é uma instituição pública voltada para a socialização e a formação cidadã dos sujeitos – e não uma continuação do lar. Especialmente a escola privada se assumiu com este papel. Desta forma a escola foi tomada de uma afetividade barata e um discurso amoroso piegas no qual se buscou substituir, ou melhor, sobrepor, a função social da escola, por uma relação de amparo e acolhimento equivocado dos alunos. Uma das razões deste fenômeno é a transformação da escola em lugar de clientes e não de alunos. Por outro lado, houve a proletarização intelectual dos educadores. A escola serve para formar intelectual e eticamente indivíduos e prepará-los para a vida em sociedade, revelando regras e normas da convivência social. O mais, cabe à família prover.

No mundo atual, onde pai e mãe estão fora de casa e, muitas vezes, ausentes do dia-a-dia da criança, a permissividade ganhou espaço. Para compensar a ausência, eles costumam satisfazer todas as vontades dos filhos. Quais as conseqüências deste comportamento?

Uma relação tirânica, como sugere o subtítulo do meu livro. Os filhos se impondo aos pais, não só no plano do consumo, mas principalmente no plano moral, determinando o certo, o errado, o justo e o injusto. É como se os pais fossem sujeitos em férias permanentes diante de seus filhos. Pais que se desobrigam de serem pais, para serem amigos de seus filhos. E pai é pai, e não amigo.

Hoje é mais difícil educar um filho do que há 30 anos? Por quê?

Não é mais difícil… É mais complexo, a começar pela ausência continuada de pai e mãe da vida cotidiana de seus filhos. Ambos trabalham muito e cada vez mais são ausentes da vida e da educação dos filhos. Por outro lado, as crianças e os jovens são hoje assediados por um universo novo de informação e deformação. Os meios de comunicação de massa, como a TV e mais recentemente a internet, e todos os seus recursos, são ainda objetos complexos e de entendimento ainda discutível para muitos. Outro fator é o constante isolamento de crianças e jovens em espaços “higienizados”, como condomínios, nos quais as noções de sociabilidade, trocas e percepção da vida social se limitam a um universo cada vez menor e mais igual a cada um dos indivíduos. É cada vez mais difícil que crianças e jovens se encontrem no espaço público e contemplem as suas contradições e diferenças.

O seu livro fala das novas formas de tirania. De que forma essa tirana se apresenta na relação familiar e qual sua origem?

A tirania se origina na omissão paterna e materna. Os filhos assumem as rédeas da vida cotidiana em casa, impondo aos pais regras, princípios e uma moralidade. A bem da verdade não são as crianças e os jovens que mudaram, mas sim os adultos que se ausentaram das suas funções e do peso de serem responsáveis e, portanto, providos de autoridade.

Quais as conseqüências da falta de limites?

Bem, os exemplos estão por todo lado, nas pequenas e grandes indisciplinas vividas todos os dias nas escolas e no conseqüente acobertar de pais e mães sobre seus filhos. É cada vez mais rotineiro adolescentes e jovens que saem distribuindo toda sorte de estupidez pela sociedade, espancando cidadãs pobres, agredindo pais, promovendo cretinices de toda ordem no meio social. A razão elementar destes movimentos que chocam a todos é a convicção destes jovens de que são eles quem impõem seus limites – e não a família ou a sociedade. É uma inversão da vida social. O sujeito se põe acima do outro por acreditar que ele, mais que o outro, pode impor regras e limites.

É comum ouvirmos histórias de professores que abandonaram a docência por medo dos alunos. Daria para dizer por que os jovens
hoje são tão agressivos? E o que deve fazer o professor quando se sente coagido?

Os jovens de hoje são tão ou mais agressivos quanto os do passado… É antropológico. A agressividade é parte do humano. Creio que a questão é que há cada vez menos temor dos jovens quanto à punição, na mesma medida em que a agressividade se tornou violência non sense. Somos cada vez menos preparados para punir. Temos até uma certa vergonha em dizer que punimos filhos ou alunos. Isso parece autoritário e todos desejam não parecer autoritários. Do outro lado, é bom que se diga, os professores têm uma formação cada vez mais capenga, não só naquilo que tange à cátedra da qual são especialistas, mas também na licenciatura. A profusão de escolas de terceiro grau sem critérios de qualidade e aferição tem posto no mercado cada vez mais professores despreparados para lidar com a realidade da sala de aula. É evidente que, ao se sentir coagido, um professor precisa e deve cobrar da escola medidas duras contra os alunos. Não é aceitável em hipótese alguma imaginar que possa haver momentos no qual um professor se sinta acuado por seus alunos. Isto não é mais escola ou educação. É simples barbárie.

No livro, o sr. diz que o egoísmo supremo impera nos jovens. Qual o motivo desta afirmação e por que os jovens de hoje são, assim, tão egoístas?

A cultura burguesa é uma cultura individualista, que se associa a uma sociedade de consumo no qual uma série de valores são a ela agregados e transformaram a nossa época em um lugar de egoístas que somente têm olhos e mente para si mesmos. O melhor exemplo deste estado de coisas é observarmos a extensão da adolescência para os 25, 26, 27 anos, como sintoma de sujeitos sedentos em manter os privilégios da vida não adulta, ou o melhor de dois mundos, em uma razão bem infantil.

Como a escola pode combater esse tipo de comportamento?

Sendo escola de fato, ou seja, saindo da esfera de cúmplice da barbárie e das pequenas e grandes mentiras que ela muitas vezes insiste em viver com seus alunos, educadores e pais. A escola precisa se tomar como sendo uma instituição do coletivo e não dos indivíduos, pois é nela que se dá a socialização dos sujeitos. A cultura individualista e particularizadora que tomou conta da escola apenas reforçou comportamentos desequilibrados e agressivos no contexto escolar.

Por que os pais têm medo de assumir sua autoridade?

O medo de se ter autoridade está intimamente vinculado ao medo da responsabilidade. Não dissocio as duas coisas. Autoridade e responsabilidade caminham atadas pelo mesmo princípio e fim na vida familiar. Cada vez mais os adultos se sentem menos preparados a serem responsáveis, e, por conseguinte, terem autoridade diante dos seus filhos. Não existe autoridade que não seja responsável e que também não exija, daquele que a possui, respostas e posicionamento frente à realidade.

O sr. atuou como professor, orientador pedagógico e diretor de escola. Quais foram as principais dificuldades que encontrou no ambiente escolar?

Ao cumprir todas as etapas da vida escolar consigo hoje ter a clareza de que o principal desafio do professor é, muitas vezes, a postura equivocada de coordenadores e diretores que fazem deles reféns da sua imobilidade diante das contradições cotidianas. Por outro lado, a leitura muitas vezes imediatista dos pais, que ao invés de buscarem compreender os processos pelos quais passam seus filhos na ação de aprendizagem apenas se preocupam com resultados, também traz dificuldade. A parte mais fácil e prazerosa da vida e na escola sempre foi o aluno. Sempre.

Como avalia sua experiência em sala de aula? O que é ser professor?

Viver a sala de aula é alargar para a vida e a realidade a convicção de que em tudo que vivemos e experienciamos nos educamos. A sala de aula é apenas e tão-somente um dos lugares onde o professor se dá. A propósito, ser professor é por definição, no meu entender, ser generoso. O professor oferta e recebe crente de ser este o único meio de se educar e educar ao outro.

Reportagem de Andréa Antunes
fonte: http://www.folhadirigida.com.br

A educação como produto do meio


O poeta Ferreira Gullar fala de sua visão particular sobre o processo educacional – a de que, na verdades, tudo e todos são agentes constantes de educação, e não somente a escola. E defende a melhor formação dos professores. Além, é claro, de melhores salários.

Um dos mais celebrados poetas da história moderna brasileira, o maranhense Ferreira Gullar exerceu várias atividades antes de publicar o que muitos consideram a sua obra-prima, “Poema Sujo”, em 1976. Antes disso, Gullar trabalhou como redator em jornais, escreveu peças de teatro e foi diretor da Fundação Cultural de Brasília. Entre estas atividades, o escritor também foi um dos presidentes do Centro Popular de Cultura da maior entidade estudantil do país, a União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1963.

Além de todas estas atividades, também exerceu o seu lado educador. Num de seus discursos mais ferozes, pronunciado em 1983, Gullar, que completou 77 anos no último dia 10 de setembro, ressaltou a importância da educação para a mudança dos paradigmas de sociedade. Além disso, o poeta reforça a temática do “homem como produto do meio”, recorrente da teoria conhecida como determinismo, e lembra que em uma sociedade que trata seus cidadãos com injustiça, a tendência é que a própria educação seja injusta. Passados 24 anos do referido discurso, o poeta fala de algumas das suas posições exprimidas naquela ocasião, comenta o estágio atual da educação no país e fala da importância da classe docente para a formação do cidadão.

O texto acima foi escrito há mais de 20 anos. O que mudou na sua visão sobre a educação ao longo deste período?

Ferreira Gullar - Não diria hoje que a sociedade injusta educa para a injustiça. Na sociedade injusta há pessoas justas, que educam para o melhor.

Em linhas gerais, o Brasil avançou ou retrocedeu na área educacional nas últimas décadas?

Creio que avançou, pelo menos no que diz respeito ao ensino fundamental. Hoje temos praticamente quase todas as crianças em idade escolar matriculadas.

É possível pensar num modelo de educação eficaz e transformador numa sociedade tão marcadamente injusta como a brasileira?

Sim, é possível. A vida é inventada e, por isso mesmo, as coisas podem ser mudadas e melhoradas. Exatamente porque a sociedade é injusta é que devemos lutar para mudá-la e ensinar melhor as pessoas.

Acredita que, historicamente, a escola tem servido como reprodutora do sistema social estabelecido, em vez de atuar como um agente de transformação da sociedade?

Em grande parte sim, a escola reproduz o sistema social estabelecido. Por isso, é preciso preparar os professores para que compreendam melhor e ensinem melhor. Não se trata de fazer tábula rasa do que existe, já que isso é impossível e, além do mais, errado. Nem tudo o que se ensina está errado, certo?

De onde vêm os piores exemplos para a área educacional? Seria mesmo da classe política?

A classe política dá um mal exemplo, embora existam exceções. Na maioria dos casos é o que se tem visto. Mas não são só os políticos que, com seu exemplo, educam mal.

Partindo desse princípio – de que todos somos educadores – seria correto imaginar que a verdadeira revolução da educação se dará não somente nas escolas, mas principalmente no meio social como um todo?

Trata-se de um processo muito complexo, exatamente porque envolve toda a sociedade. A maioria das pessoas se pauta pelos valores conservadores e alguns deles são, de fato, fundamentais, como a justiça, a solidariedade, o respeito pelo outro. Os valores novos custam a se impor e nem sempre são melhores – somente por serem novos. A sociedade os testa, examina, e aceita ou rejeita. O fundamental é evitar que os valores essenciais se percam.

Como dar a largada neste processo? Seria o caso de uma campanha nacional de conscientização sobre as responsabilidades de cada um de nós para com os outros?

Sim, apostar na educação é fundamental. Mas seria necessário discutir bem antes de partir para uma campanha nacional de conscientização. Não é uma coisa para ser improvisada e sair alardeando.

Como vê o papel da mídia brasileira neste contexto? Ela mais educa ou deseduca a população? É a favor de alguma espécie de controle sobre os meios de comunicação?

A mídia, no geral, presta um bom serviço, na medida em que informa, traz à tona os problemas e contribui para a sua discussão. Comete erros, mas é melhor errar do que impedir o debate e a divulgação dos fatos e das idéias.

É motivo de críticas, entre muitos intelectuais, o fato de o presidente Lula, por vezes, se vangloriar de ter chegado ao posto máximo da República mesmo sem grande carga de educação formal. Como vê essa questão? Até que ponto um presidente com este perfil – e este discurso – é um bom ou um mau exemplo para a população jovem do país?

A questão não é ter ou não diploma universitário. Machado de Assis não cursou universidade, mas era um homem culto. Cultura se adquire até sem escola, embora seja melhor que todos possam ir à escola. Ruim é alardear que a cultura é desnecessária e que o corpo-a-corpo com o povo ensina mais que os livros. Uma coisa não exclui a outra, mas os livros ensinam mais, pois contêm as experiências e idéias de muitos homens e de muitas gerações. Numa época em que o conhecimento é fundamental para o desenvolvimento das nações, é melhor que o governante não seja inculto.

Quem fez mais pela educação no Brasil: o torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva ou o sociólogo Fernando Henrique Cardoso?

Fernando Henrique criou o Fundef, que muito contribuiu para a ampliação do ensino fundamental. Lula tem buscado ampliar esse projeto e tomado outras iniciativas em seu segundo mandato.

Quais lembranças tem de seus professores? Em que medida eles o atraíram ou o afastaram do universo literário?

Não tive estímulo especial de nenhum professor nesse sentido. Mesmo porque, estudei numa escola que visava formar sapateiros, marceneiros e mecânicos.

As artes deveriam estar mais presentes no ambiente escolar?

Sem dúvida alguma. Deve-se estimular a criatividade das crianças, não para transformar todas elas em artistas. E sim porque a arte enriquece a vida das pessoas.

É possível que o professor consiga ser um disseminador da cultura e do hábito da leitura quando, na maiori
a das vezes, sabemos que ele próprio não tem acesso a estes benefícios?

Por isso é necessário formar melhor os professores e, também, pagá-los melhor.

De que forma os professores devem trabalhar a literatura em sala de aula? Num mundo tão corrido, repleto de informações e ambientes virtuais, ainda há espaço para o exercício lúdico de embarcar numa viagem proposta por um livro?

Não sei a fórmula, não sou professor. Mas não acho que a televisão e o computador tornem inviável o interesse pela literatura. Há, sim, que se começar bem cedo, a fim de que a leitura se torne um hábito na criança.

Que mensagem o senhor deixaria aos professores do país no dia 15 de Outubro?

Diria aos professores que está nas mãos deles uma das tarefas mais nobres e essenciais para o futuro da sociedade e dos indivíduos.


Reportagem de Bruno Vaz
FONTE: http://www.folhadirigida.com.br

Formação de valores para o uso ético das novas tecnologias.


“Transmitir conhecimento é a base para o desenvolvimento do espírito crítico. Não há oposição entre uma coisa e outra”

Repensar o papel da educação e dos educadores num mundo repleto de informações e de novas questões que, quase sempre, vêm acompanhadas de dilemas éticos. Esse é o grande desafio do setor, na opinião de Juan Carlos Tedesco, secretário de Educação da Argentina. Para ele, mesmo em tempos de altas tecnologias, cabe ao professor a tarefa da formação de valores. Afinal, lembra o educador, instrumentos como a internet podem ser utilizados para o bem ou para o mal.
Reportagem de Ana Paula Novaes

Juan Carlos Tedesco, educador argentino

A formação de cidadãos é uma prática que deve ter início dentro da escola e que tem como principal responsável o professor. No entanto, essa é uma tarefa que envolve uma série de desafios. Para o secretário nacional de Educação da Argentina, Juan Carlos Tedesco, as escolas devem ter um novo olhar sobre esta questão. Em entrevista concedida durante a 5ª edição do Congresso Internacional de Educação, realizado em São Paulo no primeiro semestre deste ano, e que teve como tema Uma escola para cidadãos; Juan Carlos defendeu ainda a valorização dos professores e de sua formação, falou sobre o intercâmbio educacional entre Brasil e Argentina, e sobre o papel das novas tecnologias na transformação da educação; Elas podem ajudar ou não, dependendo de quais são meus objetivos. Posso usar a tecnologia para promover mais solidariedade, mais espírito crítico ou posso usá-la para promover isolamento, individualismo, disse. Confira a seguir a entrevista completa:

O que significa dizer que a educação deve ter uma ética de responsabilidade com o futuro? De que forma isto pode se tornar possível?

Juan Carlos Tedesco – A formação do cidadão hoje é muito distinta da que tínhamos há 20, 30 anos. A cidadania atual exige o manejo de informação, de conhecimentos, porque estamos enfrentando desafios novos. Por exemplo, proteger ou não o ambiente; manipular ou não o capital genético das pessoas; incluir ou não socialmente a toda a população. São todas estas questões que exigem muito conhecimento científico, mas também valores éticos e de responsabilidade, porque estas questões põem em jogo a vida ou a morte da cultura geral. Não é mais como antes, em que a cidadania era discutida fundamentalmente pela política. Agora, o cidadão toma decisões sobre questões vitais. Isto obriga a escola e a educação a terem que olhar de maneira diferente para a formação do cidadão.

Os professores estão preparados para lidar com esta nova formação e com a necessidade de formar alunos cidadãos?

Não, ninguém está preparado. São desafios novos. Há que se começar. Alguns estão mais preparados que outros, mas precisamos ter uma política. Hoje em dia, os professores na América Latina, e em geral, são provenientes de muitos anos de “desprofissionalização”, de baixos salários, de condições de trabalho indignas. É preciso colocar a educação como prioridade na política. Isto significa que é necessário investir mais em educação, mudar a metodologia e como se formam os professores. A formação do professor deve ser contínua e acontecer ao longo de toda a sua vida. Para estes problemas, não há uma solução única, que valha para todos. Em cada contexto é preciso pensar em soluções adequadas. Precisamos desenvolver mais o lado científico na formação cidadã. A formação técnico e científica é muito importante. Além disso, é preciso envolver os educadores na necessidade também da formação ética.

Os professores vêm perdendo prestígio social e, a cada dia, assistem sua função ser desvalorizada. Como isso pode influenciar o dia-a-dia das escolas? O que é preciso ser feito para trazer de volta à profissão o status que já teve no passado?

Não irá voltar a ser o que era antes, porque a sociedade mudou. Hoje em dia, o professor não pode ocupar o lugar que ocupava há 50 anos. É preciso pensar não no professor individualmente, mas na equipe. O professor também não é como antes, quando tinha todo o conhecimento; é impossível ter todo o conhecimento. O professor deve ser um guia, um orientador, mas necessitamos, sim, dar aos professores um status profissional muito mais forte do que o que ele tem hoje. É preciso profissionalizar a docência, com profissionalismo coletivo, de grupo. Precisamos dar atenção à equipe. É quase impossível que um professor entenda toda a escolaridade e as competências que exigimos que tenha hoje um educador.


O papel do professor depende do trabalho em equipe?

Depende do que fazem juntos, do que irão fazer, do que estão fazendo seus colegas, os objetivos da formação do cidadão. Este não é um objetivo que se dá em uma matéria, que é unânime. É, sim, uma tarefa de toda a equipe.

É preciso haver um posicionamento interdisciplinar na escola para formar o aluno cidadão?

Interdisciplinar e institucional. Na Argentina temos uma expressão: “Cada maestrito com su librito” (Cada mestre com seu livro). Isto já não vale mais, não podemos seguir com a conjectura do individualismo no desempenho dos professores. Precisamos fortalecer o trabalho em equipe dentro da escola, pensando no projeto da escola.

O que fazer para tornar mais eficiente a formação do professor? Que valores são necessários nesta formação?

A formação é falha em todos os países. Hoje em dia ninguém está de acordo com a formação dos docentes. Como resolver? Há muitas maneiras e muitas experiências. Basicamente, o que se busca é reunir a formação ao que será exigido do desempenho. Muitos países estão agregando à formação inicial dos docentes uma espécie de residência: um ano ou dois de trabalho nas escolas antes de ingressar realmente. Assim, o professor já terá mantido contato com os problemas reais.

O segundo aspecto é que a formação do professor tem que ser de nível superior, universitário, uma fo
rmação para ensinar não só o conhecimento da disciplina, mas o ensino de uma metodologia de ensino, da cultura dos alunos. Ensinar não é muito difícil, especialmente na escola secundária. Os jovens têm hoje uma cultura muito distinta do passado, mas necessitam conhecer muito mais as novas tecnologias. Este é um tema fundamental na cultura e muitos professores não manejam as novas tecnologias. A formação dos professores deve ter a função de integrar – a formação inicial, a formação contínua e as condições do trabalho. Estes são três aspectos que devem ser enfrentados.

O sr. citou que alguns países efetuam uma forma de residência com os professores. Isso já acontece na Argentina?

Estamos começando. Alguns estados estão mais avançados que outros e isto já acontece, com projetos importantes para estas residências. A residência se converte efetivamente em uma premissa da aprendizagem, com inovações para que não seja um trabalho puramente burocrático no final.

Alguns pesquisadores criticam o fato de a escola ainda possuir as mesmas regras do passado. Como trazer a escola para os dias de hoje? De que forma as novas tecnologias podem auxiliar esta empreitada e tornar a escola mais atraente?

A escola tem que seguir fazendo o que sempre fez. Ela tem que ser um lugar de transmissão, de conhecimento e de patrimônio cultural. É certo que tudo muda, mas há coisas que devem continuar. A escola tem que ensinar ciências, tem que traduzir valores. O que pode mudar é a forma como o faz.

O método, as estratégias, isto pode mudar, mas não se pode mudar o conteúdo e os objetivos da escola. Hoje, em alguns lugares do mundo há a tendência de tirar os alunos das escolas e a deixá-los em suas casas. Isto é muito perigoso e as novas tecnologias podem ser usadas para isso. Podem dizer: “eduquemos pela internet” e, então, não haverá mais escolas, o que é muito perigoso, porque teremos um individualismo grande. É uma maneira não-social de educar, sendo que a escola é um grande local social. As novas tecnologias podem ajudar ou não, dependendo de quais são meus objetivos. Elas, por si só, não têm objetivos.

Os objetivos os temos nós mesmos. Posso usar a tecnologia para promover mais solidariedade, mais espírito crítico ou posso usá-la para promover isolamento, individualismo. Ela é apenas um instrumento. Eu creio que as tecnologias estão aí para que possamos usá-las e colocá-las a serviço dos objetivos educativos. Há muitas experiências com as tecnologias que permitem superar o isolamento. A televisão educativa permite que os melhores professores cheguem a todos e que possa haver muita comunicação, que supere as distâncias geográficas.

Um aluno pode conectar-se com qualquer outro em qualquer parte do mundo, pode entrar nos melhores museus do mundo sem precisar ir até lá fisicamente. São instrumentos maravilhosos, mas para serem utilizados com objetivos educativos. O importante é o professor e não a tecnologia.

A tecnologia não substitui o trabalho do professor…

Não, para nada. A tecnologia exige um docente mais qualificado, com mais competências. Ela pode apenas suprimir o menos inteligente do trabalho do docente, que é transmitir informações. Porém, é preciso deixar o tempo para que o professor promova o intercâmbio, para guiar o exercício de aprendizagem, para orientar o aluno… E isso a máquina não faz. A máquina não pode fazer estas atividades. Ela precisa de um adulto e exige objetivos. A internet não ensina a selecionar. É preciso trazer os critérios para eleger por onde navegar. Quem elege? Em que sites entrar? Por onde navegar? Isto quem faz é o aluno. E quem ensina ao aluno os critérios para eleger? O professor.

O sr. afirmou que a escola sempre terá a função de transmitir conhecimentos e passar certos conteúdos. O que falta hoje na grade curricular das escolas? Que valores podem ser agregados para este currículo e até mesmo que disciplinas são exigidas pelo mundo atual?

Depende de que nível de educação estamos falando. Eu digo que a escola hoje necessita orientar-se aos grandes objetivos. O primeiro é ensinar a aprender, porque as pessoas terão que aprender durante toda a vida e não só no período em que vão à escola.

O que aprendem na escola lhes servirá por muito tempo, mas devem estudar por toda a vida. Então, a escola tem que ensinar o ofício de aprender. Como se aprende, como se estuda, o valor da curiosidade, estar sempre atento ao que há de novo, que coisas novas apareceram… Isto a escola deve ensinar.

Outro grande objetivo da escola é ensinar a viver unidos. A solidariedade, a responsabilidade, o respeito à diferença, para que possamos viver em sociedade. A escola necessita ser um lugar onde possamos conviver e aprender a viver com as diferenças e a respeitá-las. Este é um outro grande objetivo.

Que balanço o sr. faz do intercâmbio de projetos educacionais e até mesmo entre os professores do Brasil e da Argentina?

Isto existe dentro do que chamamos de “Mercosul Educativo”. Os ministros da Educação do Mercosul se reúnem periodicamente e definem programas não somente do intercâmbio de professores, mas também programas de produção de materiais. Por exemplo, entre Argentina e Brasil há um programa muito importante de escolas de fronteiras. Está se ensinando o Português nas escolas argentinas e o Castelhano nas escolas do Brasil, além do multiintercâmbio entre as escolas destes dois países. Há, neste sentido, uma variedade muito grande de trabalhos – o intercâmbio de professores, de alunos, pois há alunos que viajam e conhecem um lado e o outro. Também há programas que dizem respeito à produção de materiais e muitas atividades no campo científico. Nas universidades, temos ainda programas de intercâmbio de conhecimentos de títulos.

FONTE: http://www.folhadirigida.com.br

Receita para um Ano Feliz:

Tome 12 meses completos.

Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.

Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhe todos ao mesmo tempo.

Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:

- Uma parte de fé

- Uma parte de paciência

- Uma parte de coragem

- Uma parte de trabalho

Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.

Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e uma parte de entrega.

Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria e um pouco de ação, e uma boa medida de humor.

Coloque tudo num recipiente de amor.

Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.

Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.”

QUE VENHA 2009!!!

Que Deus continue nos abençoando cada vez mais!

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