11 fev 2011
por laynnebeatriz
em Profª Bia
MUDAMOS PARA O BLOGGER POIS ESSE BLOG DA ABRIL VAI ACABAR.
NOSSO NOVO ENDEREÇO É:
http://professora-bia.blogspot.com/
27 jan 2011
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:alunos, escola, tecnologia
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- Ensinar os jovens a fazer o uso adequado
das ferramentas digitais os torna competentes na comunicação coletiva
O conhecimento de
novas tecnologias ainda encontra resistências na escola. Enquanto alguns
educadores temem que o uso da internet, de softwares
educativos e de plataformas de ensino a distância prejudique o
processo de aprendizagem, outros negam a existência desses recursos didáticos
por desconhecer suas potencialidades.
As tecnologias contemporâneas permitem a construção de leituras inovadoras do
mundo e ampliam as possibilidades de articulação, construção e circulação da
informação. Aprendemos com o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951)
que os limites da nossa linguagem denotam os limites do nosso mundo. Quanto
maior a diversidade de ferramentas dominadas pelo aluno, maior será seu
território de ação.
Hoje, presenciamos a articulação de movimentos sociais e da sociedade civil por
meio de sites, redes sociais, blogs etc. Não é possível ignorar a quantidade e
a qualidade de informações que circulam nos espaços virtuais. É fascinante a
variedade de textos, imagens e vídeos existentes na web. Ensinar a criança e o
adolescente a se apropriar dessas novas linguagens é a única maneira de
torná-los competentes para a comunicação coletiva. Toda escola deveria assumir
o compromisso ético de proporcionar aos alunos o uso adequado dessas
ferramentas, dando, assim, subsídios para que sejam capazes de filtrar as
informações disponíveis, produzir conteúdos e conseguir articulá-los de forma
reflexiva.
O orientador educacional e os demais gestores podem contribuir ao auxiliar as
equipes a investigar a internet não apenas como uma ferramenta para o
conhecimento, mas como uma aprendizagem em si mesma. A linguagem da rede
mundial tem uma estrutura própria, com signos e significados que precisam ser
compreendidos. É comum as pessoas – inclusive os alunos – identificarem o
espaço virtual como sendo de caráter privado e divulgarem informações
particulares sobre si ou outros colegas. Ocorre, porém, que isso não é verdade
e os problemas de convivência ficam superdimensionados – o cyberbullying é apenas um
exemplo dessa prática inapropriada.
Realizar uma pesquisa sobre o uso da internet pelos estudantes pode fornecer
pistas interessantes. Investigar, por exemplo, qual o tempo destinado às
tecnologias, quais os sites e as redes sociais mais frequentados, a natureza
dos jogos preferidos etc. Esse levantamento ajudará a mapear a intensidade e a
qualidade da utilização dos recursos tecnológicos pelos alunos, fornecendo
parâmetros úteis para a análise pela equipe docente.
Nesse ponto, as escolas deveriam estabelecer uma meta: buscar compreender, nas
reuniões pedagógicas ou em outros espaços formativos, as estratégias didáticas
para a aprendizagem das linguagens oriundas das novas tecnologias.
Para não cair em armadilhas, o importante é preservar, nos processos de ensino
e aprendizagem, o sentido do conhecimento – ou seja, as preocupações e as
indagações do aluno, da cultura e da sociedade. A escola que se empenha em
inquietar o jovem, confrontando-o com questionamentos e conteúdos que o ajudam
a entender o mundo em que vive, não deve temer a tecnologia, mas
problematizá-la.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/orientador-educacional/preciso-ensinar-alunos-usar-tecnologia-consciencia-615029.shtml
15 jan 2011
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:animais, enchente
O animais estão precisando também de ajuda, abaixo segue a lista completa dos
postos de arrecadação para ajudar os animais da Região Serrana:
Para quem mora em outros estados, é possível fazer doações em
dinheiro para WSPA:
Defensores dos Animais
Banco Bradesco
Agência 279-8
Conta-poupança: 172813-0
O que doar:
- ração (seca e em lata, para cães e gatos)
- alimento especial para os mais fracos Hill’s A/D
- vermífugos
- anti pulgas e carrapatos
- medicamentos veterinários
- jornais
- potes plásticos para colocar ração e água
- toalhas
- antibióticos
- antiinflamatórios
- antitérmicos
- anestésicos
- analgésicos
- descartáveis (luvas, seringas, faixas, gaze, soro fisiológico, cateter
etc)
- cobertores
- entre outros itens
Onde doar
São Paulo
- Clínica Veterinários na Estrada
Ipiranga – Rua Marcos Portugal, 224 (próximo ao metrô Sacomã e ao
terminal Sacomã de ônibus)
Contatos: (11) 5062.8522 / 2592.2645 / 8778.1792 / 8298.9261
Doações em dinheiro:
Bradesco
AG : 2925-4
C/C 4090-8
Amelia Margarida de Oliviera – ME
- APASCS-Associação Protetora dos Animais de S.Caetano do Sul
São Caetano do Sul - Rua Rio Grande do Sul, 653
Bairro Santo Antônio -próximo à Câmara Municipal
Contato: (11) 4229-4425 – Mercedes
- Projeto Natal Animal (www.natalanimal.com.br)
Cotia – (11) 4702-4240 / 7086-5751 – Claudia
e-mail: natalanimal@gmail.com
Rio de Janeiro
Santa Cruz: CCZ Paulo Dacorso Filho, Largo do
Bodegão, 150
Contato: (21) 3395-1595 ou (21) 3395-2190 / e-mail: ccz@rio.rj.gov.br
Flamengo: Rua Correa Dutra, 99 loja 5 (Distribuidora
Costa Leivas)
Méier: Carla Bello – (21) 8829-9026
Copacabana: Lojas Bicho Bacana – Rua Santa Clara,
110 e Rua Paula Freitas, 61
Leblon: Animals Care: Avenida Bartolomeu Mitre, 455 -
lojas 106 e 107
Botafogo: Patas & Penas – Rua Voluntários da
Pátria, 374
Urca: Patas & Penas – Rua Marechal Cantuária, 70
– loja b
NorteShopping: Patas & Penas – Rua Dom Hélder
Câmara, 1º piso
Gávea: Loja Pet Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 7
Barra da Tijuca: Loja Aquário Pet Barra – Av. Ayrton
Senna, 3383 – loja 149
Bonsucesso: Avenida Brasil, esquina com a Rua
Teixeira Ribeiro (passarela 9).
Centro: Campo de Santana – Praça da República,Campo
de Santana, s/nº
Coelho Neto: Praça Virgínia Cidade (próximo à
estação Coelho Neto do Metrô)
Guaratiba: Fazenda Modelo – Estrada do Mato Alto,
5620 (ao lado do Posto de Saúde Maia Bittencourt)
Jacarepaguá: Praça Seca (em frente ao banco HSBC)
Largo do Machado: Praça Central (em frente à cabine
da Polícia Militar, próximo à Estação Metrô)
Realengo: Praça Padre Miguel (Paralela à Avenida
Santa Cruz, em frente à igreja Nossa Senhora da Conceição)
Vicente de Carvalho: Largo de Vicente de Carvalho -
Av. Martin Luther King Júnior (próximo ao metrô)
Tijuca: Pet Shop Sheik – Rua Barão Mesquita nº 891, A
Niterói: Veterinária Kennel Vip – Rua Gavião Peixoto
31, Icaraí
G.A.R.R.A. – Grupo de Ação, Resgate e Reabilitação
Animal
Contato: (21) 9258-8445 – Renata
Região Serrana
GAPA: Grupo de Assistência e Proteção aos Animais
Itaipava
Telefone: (24) 2222-8419
Clínica Bicharada: Estrada União Indústria, 10661,
Itaipava/ Petrópolis
ONG Combina (Companhia dos Bichos e da Natureza):
Rua José Eugênio Muller, 36, Centro Friburgo
Abrigo daSerra, Teresópolis – contato: Eliane Leão
Tel: (21) 9533-2956
Armazém do Gemmal: Estrada União e Indústria,
10.733, Itaipava -
Tel: (24) 2222.0298.
ONG Estimação: Contato: (21) 2642-1951 / 8790-7772 -
Bebete
Doações em dinheiro:
Banco Itaú – 341
Agência: 6103
Conta Corrente: 19918-5
CNPJ- 08.996.430/0001-17
ONG Estimação
Banco Itaú 341
Agência 7037
C/C 01416-9
CPF: 402.923.807-63
Maria Elizabete L. Filpi
A Coordenadoria do Bem Estar Animal de Nova Friburgo
vai auxiliar todos os canis de Nova Friburgo após vistoria no local,
para verificar suas necessidades e para melhor utilização das doações
que serão exclusivamente usadas para minimizar o sofrimento dos animais.
Todas as contas serão prestadas através da Internet.
Para doações:
Instituto Univida de Proteção Animal (veja site)
Banco Itaú
Agência: 6542
Conta corrente: 06841-3
Contatos:
Adilson Pacheco (Presidente do Univida)
(22) 2533-4035 e 8801-2153
Carla Freire (Coordenadoria do Bem Estar Animal de Nova Friburgo)
(22) 2522-1356 e 9931-3313 – coobea.nf@gmail.com
Cristina Ribeiro (voluntária)
(22) 2528-3312 e 9942-9655
Informações retiradas do site Anda: http://www.anda.jor.br
15 jan 2011
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:enchentes em sp, enchentes no rj
É impossível ficar
indiferente a tragédia que as chuvas têm feito por todo Brasil
principalemente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Há dias tenho chorado
compulsivamente ao ver as imagens da maior catástrofe natural do
Brasil. E durante todo esse tempo acompanhando venho me perguntando
como ajudar essas pessoas, já que moro tão longe. Então tive uma
ideia de estar difundindo aqui em meu Blog, já que tenho um bom
número de leitores, os locais de arrecadação e a Cruz Vermelha.
Abaixo seguem informações
sobre como ajudar os desabrigados:
http://cruzvermelha.org.br/
Cruz Vermelha
Praça Cruz Vermelha, 10 / 12
Centro
Rio de Janeiro – RJ
Brasil
CEP 20230-130
Contas para doações em dinheiro
A Prefeitura de Teresópolis disponibilizou uma conta corrente no Banco
do Brasil para receber doações e ajudar as famílias atingidas pelo
temporal. Com o nome “SOS Teresópolis – Donativos”, a conta corrente é
número 110000-9, na Agência 0741-2. Há também a conta 2011-1, Agência
4146, da Caixa Econômica Federal. O CNPJ da Prefeitura é número
29.138.369/0001-47. Outras contas:
Prefeitura de Nova Friburgo
Banco: Banco do Brasil
Agência: 0335-2
Conta: 120.000-3
Defesa Civil – RJ
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 0199
Operação: 006
Conta: 2011-0
Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de
Janeiro
CNPJ 02932524/0001-46
Banco: Itaú
Agência: 5673
Conta: 00594-7
Campanha SOS Sudeste (CNBB e Cáritas Brasileira)
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 1041
Operação: 003
Conta: 1490-8
ou
Banco: Banco do Brasil
Agência: 3475-4
Conta: 32.000-5
Postos para doações
Teresópolis
Em Teresópolis foi montado um outro posto para receber donativos. As
contribuições podem ser levadas para o Ginásio Pedrão, onde foi montado
um abrigo de ajuda às vítimas. O local fica na Rua Tenente Luiz
Meirelles 211, no bairro Várzea, no centro da cidade.
Petrópolis
Foram montados três postos para doação de água, colchão e material de
limpeza e higiene na região de Itaipava: na Igreja Wesleyana, no Vale
do Cuiabá; na Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas; e no centro
de Petrópolis, na sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e
Cidadania (R. Aureliano Coutinho, número 81).
Museu Imperial
O Museu Imperial montou um posto de coleta de donativos. Além disso, os
visitantes poem opatar por pagar a entrada com uma doação diretamente
na bilheteria. O item de maior urgência é água potável, que pode ser
trocada pelo ingresso com uma doação de, no mínimo, 1,5 litro. Também
são recebidos itens de higiene pessoal, roupas, alimentos não
perecíveis, roupa de cama, cobertores, colchonetes e toalhas. O ponto de
coleta do museu é no prédio da biblioteca, no saguão em frente à sala
multimídia, com acesso pelo bosque do imperador (praça do Cenip). Para
trocas de doações por ingressos, os visitantes devem se dirigir
diretamente à bilheteria.
Polícia Militar
Todos os batalhões da PM do Rio de Janeiro vão receber doações a
partir desta quinta-feira (13). Os comandantes dos batalhões recomendam a
doação de água mineral, alimentos não perecíveis e material de higiene
pessoal.
Em São Paulo, todos os batalhões da Capital e do interior receberão
alimentos não perecíveis, roupas, lençóis, cobertores, colchões,
colchonetes, materiais de limpeza e higiene, água potável e remédios.
Rodoviária
A Rodoviária Novo Rio recebe doações para a Cruz Vermelha. Os donativos
serão recebidos no piso de embarque inferior, das 9h às 17h.
Cruz Vermelha
A Cruz Vermelha está cadastrando voluntários para ajudar na triagem do
material arrecadado para vítimas das chuvas na Região Serrana. Quem
quiser colaborar deve procurar a sede da entidade no Rio, na Praça da
Cruz Vermelha 10, no Centro.
Segundo o presidente da filial Rio, Luiz Alberto Lemos Sampaio, o mais
importante agora é coletar alimentos não perecíveis, água, leite, além
de roupa de cama e banho. Os donativos podem ser entregues no posto
instalado na Rodoviária Novo Rio, na sede da Cruz Vermelha e nos
quartéis do Corpo de Bombeiros.
Estádios
A Secretaria estadual de Esporte e Lazer montou uma rede de
solidariedade. Os estádios do Maracanãzinho e Caio Martins (em Niterói)
recolhem doações. As contribuições podem ser: garrafas de água potável,
fraldas, material de higiene pessoal, colchonetes, alimentos não
perecíveis, roupas e agasalhos. O Maracanãzinho recebe doações das 8h às
20h – Entrada pelo portão 12A. No Caio Martinns, o horário é o mesmo e
a entrada é pelo portão principal na Avenida Roberto Silveira, em
Icaraí.
Viva Rio
O Programa de Voluntariado do Viva Rio também iniciou uma campanha de
arrecadação de roupas e mantimentos para a região serrana do Rio de
Janeiro, especialmente Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Para
ajudar, basta fazer a doação na sede do Viva Rio (Rua do Russel, 76,
Glória) ou através de depósito bancário na conta do Viva Rio, no Banco
do Brasil, agência 1769-8, conta-corrente 411396-9 e CNPJ:
00343941/0001-28. Para mais informações o Viva Rio disponibiliza os
telefones (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.
A ONG também estará recebendo donativos em todas as unidades das Lojas
Americanas no Rio e nas estações do metrô de General Osório, Siqueira
Campos, Botafogo, Carioca, Glória, Largo do Machado, Catete, Central do
Brasil, Saens Peña, Nova América e Pavuna
Postos em supermercados
O grupo de supermercados Pão de Açúcar montou postos de arrecadação em
todas as 100 lojas da rede no estado do Rio. As doações podem ser feitas
nos estabelecimentos Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas , Extra
Supermercados e Assaí. De acordo com o grupo, os donativos serão
entregues até 26 de janeiro.
O supermercado Zona Sul também aceita doações durante o mês de janeiro
em sua unidade Mega Box, localizada na Av. Brasil, 9.561 – Olaria. Quem
quiser participar poderá contribuir com alimentos não perecíveis,
roupas, sapatos, colchonetes, cobertores ou produtos de higiene. O Mega
Box funciona de segunda a sexta, das 7h30m às 21h, e nos domingos e
feriados, das 8h às 14h.
Rodovias
A Polícia Rodoviária Federal recebe doações nos seus 25 postos ao
longo de 1.400 km de rodovias federais fluminsenses. Quem quiser
colaborar pode ligar para o telefone 191 da PRF, que funciona 24h, e
saber onde fica o ponto mais próximo de sua casa. Os donativos serão
repassados à Cruz Vermelha.
A Concessionária Rio-Teresópolis (CRT) está recebendo doações de
garrafas de água potável, remédios, alimentos não perecíveis, roupas,
cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal como sabonete, pasta
de dente e fralda descartável, nas cabines da Praça de Pedágio no
km-133,5 da Rio-Teresópolis-Além Paraíba (BR-116/RJ), em Piabetá. Para
grandes quantidades, os doadores devem dirigir-se ao Centro de
Atendimento ao Usuário, que fica na pista sentido Rio a 300 metros da
praça de pedágio.
Outros estados: .todos os 270 postos de fiscalização da PRF nas regiões
Sul, Sudeste e Centro-oeste também funcionam como pontos de coleta de
doações. De forma rápida e sem burocracia, o cidadão que quiser ajudar
os desabrigados pelas chuvas na região Sudeste poderá doar alimentos
não-perecíveis em qualquer unidade física da PRF instalada em 32 mil
quilômetros de rodovias federais. A Polícia Rodoviária Federal não fará
coleta de peças de vestuário nem de material de limpeza. Outro ponto
que precisa ser observado é a data de validade dos alimentos. Não devem
ser encaminhados à PRF donativos que vencerão antes de 30 dias.
BR-101
Autopista Fluminense, concessionária que administra a BR-101 Norte
também abriu postos para o recolhimento de doações, na sede
administrativa, da empresa, no KM 313, em São Gonçalo, na Região
Metropolitano e na sede da Latina Manutenção, no Km 206, em Casimiro de
Abreu .
Praça de pedágio:
Km 40 – Campos dos Goytacazes
Km 123 – Campos dos Goytacazes
Km 192 – Casimiro de Abreu
Km 252 – Rio Bonito
Km 299 – São Gonçalo
Bases operacionais:
Km 40 – Campos dos Goytacazes
Km 123 – Campos dos Goytacazes
Km 163 – Macaé
Km 235 – Silva Jardim
Km 282 – Itaboraí
Km 299 – São Gonçalo
Km 319 – Niterói
RJ-116
As quatro praças de pedágio da RJ-116 vão arrecadar donativos. Os
locais são Itaboraí, Cachoeiras de Macacu, Nova Friburgo e Macuco. A
Rota 116, que administra a via, está usando veículos da empresa para
levar o material até as cidades atingidas.
MP
O Ministério Público do estado do Rio de Janeiro recebe doações na
portaria do edifício-sede, na Av. Marechal Câmara, 370, no centro do
Rio, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
Inea
A sede do Instituto Estadual do Ambiente recebe doações de alimentos
não perecíveis, colchonete, material de higiene e limpeza, sobretudo
fraldas, e principalmente água. O endereço é Av. Venezuela, 110, Praça
Mauá – centro do Rio.
Salgueiro
A escola de samba arrecada alimentos não perecíveis, água, roupas e
cobertores. As doações podem ser levadas à quadra da escola, que fica na
Rua Silva Teles, 104, no Andaraí.
Tijuca Tênis Clube
A sede do clube recebe doações. O endereço é Rua Conde do Bonfim, 451
– Tijuca. IInformações pelo telefone: 3294-9300.
AMaLeblon
A Associação de Moradores do Leblon criou um posto de coleta de
donativos, que podem ser entregues no 23º Batalhão, localizado na Av.
Bartolomeu Mitre.
Estações do metrô
O Metrô Rio vai disponibilizar a partir de sexta-feira (14), pontos
de arrecadação em 11 estações nas linhas 1 e 2. Água, alimentos e
produtos de higiene pessoal podem ser doados nas estações Carioca,
Central, Largo do Machado, Catete, Glória, Ipanema/General Osório,
Pavuna, Saens Peña, Botafogo, Nova América/Del Castilho e Siqueira
Campos.
Flamengo
A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim,
anunciou que o clube também receberá, na sede da Gávea, donativos para
desabrigados pelas chuvas na Região Serrana.
FIA
A Fundação da Infância e Adolescência abriu
dois postos de doação: Rua Voluntários da Pátria, 120, Botafogo e Rua
General Castrioto, 589, Barreto, em Niterói. Desde ontem (12) a entidade
enviou 60 toneladas de alimentos e dois mil colchões para a região.
Shoppings também vão receber donativos
Bangu Shopping – Rua Fonseca, 240 – Bangu. Tel.: 2430-5130.
Carioca
Shopping – Av. Vicente de Carvalho, 909 – Vila da Penha. Tel.:
2430-5120.
Caxias Shopping - Rodovia Washington
Luiz, 2895, Duque de Caxias. Tel: 2430-5110
Passeio Shopping
– Rua Viúva Dantas 100 – Campo Grande. Tel.: 2414-0003.
Santa
Cruz Shopping – Rua Felipe Cardoso 540 – Santa Cruz. Tel.:
2418-9400.
Shopping Grande Rio – Rodovia Presidente
Dutra, 4.200 – São João de Meriti. Tel.: 2430-5111
Via Parque
Shopping - Av. Ayrton Senna, 3.000 – Barra da Tijuca. Tel.:
2430-5100.
Shopping Leblon – Av. Afrânio de Melo
Franco, 290 – Leblon. Tel.: 2430-5122.Boulevard Shopping São
Gonçalo – doações no 1o andar do estabelecimento.
Center
Shopping Rio – Avenida Geremário Dantas, 404 – Jacarepaguá
Fashion
Mall – Estrada da Gávea, 899 – São Conrado.
Ilha
Plaza – Av. Maestro Paulo e Silva, 400 - Ilha do Governador
NorteShopping
– Av. Dom Hélder Câmara, 5474 – Cachambi
Plaza Shopping -
Rua XV de Novembro, 8 – Centro, Niterói.
Rio Plaza Shopping
– Rua General Severiano, 97 – Botafogo
Recreio Shopping -
Av. das Américas, 19.019 – Recreio dos Bandeirantes
Shopping
Tijuca - Av. Maracanã, 987 – Tijuca
West Shopping
– Estrada do Mendanha, 555 – Campo Grande
Arquidiocese envia R$ 40 mil para a região
A Cáritas
Arquidiocesana do Rio recebe doações em dinheiro em duas contas:
Bradesco, Agência 0814-1, conta corrente 48500-4 e Banco do Brasil,
Agência 3114-3, conta corrente 30000-4. Doações em espécie podem ser
deixadas na Catedral de São Sebastião (Avenida Chile 245, no Centro).
Haverá pontos de recolhimento na Cáritas e também na entrada da igreja,
de 9h às 18h.
Ponte Rio-Niterói
A concessionária que administra a
Ponte Rio-Niterói colocou um container para receber doações junto à
praça de pedágio, à direita de quem segue no sentido Niterói. Mais
informações: (21) 2620-9333.
Sesc, Senac e Fecomércio
As unidades do Sesc Rio e Senac Rio e a sede do Sistema Fecomércio-RJ
estão coletando água mineral, alimento não perecível, roupas de cama e
banho, material de limpeza e de higiene pessoal e colchões para as
vítimas das enchentes na região serrana. As unidades do Sesc receberão
as doações de terça a domingo, das 9h às 17h. Os pontos de coleta são:
Sede do Sistema Fecomércio-RJ – Rua Marquês de
Abrantes, 99, Flamengo, de segunda a sexta, das 9h às 18h
Sesc Copacabana – Rua Domingos Ferreira, 160
SescTijuca – Rua Barão de Mesquita, 539
Sesc Ramos – Rua Teixeira Franco, 38
Sesc Madureira – Rua Ewbanck da Câmara , 90
Sesc São Gonçalo – Avenida Presidente Kennedy, 755
Sesc Niterói - Rua Padre Anchieta, 56 – Centro
Sesc São João de Meriti – Avenida Automóvel Clube, 66 -
Sesc Nova Iguaçu – Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá
Sesc Teresópolis – Av. Delfim Moreira, 749 – Centro
Sesc Quitandinha (Petrópolis) – Avenida Joaquim Rolla, 2 -
Quitandinha
Unidades Senac Rio:
Horários de coleta das 9h às 19h, de segunda a sexta. Aos sábados, das
9h às 12h.
Niterói - Rua Almirante Teffé, 680 – Centro
Copacabana – Rua Pompeu Loureiro, 45
Marapendi – Avenida das Américas, 3959 – Barra da Tijuca
Faculdade Senac Rio – Rua Santa Luzia, 735 – Centro
Botafogo - Rua Bambina, 107
Sesi e Senai
O Sesi iniciou campanha de arrecadação de donativos para as vítimas das
chuvas na Região Serrana, instalando postos de coletas e suas unidades
no estado. O horário de funcionamento é das 8h às 17. Veja os endereços:
Sesi – Barra do Piraí – Av. Mário Salgueiro, 1.065 – Bairro
Belvedere – Barra do Piraí
Senai – Barra do Piraí - Rua Alan Kardeck, s/nº – Muqueca -
Barra do Piraí
Sesi – Barra Mansa - Av. Dário Aragão, 2 – Centro – Barra
Mansa
Senai – Barra Mansa – Rua Senhor do Bonfim, 130 – Saudade -
Barra Mansa
Sesi/Senai Benfica - Praça Natividade Saldanha, 19 – Benfica.
Tel.: (21) 2587-4800
Senai – Campos – Rua Bruno de Azevedo, 37 – Pq. Tamandaré
Campos dos Goytacazes
Sesi – Campos – Av. Deputado Bartolomeu Lysandro, 862 – Guarus
– Campos dos Goytacazes
Sesi/Senai – Cinelândia – Rua Santa Luzia, 685 – 5º andar -
Centro – Rio de Janeiro
SesiI – Duque de Caxias -
Rua Artur Neiva, 100 – Bairro 25 de Agosto – Duque de Caxias
Senai – Duque de Caxias – Rua Arthur Goulart, 124 – Centro -
Duque de Caxias
Sesi – Honório - Rua Loreto do Couto, 673 – Honório Gurgel
Sesi – Itaperuna - Av. Dep. José de Cerqueira Garcia, 883 -
Bairro Presidente Costa e Silva – Itaperuna
Senai – Itaperuna - Av. Zulamith Bittencourt, 190 – 1º e 2º
andar – Cidade Nova – Itaperuna
Sesi – Jacarepaguá – Av. Geremário Dantas, 342 – Tanque -
Jacarepaguá – Tel.: (21) 3382-9999/9950
Senai – Jacarepaguá – Av. Geremário Dantas, 940 – Freguesia -
Jacarepaguá
Sesi/Senai – Laranjeiras – Rua Esteves Júnior, 47 -
Laranjeiras e Rua Ipiranga, 75 – Laranjeiras
Sesi – Macaé – Alameda Etelvino Gomes, 155 – Riviera
Fluminense – Macaé
Senai – Macaé – Av. Prefeito Aristeu Ferreira da Silva, 70 -
Novo Cavaleiro – Macaé
Senai – Maracanã – Rua São Francisco Xavier, 417 – Maracanã
Senai – Mendes – Rua Professor Paulo Sérgio Nader Pereira, nº
250 – Centro – Mendes
Senai – Niterói – Rua General Castrioto, 460 – Barreto -
Niterói
Sesi/Senai - Nova Iguaçu – Rua Gerson Chernicharo, s/nº -
Bairro da Luz – Nova Iguaçu
Sesi – Petrópolis - Av. Barão do Rio Branco, 2.564 – Centro -
Petrópolis
Senai – Petrópolis - Rua Bingen, 130 – Bingen – Petrópolis
Sesi – Resende – Rua Marcílio Dias, 468 – Jardim Jalisco -
Resende
Senai – Resende – Rua Sarquis José Sarquis,
156 – Jardim Jalisco – Resende
Sesi/Senai – Santa Cruz – Rua Felipe Cardoso, 713 – Santa Cruz
Senai -Solda – Rua São Francisco Xavier, 601 – Maracanã -
Tel.: (21) 3978-8700
Sesi/Senai – Tijuca - Rua Morais e Silva, nº 53 – Tijuca – Rio
de Janeiro
Sesi/Senai – Vicente de Carvalho – Av.
Pastor Martin Luther King Jr. (antiga Av. Automóvel Clube), 6475 -
Vicente de Carvalho – Rio de Janeiro
Sesi/Senai - São Gonçalo – Rua Nilo Peçanha, 134 – Centro -
São Gonçalo
Sesi – Três Rios – Av. Tenente Enéas Torno, s/no Margem
Esquerda – Centro – Três Rios
Senai – Três Rios -
Rua Izaltino de Oliveira, 90 – Centro – Três Rios
Sesi/Senai - Santo Antônio de Pádua – Av. João Jazbik, S/N -
Bairro 17 – Santo Antonio de Pádua
Senai – Valença – Rua Comendador Araújo Leite, 320 – Valença -
Rio de Janeiro
Senai – Vassouras – Rua Nilo Peçanha, 85 – Vassouras – Rio de
Janeiro
Sesi – Volta Redonda – Avenida Lucas Evangelista, 595 -
Aterrado – Volta Redonda
Senai – Volta Redonda – Rua Nicanor Teixeira de Carvalho, 1 -
Barreira Cravo – Volta Redonda
Espaços culturais
A Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e os espaços culturais do
governo recebem doações para vítimas das chuvas. Nos teatros, o horário
para doação é o do respectivo espetáculo. São estes os espaços da SEC
para doações:
Biblioteca Parque de Manguinhos – Avenida Dom Helder
Camara, 1184 – Tel.: (21) 22348915 e (21) 22348917 – De terça a domingo
– das 9h às 20h
Biblioteca Estadual Infantil Anísio Teixeira
– Rua Lopes Trovão, s/nº – Campo de São Bento – Niterói – Tel:
3719-8385 – De segunda a sexta, das 9h às 17h
Casa de Cultura
Laura Alvim - Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema – Tel:
2332-2015 – De terça a domingo, das 13h às 21h
Casa de
Oliveira Viana – Alameda São Boaventura, 41 – Fonseca – Niterói
– Tel: 3601-8220
De terça a sexta, das 10h às 17h
Escola de Artes Visuais do
Parque Lage – Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico
- Tel.: 3257 1800 – Diariamente, das 10h às 17h.
Museu
Carmem Miranda – Av. Rui Barbosa, s/nº – Parque do Flamengo -
Tel: 2334-4293 – De segunda a sexta, das 10h às 17h. Sábados e feriados,
das 13h às 17h
Museu do Primeiro Reinado – Av.
Pedro II, 293 – São Cristóvão – Telefax: 2332-4513 / 4514 / 4512 – De
terça a sexta, das 10h às 17h
Museu do Ingá – Rua
Presidente Pedreira, 78 – Ingá – Niterói – Tel: 2717-2903 / 2919 / 2790 /
2893 – De terça a sexta, das 11h às 17h. Sábados, domingos e feriados,
das 13h às 17h
Casa França-Brasil - Rua Visconde de
Itaboraí, 78 – Centro – Tel; 2332-5120 / 5121
De terça a domingo, das 10h às 20h
Museu da Imagem e do Som
– Rua Rui Barbosa, 1 – Centro – Tel: : 2332-9068 / 2332-9067
De segunda a sexta, das 11h às 17h
Theatro Municipal do Rio
de Janeiro – Avenida Almirante Barroso, 14/16 – Centro – De
segunda a sexta, de meio-dia às 18h
Teatro João Caetano
– Praça Tiradentes, s/nº – Centro – Tel: 2332-9166
Teatro
Armando Gonzaga – Av. Gal. Oswaldo Cordeiro de Farias, 511 -
Marechal Hermes – Tel: 2332-1040
Teatro Arthur Azevedo
– Rua Victor Alves, 454 – Campo Grande -Tel: 2332-7516
Teatro
Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde, s/nº – Copacabana -
Tel: 2332-7904
Escola de Música Villa-Lobos – Rua
Ramalho Ortigão, 9 – Centro – Tel: 2232-6405 / 2224-2116 – De segunda a
sexta, das 9h às 19h
Parada Solidária
Os sindicadtos e empresas de transporte do também montaram postos para
receber doações para as vítimas da tragédia da Região Serrana, no Rio,
na Baixada Fluminense , em Niterói e em Petrópolis. Foram colocados
ônibus para recolher alimentos, roupas, colchonetes e água. Veja onde os
ônibus estarão posicionados, do dia 14 ao dia 21, das 8h às 20h.
No Rio:
Largo da Carioca, Centro
Cinelândia (a partir de 2ª feira, dia 17, em frente à Câmara dos
Vereadores)
Terminal Alvorada, Barra da Tijuca (a coleta não será feita em ônibus,
mas na Administração)
Ilha do Governador – sede da Sub-Prefeitura em frente ao posto RioCard
Praça General Osório, Ipanema (a partir de sábado, dia 15)
Em Duque de Caxias e Magé:
Terminal Rodoviário Plínio Casado, Duque de Caxias
Terminal Rodoviário do Shopping Center, Duque de Caxias
Rodoviária de Piabetá, Magé
Praça da Prefeitura de Magé
Em Niterói
Terminal João Goulart (em frente ao posto do Setrerj)
Em Petrópolis
Sede do Setranspetro – Rua do Imperador, 100 – Centro
Tenda na Glória, na Zona Sul
Policiais do 2º BPM (Botafogo) com apoio de associações de moradores da
região da Glória, na Zona Sul do Rio, montaram uma tenda na esquina das
ruas Cândido Mendes e da Glória, onde recebem doações para as vítimas
da tragédia na Região Serrana. A tenda ficará montada neste sábado (15) e
domingo (16), das 8h às 18h. A iniciativa dos policiais foi apoiada
pelo comandante do batlhão.
Informações
tiradas do site:http://g1.globo.com
07 dez 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:pedagogia hospitalar
Este
artigo aborda o papel do pedagogo em instituições não
escolares – no caso, hospitais – a partir de uma breve
contextualização e de seu papel nos dias atuais. É
uma apresentação objetiva e simples que teve como base
pesquisas na internet sobre pedagogia hospitalar. Apesar da grande
quantidade de fontes para a pesquisa o foco foi dado aos artigos de
Wolf e Esteves. Para isso, abordamos o surgimento da Classe
Hospitalar e a atuação dos pedagogos neste ambiente nos
dias de hoje.
Esse
estudo nos serviu para compreender como a pedagogia pode ser eficaz
em diferentes ambientes, pois existem diversos lugares que necessitam
de auxílio não só médico, mas de auxílio
educativo.
Segundo
ESTEVES, com a Segunda – Guerra Mundial há o aparecimento de
crianças e adolescentes mutiladas e atingidas pela guerra de
alguma forma. Por essa razão, em 1935, Henri Sellier cria a
Classe Hospitalar com o objetivo de amenizar as dificuldades destes
indivíduos em relação à educação.
Em
1939, o cargo de Professor Hospitalar surge com o Ministério
da Educação na França. O seu objetivo é
mostrar que o espaço educativo não se restringe somente
ao ambiente escolar, mas a educação pode chegar à
lugares antes não viáveis.
Até
hoje muitos profissionais defendem a criação de Classes
Hospitalares, especialmente os médicos, pois sabem que o seu
envolvimento com o paciente, através de intervenções
e outros tipos de atividades, irá contribuir para a sua
melhora (em relação à doença) e o seu
contínuo desenvolvimento educativo.
A escola, enquanto espaço de socialização
de indivíduos, repentinamente deixa de existir para crianças
e adolescentes que possuem alguma deficiência ou são
acometidos por alguma doença grave e são obrigados a
passar grandes temporadas de internamento em hospitais, passando a
conviver com o isolamento, privado de amigos e às vezes até
mesmo esquecido por seus parentes. Por esse motivo se vê
privado de sua escolaridade, necessitando de um atendimento
educacional que lhe permita manter-se aprendendo, sem ruptura com o
processo de educação.
Para
WOLF, o serviço hospitalar, tradicionalmente, foi o espaço
de atuação exclusiva dos profissionais da área
da saúde. No entanto, a partir de meados do século XX,
o pedagogo pôde atuar em diversas áreas, de forma
terapêutica e educacional, passando a estabelecer vínculos
que se estabelecem na relação ensinar e aprender,
proporcionando uma melhoria de ensino para crianças que
necessitam de atendimento especial em ambientes não
convencionais, como a escola.
A
diversidade já se inicia na Universidade, na formação,
quando os diferentes tipos de ciências encontram-se nos mais
variados ambientes. Essa prática transdisciplinar traz para o
paciente tudo que há de mais avançado e a melhor
maneira de ter o indivíduo como sujeito inteiro, não só
uma parte dele.
Com
o intuito de haver uma melhor qualidade de vida para os pacientes em
período escolar, a Pedagogia Hospitalar utiliza a visão
humanística, olhando o ser como todo, com sua singularidade e
sua subjetividade, e não apenas um sintoma ou uma doença
aparente. Por isso, faz-se necessário a melhor capacitação
profissional, além de uma melhor estrutura para realizá-la.
Sentimentos
como medo e ansiedade são típicos em jovens e crianças
em processo hospitalar, mas a pedagogia hospitalar com profissionais
qualificados atenderá os pacientes de forma a desenvolver as
condições necessárias e adequadas para cada
jovem e para cada criança.
Wolf
diz que os pedagogos hospitalares têm como funções:
atuar nas unidades de internação, na ala de recreação
e no ambulatório, buscando atender de forma humanística
o paciente e a sua família – que também recebe o
auxílio dos profissionais que ali atuam.
As
principais atuações do pedagogo são atividades
lúdicas – que agem como forma de estratégias para a
motivação e recuperação do paciente no
hospital – com jogos, dramatizações, pinturas e
desenhos.
O
pedagogo atualmente é um novo profissional, pois deve ser
preparado não só para o ambiente escolar, mas para
diversos outros, como por exemplo, o ambiente hospitalar. Para isso,
é necessário – também – um mínimo de
sensibilidade, pois não haverá apenas um sintoma, uma
patologia, uma doença, mas haverá um ser humano em
desenvolvimento emocional, afetivo e cognitivo, que precisa de uma
orientação escolar no período em que se encontra
enfermo ou que se recupera de algum tipo de doença.
A
Pedagogia Hospitalar abrange não só o momento em que o
indivíduo requer cuidados médicos, mas requer também
cuidados afetivos, além das atividades escolares que são
imprescindíveis e necessárias a qualquer jovem e
criança.
Pudemos
perceber, também, que o pedagogo é um novo profissional
em busca da integração escolar seja qual for o
ambiente. Favorecendo ao bem – estar social e a melhor qualidade de
vida dos pacientes que em algum momento necessitam de auxílio
de profissionais das mais diversas áreas.
Alunas
autoras: Ana Carolina Cardoso e Sheila Rocha
Bandeira
Bibliografia:
ESTEVES. Cláudia R.
Pedagogia Hospitalar: um breve histórico. Em:
http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-educacao-saude/classes-hospitalares/WEBARTIGOS/pedagogia%20hospitalar….pdf
Dia
de acesso: 24 de janeiro de 2010 às 18h39.
WOLF,
Rosângela Abreu do Prado. Pedagogia Hospitalar: a prática
do pedagogo em instituição não-escolar. Em:
http://www.uepg.br/revistaconexao/revista/edicao03/artigo11.pdf
Dia
de acesso: 24 de janeiro de 2010 às 19h30
07 dez 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:pedagogia hospitalar
A
educação para crianças e adolescentes hospitalizados não é um fato
recente no Brasil. Estima-se que as classes hospitalares existam em
nosso país desde a década de 1950. Porém, é possível constatar na
literatura da área origens e períodos diversos de implantação desta
modalidade de ensino no país. Todavia, apesar das controvérsias
existentes, observam-se muitas práticas educativas que vêem sendo
realizadas há anos e são pouco conhecidas pela sociedade e pelo próprio
Estado.
Durante
décadas, as crianças e adolescentes hospitalizados foram silenciados em
relação ao direito à educação e eram tratados como se não fossem
sujeitos de direitos e necessidades. Nos hospitais públicos brasileiros
é possível encontrar o retrato das desigualdades sociais e da condição
de miséria que atingem milhares de pessoas desprivilegiadas social e
economicamente. A falta de saneamento básico, a fome, a desnutrição, as
doenças respiratórias e infecto-contagiosas, as patologias da infância,
os maus tratos, acidentes domésticos e acidentes originários da
violência urbana demonstram que as crianças e adolescentes, embora
protegidos pelas leis, encontram-se precariamente assistidos pelas
mesmas.
Esta
coletânea reúne educadores de diferentes regiões do país que há alguns
anos estão trabalhando na garantia e defesa dos direitos básicos para
estas crianças e adolescentes. Estes profissionais estão buscando
inserir nos hospitais o universo da cultura escolar. Desta maneira, ao
lado de injeções, seringas, soros e sofrimentos, estes professores
levam lápis, cadernos, tintas, diversão, alegria, cultura, lazer, arte
e educação para modificar e colorir os ambientes hospitalares. Também
realizam esforços para que estas práticas educativas sejam tratadas
como políticas de Estado e não fiquem a mercê de interesses e das
políticas dos governos locais.
Nesse
sentido é que o texto de Alessandra Barros, da Faculdade de Educação e
do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da
Bahia, foi escolhido para fazer a abertura deste Caderno. Suas
experiências de trabalho como professora hospitalar e pesquisadora na
área permitiram descrever as políticas públicas necessárias para
viabilização deste trabalho, até a configuração e organização dos
espaços físicos, das formas de construção dos currículos, seleção e
capacitação de profissionais. O texto apresenta sugestões do uso das
narrativas literárias no processo de capacitação profissional de
professores para as classes hospitalares.
O
artigo que Rejane Fontes, supervisora educacional da Prefeitura de São
Gonçalo, no Rio de Janeiro, elaborou conjuntamente com Vera
Vasconcellos, professora titular de Educação Infantil do Departamento
de Estudos da Infância e Programa de Pós-Graduação em Educação da
Faculdade de Educação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro,
apresenta as contribuições teóricas de Wallon e Vigotski sobre as
interações ocorridas entre as crianças hospitalizadas. O texto
apresenta situações que revelam quem são as crianças hospitalizadas,
seus desejos, medos, sentimentos e como ocorre a construção da
subjetividade no cenário hospitalar. As reflexões também possibilitam a
compreensão dos estados emocionais destas crianças e as dimensões da
ação pedagógica no hospital.
Na
seqüência, é apresentado o artigo de Terezinha Maria Cardoso, docente
do curso de Pedagogia do Centro de Ciências da Educação e Programa de
Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina. O
texto traz sua experiência como coordenadora de Projeto de Extensão e
Estágio Curricular obrigatório do curso de Pedagogia no hospital.
Terezinha descreve o grupo de estudos e projetos de pesquisa na
Universidade, voltado para o conhecimento da realidade das crianças e
adolescentes hospitalizados, bem como das suas condições de
escolarização. Estes projetos analisam as dificuldades da inserção do
pedagogo nas classes hospitalares, seus limites, possibilidades e as
relações destes profissionais com as escolas de origem das crianças e
adolescentes hospitalizados.
O
artigo escrito por Ercília de Paula, professora do Departamento de
Educação e Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade
Estadual de Ponta Grossa (PR), apresenta os desdobramentos que a
tecnologia possibilitou para crianças e adolescentes hospitalizados em
diferentes estados do Brasil: Maranhão, Paraná e Bahia. Neste texto, as
restrições do contexto hospitalar não representavam impedimentos para
que as crianças e adolescentes construíssem estratégias para diversão
neste cenário. O texto também objetiva discutir o conceito de crianças
e adolescentes hospitalizados como protagonistas infanto-juvenis.
Para
concluir esta coletânea, o artigo de Patrícia Torres, do Departamento
de Educação e Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia
Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, traz o trabalho
desenvolvido em um ambiente de aprendizagem virtual denominado Eurek@kids.
A
inserção deste ambiente virtual de aprendizagem promove a interação
entre diversos atores envolvidos no processo de escolarização de
crianças e adolescentes hospitalizados. Representa uma proposta
pedagógica diferenciada, na medida em que trabalha com o conceito de
aprendizagem colaborativa. É uma proposta interessante e inovadora para
professores e alunos.
Esperamos
que este Caderno, com os diferentes cenários educativos apresentados,
possa trazer aos interessados na área de educação dos hospitais
reflexões, propostas e contribuições para a construção de saberes e
práticas educativas tão necessárias às crianças e adolescentes
hospitalizados deste país. O Caderno também reflete as várias faces da
Pedagogia na contemporaneidade, dentre estas a inserção do pedagogo no
hospital.
Organizadoras:
ERCÍLIA MARIA ANGELI TEIXEIRA DE PAULA
Professora do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação
em Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR)
ELIZETE LÚCIA MOREIRA MATOS
Professora do Departamento de Educação e do Programa de Pós-Graduação
em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)
07 dez 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:pedagogia hospitalar
FORMAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA EM CLASSES
HOSPITALARES:
RESPEITANDO A CIDADANIA DE CRIANÇAS E JOVENS ENFERMOS
A
criação de classes escolares em hospitais é
resultado do reconhecimento formal de que crianças
hospitalizadas, independentemente do período de permanência
na instituição ou de outro fator qualquer, têm
necessidades educativas e direitos de cidadania, onde se inclui a
escolarização.
Esse
não é fenômeno recente. Fonseca e Ceccim
(1999) abordam o assunto e esclarecem que, a partir da segunda metade
do século XX, observou-se que, em países desenvolvidos,
como Inglaterra e Estados Unidos, orfanatos, asilos e instituições
que prestavam assistência a crianças violavam aspectos
básicos do desenvolvimento emocional das mesmas, por falta de
atendimento integral. Concluiu-se igualmente que tais lacunas
apresentavam o risco de seqüelas as quais, na vida adulta,
poderiam evoluir para condições psiquiátricas
sérias.
Decorreu
daí a iniciativa de implementar experiências educativas
para crianças e jovens internados em instituições
hospitalares. Com o transcorrer do tempo, a providência
foi também incorporada a hospitais brasileiros, com idêntico
objetivo.
A
despeito da justiça social dessa iniciativa, verificamos que,
em nosso país, a escolarização de crianças
e adolescentes hospitalizados não tem merecido atenção
suficiente, por parte do poder público, seja em nível
municipal, estadual ou federal. Na verdade, a ampliação
dessa modalidade de educação ainda é incipiente
em nosso país.
No
âmbito das organizações da sociedade civil, temos
algumas indicações da preocupação com o
respeito aos direitos dessas crianças e adolescentes. O
Departamento de Defesa dos Direitos da Criança, da Sociedade
Brasileira de Pediatria, através dos participantes na 27a
Assembléia Ordinária do Conselho Nacional de Defesa dos
Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), ocorrida em
Brasília, em 17 de outubro de 1995, elaborou um documento,
aprovado por unanimidade e transformado em Resolução no
41. Entre os 20 itens que se referem aos Direitos da
Criança e do Adolescente Hospitalizados encontra-se o de no
9, o qual preconiza: Direito a desfrutar de alguma forma de
recreação, programa de educação para a
saúde, acompanhamento do currículo escolar, durante sua
permanência hospitalar.
A
legislação brasileira reconhece o direito de crianças
e adolescentes hospitalizados ao atendimento pedagógico-educacional.
A esse respeito, merece destaque a formulação da
Política Nacional de Educação Especial
(MEC/SEESP, 1994 e 1995). Essa propõe que a educação
em hospital seja realizada através da organização
de classes hospitalares, devendo-se assegurar oferta educacional não
só aos pequenos pacientes com transtornos do desenvolvimento,
mas, também, às crianças e adolescentes em
situações de risco, como é o caso da internação
hospitalar (Fonseca,1999).
As
providências mencionadas são muito importantes,
especialmente se considerarmos que, apesar de acometida por uma
enfermidade, a criança hospitalizada tem interesses, desejos,
sonhos e direitos de cidadania, como qualquer outra pessoa de sua
idade.
Dados
do I Encontro Nacional sobre Atendimento Pedagógico-Hospitalar
realizado no Rio de Janeiro em julho de 2000, indicam que no Brasil
existem 67 classes hospitalares em funcionamento e o município
do Rio de Janeiro contava com 11 dessas instituições em
atividade e 17 professores atuando, destacando-se, entre essas, a
classe hospitalar mais antiga ainda em funcionamento no Hospital
Municipal Jesus (hospital público infantil), que iniciou
oficialmente suas atividades em 14 de agosto de 1950.
Essas
onze classes hospitalares em atividade no Rio de Janeiro são
vinculadas à Secretaria Municipal de Educação e
contam com professoras concursadas pelo município. Elas
constituem uma extensão da escola no hospital, isto é,
seguem o mesmo conteúdo didático sugerido pelo
município, atendendo crianças e jovens desde a Educação
Infantil até a quarta série do primeiro segmento do
ensino fundamental. Devido às condições de saúde
e peculiaridades do alunado atendido, desenvolvem percursos
individualizados, a partir de temas emanados do multieducação
- núcleo curricular básico do município.
Essas
instituições podem ser consideradas como espaços
não-formais de educação, uma vez que, como
definido por Fávero (1980), a educação
não-formal abrange qualquer tentativa educacional
organizada e sistemática que se realiza fora dos quadros do
sistema formal (de ensino), para fornecer determinados tipos
selecionados de aprendizagem (p.23).
Gohn
(1999 ) acrescenta que a educação não-formal
designa um processo com quatro campos de dimensões, entre
eles, um que abarca aprendizagem dos conteúdos da
escolarização formal, escolar, em espaços
diferenciados (pp. 98,99) – o que inclui a classe hospitalar.
Segundo a autora, no espaço de educação
não-formal existe a preocupação de se
transmitir os mesmos conteúdos da escola formal, entretanto
esse repasse é desenvolvido em espaços alternativos e
com metodologias e seqüências cronológicas
diferenciadas (p.102).
Em
pesquisa realizada em quatro classes hospitalares do município
do Rio de Janeiro com nove professoras participantes (Amaral, 2001),
os resultados indicam que, do ponto de vista da formação
acadêmica, predominou a formação universitária,
havendo significativa presença de pós-graduadas. Entre
as docentes, ficou claro o desejo de acesso a uma formação
mais consistente com as demandas do trabalho nesses ambientes, de
preferência no nível de especialização.
Compreender e respeitar essa reivindicação implica a
consciência de que, para atender à clientela de alunos
hospitalizados, são necessários conhecimentos sobre a
rotina hospitalar, medicamentos, diferentes tipos de enfermidades,
dentre outros aspectos que não constituem práticas
usuais de uma professora de escola regular e nem fazem parte do
currículo da formação para o magistério,
habitualmente. A ampliação das oportunidades de
aperfeiçoamento profissional poderá preencher lacunas
que a formação inicial docente deixou em aberto.
Não
se pode desconsiderar, conforme registro das entrevistadas, que pouco
se divulga sobre classes hospitalares no contexto universitário
e, durante a graduação, não se tem informação
sobre essa alternativa de prática docente. Nessa linha
de pensamento, a possibilidade de continuar estudando após a
graduação (em um curso voltado para a área
pedagógico-hospitalar) só teria a acrescentar elementos
qualitativos à sua prática cotidiana. Para reforçar
essa proposta, recorremos às palavras das próprias
participantes:
“A
gente está sempre em busca de conhecimento que venha a somar
para o nosso trabalho. A graduação deixa muito a
desejar em relação à Educação
Especial. A gente nem ouve falar em classe hospitalar”. Professora
E.
“Um
curso de especialização voltado para essa temática,
a classe hospitalar, seria o ideal”. Professora C.
Dessa
maneira seria possível viabilizar a difusão de
experiências bem sucedidas, a busca cooperativa de solução
para problemas do cotidiano, além de contribuir para
aprofundar o conhecimento sistemático das peculiaridades que
permeiam a assistência multidisciplinar ou interdisciplinar a
ser prestada às criança ou adolescentes enfermos.
Por
outro lado, como referimos, caberia preencher lacunas em termos de
conhecimento científico sobre diferentes tipos de doenças,
procedimentos apropriados a cada grupo de clientes, buscando-se
sempre a contribuição integrada de enfoques como os da
Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise, do Serviço
Social, da Didática e da Pedagogia, de especialistas em
ludoterapia, entre tantas outras áreas de fundamental
importância para o trabalho dos professores em classes
hospitalares.
Outra
proposta que poderia ser atendida pela formação no
nível de especialização em classes hospitalares,
ou do trabalho de planejamento cooperativo em serviço, seria o
preparo para a elaboração de um projeto
político-pedagógico coerente com as necessidades e
peculiaridades dessa clientela. Como em outras situações
análogas, é evidente que um trabalho de qualidade não
pode ficar à mercê do ensaio e erro ou restrito à
boa vontade e capacidade de solidariedade e dedicação
dos profissionais, por mais que esses aspectos sejam importantes.
Nessa
perspectiva, as próprias universidades, no exercício da
função de extensão universitária,
poderiam promover experiências de apoio às instituições,
na formulação, acompanhamento e avaliação
da implementação de projetos político-pedagógicos
apropriados aos objetivos e funções das classes
hospitalares.
Também
se fazem necessários estudos que subsidiem a formulação
de diretrizes curriculares e metodologias de ensino-aprendizagem, a
serem desenvolvidas junto às crianças e adolescentes
que se encontram em situação particularmente
desafiadora e que precisam ter garantidos seus direitos de
cidadania.
A
esse respeito, os resultados da pesquisa indicam que as professoras
desenvolvem importantes iniciativas no sentido de adequar o currículo
às demandas e necessidades do seu alunado. Porém,
precisam de suporte pedagógico, diante da necessidade de pôr
em ação um currículo que atenda às
crianças e jovens com diferentes tipos de problemas de saúde
e que, por isso, têm permanência curta, média ou
de longa duração nas instituições
hospitalares.
A
prática pedagógica nesse espaço exige dos
profissionais envolvidos maior flexibilidade, por tratar-se de uma
clientela que se encontra em constante modificação,
tanto em relação ao número de crianças
que irão ser atendidas pelas professoras bem como no que diz
respeito ao tempo que cada uma delas permanecerá internada e
ainda o fato de serem crianças e jovens com diferentes
patologias, requisitando diferentes intervenções.
Logo, a atuação na classe hospitalar requer compreensão
para a peculiaridade de que, mais do que em outras instituições,
não existe uma receita pronta, um planejamento perfeito, uma
cartilha de respostas a ser seguida, mas sim um desafio de se traçar,
a partir de temas geradores, percursos individualizados.
As
professoras recorrem, sempre que possível, à
ajuda de acompanhantes das crianças, os quais precisam ser
preparados para manifestar atitude positiva e de confiança na
recuperação da saúde e/ou na adaptação
às limitações presentes, garantindo a qualidade
de vida. Não há dúvida da importância
da parceria entre docentes e familiares, os quais desempenham
relevante papel, como elemento de apoio e cooperação na
preservação do equilíbrio possível entre
os pequenos pacientes.
No
que diz respeito aos profissionais de saúde envolvidos nesse
processo, ainda existem algumas dificuldades a serem ultrapassadas,
como o intercâmbio de informações acerca das
patologias das crianças e jovens, a socialização
do que está escrito nos prontuários ou ainda as
recomendações a serem seguidas, de acordo com a
enfermidade de cada paciente.
Acreditamos
que tais dificuldades, teoricamente, seriam facilmente transponíveis
e que poderão ser discutidas em seminários, reuniões
ou mesmo simples encontros desses profissionais, que num diálogo
franco e no trabalho cooperativo, poderiam avançar e apoiar-se
mutuamente.
Além
disso, os dados da pesquisa são eloqüentes no sentido de
esclarecer que as professoras têm plena consciência de
seu papel transformador nessa difícil realidade e acreditam na
afirmação da saúde e da vida das crianças
e jovens hospitalizados.
Para
concluir, vale assinalar que nossa permanência no campo e o
conseqüente envolvimento com as nove professoras e alunos das
classes hospitalares dos quatro hospitais proporcionaram muita
reflexão e esperança, além de convicções
sobre o potencial do trabalho pedagógico junto aos espaços
não convencionais, como é o caso das classes
hospitalares. Ao mesmo tempo, pudemos inferir o quanto os
cursos de graduação em Educação têm
ficado à margem dessas alternativas…
Diante
disso, são explicáveis as lacunas que afligem as
professoras e outros profissionais que desenvolvem atividades
técnico-pedagógicas e administrativas nesses espaços.
Nessa linha de pensamento, a literatura analisada ao longo da
pesquisa é categórica quanto à sua
caracterização como eminentemente pedagógica.
Decorre daí a premência de evitar o desenvolvimento de
propostas meramente recreativas ou assistencialistas, sob o rótulo
de classes hospitalares.
Da
mesma forma, cumpre salientar a urgência de ampliação
da proposta das classes hospitalares a todas as instituições,
para garantir a cobertura universal de crianças e adolescentes
hospitalizados, de acordo com suas condições e
possibilidades. Nossos resultados não deixam dúvidas
quanto à importância desse trabalho e os
benefícios que ele traz não só para as crianças
e jovens hospitalizados, mas para as famílias, para o corpo
médico e para as professoras atuantes.
Inferimos
igualmente, a partir de nossas observações, que as
professoras entrevistadas têm enorme amor pelo que fazem, sem
contudo perderem de vista a dimensão profissional. Por
isso, buscam compartilhar com seus alunos a construção
de conhecimentos, orientada para o exercício da cidadania.
Sob esse ponto de vista, exercem o que chamamos de pedagogia do
resgate: o resgate da saúde, a celebração da
vida.
Lembramos
ainda que as universidades que mantêm hospitais universitários
para atendimento da população e prática
hospitalar de seus alunos da área da saúde, poderiam
incluir um projeto pedagógico-hospitalar, que teria potencial
de prática dos acadêmicos da área da Educação
e áreas como a psicologia, fonoaudiologia, enfermagem, serviço
social, entre outras. Além da ampliação da
abrangência da formação de futuros educadores
universitários, essa providência seria muito relevante
para as crianças e jovens hospitalizados. Além
disso, constituiria enorme contribuição das
universidades, no cumprimento de sua função social,
respondendo a elevadas demandas da comunidade, promovendo um novo
campo de atuação para o exercício da cidadania.
A
criação de classes escolares em hospitais é
resultado do reconhecimento formal de que crianças
hospitalizadas, independentemente do período de permanência
na instituição ou de outro fator qualquer, têm
necessidades educativas e direitos de cidadania, onde se inclui a
escolarização.
Esse
não é fenômeno recente. Fonseca e Ceccim
(1999) abordam o assunto e esclarecem que, a partir da segunda metade
do século XX, observou-se que, em países desenvolvidos,
como Inglaterra e Estados Unidos, orfanatos, asilos e instituições
que prestavam assistência a crianças violavam aspectos
básicos do desenvolvimento emocional das mesmas, por falta de
atendimento integral. Concluiu-se igualmente que tais lacunas
apresentavam o risco de seqüelas as quais, na vida adulta,
poderiam evoluir para condições psiquiátricas
sérias.
Decorreu
daí a iniciativa de implementar experiências educativas
para crianças e jovens internados em instituições
hospitalares. Com o transcorrer do tempo, a providência
foi também incorporada a hospitais brasileiros, com idêntico
objetivo.
A
despeito da justiça social dessa iniciativa, verificamos que,
em nosso país, a escolarização de crianças
e adolescentes hospitalizados não tem merecido atenção
suficiente, por parte do poder público, seja em nível
municipal, estadual ou federal. Na verdade, a ampliação
dessa modalidade de educação ainda é incipiente
em nosso país.
No
âmbito das organizações da sociedade civil, temos
algumas indicações da preocupação com o
respeito aos direitos dessas crianças e adolescentes. O
Departamento de Defesa dos Direitos da Criança, da Sociedade
Brasileira de Pediatria, através dos participantes na 27a
Assembléia Ordinária do Conselho Nacional de Defesa dos
Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), ocorrida em
Brasília, em 17 de outubro de 1995, elaborou um documento,
aprovado por unanimidade e transformado em Resolução no
41. Entre os 20 itens que se referem aos Direitos da
Criança e do Adolescente Hospitalizados encontra-se o de no
9, o qual preconiza: Direito a desfrutar de alguma forma de
recreação, programa de educação para a
saúde, acompanhamento do currículo escolar, durante sua
permanência hospitalar.
A
legislação brasileira reconhece o direito de crianças
e adolescentes hospitalizados ao atendimento pedagógico-educacional.
A esse respeito, merece destaque a formulação da
Política Nacional de Educação Especial
(MEC/SEESP, 1994 e 1995). Essa propõe que a educação
em hospital seja realizada através da organização
de classes hospitalares, devendo-se assegurar oferta educacional não
só aos pequenos pacientes com transtornos do desenvolvimento,
mas, também, às crianças e adolescentes em
situações de risco, como é o caso da internação
hospitalar (Fonseca,1999).
As
providências mencionadas são muito importantes,
especialmente se considerarmos que, apesar de acometida por uma
enfermidade, a criança hospitalizada tem interesses, desejos,
sonhos e direitos de cidadania, como qualquer outra pessoa de sua
idade.
Dados
do I Encontro Nacional sobre Atendimento Pedagógico-Hospitalar
realizado no Rio de Janeiro em julho de 2000, indicam que no Brasil
existem 67 classes hospitalares em funcionamento e o município
do Rio de Janeiro contava com 11 dessas instituições em
atividade e 17 professores atuando, destacando-se, entre essas, a
classe hospitalar mais antiga ainda em funcionamento no Hospital
Municipal Jesus (hospital público infantil), que iniciou
oficialmente suas atividades em 14 de agosto de 1950.
Essas
onze classes hospitalares em atividade no Rio de Janeiro são
vinculadas à Secretaria Municipal de Educação e
contam com professoras concursadas pelo município. Elas
constituem uma extensão da escola no hospital, isto é,
seguem o mesmo conteúdo didático sugerido pelo
município, atendendo crianças e jovens desde a Educação
Infantil até a quarta série do primeiro segmento do
ensino fundamental. Devido às condições de saúde
e peculiaridades do alunado atendido, desenvolvem percursos
individualizados, a partir de temas emanados do multieducação
- núcleo curricular básico do município.
Essas
instituições podem ser consideradas como espaços
não-formais de educação, uma vez que, como
definido por Fávero (1980), a educação
não-formal abrange qualquer tentativa educacional
organizada e sistemática que se realiza fora dos quadros do
sistema formal (de ensino), para fornecer determinados tipos
selecionados de aprendizagem (p.23).
Gohn
(1999 ) acrescenta que a educação não-formal
designa um processo com quatro campos de dimensões, entre
eles, um que abarca aprendizagem dos conteúdos da
escolarização formal, escolar, em espaços
diferenciados (pp. 98,99) – o que inclui a classe hospitalar.
Segundo a autora, no espaço de educação
não-formal existe a preocupação de se
transmitir os mesmos conteúdos da escola formal, entretanto
esse repasse é desenvolvido em espaços alternativos e
com metodologias e seqüências cronológicas
diferenciadas (p.102).
Em
pesquisa realizada em quatro classes hospitalares do município
do Rio de Janeiro com nove professoras participantes (Amaral, 2001),
os resultados indicam que, do ponto de vista da formação
acadêmica, predominou a formação universitária,
havendo significativa presença de pós-graduadas. Entre
as docentes, ficou claro o desejo de acesso a uma formação
mais consistente com as demandas do trabalho nesses ambientes, de
preferência no nível de especialização.
Compreender e respeitar essa reivindicação implica a
consciência de que, para atender à clientela de alunos
hospitalizados, são necessários conhecimentos sobre a
rotina hospitalar, medicamentos, diferentes tipos de enfermidades,
dentre outros aspectos que não constituem práticas
usuais de uma professora de escola regular e nem fazem parte do
currículo da formação para o magistério,
habitualmente. A ampliação das oportunidades de
aperfeiçoamento profissional poderá preencher lacunas
que a formação inicial docente deixou em aberto.
Não
se pode desconsiderar, conforme registro das entrevistadas, que pouco
se divulga sobre classes hospitalares no contexto universitário
e, durante a graduação, não se tem informação
sobre essa alternativa de prática docente. Nessa linha
de pensamento, a possibilidade de continuar estudando após a
graduação (em um curso voltado para a área
pedagógico-hospitalar) só teria a acrescentar elementos
qualitativos à sua prática cotidiana. Para reforçar
essa proposta, recorremos às palavras das próprias
participantes:
“A
gente está sempre em busca de conhecimento que venha a somar
para o nosso trabalho. A graduação deixa muito a
desejar em relação à Educação
Especial. A gente nem ouve falar em classe hospitalar”. Professora
E.
“Um
curso de especialização voltado para essa temática,
a classe hospitalar, seria o ideal”. Professora C.
Dessa
maneira seria possível viabilizar a difusão de
experiências bem sucedidas, a busca cooperativa de solução
para problemas do cotidiano, além de contribuir para
aprofundar o conhecimento sistemático das peculiaridades que
permeiam a assistência multidisciplinar ou interdisciplinar a
ser prestada às criança ou adolescentes enfermos.
Por
outro lado, como referimos, caberia preencher lacunas em termos de
conhecimento científico sobre diferentes tipos de doenças,
procedimentos apropriados a cada grupo de clientes, buscando-se
sempre a contribuição integrada de enfoques como os da
Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise, do Serviço
Social, da Didática e da Pedagogia, de especialistas em
ludoterapia, entre tantas outras áreas de fundamental
importância para o trabalho dos professores em classes
hospitalares.
Outra
proposta que poderia ser atendida pela formação no
nível de especialização em classes hospitalares,
ou do trabalho de planejamento cooperativo em serviço, seria o
preparo para a elaboração de um projeto
político-pedagógico coerente com as necessidades e
peculiaridades dessa clientela. Como em outras situações
análogas, é evidente que um trabalho de qualidade não
pode ficar à mercê do ensaio e erro ou restrito à
boa vontade e capacidade de solidariedade e dedicação
dos profissionais, por mais que esses aspectos sejam importantes.
Nessa
perspectiva, as próprias universidades, no exercício da
função de extensão universitária,
poderiam promover experiências de apoio às instituições,
na formulação, acompanhamento e avaliação
da implementação de projetos político-pedagógicos
apropriados aos objetivos e funções das classes
hospitalares.
Também
se fazem necessários estudos que subsidiem a formulação
de diretrizes curriculares e metodologias de ensino-aprendizagem, a
serem desenvolvidas junto às crianças e adolescentes
que se encontram em situação particularmente
desafiadora e que precisam ter garantidos seus direitos de
cidadania.
A
esse respeito, os resultados da pesquisa indicam que as professoras
desenvolvem importantes iniciativas no sentido de adequar o currículo
às demandas e necessidades do seu alunado. Porém,
precisam de suporte pedagógico, diante da necessidade de pôr
em ação um currículo que atenda às
crianças e jovens com diferentes tipos de problemas de saúde
e que, por isso, têm permanência curta, média ou
de longa duração nas instituições
hospitalares.
A
prática pedagógica nesse espaço exige dos
profissionais envolvidos maior flexibilidade, por tratar-se de uma
clientela que se encontra em constante modificação,
tanto em relação ao número de crianças
que irão ser atendidas pelas professoras bem como no que diz
respeito ao tempo que cada uma delas permanecerá internada e
ainda o fato de serem crianças e jovens com diferentes
patologias, requisitando diferentes intervenções.
Logo, a atuação na classe hospitalar requer compreensão
para a peculiaridade de que, mais do que em outras instituições,
não existe uma receita pronta, um planejamento perfeito, uma
cartilha de respostas a ser seguida, mas sim um desafio de se traçar,
a partir de temas geradores, percursos individualizados.
As
professoras recorrem, sempre que possível, à
ajuda de acompanhantes das crianças, os quais precisam ser
preparados para manifestar atitude positiva e de confiança na
recuperação da saúde e/ou na adaptação
às limitações presentes, garantindo a qualidade
de vida. Não há dúvida da importância
da parceria entre docentes e familiares, os quais desempenham
relevante papel, como elemento de apoio e cooperação na
preservação do equilíbrio possível entre
os pequenos pacientes.
No
que diz respeito aos profissionais de saúde envolvidos nesse
processo, ainda existem algumas dificuldades a serem ultrapassadas,
como o intercâmbio de informações acerca das
patologias das crianças e jovens, a socialização
do que está escrito nos prontuários ou ainda as
recomendações a serem seguidas, de acordo com a
enfermidade de cada paciente.
Acreditamos
que tais dificuldades, teoricamente, seriam facilmente transponíveis
e que poderão ser discutidas em seminários, reuniões
ou mesmo simples encontros desses profissionais, que num diálogo
franco e no trabalho cooperativo, poderiam avançar e apoiar-se
mutuamente.
Além
disso, os dados da pesquisa são eloqüentes no sentido de
esclarecer que as professoras têm plena consciência de
seu papel transformador nessa difícil realidade e acreditam na
afirmação da saúde e da vida das crianças
e jovens hospitalizados.
Para
concluir, vale assinalar que nossa permanência no campo e o
conseqüente envolvimento com as nove professoras e alunos das
classes hospitalares dos quatro hospitais proporcionaram muita
reflexão e esperança, além de convicções
sobre o potencial do trabalho pedagógico junto aos espaços
não convencionais, como é o caso das classes
hospitalares. Ao mesmo tempo, pudemos inferir o quanto os
cursos de graduação em Educação têm
ficado à margem dessas alternativas…
Diante
disso, são explicáveis as lacunas que afligem as
professoras e outros profissionais que desenvolvem atividades
técnico-pedagógicas e administrativas nesses espaços.
Nessa linha de pensamento, a literatura analisada ao longo da
pesquisa é categórica quanto à sua
caracterização como eminentemente pedagógica.
Decorre daí a premência de evitar o desenvolvimento de
propostas meramente recreativas ou assistencialistas, sob o rótulo
de classes hospitalares.
Da
mesma forma, cumpre salientar a urgência de ampliação
da proposta das classes hospitalares a todas as instituições,
para garantir a cobertura universal de crianças e adolescentes
hospitalizados, de acordo com suas condições e
possibilidades. Nossos resultados não deixam dúvidas
quanto à importância desse trabalho e os
benefícios que ele traz não só para as crianças
e jovens hospitalizados, mas para as famílias, para o corpo
médico e para as professoras atuantes.
Inferimos
igualmente, a partir de nossas observações, que as
professoras entrevistadas têm enorme amor pelo que fazem, sem
contudo perderem de vista a dimensão profissional. Por
isso, buscam compartilhar com seus alunos a construção
de conhecimentos, orientada para o exercício da cidadania.
Sob esse ponto de vista, exercem o que chamamos de pedagogia do
resgate: o resgate da saúde, a celebração da
vida.
Lembramos
ainda que as universidades que mantêm hospitais universitários
para atendimento da população e prática
hospitalar de seus alunos da área da saúde, poderiam
incluir um projeto pedagógico-hospitalar, que teria potencial
de prática dos acadêmicos da área da Educação
e áreas como a psicologia, fonoaudiologia, enfermagem, serviço
social, entre outras. Além da ampliação da
abrangência da formação de futuros educadores
universitários, essa providência seria muito relevante
para as crianças e jovens hospitalizados. Além
disso, constituiria enorme contribuição das
universidades, no cumprimento de sua função social,
respondendo a elevadas demandas da comunidade, promovendo um novo
campo de atuação para o exercício da cidadania.
Daniela Patti do Amaral -
(Mestra
em Educação pela Universidade Estácio de Sá – Brasil)
Dr.ª Maria Teresinha Pereira e Silva -
(Professora do Mestrado em Educação e Direito da Universidade Estácio de
Sá – Brasil)
07 dez 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:pedagogia hospitalar
Classes Hospitalares e o direito à educação
A concepção de classes escolares em
hospitais é conseqüência da importância formal de que crianças
hospitalizadas, independentemente do período de permanência no
estabelecimento, têm necessidades educativas e direitos de cidadania,
onde se abrange a escolarização. A Educação é direito de todos e dever
do Estado e da família. O direito a educação se expressa como direito à
aprendizagem e a escolarização.
O artigo 214 da Constituição Federal afirma que as ações do Poder
Público devem conduzir à universalização do atendimento escolar. A Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional assegura que o Poder Público
criará formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino
(art. 5º § 5º), podendo organizar-se de diferentes formas para garantir
o processo de aprendizagem (art 23).
A escola, é o lugar fundamental para o encontro do educando com o saber
sistematizado. Porém para possibilitar o acompanhamento pedagógico e
educacional e garantir a continuidade do procedimento escolar de
crianças e jovens do ensino regular, garantindo a conservação da
conexão com a escola de origem, através de um currículo flexibilizado e
adaptado da ação docente, a Secretaria de Educação em convênio firmado
com a Secretaria de Saúde criou um programa de acolhimento diferenciado
às crianças e jovens, internados em Hospitais, que necessitam de
acompanhamento educacional especial, para que os mesmos não percam a
ligação com a escola, oferecendo atendimento sistemático e
diferenciado, no âmbito da Educação Básica, individual ou coletivo em
Classe Hospitalar ou no leito, conforme a necessidade do educando que
se encontra incapaz de freqüentar a escola provisoriamente. Além de um
ambiente próprio para a Classe Hospitalar, o acompanhamento poderá ser
feito na enfermaria, no leito ou no quarto de isolamento, uma vez que
as restrições conferidas ao educando por sua condição clínica ou de
tratamento assim requeiram.
Para atuar em Classes Hospitalares, o professor deverá estar habilitado
para trabalhar com diversidade humana e diferentes experiências
culturais, identificando as necessidades educacionais especiais dos
educandos impedidos de freqüentar a escola, decidindo e inserindo
modificações e adaptações curriculares em um processo flexibilizador de
ensino/aprendizagem . O professor deverá ter a formação pedagógica,
preferencialmente em Educação Especial ou em curso de Pedagogia e terá
direito ao adicional de insalubridade.
A legislação brasileira reconhece o direito de crianças e adolescentes
hospitalizados ao acompanhamento pedagógico-educacional. (Política
Nacional de Educação Especial (MEC/SEESP, 1994 e 1995). Essa propõe que
a educação em hospital seja realizada através da organização de classes
hospitalares, devendo-se assegurar oferta educacional não só aos
pequenos pacientes com transtornos do desenvolvimento, mas, também, às
crianças e adolescentes em situações de risco, como é o caso da
internação hospitalar (Fonseca,1999). ).
A prática pedagógica nesse lócus de atendimento exige dos profissionais
da educação maior flexibilidade, em relação ao número de crianças que
irão ser atendidas , assim como ao período que cada uma delas
permanecerá internada, bem como às diferentes patologias. Para este
atendimento não existe uma receita pronta, constituindo-se em um
desafio a ser alcançado. As professoras devem buscar parceria com os
familiares, que exercem proeminente papel, como figura de apoio e
cooperação no sucesso da qualidade do ensino/aprendizagem e na
qualidade de vida.
Referencias:Direitos da criança e do adolescente hospitalizados. Diário Oficial, Brasília, 17 out. 1995. Seção 1, pp. 319-320.
Autora: Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO – Barretos
07 dez 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:falar em público, oralidade, oratória
Encontrei esse texto no site da Abril – Nova Escola e achei muito interessante, não podia deixar de dividir isso com voces que sempre me acompanham.
Boa degustação…
Quem não apresenta suas ideias com clareza
ou defende mal seus argumentos diante um grupo enfrenta problemas
tanto na sala de aula como na vida profissional. A escola, no
entanto, não tem se dedicado à questão como
deve. Embora o ensino da língua oral esteja previsto nos
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) há mais de uma
década, essa prática está longe de ser
prioridade. Ela é confundida com atividades de leitura em voz
alta e conversas informais, que não preparam para os contextos
de comunicação.
“Comunicar-se em
diferentes contextos é questão de inclusão
social, e é papel da escola ensinar isso”, explica
Claudio Bazzoni, assessor de Língua Portuguesa da Secretaria
Municipal de Educação de São Paulo e
selecionador do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10. O que
todo professor precisa incluir em seu planejamento são os
chamados gêneros orais formais e públicos, que têm
características próprias, pois exigem preparação
e apresentam uma estrutura específica.
A língua
oral está organizada em gêneros (entrevistas, debates,
seminários e depoimentos) e o empenho do professor nas aulas
deve ser o mesmo dado aos gêneros escritos (contos, fábulas,
crônicas, notícias e outros). Assim como não há
um texto escrito sem propósito comunicativo, tampouco existe
uma só maneira de falar. É preciso criar contextos de
produção também para os gêneros do oral -
em que se determinam quem é o público, o que será
dito e como. “É isso que permite aos alunos se
apropriarem das noções, das técnicas e dos
instrumentos necessários ao desenvolvimento de suas
capacidades de expressão em situações de
comunicação”, explica Bernard Schneuwly, da
Universidade de Genebra, na Suíça, no livro Gêneros
Orais e Escritos na Escola.
A diferença entre a
língua falada e a língua escrita é uma questão
antiga. Até a década de 1980, elas eram consideradas
opostas. Enquanto a primeira aparecia como incompleta e imprecisa, a
segunda simbolizava formalismo e planejamento. Os debates recentes
apontam para um caminho bem diferente. “O oral e o escrito têm
pontos de contato maiores ou menores, conforme o gênero”,
defende Roxane Rojo, docente de pós-graduação em
Linguística Aplicada na Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp).
É necessário, portanto, ensinar a
preparação de situações de comunicação
oral com base num planejamento que requer quatro condições
didáticas: orientação da pesquisa, discussão
de modelos, análise de simulações ou ensaios e
indicação de formas de registro. Veja nas páginas
seguintes como desenvolvê-las na produção de
entrevistas, seminários e debates.
Beatriz Santomauro
Fonte: Revista Nova Escola
Leia o restante do artigo em Nova Escola
13 nov 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:interação social e educação
Normal
0
21
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false
MicrosoftInternetExplorer4
Para compreendermos as atividades humanas no âmbito de determinada
sociedade, devemos proceder ao exame do conhecimento que os próprios atores
sociais têm nas relações sociais, pois é nessa dinamicidade da interação que
está o cerne da vida em grupo.
Essa interação dar-se a partir do contato entre as pessoas e
entre os grupos, caracterizando na convivência entre as gerações e entre os
indivíduos de um certo local, seja entre pessoas do bairro, da escola, da
família, do trabalho, etc.
Para afirmar que a socialização é considerada um processo
educativo precisamos nos reportar a Anthony Giddens idealiza os indivíduos como
atores sociais, agentes humanos, sujeitos capazes de cognição e que possuem um
considerável conhecimento das condições e das conseqüências do que fazem em
suas vidas cotidianas. E também a
psicologia sócio-histórica, que tem como base a teoria de Vygotsky, que concebe
o desenvolvimento humano a partir das relações sociais que a pessoa estabelece
no decorrer da vida. Nesse referencial, o processo de ensino-aprendizagem
também se constitui dentro de interações que vão se dando nos diversos
contextos sociais e a sala de aula deve ser considerada um lugar privilegiado
de sistematização do conhecimento e o professor um articulador na construção do
saber.
Mas como falar de socialização sem nos reportar a
comunicação, pois é por meio dela que acontecem essas permutas cognitivas, ou
seja, comunicação e educação convergem no papel de transmitir conhecimento.
Contudo, nas diversas experiências de vida que estabelecem o
dia-a-dia cultural do povo, os homens ensinavam e aprendiam. Nesta fase mais
remota do desenvolvimento histórico dos seres humanos, a educação acontece
então como um saber da comunidade, difuso e geral.
É possível que nunca tenhamos nos perguntado sobre o que
realmente é educação, então é preciso saber que ela ocorre em qualquer lugar e
tempo e não é produto exclusivo das salas de aulas, porém acontece quando
transmitimos aos nossos filhos os ensinamentos e valores que recebemos de
nossos pais. Quando ensinamos nossas crianças e as conduzimos pelo caminho que
confiamos ser o melhor.
Entretanto, a educação não é um produto que se encontra nas
prateleiras dos supermercados, mas é a transmissão de culturas e conhecimentos
que recebemos e retransmitimos todos os dias. “Ela não é uma verdade
eterna e imutável, mas é uma realidade que se transforma ao longo dos tempos
guardando consigo um pouco de tudo que vai transformando. Não é mérito de um
único professor ou de uma única escola, mas é o objetivo de todo docente e de
toda comunidade escolar.”
A educação não é imposta, mas é primordial para a construção
dos seres históricos de uma comunidade. Ela precisa de defensores, de
facilitadores, de pensadores e acima de tudo da cultura do povo que a constrói e
por ela é construído. Não é feita de belas frases e nem de modismos. É feita de
pessoas: de suas histórias e suas vivências.
Enfim, ninguém escapa da educação, ela acontece em todos os
momentos da nossa vida.
17 set 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Normal
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21
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MicrosoftInternetExplorer4
Certa vez um caçador
contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que
pudesse lhe facilitar o trabalho nas caçadas.
Depois de alguns dias o feiticeiro lhe
entregou uma flauta mágica que ao ser tocada enfeitiçava os animais, fazendo-os
dançar; desse modo, o caçador teria facilitado a sua ação.
Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma
caravana convidando dois outros amigos caçadores para a África.
Logo no primeiro dia da caçada, o grupo se deparou com um
feroz tigre e de imediato o caçador pôs-se a tocar a flauta e,
curiosamente, o tigre que já estava próximo de um de seus amigos começou a
dançar e foi fuzilado à queima roupa.
Horas depois um sobressalto. A caravana foi atacada por um
leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal
transformou-se, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram e o mataram
com vários tiros. E foi assim, a flauta sendo tocada, animais
ferozes dançando, caçadores matando.
Ao final do dia, o grupo encontrou pela frente um leão
faminto. A flauta soou, mas o leão não dançou, ao
contrário, atacou os amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois,
devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas
musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e
tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a
tudo assistiam.
Um deles observou com sabedoria:
“Eu sabia que eles iam se dar mal quando
encontrassem o Surdinho.”.
MORAL DA HISTÓRIA:
· Não
confie cegamente nos métodos que sempre deram certo um dia pode não dar;
· Tenha sempre plano de contingência;
· Faça planejamento de suas
atividades;
· Prepare alternativas para as
situações imprevistas;
· Esteja atento às mudanças e não
espere as dificuldades para agir;
· Cuidado com o “leão surdo”.
14 set 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
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MicrosoftInternetExplorer4
A atual crise econômica também está afetando as mentalidades e os alicerces
ideológicos da única superpotência que restou, os EUA, local no qual a crise
teve início e se alastrou pelo mundo. A paranóia que parece tomar alguns
setores é tamanha que alguns críticos já começam a temer pelos ideais liberais,
visto, justamente, ter sido lançado um livro Tales for Little Rebels: A
Collection of Radical Children’s Literature (algo como Contos para pequenos rebeldes:
Uma coletânea de literatura infantil radicalista), de Julia L. Mickenberg e
Philip Nel, pela NYU Press, que analisa as ideias esquerdistas contidas
em cerca 100 ilustrações de 43 livros infantis, já esgotados, escritos durante
o século XX.

Segundo um articulista do
New York Times, a juventude norte-americana já está perdida, pois foram
incutidas ideias radicalistas durante todo o século XX nas mentes das crianças
em livros escritos por esquerdistas ou que trouxessem ideais esquerdistas em
suas histórias. Os pavorosos ideais esquerdistas seriam a busca pela Paz (sim,
eu escrevo em letra maiúscula), os direitos civis, a igualdade de direitos
entre homem e mulher, a responsabilidade ambiental e a dignidade do trabalho.
Além disso, a mais
arrepiante das ideias seria: “os esquerdistas ensinaram as crianças a
questionar a autoridade de quem estava no poder”. Tanto que logo no início do
artigo, Caleb Crain, o articulista, descreve o seu receio desta forma, ao perguntar
o que será das crianças dos EUA:
“Empresas financeiras estão
sendo nacionalizadas (estatizadas) aos borbotões. O governo promete socorrer
empresas para combater a recessão. Existem, ainda, rumores de que a assistência
(previdência) social será universalizada (o Estado arcando com os custos). O
Socialismo se alastra como um mar! À medida que vamos nos esquecendo do
Capitalismo, os tradicionalistas (conservadores de direita) se perguntam: o que
restará para nossas crianças?”

Só faltou dar a receita de
um ensopado de crianças, não? E ainda critica os pais que estimulam atitudes,
digamos coletivas, que não observem o sentido de posse, individualismo e
competitividade; o que bem caracteriza as sociedades competitivas e
individualistas, com a seguinte passagem:
“A maioria dos pais quer
ver seus filhos tendo ideais de esquerda na mais tenra infância como partilhar
os brinquedos, evitando, assim, as disputas entre os irmãos e, daí a começarem
a perceber as empresas como sendo um mal, tendo por base uma visão cética que
os pais lhes ensinaram, é um pulo”.

Isto me faz pensar em
outro “ismo” ainda mais aterrorizante, o fascismo, que é o radicalismo de
direita. Lembremos das tropas de crianças alemãs lutando contra os liados já
nos estertores da Segunda Grande Guerra. Uma coisa abominável. Tudo isso
motivado por uma ideologia(?) nojenta e que, pasme, ainda está por aí
grassando. Isto para não falar em um outro “ismo” associado ao aspecto
espiritual, que é tão maquiavelicamente manipulado, o fanatismo religioso.

As opiniões dos críticos
literários e educadores são diametralmente opostas a do articulista. Vejamos,
por exemplo, a opinião de Anita Silvey, autora de Os 100 Melhores Livros Para
Crianças”:
Um aspecto raramente
discutido em literatura infantil e infantojuvenil é a ideologia política por
trás das histórias, ou parte da criação de determinado livro foi exaustivamente
explorado neste inteligente, esclarecedor e fascinante estudo. Mesmo aqueles
que passaram a vida toda estudando a literatura infantil encontrará incríveis
surpresas (.) O livro não é apenas relação de histórias. É, na verdade, uma
muito oportuna e adequada exploração da inclusão político-social que se
encontra no conteúdo de livros infantis. (.) Professores e bibliotecas devem
adquirir ao menos um exemplar. Cada professor de Literatura deve lê-lo e as
crianças devem ser estimuladas a ler o livro e partilhar com seus colegas.

Um dos grandes dilemas das
duas grandes superpotências que existiram durante boa parte do século XX, a União
Soviética e os Estados Unidos, era saber como perpetuar os seus ideais
políticos entre seus habitantes. A Guerra Fria foi o auge desse dilema, pois de
lado a lado incutiam na população suas ideologias de forma que o outro lado
parecesse o mais pavoroso dos monstros já criados. Ou eram burgueses decadentes
ou eram comedores de criancinhas e foram levando essa “batalha” interna até a
queda do muro de Berlim. Hoje, a preocupação é mais religiosa, envolvendo
conflitos aos moldes das cruzadas.

* Este artigo foi escrito
a partir da livre tradução feita por mim, da resenha Children of Left, Unite!, de
Caleb Crain, para o New York Times Books Review, de 09/01/2009.
Fontes de pesquisa para
elaboração do artigo:
New York Times Books Review
NYU Press
Crooked House
Leia mais: http://recantodaspalavras.com.br/2009/01/12/literatura-infantil-radical-ou-as-crianas-de-esquerda#ixzz0zVHViBNA
26 jul 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
OLÁ PESSOAL!
Estão abertas as inscrições para o curso de PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR da universidade Corporativa Mãe de Deus.
O curso iniciará no dia 04/ de setembro de 2010 das 8h30m. ÀS 12HS E DAS 13h30m. ÀS 17h30m.
SOMENTE AOS SÁBADOS (privilegiando o pessoal do interior)
Inscrições e maiores detalhes no site: www.maededeus.com.br
Temas:: O Setting Terapêutico e o Hospital; Ambulatório de
Problemas de aprendizagem; Fluxo de atendimento no contexto hospitalar; A
queixa psicopedagógica no contexto hospitalar;
Semiologia psicopedagógica, sinais e sintomas; Etapas do diagnóstico
psicopedagógico hospitalar; Genetograma; Entrevistas; Testagens
psicopedagógicas; Avaliações; Investigando etiologias; Laudo Psicopedagógico Hospitalar;
Instrumentos utilizados, objetivos e
resultados; diagnóstico; Prognóstico; Plano de trabalho; Organização de
Prontuários; Dialogando com outros profissionais.
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DATAS: 14 E 21
de agosto de 2010 (Sábados)
HORÁRIO: 8hs30min. Às 12hs e das
13hs30min. Às 18hs.
TOTAL CARGA HORÁRIA : 16hs
LOCAL: Av. Venâncio Aires, 191
(em frente ao Pronto Socorro) 10ºandar Porto Alegre
COORDENAÇÃO: Giani Mari da Silva
Nunes
PROFESSORA MINISTRANTE: Mestra Claudia Terra Nascimento Paz
PÚBLICO ALVO: Psicopedagogoa -
Pedagogos, Psicólogos e Estudantes
(Em fase de conclusão dos cursos
acima )
INSCRIÇÕES: Bia Livros – Rua
Giordano Bruno, (Próximo ao Hospital de
Clínicas)
TELEFONE PARA CONTATOS:
84477882 e (51) 33315090 ou pelo E-mail:
bielivros@terra.com.br
03 jun 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:educação a distância
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21
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MicrosoftInternetExplorer4
Com
mais de um milhão de pessoas formadas pela EaD, do ensino básico ao superior, o
Mec vem tratando essa modalidade de ensino com atenção distinta. Pois a
demonstração do caráter inclusivo dessa educação não-formal, pode propiciar uma
gama dos mais variados cursos, proporcionando a democratização educacional.
Os
autores nos contam que o primeiro curso de graduação a distância no Brasil foi desenvolvido
pela Universidade Federal do Mato Grosso, e se iniciou com o uso de material
impresso e tutores a distância e somente a partir do ano de 1995 que iniciou a
implementação da internet nessa modalidade.
Contudo,
foi nos anos de 1996 e 1997 que a EaD teve grande impulso no Brasil, com a organização
de vários laboratórios de ensino a distância, num ambiente de aprendizagem online com maiores
recursos. Muitas foram as instituições que desenvolveram cursos de EaD, e
dessas, várias ofereciam, seu próprio ambiente, disponibilizando gratuitamente
para qualquer pessoa que quisesse organizar um curso (PUC-Rio, PUC-Paraná).
Além dessa instituições, no final dos anos 90 importante consórcios
universitários foram criados a fim de organizar cursos a distância dedicados a
formação de professores: CEDERJ, UNIREDE,
IUVB.BR e VEREDAS.
Vale
lembrar que esses cursos têm o diploma validado pelo MEC, garantindo pleno
funcionamento da EaD pela lei 9.394/96, que veio regulamentar o decreto 5622 de
19 de novembro de 2005 estabelecendo a validade nacional dos diplomas e
certificados sem distinção dos cursos presenciais, porém, o curso de EaD deve
estar em conformidade com os referenciais de qualidade.
Dentro
dos requisitos básicos para se propor um projeto de EaD precisa-se encontrar:
compromisso dos gestores, desenho do projeto, equipe profissional
multidisciplinar, comunicação/interação entre os agentes, recursos
educacionais, infra-estrutura de apoio, avaliação contínua e abrangente,
convênios e parcerias, transparência de informação, sustentabilidade financeira
entre outros que garantam a especificidade da clientela e da instituição.
Já
fazem mais de 100 anos que a EaD se instalou no Brasil, mas seu impulso
aconteceu com o desenvolvimento das TICs, que alavancou essa modalidade de
ensino.
Segundo
a pesquisa dos autores, a percentagem quantitativa de alunos e instituições por
região, de alunos que já fizeram algum tipo de curso a distância são: Sudeste
estão 53% dos alunos e 54% de instituições de EaD, seguidos da região Sul, com
17% e 37% respectivamente, Nordeste, com 18% e 6%, o Centro-Oeste, com 7,6% e
11,4% e, por último a região Norte, com 3,7% dos alunos e 6,6% das
instituições. Isso nos sugere que temos muito ainda que ampliar em termos
extensão de ensino.
Dados preocupantes são analisados pelos autores onde
afirmam que segundo o censo de 2003, dos 2.122.973 professores que atuam na
educação básica, 753.905 não possuem Ensino Superior, o que nos mostra que a
EaD no Brasil é um anódino para os tantos profissionais que não freqüentaram a
educação formal.
As estatísticas demonstram a importância que tem os
cursos a distância na formação dos professores, principalmente no que diz
respeito a licenciatura, que são promovidos pelo MEC. Um dos programas criados
pelo MEC tem como destaque a Universidade Aberta que é um sistema nacional de
educação superior com os objetivos de garantir cursos de formação gratuita a
cidades que não tem ofertas de graduação superior, democratização, expansão,
desenvolvimento de projetos de pesquisa e de metodologias inovadoras de ensino,
preferencialmente para a área de formação inicial e continuada de professores
da educação básica.
Segundo as pesquisas dos autores, a regulamentação e
definições de políticas nacionais, desenvolvimento de programas de formação de
equipes multidisciplinares para EaD e desenvolver, avaliar e validar um sistema
consistente de acompanhamento, avaliação e validação de proposta pedagógica de
EaD, são urgentes e necessárias pois elas são as três frentes que repercutem
internamente nas instituições.
Ainda, a de se ressaltar que diante da situação em
relação a docência mediada nos cursos a distancia é preciso desenvolver métodos
que garantam a eficiência do curso, para isso tem que se preocupar com
metodologias pedagógicas específicas que venham corresponder a escolha do
cursista, no que diz respeito aos ambientes virtuais e seus múltiplos recursos.
Contudo, não podemos deixar de lado as questões
didáticas e o desenvolvimento particular de cada cursista, uma vez que este
pode diferenciar, pois se dão em tempo e espaço distintos.
Contudo,
apesar de toda a estrutura de ensino, a EaD no Brasil é uma modalidade muito
recente e ainda desejosa de criações metodológicas diversificadas e fazendo-se necessário
estudos e criatividade para implementar o curso a distância.
Por
outro lado, mesmo sabendo do grande avanço que a EaD tem conquistado, ainda é
grande o número de professores sem licenciatura e pessoas sem graduação. Talvez
por conta da cultura de resistência ainda existente contra a educação a
distância ou por não se de inteiro acesso as pessoas que mais precisam.
Outro fator, que ainda deve ser ressaltado, são as
questões de ordem regional, pois as que mais precisam são as menos favorecidas
pela EaD, ou seja, regiões que o acesso a um curso superior ou mesmo de
formação continuada são mais difíceis a EaD também não chegou de forma
expansiva. O que vem nos chamar a atenção, pois esse é um dos objetivos da EaD.
Enfim, a Educação a Distância no Ensino
Superior no Brasil é preconizado àqueles que necessitam fazer uma abordagem
analítica da atual situação da Educação a Distância no Brasil, pois nele
podemos verificar os dados existentes sobre essa modalidade de ensino e fazer
uma análise do papel de democratização do conhecimento e o retorno as urgentes
necessidades educacionais no Brasil, ainda, o texto preocupa-se com a
aproximação e apropriação dos participantes na construção de opiniões
elaboradas por meio do contato com novos conceitos e, a partir disso, considera
que eles aprendem a inferir e interferir em seu contexto.
03 jun 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:chapeuzinho vermelho, resenha de chapeuzinho vermelho
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MicrosoftInternetExplorer4
Chapeuzinho
Vermelho é um antigo conto popular de uma menina que consegue derrotar o lobo
mau, a história traz, entre outras, em sua essência textual um enredo de
aventura, desobediência, medo, suspense, emoção, afetividade.
No enredo a mãe
da menina pede a ela que leve algumas guloseimas para sua vovó doente e que ela
não pegue o caminho mais curto porque lá existe o lobo-mau. Despreocupada e
desobediente a menina, sem medo, encara o caminho, onde provavelmente o lobo
estaria. Enganada pelo lobo-mau, Chapeuzinho acreditando ser ele do bem, conta
pra onde está indo e o que vai fazer e o malvado sai correndo na frente para
encontrar a vovozinha primeiro e fazer dela seu jantar mas, antes que pudesse
fazer da pequena sua sobremesa, ele é pego pelos caçadores que escutam os
gritos e salvam a menina e a vovozinha de suas garras.
Chapeuzinho
Vermelho é descrita com uma criança desobediente porque contraria as ordens que
sua mãe lhe dá para que não passe por outro caminho. Ao mesmo tempo a ingenuidade
dela é demonstradas nas situações onde ela é enganada várias vezes pelo Lobo,
ainda, o autor faz uma analogia entre o lobo-mau e as coisas ruins que nos
acontecem na vida, caso façamos algo que não nos convém ou quando confiamos em
quem não conhecemos.
Na narração, a
floresta é lugar que dá uma conotação de aventura e suspense, lugar que
precisamos passar mas oferece riscos e precisamos estar atentos aos perigos.
Essa ideia é fortalecida com a letra da música que a menina sai cantando pela
estrada: “Pela estrada a fora eu vou bem sozinha, levar esses doces para a
vovozinha. Ela mora longe e o caminho é deserto, onde o Lobo-mau passeia aqui
por perto. Mas a tardinha, ao sol poente, junto a mamãezinha dormirei
contente.”
A música é o
enredo da história e dizendo como deveria ser no final, contando o que a menina
vai fazer, o perigo que corre e o que devia acontecer.
Num clima de
tremenda expectativa no que vai acontecer com Chapeuzinho, a cena termina num
final feliz que passou por muitas dificuldades.
É claro o objetivo
da história em focar os valores como obediência, respeito aos mais velhos, aos
animais e às diferenças, além de humildade, amor fraternal, generosidade,
compaixão, lealdade e isso é feito ao introduzir múltiplos símbolos e ideias
personificadas nos personagens e situações descritas.
É interessante
observar, a convergência para o sentido de identidade social e cultural que
permeia esse conto, a motivação do imaginário infantil e a sensibilização
afetiva, levam a uma aprendizagem do Certo e o Errado, por esse motivo, as
versões contadas modificam-se no decorrer dos séculos, evidenciando de que
forma as verdades humanas mudam.
Enfim, como a
maioria das fábulas infantis, a historinha de Chapeuzinho Vermelho traz uma
conotação moral, valorizando a importância de obedecer aos pais e entre outras,
a generosidade para com os mais velhos, a inocência da menina ao se deparar com
o lobo-mau e mesmo não o reconhecendo quando ele estava se passando pela
velinha, o suspense criado quando ela vai perguntado para que servia cada parte
dos órgãos enormes que ele tinha (nariz, orelha, olhos e boca), o medo de que
ela seja comida pelo lobo-mau e a emoção de ser resgatada pelos caçadores.
Todas essas emoções, valores e sentimentos são descritos para ensinar,
convencendo a quem está apreciando a história do que é apropriado e
inconveniente.
03 jun 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:importância da leitura, leitura de jovens e adultos
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Segundo Picanço e Pereira, o desafio na formação
de leitores envolve múltiplos fatores, pois de acordo com suas afirmações,
aprender a ler implica em despertar um sentimento no leitor a ponto de fazê-lo
sentir-se capaz de (des)articular e transformar a significação de tudo o que se
leu, transformando a sua compreensão em relação ao que foi lido, a sua
convivência, da interpretação cultural e da existência muito mais profundo e
intenso.
As autoras citam em sua
obra Maria Helena Martins (1994, p.74), que sintetiza o conceito de leitura em
duas caracterizações: o condicionamento estímulo resposta/behaviorista -
skinneriana e perspectiva
cognitivo-sociológica, para afirmar que a segunda teoria é a de um leitor
ideal, é aquele que consegue entender e inferir e não apenas arquivar a
mensagem, fazendo uma ponderação e um constante reflexão do que leu.
Enfim, Picanço e Pereira
afirmam que o leitor ideal é aquele que conseguirá legitimar transformações
sobre os objetos da realidade, pois o leitor que souber interpretar o que leu, unindo
teoria e prática, poderá construir sua própria mensagem, retransmiti-la e assim
intervir em seu meio social.
03 jun 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:resenha, retratos da leitura no brasil
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Está é uma resenha da obra “Retratos da Leitura no Brasil”, que se tornou
referência como o primeiro e único estudo em âmbito nacional sobre o desempenho
do leitor brasileiro. Seu objetivo é ampliar discussões que contribuam para formação
de políticas e ações efetivas a fim de fornecer, efetivamente, subsídios para a
edificação de um país de leitores.
A pesquisa de Maria Antonieta da Cunha mostra
que houve um aumento considerável no índice de leitura no Brasil. Preocupada
com a continuação dessa evolução da leitura a autora acredita que se os
responsáveis diretos e indiretos (autores, ilustradores, editoras,
divulgadores, livrarias, mediadores de leitura (dentro ou fora de escolas e
bibliotecas), pesquisadores, gestores do poder público ou não), precisam se
preocupar mais com uma política de leitura no país.
Como a autora tem consciência do chão que
ainda temos que percorrer até atingirmos os níveis mais descentes ela usa o
termo cadeia sugerindo “um trabalho
pensado, planejado, executado de maneira parceira, uma ação integrada, tendo
sempre como alvo esse bem comum que nos une: a promoção da leitura.”
Contudo, ela afirma que há uma expressiva
faixa da população que desconhece ou conhece muito pouco os materiais de leitura.
Isso se deve pelo fato das dificuldades de acesso aos materiais de leitura, em
especial o livro, ou por outro lado quando se tem, falta o dinamismo motivado
que leva o leitor a ligar-se a leitura, fazendo-o preferir os meios de
comunicação eletrônicos.
Dentro dos dados relacionados em
percentuais descritos a pesquisa vem relatando os várias problemas que dizem
respeito a habilidades que são formadas no processo educacional que resultam os
altos níveis números dos não-leitores: analfabetos e têm até a 4ª série, faixa
em que as práticas de leitura ainda não estão consolidadas; poder aquisitivo
que é algo relevante para a constituição de leitores assíduos; má formação das
habilidades necessárias à leitura e falta de formação e aperfeiçoamento de
professores de língua portuguesa e mediadores de leitura.
Todos os dados da pesquisa apontam que o
papel de desenvolvedor de leitores é a escola e que ela precisa energizar sua
ação em todas as gerências relacionadas ao gosto pela leitura e para isso é
urgente que esses profissionais/educadores se afinem como mediadores de
leitura, e não apenas leitores enquanto estudantes mas leitores para toda a
vida, mesmo após o término dos estudos.
Entretanto, várias são as alegações para
essa quantidade de não-leitores podemos citar: as bibliotecas atuais que não se
tornam atrativas por variadas situações inclusive de despreparo, pode
aquisitivo, falta de “pontos de vendas”.
A pesquisa ainda trás uma avaliação das
regiões colocando a norte e nordeste com as regiões de menor quantitativo de
leitores e incluindo a região centro-oeste o MEC vem implantando projetos para
sanar esses problemas e com maior quantitativo a região Sul seguida da sudeste.
Entretanto, para garantir com otimismo a
pesquisa, Maria Antonieta da Cunha, encerra afirmando que de acordo com os
entrevistados o professor é o que mais tem lido para seus alunos e que o número
vem cada vez menor em relação a pergunta sobre quem influenciou o entrevistado
sobre seu gosto pela leitura e a resposta foi “ninguém”.
Nos levantamentos gráficos da pesquisa
realizada vale destacar quem são os leitores de livros no Brasil o os leitores
de livros no Brasil: 95,6 milhões (55% da população estudada) declaram ter lido
pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses (outros 6 milhões leram em meses
anteriores e não foram computados); 47,4 milhões (50%) dos leitores são
estudantes que lêem livros indicados pelas escolas (inclusive didáticos); 6,9
milhões(7%) dos leitores estavam lendo a Bíblia; outros 41,1 milhões que não
são estudantes: 7,3 milhões têm até 4ª série do E. Fund. (9% desse grupo); 10,6
milhões têm de 5ª a 8ª série do E. Fund. (27% desse grupo); 14,9 milhões têm o
Ensino Médio(37% desse grupo) e 8,5 milhões têm Ensino Superior (55% desse grupo).
55% são mulheres e para encerrar, no que reitero, ser importante, a infância e
a adolescência são lembradas como o período em que as pessoas mais liam o que
demonstra claramente que a formação de leitores se faz nessa fase da vida e que
consolida que a escola tem um papel fundamental na preparação de leitores.
Não acho difícil entender a dificuldade
na formação de pessoas para a leitura, os motivos são abrangentes: a falta de
tempo, o desinteresse, falta de motivação, falta da necessidade, falta de hábitos
e outros, estão intrinsecamente relacionados
a cultura familiar e escolar. E essas situações vêm se engendrando com a
explosão dos meios eletrônicos virtuais, que levam a busca dinâmica das imagens
e sons de tal forma, que vem enfraquecendo cada vez mais a leitura que não é
algo dinâmico.
Como barrar um mecanismo dinâmico como a
televisão e o computador em função da leitura que exige comportamento passivo?
Precisamos estudar melhor esses mecanismos e a repercussão deles na vida dos brasileiros
não leitores e partir dessa prerrogativa para buscarmos soluções para essas
inquietações inerentes a formação de cidadãos ledores.
Assim como os professores, sabemos que a
família também não tem formação necessária para formar leitores em casa, ela
cresceu numa geração de não leitores, tornou-se um, e se a família não lê também
estará prevalecendo a camada influenciadora a não-leitura.
Então, onde aprender essa importância? Na
escola. Mas a escola não dispõe de preparo para incentivo da leitura. Como fica
nosso papel nessa problemática histórica neste país de não leitores, papel de
coadjuvantes que lêem as pesquisas, parafraseiam e entregam os trabalhos
acadêmicos ou protagonistas que buscam em seu dia-a-dia contribuir com a
leitura lendo aos filhos e ou alunos?
Enfim, acredito que precisamos fazer de
nosso tempo livre, mesmo que seja mínimo, um tempo para leitura para nós e/ou
para o outro, estudando e pesquisando processos, metodologias e assim nos
preparando para preparar uma futura nação de leitores.
03 jun 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:chapeuzinho vermelho, conto infantil
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MicrosoftInternetExplorer4
Essa história
se passa em 2010 num mundo completamente tecnológico.
Dona Ana era
uma mulher muito moderna, gostava de estar conectada ao mundo com todo o tipo
de tecnologia. E assim ensinou sua filha Chapeuzinho Virtual, de 17 anos, a ser
assim também.
Chapeuzinho
gostava muito de navegar na internet, ficava conectada 12 horas por dia. Quando
não era no computador ela usava o smartphone, sempre se comunicando com o mundo
virtual.
Sua mãe
preocupada com as ciladas que sempre ouve falar nesse meio virtual, sempre
dizia a sua filha:
- Chapeuzinho,
cuidado com as pessoas que você conversa na internet, você nunca sabe com quem
está falando. Existem muitas pessoas mal intencionadas e você pode acabar
encontrando alguém assim.
Um dia
Chapeuzinho recebeu um email de uma pessoa que ela conheceu num site de
relacionamento. Ela ficou muito empolgada porque era um cara muito bonito,
alto, forte, físico atlético, olhos azuis, cabelos pretos completamente lisos.
Um deus grego.
Chapeuzinho
respondeu no mesmo instante. Ela até se imaginou namorando com aquele rapaz
lindo.
A mocinha,
correu para contar pra sua mãe. Mostrou-lhe o email e as fotos do rapaz. Sua
mãe também se encantou por ele. Mas alertou a filha:
- Chapeuzinho,
não se envolva com esse rapaz, ele pode não ser o que se apresenta. Nessa rede
de comunicação muitas pessoas se passam por quem não são. Ele pode se
apresentar assim, mas na verdade pode não ser uma boa pessoa.
Chapeuzinho
não se importou com o que a sua mãe disse. Respondeu logo aquele email e já
marcou com ele um encontro virtual.
Uma hora antes
da hora marcada, lá estava a mocinha esperando o rapaz que mais parecia um
príncipe, de tão perfeito era o perfil e as fotos postados no site de relacionamento.
Ela se arrumou toda, foi no salão de beleza e fez uma bela chapinha, maquiagem,
as unhas, comprou até roupa nova, parecia que o encontro seria ao vivo.
Em frente ao
computador ela se ajeitava e ajeitava os aparelhos para estar tudo certo, comprou
até uma webcam nova para ficar bem na fita. Seu coração batia forte, suas mãos
suavam muito e suas pernas tremiam, estava muito ansiosa para conhecer o rapaz.
No horário ela
viu que ele aparecera no MSN, o som do Nick dele entrando fez com que ela sentisse
um tremor por todo o corpo. Era ele!
De repente,
Chapeuzinho escutou a janelinha de chat chamando por ela. E a conversa começou.
Meia hora depois ela pediu ao rapaz para que ligassem a webcam para que eles se
conhecessem. E assim fizeram. Realmente lindo. O rapaz era tudo aquilo que ela
tinha visto nas fotos e mais, ele tinha uma conversa muito elegante,
demonstrava ser inteligente.
Horas se
passaram ali naquele chat, Chapeuzinho ficou encantada, apaixonada, empolgada e
já marcaram outro encontro.
Um mês depois,
vários encontros virtuais aconteceram e a mãe de Chapeuzinho achou que a
empolgação da filha havia acabado porque a moça não falava mais nesse assunto.
Mas ela estava enganada, Chapeuzinho já estava marcando um encontro na real com
o rapaz e seria dali a alguns dias.
No dia marcado
Chapeuzinho caprichou mais ainda em seu look. E lá foi ela para a praça de
alimentação do shopping que foi combinado.
De longe ela
viu o rapaz chegando, nervosa e ansiosa, ela recebeu timidamente o moço, depois
de alguns minutos Chapeuzinho percebeu que algo não estava certo, e perguntou
ao rapaz:
- Já nos
conhecemos há algum tempo e não sei ainda seu nome verdadeiro, poderia me
dizer?
O moço então
disse:
- Meu nome é
estrangeiro difícil de decorar, é Bad Wolf, mas pode me chamar de Bad, todos me
chamam assim.
A menina Chapeuzinho que conhece bem o
inglês, achou muito estranho aquele nome e sabia que já tinha ouvido sobre ele
em algum lugar. E continuou a conversar:
- Que olhos
azuis lindos você tem!
- São para te
admirar!
- Que boca
mais linda você tem!
- São para te
beijar.
- Que pele
macia você tem!
- São para
você apreciar.
- Que braços
tão forte você tem!
- São para te
abraçar.
Nesse instante
Chapeuzinho deu um pulo pra trás e o rapaz foi mais pro lado dela. Intrigada, a
menina ficou cabreira, e percebeu que algo não estava certo.
Na hora de pagar o lanche ele
disse que havia esquecido a carteira e ela percebeu que era uma mentira só para
que ela pagasse a conta sozinha. Na hora do cinema a mesma coisa, ela teve que
pagar a entrada.
Chapeuzinho,
que não é boba sentiu que aquele cara não era boa companhia, mas, mesmo assim
passou o dia todo com ele. Despediram-se e foram cada um pra sua casa. Ela
pegou o ônibus e não percebeu que o rapaz estava seguindo-a. Ao chegar perto de
sua casa, numa rua mais deserta ela sentiu alguém pegando bruscamente em seu
braço e empurrando-a no muro. Assustada ela não teve tempo de gritar porque sua
boca foi abafada pela boca do rapaz. Foi ai que ela percebeu que o Bad Wolf,
rapaz que ela havia conhecido na rede, estava agarrando-a. Ela resistiu no
começo, mas acabou cedendo. Porém, ela se perguntou: “Por que ele está fazendo
isso aqui em um lugar tão escondido?”.
Num relance
ela se afastou e tentou fugir. Mas o rapaz falou:
- Relaxa, fica
fria, confia em mim, não sou mal.
Mas aquelas
palavras não soaram bem. Chapeuzinho insistiu em sair dali rapidamente, sabia
que havia caído em uma cilada. Tentou se
desvencilhar do Bad, mas não conseguia e conseguiu soltar um grito, e
foi ouvida por um visinho que estava ali perto e saiu correndo pra ver o que se
passava. Quando ele reconheceu Chapeuzinho foi pra cima do Bad Wolf, dando-lhe
socos e pontapés. O rapaz saiu correndo e Chapeuzinho agradeceu ao visinho por
tê-la ajudado.
Aliviada por
não ter tido conseqüências maiores, Chapeuzinho acabou de chegar em sua casa,
contou toda a história pra sua mãe e quando ela foi deitar o seu celular tocou,
era uma mensagem escrita dizendo:
- Eu sei quem
você é e onde você mora.
30 mar 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aulas, hospital, pedagogia hospitalar
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MicrosoftInternetExplorer4
Professores
dão aulas em hospitais
Para evitar
que as crianças percam o ano letivo por causa de internação hospitalar,
professores de Sergipe vão até os hospitais para repor as aulas. Os educadores
do projeto “Classe Hospitalar – O anjo linguarudo de asas quebradas quer
voar” narram fábulas e contos da literatura infantil enfocando os
conteúdos curriculares. Com isso, estimulam o desenvolvimento do raciocínio,
trabalham valores como a coragem e a auto-confiança, além da leitura e produção
de texto.
Usando
desses recursos, é possível abordar conteúdos da língua portuguesa, matemática
e ciências. Atendemos crianças da pré-escola à 8º série de forma lúdica, mas
sem perder contato com o que está sendo trabalhado na sala de aula de seu
colégio. É um direito dessas crianças receber assistência educacional onde quer
que estejam,” diz a coordenadora do projeto, Gileide Lessa.
Para que
isso aconteça, o planejamento das aulas é feito de acordo com a série e o
currículo escolar do enfermo. Todos os dias, eles têm quatro horas de aulas num
acompanhamento individual e em turmas, conforme a necessidade de cada um.
Quando o paciente recebe alta hospitalar, um relatório é encaminhado para o
colégio sobre os conteúdos trabalhados com aquela criança. Dessa forma, o aluno
pode continuar acompanhando os colegas da turma.
De acordo
com o último levantamento feito pelo projeto em 2004, 79 crianças – a maioria
proveniente da zona rural – internadas no hospital foram atendidas. O projeto
piloto funciona há três anos e deve ser estendido a outras unidades
hospitalres.
”Sabemos
que o internamento, principalmente em casos muito graves, transforma a vida das
crianças. Acredito que o projeto colabora muito para melhoria da auto-estima e
para que eles não se sintam abandonados. Além da ajuda educacional procuramos
sempre manter os pais por perto e dar muito carinho e atenção a eles para que
se sintam valorizados e respeitados,” conta.
Autora: Karina
Costa
FONTE: http://aprendiz.uol.com.br/content/dretochede.mmp
30 mar 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aula, hospital, pedagogia hospitalar
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MicrosoftInternetExplorer4
Às vésperas
de entrar no Ensino Fundamental, o pequeno índio wapixana Frank Silva ficou
doente. Teve um câncer diagnosticado e precisou sair de Roraima, onde morava,
para buscar ajuda especializada. Não foi esse imprevisto – nem a forte
medicação que vem tomando – que o deixou fora da escola. Matriculado desde o
começo do tratamento em uma classe dentro do Hospital do Câncer, ele não só foi
alfabetizado como já está na 2ª série.
Frank Silva é uma das 65 956 crianças que estudaram em salas adaptadas ou no próprio
leito em 2007, segundo o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Apesar do público numeroso, a
modalidade ainda não é uma realidade em todo o território nacional. O próprio Ministério
da Educação (MEC) reconhece que há carências graves pelo país – são apenas 850
hospitais oferecendo o atendimento, em um universo de quase 8 mil unidades.
Frank Silva
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MicrosoftInternetExplorer4
Qual o
benefício das classes hospitalares?
Além de
permitir que o aluno internado não perca tempo nos estudos e continue
acompanhando o currículo de sua escola, as atividades nas classes hospitalares
são apontadas por estudos como aliadas da recuperação clínica dos estudantes.
Uma pesquisa conduzida pela professora Izabel Cristina Silva Moura, do
Instituto Helena Antipoff, vinculado à Secretaria Municipal de Educação do Rio
de Janeiro, acompanhou 50 crianças por um mês em três hospitais diferentes da
cidade. Ela observou que o grupo que assistia às aulas teve níveis de estresse
menores do que os que não passavam pelo atendimento, de acordo com uma escala
especial para esse tipo de análise.
Informalmente, essa também é uma constatação diária das educadoras que
trabalham com jovens doentes. Em 2000, conta a professora Rosemary Hilário, do
Hospital do Câncer, a prefeitura de São Paulo deu férias coletivas para todos
os docentes, inclusive os que não atuavam nas unidades regulares. Até então, a
classe de lá ficava aberta nas férias. Durante o recesso, os médicos que
cuidavam dos estudantes internados relataram que as crianças usaram o dobro de
analgésicos. “E, quando eram perguntadas sobre as dores, elas não sabiam
responder”, lembra. “Achamos que isso foi causado pelo ócio. Os
alunos precisam se ocupar, esquecer que estão numa situação delicada”,
diz. Desde então, a classe fica aberta o ano todo, com esquema de revezamento
entre os professores no período de festas.
Como um
estudante internado deve exigir aulas?
Na prática,
é a equipe médica que deve acionar as secretarias de Educação assim que um
estudante da rede pública dá entrada com alguma doença severa (para os oriundos
da particular, é a própria escola que deve providenciar o serviço). Em alguns
estados e municípios, já existe inclusive um quadro de docentes previamente
concursados e preparados para a função, e é junto a esses órgãos que interessados
no emprego devem procurar orientações. “Cabe aos governos locais oferecer
a mão-de-obra e as capacitações necessárias. Tudo para que o aluno se atrase o
mínimo possível no ritmo de sua turma original”, diz Martinha Dutra dos
Santos, coordenadora-geral da Secretaria de Educação Especial do MEC.
Como são as
classes hospitalares?
Apesar de
ser chamada tecnicamente de classe, a aula é individual, nos leitos ou em salas
cedidas pela unidade de Saúde. Diferentemente de uma escola regular (onde é
possível fazer atividades de longa duração), cada tarefa precisa ter início,
meio e fim no mesmo dia. “É um ritmo estranho. Eu posso planejar tudo hoje
e, amanhã, o estudante recebe alta. Daí eu tenho de fazer coisas novas para
outra criança que acabou de chegar”, conta a professora Geane Yada, do
Hospital Darcy Vargas, em
São Paulo.
Como é a
carga horária das aulas?
A carga
horária também é diferente das escolas, claro. O educador pode iniciar uma
conversa e, em instantes, ter de parar devido a uma indisposição. O indicado é
que o aluno consiga ter o mesmo conteúdo e a mesma carga horária da escola. Mas,
com o sobe-e-desce do tratamento, isso nem sempre é possível.
FONTE: http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/classe-hospital-450030.shtml#
30 mar 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aula, hospital, pedagogia hospitalar
Normal
0
21
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Estudantes
em tratamento de saúde têm aulas em hospitais
A vida do
estudante Luan Rodrigo Dill Gazzola sofreu uma brusca mudança em sua rotina há
alguns meses, quando o adolescente descobriu que estava com câncer. Ele saiu de
São Miguel do Oeste para iniciar um tratamento de combate à doença em Curitiba. Hospitalizado,
ficou impossibilitado de frequentar as aulas, mesmo assim seu processo de
aprendizagem não foi interrompido. Luan é um dos alunos atendidos pelo Serviço
de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh), no Hospital Erasto
Gaertner.
Estudante
do 3.º ano do ensino médio, Gazzola explica que o suporte oferecido pelo
serviço da Secretaria Estadual da Educação vai ajudá-lo a não perder tempo, uma
vez que pretende fazer faculdade na área de informática. “Os professores fazem
um atendimento mais próximo e ajudam de acordo com as minhas dificuldades”.
O Sareh,
até então inédito no País, foi implantado pela Secretaria, em 2007, e atende
alunos de 5.ª a 8.ª séries e ensino médio, impossibilitados de frequentar a
escola por estar internados em
hospitais. O serviço conta com professores do quadro próprio
e com capacitação, além de um pedagogo que organiza o trabalho. O Sareh está
implantado em Curitiba, Londrina e Maringá e deve ampliar sua cobertura. Os
atendimentos são realizados em parceria com as Secretarias da Saúde e da
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Para Gilce
Dill Gazzola, mãe de Luan, a possibilidade de o filho continuar seu projeto de
vida. “Há desligamento da escola formal, mas, no hospital, ele tem a
oportunidade de ter esperanças, de manter os objetivos para o futuro e ampliar
conhecimentos”, avalia. Ela também afirma que os estudos ajudam Luan a ocupar a
mente com outros assuntos, além do tratamento.
O Hospital
Erasto Gaertner, referência no tratamento do câncer, tem cerca de 470 alunos
atendidos, de fevereiro a abril deste ano. São estudantes das redes pública e
particular do Paraná e também crianças e adolescentes de outros estados.
PEDAGOGIA -
O trabalho pedagógico começa com a sondagem da vida escolar do aluno. Segundo
Elaine Heloísa Marques, pedagoga da Secretaria da Educação, responsável pelo
Sareh no Hospital Erasto Gaertner, o objetivo é verificar o domínio sobre o
conteúdo da série de cada aluno.
O segundo
passo é entrar em contato com a escola para avisar que o estudante será
atendido no hospital. “Os professores elaboram os planos de trabalho, dentro
das diretrizes curriculares do Estado, que serão trabalhados com os alunos para
abordar todas as disciplina”, explica.
A pedagoga
ressalta que a equipe não trabalha com notas. Todas as atividades e
pareces são enviados às escolas. “Quando o aluno não foca sua atenção
exclusivamente na doença e continua aprendendo e evoluindo, permanece
dono da vida escolar e isso é muito importante para a saúde física e
psicológica”.
Valdir
Fernando Moreschi, professor da área de Humanas, recebe da pedagoga a relação
com o nome dos alunos. “Se aluno puder sair do leito, tem aula na salinha de
escolarização. No entanto, se estiver muito debilitado, será no próprio leito”,
informa. A duração da aula também depende das condições físicas do aluno.
INCLUSÃO -
Segundo Iolanda de Assis Galvão, psicóloga clínica da Pediatria e Cuidados
Paliativos do Hospital Erasto Gaertner, a doença é só uma parte do paciente.
“Ele tem um todo saudável e dentro deste todo está o cognitivo que precisa ser
preservado, ou até mesmo regatado”, explica.
Iolanda
reforça a necessidade da escolarização para o paciente em tratamento. “Esta
oportunidade de continuar os estudos dentro do hospital é fundamental,
principalmente para o resgate da autoestima do paciente”. A possibilidade de o
estudante continuar os estudos e voltar à escola de origem sem déficit no
aprendizado tem facilitado o processo de reinserção na sua vida acadêmica e
social.
Os
professores vinculados ao Sareh passam por seleção criteriosa para desenvolver
o trabalho e são divididos pelas áreas de Exatas, Humanas e de Linguagens, mas
atuam por disciplina. As práticas pedagógicas não são diferentes do que existem
nas salas de aula, com o uso dos livros didáticos para leitura ou resolução de
exercícios. Além da TV Pendrive, também são utilizados notebooks. As práticas
também dependem das condições dos estudantes no momento da aula.
Em
Curitiba, os estudantes são atendidos nos hospitais Erasto Gaertner,
Evangélico, Pequeno Príncipe, Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital do
Trabalhador e na Associação de Apoio à Criança com Neoplasia (Apacn). E também
no hospitais Universitário de Maringá e Universitário Regional do Norte do
Paraná, em Londrina.
Este serviço atende os princípios adotados pela política
educacional do Governo do Estado, como a educação como direito do cidadão,
valorização do profissional da educação e garantia da escola pública, gratuita
e de qualidade.
Serviço da
Secretaria Estadual da Educação está disponível em Curitiba, Londrina e Maringá
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0
21
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FONTE: http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=48040&tit=Estudantes-em-tratamento-de-saude-tem-aulas-em-hospitais
12 mar 2010
por laynnebeatriz
em Profª Bia

Ah,
como é importante na
formação de qualquer criança ouvir muitas histórias… Escutar histórias
é o
início da aprendizagem para ser um leitor e ser leitor é ter todo um
caminho de
descobertas e de compreensão do mundo, absolutamente infinito…
O primeiro contato
da
criança com um texto é feito, em geral, oralmente. É pela voz da mãe e
do pai,
contando contos de fada, trechos da Bíblia, histórias inventadas tendo a
gente
como personagem, narrativas de quando eles eram crianças e tanta, tanta
coisa
mais… Contadas durante o dia, numa tarde de chuva ou à noite, antes de
dormir, preparando para o sono gostoso e reparador , embalado por uma
voz
amada… É poder rir, sorrir, gargalhar com as situações vividas pelos
personagens, com a idéia do conto ou com o jeito de escrever de um autor
e,
então, poder ser um pouco cúmplice desse momento de humor, de gozação.
Ler histórias para
as crianças,
sempre, sempre… É suscitar o imaginário, é ter a curiosidade
respondida em
relação a tantas perguntas, e encontrar muitas idéias para solucionar
questões
- como os personagens fizeram… – é estimular para desenhar, para
musicar,
para teatralizar, para brincar… Afinal, tudo pode nascer de um texto.
O significado de
escutar
histórias é tão amplo… É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso
dos
conflitos, das dificuldades, dos impasses, das soluções, que todos
atravessamos
e vivemos, de um jeito ou de outro, através dos problemas que vão sendo
defrontados, enfrentados (ou não), resolvidos (ou não) pelos personagens
de
cada história (cada um a seu modo…) E assim esclarecer melhor os
nossos ou
encontrar um caminho possível para a resolução deles… É ouvindo
histórias que
se pode sentir (também) emoções importantes como: a tristeza, a raiva, a
irritação, o medo, a alegria, o pavor, a impotência, a insegurança e
tantas
outras mais, e viver profundamente isso tudo que as narrativas provocam e
suscitam
em quem as ouve ou as lê, com toda a amplitude, significância e verdade
que
cada uma delas faz (ou não) brotar…
É através de uma
história
que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de
agir e de
ser, outras regras, outra ética, outra ótica… É ficar sabendo
história,
geografia, filosofia, direito, política, sociologia, antropologia,
etc… sem
precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de
aula…
Porque, se tiver, deixa de ser literatura, deixa de ser prazer, e passa a
ser
didática, que é um outro departamento (não tão preocupado em abrir todas
as
comportas da compreensão do mundo)…
Ouvir e ler
histórias é
também desenvolver todo o potencial crítico da criança. É poder pensar,
duvidar, se perguntar, questionar… É se sentir inquieto, cutucado,
querendo
saber mais e melhor ou percebendo que se pode mudar de idéia… É ter
vontade
de reler ou deixar de lado de uma vez…
É ficar fissurado
querendo
ouvir de novo mil vezes ou saber que detestou e não querer nenhuma
aproximação
com aquela história tão chata ou tão boba ou tão sem graça… É formar a
opinião, é ir formulando os próprios critérios, é começar a amar um
autor, um
gênero, uma idéia e daí ir seguindo por essa trilha e ir encontrando
outros e
novos valores (que talvez façam redobrar o amor pelo autor ou viver uma
decepção… Mas isto tudo faz parte da vida).
Ouvir histórias é
ficar
conhecendo escritores – e daí ser importantíssimo dizer à criança o
título do
que está escutando e seu autor (se for material recolhido da cultura
popular,
se for autor desconhecido, que se diga também…). faz parte da formação
saber
quem nos disse coisas bonitas, ou encantadas, ou maravilhosas ou chatas,
para
que a referência fique e o caminho esteja aberto para continuar
mergulhando nos
textos de quem se admira, para dar uma colher de chá a quem não nos
envolveu
tanto num primeiro contato ou para desistir (ou adiar para um outro
momento da
vida…) a proximidade com um escrevinhador que nos desagradou ou nos
decepcionou…
Para contar uma
história, é
preciso saber como se faz… Afinal, nela se descobrem palavras novas,
se
depara com a música e com a sonoridade das frases, dos nomes… se capta
o
ritmo, a cadência do conto, fluindo como uma canção… E para isso, quem
conta
tem que criar o clima de envolvimento, de encanto… Saber dar as
pausas, o
tempo para o imaginário de cada criança construir seu cenário,
visualizar os
seus monstros, criar os seus dragões, adentrar pela sua floresta, vestir
a
princesa com a roupa que está inventando, pensar na cara do rei… e
tantas
coisas mais…
E se forem as
ilustrações
do livro, feitas por um desenhista, dar o tempo para que todos vejam (ou
os que
preferem caminhar na sua própria e pessoal ilustração, que fechem os
olhos…)
E quando a criança for manusear sozinha o livro, que o folheie bem
folheado,
que olhe tanto queira, que brinque com seu formato, que se delicie em
retirá-lo
da estante (reconhecendo-o sozinha… seja em casa ou na escola) que
vire
página, ou que pule algumas para reencontrar aquele momento especial que
estava
buscando…
Se a criança não
lê é
porque não lhe estão apontando caminhos para o desfrute de bons e belos
textos… Que existem (tantos) e são fáceis de achar… Literatura é
arte,
literatura é prazer… Que a escola encampe esse lado e deixe as
cobranças
didáticas para os departamentos devidos… E nesse sentido, ela faz
parte do
leque da educação artística e não da língua portuguesa… Uma das
atividades
mais fundantes, mais significativas, mais abrangentes e mais
suscitadoras de
tantas outras, é a que decorre do ouvir e do ler uma boa história…
18 nov 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:escola e familia, familia e a escola
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21
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A relevância conferida à família tanto pela constituição no seu Cap. VII – Da
família, da criança, do adolescente e do ancião em seus artigos 226, 227 e 228,
como pelo Estatuto da Criança e do Adolescente em seu Cap. III – Do direito à
convivência familiar e comunitária nos estimulam a empreender uma incursão de
caráter teórico-conceitual sobre as leis existentes que referendam a questão
familiar e sua relação com as práticas de políticas sociais desde o ponto de
vista educacional.
Ao examinar-se a realidade, notamos que as práticas postuladas nos documentos
se constituem em vias de acesso que as escolas possuem para implementar
processos de integração e participação familiar que podem e devem ser
organizados e executados pela escola.
Essa constatação nos leva a refletir sobre as dimensões da interrelação
escola-família no âmbito da comunidade e se intenta verificar a possibilidade
de operacionalizar uma orientação que possa refletir a viabilização de uma
interrelação mais efetiva.
Geralmente a iniciação das pessoas na cultura, nos valores e nas normas da
sociedade começam na família. Para que o desenvolvimento da personalidade das
crianças seja harmonioso é necessário que seu ambiente familiar traduza uma
atmosfera de crescente progressão educativa.
Todavia estamos convencidos que todas as instituições e especialmente a escola
deve não só apoiar e respeitar os esforços dos pais e responsáveis pelos
cuidados, atenção e educação das crianças, e que devem também colocar-se em
posição efetiva de gerar iniciativas dirigidas à elevação e aprimoramento
social e educacional de seus educandos e respectivas famílias.
Nessa perspectiva, a escola por sua maior aproximação às famílias constitui-se
em instituição social importante na busca de mecanismos que favoreça um
trabalho avançado em favor de uma atuação que mobilize os integrantes tanto da
escola, quanto da família, em direção a uma maior capacidade de dar respostas
aos desafios que impõe nossa sociedade.
Essa visão, certamente, contribui para que tenhamos uma maior clareza do que
podemos fazer no enfrentamento das questões sócio-educativas no conjunto do
movimento social.
As ações de caráter pedagógico que as escolas podem dirigir para favorecer às
famílias devem fazer parte de seu projeto e para que isso possa acontecer é
fundamental que as ações em favor da família sejam desenvolvidas e presididas
pelos princípios da convergência e da complementaridade. Nesse sentido é importante
que o projeto inicial se faça levando em conta os grandes e sérios problemas
sociais tanto da escola como da família, como reflete os parâmetros
curriculares “…repensar sobre o papel e sobre a função da educação
escolar, seu foco, sua finalidade, seus valores, é uma necessidade essencial:
isso significa considerar características, ânsias,, necessidades e motivações
dos alunos, da comunidade local e da sociedade em que ela se insere. A escola
tem necessidade de encontrar formas variadas de mobilizações e de organização
dos alunos, dos pais e da comunidade, integrando os diversos espaços
educacionais que existem na sociedade. (pág. 10)
Substancialmente o que a escola deve fazer é melhorar a posição da família na
agenda escolar já implementada pela legislação existente. Promover a família
nas ações dos projetos pedagógicos significa enfatizar ações em seu favor e
lutar para que possa dar vida as leis.
Mais do que criar um novo espaço para tratar das questões da família ou da
escola, a própria escola deve articular seus recursos institucionais, de
maneira a assegurar que as reflexões, os debates, os estudos e as propostas de
ação possam servir de embasamento para que o desenvolvimento social se
concretize por meio de práticas pedagógicas educativas efetiva.
Conectar a interrelação escola-família de forma mais estreita significa
construir e desenvolver comunidades nas quais poderemos satisfazer nossas
necessidades básicas ao aspirar uma melhor qualidade de vida para as gerações
futuras. Para isso precisamos não só aprender sobre os princípios de
convivências comunitária como também exercitar esses princípios por meio de
relações mais frutíferas e compromissadas com o desenvolvimento educacional e
social. Precisamos revitalizar nossas comunidades colaborando para colocar
claramente os princípios da interrelação numa prática de relações sociais
fortalecidas pelo respeito, pela eficácia das ações e pela luta por uma
cidadania digna.
Tanto as comunidades escolares como as comunidades familiares não podem permanecer
distanciadas em seu processo de desenvolvimento e funcionamento organizacional,
mas devem estar vinculadas e aberta aos recursos educacionais que dispõem e
determinar por sua historicidade a dimensão cognitiva e educativa que pretendem
aplicar no processo de desenvolvimento humano, e mais precisamente no
acompanhamento das novas gerações.
Nesse sentido, as mudanças estruturais e conjunturais dos componentes
educacionais em questão necessitam incorporar nas suas relações as formulações
desses princípios e utiliza-los como guias para manter pais e professores no
caminho do desenvolvimento estável e progressivo.
O primeiro desses princípios é a noção de interdependência. A dependência mútua
de todas as pessoas. Essa é a natureza de todo e qualquer relacionamento
social. Compreender a interdependência social significa compreender
relacionamentos e valorizar a importância que eles tem na formação e no
desenvolvimento das pessoas.
A cooperação é o segundo princípio no estabelecimento das relações sociais. A
troca de recursos educacionais e de impressões educativas se mantém e se
sustentam quando permanece fortalecida a ajuda mútua. A incorporação desse
princípio relacional se torna significativo na medida em que vai se
consolidando a integração da escola com a família.
O terceiro princípio é a interação dos agentes escolares e familiares. As ações
relacionais só podem ser mantidas por meio desse processo. Nas suas relações
cada um influencia o outro e desde essa perspectiva educativa, os professores
são considerados como as pessoas mais preparadas e capazes de elevar o nível de
desenvolvimento não só dos alunos mas de sua família também.
A integração desses fatores nessa proposta nos fornece uma nova configuração da
relação escola-família e ressalta a importância da função reitora da escola no
sentido de considerar as necessidades familiares no que diz respeito aos
aspectos psicológicos, sociais e éticos de uma relação significativa com os
outros, de crescimento da própria competência educativa ou de uma participação
na definição do significado experiencial da sua vida pessoal, social e
educacional.
por Luiza
Helena P. Cazelli
18 nov 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aprender, aprender a aprender, ninguém nasce pensando, operações de pensamento
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0
21
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Ora, antes
de pensar Matemática, Medicina, Direito, Engenharia, Filosofia etc., é preciso
simplesmente saber pensar, óbvio. Presume-se que as pessoas nascem pensando…
o que está longe de ser verdade. As pessoas nascem com inteligência, o que não
significa que façam uso dela.
No entanto, já no século IV a.C., milhares de anos antes do Curso Objetivo, do
Curso Anglo etc., o filósofo grego Aristóteles anunciava, sem muita propaganda
ou marketing, um curso deste tipo. Foi ele o primeiro a anunciar um curso que
ensinava a lidar com as formas do pensamento, sem ligar para o seu conteúdo.
Ensinava a pensar correto, pois um raciocínio não é verdadeiro nem falso, e sim
válido ou inválido. Como insistir em verdadeiro e falso, como se só houvesse
essas duas alternativas, como se a todas as perguntas fosse possível responder
com esse tipo de dualismo, um dos tantos que infernizam a vida humana, como
seus colegas: certo/errado, bom/mau, bonito/feio, moral/imoral, normal/anormal,
natural/anti-natural, teísta/ateu, homossexual/heterossexual (ah! novela Mulheres
Apaixonadas, com mãe e filha se dilacerando por causa disso) etc.
Certo,
errado, verdadeiro ou falso?
Entre certo e errado existe toda uma gama de valores: provavelmente certo, provavelmente
errado, insuficiência de dados… Aristóteles mesmo caiu nessa cilada. Ele é o
fundador da lógica bivalente, aquela que vê tudo em termos de verdadeiro ou falso,
isto é, só admite dois valores lógicos. Foi preciso passarem 23 séculos para a
lógica explodir esses conceitos, no século dezenove. Hoje falamos de lógicas,
no plural: bivalente, trivalente, polivalente entre outras.
Dever-se-ia, pois, evitar pedir aos educandos que respondam verdadeiro ou falso
às questões… Verdade e falsidade são algo objetivo, que se impõe a todos.
Respostas como certo ou errado já são mais modestas, mais realistas. Certo ou
errado são algo subjetivo, que depende da pessoa, dos dados de que dispõe.
Seria ainda mais educativo fornecer ao educando uma gama de respostas: certo,
provavelmente certo, insuficiência de dados, provavelmente errado, errado. Quanto
mais ignorante é uma pessoa, mais certezas tem. Ela confunde o amor à certeza
com o amor à verdade.
Por exemplo, se alguém perguntar a um marido alcoólatra se ele costuma bater na
mulher quando está completamente embriagado, será que ele poderá responder a
essa pergunta em termos de verdadeiro ou falso, de correto ou incorreto, como
fazem aqueles policiais entrevistados lá no programa Cidade Alerta?. Evidentemente
que não. Ele só poderá dizer: “provavelmente sim”, ou
“provavelmente não”, ou “não sei”. Quem poderia responder a
isso em termos de verdadeiro ou falso seria só Deus ou um vice-Deus. Mas Deus
não é casado nem alcoólatra…
Ninguém
nasce pensando
Aristóteles falava de um organon, um instrumento para ampliar a nossa
capacidade de pensar. Uma espécie de “óculos” para aumentar a nossa
visão intelectual, como os oculistas prometem ampliar a nossa visão física.
Porque ninguém na realidade nasce pensando. Pensar é um hábito, uma conquista,
algo que se adquire, que vira uma segunda natureza. As pessoas nascem com a
capacidade de pensar. Não quer dizer que façam uso dela. O hábito é algo que se
faz sem dificuldade, quase sem o sentir. Como a virtude, que se pratica sem o
perceber, sem dificuldade. O vício também é assim: pratica-se com a maior
facilidade. Basta observar a frieza com que os criminosos falam dos seus feitos
monstruosos.
Se ninguém nasce pensando, ninguém também precisa morrer sem pensar. Pensar se
aprende. Basta exercitar-se no pensamento. Se quem inventou o alfabeto era
analfabeto, quem inventou o pensamento era um “burro” no bom sentido,
que parou para pensar. O problema é o do que vem a ser pensar, afinal de
contas. Para os dicionários, é refletir (voltar-se para si mesmo), considerar
(etimologicamente, “olhar para os astros”, sidera em latim), formar
idéias etc. Tudo demasiado vago, que deixa a pessoa na mesma, sem saber por
onde começar.
Operações
de pensamento
Na realidade, pensar é trabalhar sobre os dados que nos são fornecidos pelos
sentidos. Dado é, como o nome está dizendo, aquilo que recebemos de graça, sem
nenhum esforço, bastando abrir os olhos ou os ouvidos. Como tudo o que é de
graça, isso pouco valor tem para nos orientar na selva da realidade. Só o dado
trabalhado, burilado (como o diamante bruto) adquire toda a sua força, toda a
sua importância para nós. Podemos trabalhá-lo de várias formas: observando-os
bem (sabemos que a atenção espontânea, é dispersa, podendo deixar de lado o imperceptível
e o significativo), comparando-os entre si, interpretando-os etc. Donde as
chamadas operações de pensamento: observação, comparação, interpretação,
classificação, resumo, imaginação (invenção), procura de pressupostos, crítica
etc. Todas elas com regras apropriadas. É isso, se não me engano, que devia ser
feito em sala de aula e fora dela. A matéria lecionada, o currículo não tem lá
tanta importância.
Para a Filosofia nenhum assunto lhe é estranho; pelo contrário, todo bom
assunto lhe é estranho. Assim também para a “pensamentática”. Essa e
a decoreba usam do mesmo currículo, mas não com os mesmos resultados. A
primeira forma o cidadão, o profissional competente; a segunda, o diplomado.
Vale a pena, pois, ensinar a pensar.
Os
entendidos garantem que não fazemos uso nem de 5% da nossa capacidade de pensar
Sabe-se que
esta divisão das pessoas é feita pelos “bons”
Idea
(grego), donde Cícero tirou o latim idea, significa exatamente isto:
“visão mental”.
por Gustavo Rodrigues
17 nov 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aprender em hospital, educação em hospital, educação hospitalar, ensinar em hospital, pedagogia hospitalar
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Joyce Ferreira, 13, que cursou o sexto ano em escola de hospital / Foto de Eduardo Anizelli
Joyce Mayra Ferreira, 13, começou a cursar em 2008 o sétimo
ano em uma escola de Cuiabá (MT). A chegada à nova escola exigiu, além das
adaptações de praxe, um esforço à parte. “Eu estava muito acostumada a ter
só aula particular”, brinca.
Ela cursou o sexto ano em uma escola diferente: a Schwester
Heine, dentro do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, voltada para crianças que
aprendem, também, a enfrentar o câncer.
Joyce, que tinha um tumor no fígado, passou 2007 na
instituição. Para não perder o ano letivo, foi matriculada em uma escola de São
Paulo, que encaminhava as atividades e as provas ao hospital.
Em geral, as aulas são diárias, mas duram, no máximo, uma
hora e meia, conta Iara de Castro Alves, 51, que leciona no local há oito anos.
A aula ocorre quando a criança se sente bem. Devido às limitações de carga
horária, o conteúdo precisa ser adaptado.
O calendário também não segue o regular. Após o recesso de
fim de ano, a escola volta a funcionar. “No primeiro ano da escola, em
1987, as professoras tiraram férias. Os médicos notaram que o uso de
analgésicos subiu muito. Desde então, fazemos um rodízio para que cada professora
tire férias numa época”, conta a professora Eliane Latterza, 52.
A escola tem 12 professoras. Eliane e outra são contratadas
pelo governo do Estado e as demais são da rede municipal. As professoras dão
aulas de praticamente tudo. Mas, quando o assunto é física, química ou inglês,
pedem apoio. Para isso, o hospital possui uma rede de professores voluntários.
O nome da escola, Schwester Heine, significa freira Heine em
alemão e é uma homenagem à primeira responsável pelo serviço de enfermagem do
hospital –uma enfermeira alemã da Cruz Vermelha que veio em missão ao Brasil e
ficou.
No início de dezembro, Joyce voltou para São Paulo para o
acompanhamento e aproveitou para matar a saudade das antigas professoras. Sua
mãe, Maristela Santos, 47, conta orgulhosa que muitos dos funcionários a
reconheceram, mas não a filha. “Ficam surpresos quando veem a moça que ela
virou.”
Aliás, não foi só Joyce que usufruiu da escola. Para aliviar
a tensão, Maristela aprendeu a fazer peças artesanais. De volta a Cuiabá, abriu
uma loja, onde vende as peças que aprendeu a fazer.
AMARÍLIS LAGE da Folha de S.Paulo
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u485439.shtml
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16 nov 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aulas hospital, educação hospitalar, pedagogia hospitalar, professores dão aulas em hospitais

Professora dando aulo no hospital
Para evitar que as crianças percam o ano letivo por causa de internação
hospitalar, professores de Sergipe vão até os hospitais para repor as
aulas. Os educadores do projeto “Classe Hospitalar – O anjo linguarudo
de asas quebradas quer voar” narram fábulas e contos da literatura
infantil enfocando os conteúdos curriculares. Com isso, estimulam o
desenvolvimento do raciocínio, trabalham valores como a coragem e a
auto-confiança, além da leitura e produção de texto.
“Usando
desses recursos, é possível abordar conteúdos da língua portuguesa,
matemática e ciências. Atendemos crianças da pré-escola à 8º série de
forma lúdica, mas sem perder contato com o que está sendo trabalhado na
sala de aula de seu colégio. É um direito dessas crianças receber
assistência educacional onde quer que estejam,” diz a coordenadora do
projeto, Gileide Lessa.
Para que isso aconteça, o planejamento
das aulas é feito de acordo com a série e o currículo escolar do
enfermo. Todos os dias, eles têm quatro horas de aulas num
acompanhamento individual e em turmas, conforme a necessidade de cada
um. Quando o paciente recebe alta hospitalar, um relatório é
encaminhado para o colégio sobre os conteúdos trabalhados com aquela
criança. Dessa forma, o aluno pode continuar acompanhando os colegas da
turma.
De acordo com o último levantamento feito pelo projeto em
2004, 79 crianças – a maioria proveniente da zona rural – internadas no
hospital foram atendidas. O projeto piloto funciona há três anos e deve
ser estendido a outras unidades hospitalres.
”Sabemos que o
internamento, principalmente em casos muito graves, transforma a vida
das crianças. Acredito que o projeto colabora muito para melhoria da
auto-estima e para que eles não se sintam abandonados. Além da ajuda
educacional procuramos sempre manter os pais por perto e dar muito
carinho e atenção a eles para que se sintam valorizados e respeitados,”
conta.

Atividades no Quarto
16 nov 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:criança deficiente, deficiência, deficiente, desafio, educação, inclusão, sindrome de down
Bola cheia na Inclusão
História de superação
Eu e meu marido resolvemos adotar uma criança, pois eu não podia ter
filhos. Uma bela noite recebi uma ligação de uma amiga da família
dizendo que havia um bebê esperando por pais que o quisessem… Quase
desabei… Assim que amanheceu o dia partimos para Minas Gerais e
encontramos nosso Moisés em precárias condições. Imediatamente voltamos
para o Rio com nosso bebê dentro de um cesto de pão forrado com edredon
e um travesseiro. Tudo ia bem até que aos 8 meses a pediatra dele nos
chamou e pediu que fôssemos a um neurologista, pois havia algo errado,
mas ela não sabia o quê. Aí começou nossa luta para fechar o
diagnóstico do José e, aos 7 anos, finalmente soubemos que ele tinha
uma deficiencia de aprendizagem por fatores ocorridos durante sua
gestação. Ficamos sem chão, mas aos poucos fomos entendendo melhor a
situação e passamos a investir nosso tempo e dinheiro no crescimento
dele.
Como todo menino, José gostava de bola e sempre
ganhava alguma de presente, parecendo logo a chutar e até a quebrar
algumas coisas dentro de casa… Uma copa do mundo depois e ele se
interessou pelos clubes, aderindo ao Flamengo, time do pai, para meu
desespero, pois sou Tricolor.
Durante uma colônia de férias no Forte do Leme,
apareceu um pessoal do Flamengo fazendo deomostração da escolinha e,
claro, lá estava o José metido no meio. Ao final da colônia eles
anunciaram a parceria com o Forte e José foi inscrito para treinar.
Saímos todos os sábados às 7 horas da manhã para o treino e, num desses
treinos, ele sismou de ir para o gol… Decidiu ser goleiro, para meu
desespero, pois mãe de goleiro só perde para mãe de árbitro de futebol.
Levei-o para conhecer os goleiros do Flamengo e do
Fluminense. Ainda tinha esperança que ele mudasse de ideia, mas ao
contrário, sismou de vez que queria ser goleiro, fazer o quê…
Quando em 2007 nos mudamos para Miguel Pereira não
tínhamos opção e ele ficou parado, jogando apenas na escola. Agora em
2009, a bendita escolinha do Flamengo chegou aqui e adivinhem o que
aconteceu: ele decidiu voltar a jogar e de novo teimou em ser goleiro.
Foi muito bem-recebido pelos treinadores Jailton e Lima que não dão
moleza para ele, exigindo atitude e empenho como de qualquer outro
jogador, durante 1 hora em duas vezes por semana, onde fazem treinos
táticos e jogos-treinos.
Ele não precisou mudar muito seus hábitos, pois ele gosta de alimentação saudável e se preocupa com sua aparência.
Em julho fomos a Curitiba de férias, e um dos
programas dele foi conhecer os jogadores do Atlético Paranaense. Foi
uma luta! Mas, como mãe é mãe, conseguimos uma autorização para a
visita ao Centro de treinamento e ele tirou fotos com Galatto, goleiro
do time, além de ganhar uma camisa oficial autografada pelo craque do
time Rafael Moura. Ele ficou com 3 metros de altura, todo bobo, sem
querer tirar a camisa para nada.
No momento, o maior desejo dele é arrumar uma namorada para beijar na boca, mas isso é uma outra história.
No dia 12 de setembro, eu e o pai dele fomos atrás
do ônibus deles para assistirmos à estreia ofocial de nosso goleiro
como titular dos fraldinhas na Copa Fla de Futebol.
Quase morri de nervoso ao vê-lo entrar em campo
vaiado pelos adversários, mas para nossa suspresa ele nem ligou e jogou
sério, fazendo até uma “ponte”. Perderam o jogo, mas certamente esse
dia ficará na nossa história, pois vimos que ele pode muito e que
existem pessoas de mente aberta que acreditam de verdade num mundo
igualitário, no qual todos têm vez. Mais que isso: eles trataram meu
filho com respeito sem paparicos ou proteção especial. Essa foi nossa
2ª maior conquista desde que mudamos para Miguel Pereira, pois a 1ª foi
a acolhida numa escola regular, em que todos gostam muito dele e o
tratam de igual para igual. Bola cheia para a inclusão real e
verdadeira.
Narli – mãe do José 13 anos (a cada dia mais goleiro).
Fonte:http://www.planetaeducacao.com.br
28 out 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:computador
1. Meu computador não liga, o que eu faço?
Dê o troco, não ligue para ele também.
2. Ao ligar, o micro custa a carregar. Tem solução?
Sim, carregue seu micro até a lixeira mais próxima.
3. Ao iniciar, a bandeirinha do Windows aparece na tela duas vezes. Para que serve isso?
É um sinal de que você é completamente imbecil e ainda insiste em comprar produtos da Microsoft.
4. O que faço com o botão Iniciar?
Clique nele, depois em desligar, depois em sim para desligar o
computador e aguarde. Quando surgir a mensagem “seu computador já pode
ser desligado com segurança”, puxe o fio da tomada, enrole no pescoço e
aperte bem.
5. Para que serve a opção Acessórios do Menu/programas?
Serve pra você colocar um toca-fitas no seu micro, vidro fumê, roda de liga leve e volante de fórmula 1.
6. Para que serve o botão Documentos do menu iniciar?
Serve pra você tirar sua carteira de identidade, CPF, Titulo de Eleitor e atestado de insanidade mental.
7. E o botão Localizar?
Serve pra você encontrar seu provável pai entre os homens da vizinhança.
8. E o botão Executar?
É ideal pra você aplicar em seu irmão mais novo, que vive mexendo no seu micro.
9. Para que serve o Botão direito do mouse?
Pra você apertar sempre que o botão esquerdo estiver cansado.
10. Como faço para rodar o Word?
Pegue o gabinete e gire-o rapidamente. O Word vai rodar até ficar tonto.
11. Como faço para salvar um documento?
Espere o documento tentar atirar-se pela janela do Word. Então,segure-o com firmeza.
12. Como dou nome para um documento?
Não se preocupe com formalidades. Pode chamá-lo pelo apelido.
13. O Power Point faz apresentações?
Faz, mas é muito tímido. Não espere por ele e apresente-se você mesmo.
14. O que é Correio Eletrônico?
É um sistema que envia o carteiro pela tomada elétrica.
15. O que é homepage?
É uma casa feita com folhas de papel.
16. Por que o site da Microsoft está sempre congestionado?
Porque os técnicos estão ocupados consertando bugs.
17. O que é bug?
É um carrinho que parece um Jeep.
Fonte: http://www.fotocomedia.com/index.php?page=15
20 out 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:pedagogia hospitalar, resiliência
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Devido a quantidade de pedidos sobre o assunto, nos comentários de meu Blog, estou deixando abaixo um artigo muito interessante. Espero que gostem.
Pedagogia hospitalar e resiliência: orientações curriculares a partir da
experiência do Hospital Varela Santiago de Natal
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Cláudia
Regina Silva de Azevedo
Antonino
Condorelli
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O
conceito de resiliência e o papel do educador na sua promoção
Alguns indivíduos conseguem ter um desenvolvimento psíquico
e social “saudável” – com relação ao seu contexto sócio-histórico de referência
e/ou ao equilíbrio entre dimensão cognitiva, afetiva, corporal e relacional -
após golpes que estilhaçaram o seu universo sensorial e simbólico. Esta
faculdade tem sido batizada pelas ciências humanas de resiliência. Boris
Cyrulnik (2004, 2005 e 2006) mostra que para que se produza um trauma é
necessário que um acontecimento – uma saliência significativa, que se torna tal
em virtude das predisposições sensoriais de cada indivíduo (CYRULNIK, 2005) -
destrua o universo de sentido estruturado pela pessoa a partir das interações
construídas nos seus primeiros anos, e sucessivamente que a representação deste
acontecimento lhe confira um significado doloroso (2004). As principais chaves
para a promoção da resiliência são vínculo
e sentido (CYRULNIK, 2005).
Este último é sempre o produto de uma construção intersubjetiva, alheia a
qualquer determinismo ou causalidade linear, na qual intervêm múltiplos fatores:
a presença ou ausência de figuras de apego significativas, a possibilidade de
expressar ou encenar a própria experiência para ressignificá-la, entre outros.
A hospitalização e a improvisa irrupção na vida da criança de procedimentos
invasivos representam uma ruptura dramática de seu universo de sentido
estruturado, até então, ao redor da vida familiar e um começo de vida escolar e
comunitária. Sendo o encontro a principal condição estruturante de nossas
representações e emoções (CYRULNIK, 1999, 2005; GOLEMAN, 2006), o educador pode
desenvolver um papel determinante na promoção de resiliência na criança,
inclusive a hospitalizada, se souber construir com ela vínculos afetivos
significativos (CYRULNIK, 2005) e fornecer-lhe a oportunidade de representar
sua história para ressignificá-la (CYRULNIK, 2005).
Promovendo
a resiliência com a educação em ambiente hospitalar
O
atendimento pedagógico hospitalar se torna um fator promotor de resiliência ao
gerar a percepção de que o hospital e a sociedade acreditam na volta ao mundo
da criança enferma. A continuidade da escolarização cria esperança, uma
perspectiva de vida. Cyrulnik (2005) mostra que uma simples atitude do educador
pode modificar a trajetória de um educando. A experiência da equipe pedagógica
do Centro de Oncohematologia Infantil (COHI) do Hospital Varela Santiago de
Natal, Rio Grande do Norte, mostra que e a brincadeira, a capacidade das
educadoras de manter a alegria no fazer educacional e o estabelecimento de
vínculos afetivos com as crianças internadas, ao avivar nestas últimas a chama
da esperança de cura, incentivam a resposta positiva do organismo aos
tratamentos, amenizam o sofrimento físico e psíquico e aumentam a vontade de
viver, de brincar e de aprender. O planejamento pedagógico da equipe do COHI
tem considerado a situação individual de cada educando, tendo em conta sua
escolaridade e procedência. Exploraram-se temas cognitivos diferentes com cada
criança, a partir de uma avaliação da zona de desenvolvimento proximal delas,
isto é, dos conteúdos que cada uma tem a potencialidade de aprender (VYGOTSKY,
2007). Este respeito pelas potencialidades de cada aluno reforçou sensivelmente
a auto-estima dos educandos. Atualmente, está sendo planejada uma atividade
inspirada em Freinet (1985 apud AZEVEDO, 2008):
o incentivo à redação de um “livro da vida” por parte de cada criança, não
apenas como ferramenta para estimular o desenvolvimento da escrita e da
leitura, mas como possibilidade de ressignificar a própria experiência e
socializar os próprios relatos (CYRULNIK, 2005).
Considerações
finais
A partir da nossa experiência, acreditamos que a organização curricular do
trabalho pedagógico com crianças hospitalizadas necessite incorporar fatores
promotores de resiliência tais como a escrita de si e a ludicidade e deixar
ampla autonomia aos educadores, para que possam analisar as potencialidades de
cada aluno e planejar estratégias cognitivas o mais possíveis individualizadas.
Referências
AZEVEDO,
Cláudia Regina Silva de. A Pedagogia Freinet no
Ensino de História. Natal, 2006, Monografia de Graduação em Pedagogia – UFRN.
CYRULNIK,
Boris. Do sexto sentido: o
homem e o encantamento do mundo. Lisboa: Instituto Piaget, 1999.
______ .
Os patinhos feios.
São Paulo: Martins Fontes, 2004.
______ . O murmúrio dos fantasmas. São Paulo:
Martins Fontes, 2005.
GOLEMAN,
Daniel. Inteligencia social: la
nueva ciencia para mejorar las relaciones humanas. Barcelona: Kairós, 2006.
VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. São
Paulo: Martins Fontes, 2007.
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Resumo
expandido enviado ao I Encontro Internacional de Atendimento Escolar Hospitalar,
Niterói, Rio de Janeiro.
30 mai 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:inter-transdisciplinaridade e transversalidade
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Os temas transversais dos novos
parâmetros curriculares incluem Ética, Meio ambiente, Saúde, Pluralidade
cultural e Orientação sexual. Eles expressam conceitos e valores fundamentais à
democracia e à cidadania e correspondem a questões importantes e urgentes para
a sociedade brasileira de hoje, presentes sob várias formas na vida cotidiana.
São amplos o bastante para traduzir preocupações de todo País, são questões em
debate na sociedade através dos quais, o dissenso, o confronto de opiniões se
coloca.
Através da Ética,
o aluno deverá entender o conceito de justiça baseado na equidade e
sensibilizar-se pela necessidade de construção de uma sociedade justa, adotar
atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças sociais,
discutindo a moral vigente e tentando compreender os valores presentes na
sociedade atual e em que medida eles devem ou podem ser mudados. Através do
tema Meio-ambiente o aluno deverá compreender as noções básicas sobre o
tema, perceber relações que condicionam a vida para posicionar-se de forma
crítica diante do mundo, dominar métodos de manejo e conservação ambiental. A Saúde
é um direito de todos. Por esse tema o aluno compreenderá que saúde é produzida
nas relações com o meio físico e social, identificando fatores de risco aos
indivíduos necessitando adotar hábitos de auto-cuidado. A Pluralidade
cultural tratará da diversidade do patrimônio cultural brasileiro,
reconhecendo a diversidade como um direito dos povos e dos indivíduos e
repudiando toda forma de discriminação por raça, classe, crença religiosa e
sexo. A orientação sexual, numa perspectiva social, deverá ensinar o
aluno a respeitar a diversidade de comportamento relativo à sexualidade, desde
que seja garantida a integridade e a dignidade do ser humano, conhecer seu corpo
e expressar seus sentimentos, respeitando os seus afetos e do outro.Educação
& trabalho.
Além desses temas, podem
ser desenvolvidos os temas locais, que visam a tratar de conhecimentos
vinculados à realidade local. Eles devem ser recolhidos a partir do interesse
específico de determinada realidade, podendo ser definidos no âmbito do Estado,
Cidade ou Escola. Uma vez feito esse reconhecimento, deve-se dar o mesmo
tratamento que outros temas transversais.
Como trabalhar com os
temas transversais?
A transversalidade, bem
como a transdisciplinaridade, é um princípio teórico do qual decorrem várias
conseqüências práticas, tanto nas metodologias de ensino quanto na proposta
curricular e pedagógica. A transversalidade aparece hoje como um princípio inovador
nos sistemas de ensino de vários países. Contudo, a idéia não é tão nova. Ela
remonta aos ideais pedagógicos do início do século, quando se falava em ensino
global e do qual trataram famosos educadores, entre eles, os franceses
Ovídio Decroly (1871-1932) e Celestin Freinet (1896-1966), os norte-americanos
John Dewey (1852-1952) e William Kilpatrick (1871-1965) e os soviéticos Pier
Blonsky (1884-1941) e Nadja Krupskaia (1869-1939).
O Método Decroly dos
“centros de interesse” partia da idéia da globalização do ensino para
romper com a rigidez dos programas escolares. Para ele, existem 6 centros de
interesse que poderiam substituir os planos de estudo construídos com base
em disciplinas: a) a criança e a família; b) a criança e a escola; c) a criança
e o mundo animal; d) a criança e o mundo vegetal; e) a criança e o mundo
geográfico; f) a criança e o universo. Os centros de interesse são uma espécie
de idéias-força em torno das quais convergem as necessidades fisiológicas,
psicológicas e sociais do aluno. Freinet e Paulo Freire, nesse sentido,
partindo da leitura do mundo, do respeito à cultura primeira do aluno, buscaram
desenvolver o aprendizado através da livre discussão dos temas geradores do
universo vocabular do aluno.
O Método dos Projetos
de Kilpatrick parte de problemas reais, do dia-a-dia do aluno. Todas as
atividades escolares realizam-se através de projetos, sem necessidade de uma
organização especial. Originalmente ele chamou de projeto à “tarefa de
casa” (“home project”) de caráter manual que a criança executava
fora da escola. O projeto como método didático era uma atividade intencionada
que consistia em os próprios alunos fazerem algo num ambiente natural, por
exemplo, construindo uma casinha poderiam aprender geometria, desenho, cálculo,
história natural etc. Kilpatrick classificou os projetos em quatro grupos: a)
de produção, no qual se produzia algo; b) de consumo, no qual se aprendia a
utilizar algo já produzido; c) para resolver um problema e d) para aperfeiçoar
uma técnica. Quatro características concorriam para um bom projeto didático: a)
uma atividade motivada por meio de uma conseqüente intenção; b) um plano de
trabalho, de preferência manual; c) a que implica uma diversidade globalizada
de ensino; d) num ambiente natural.
O Método dos
Complexos de Blonsky, Pinkevich e Kupskaia busca levar à prática
coletivamente o princípio da escola produtiva. Concentra todo o aprendizado em
torno de três grandes grupos (complexos) de fenômenos: a Natureza, o Trabalho
Produtivo e as Relações Sociais. Um grupo de educadores alemães (Braune,
Krueger, Rauch) difundiu na Alemanha e Áustria o princípio da escola em
comunidade de vida, isto é, a escola considerada como uma comunidade de vida e
de trabalho, substituindo os planos e programas de estudo por temas
globalizados de trabalho docente.
O princípio da
interdisciplinaridade permitiu um grande avanço na idéia de integração
curricular. Mas ainda a idéia central era trabalhar com disciplinas. Na
interdisciplinaridade os interesses próprios de cada disciplina são
preservados. O princípio da transversalidade e de transdisciplinaridade busca
superar o conceito de disciplina. Aqui, busca-se uma intercomunicação entre as
disciplinas, tratando efetivamente de um tema/objetivo comum (transversal).
Assim, não tem sentido trabalhar os temas transversais através de uma nova
disciplina, mas através de projetos que integrem as diversas
disciplinas. Uma primeira experiência, ainda numa visão interdisciplinar, foi
realizada durante a gestão de Paulo Freire na Secretaria de Educação de São
Paulo e está narrada no livro Ousadia no diálogo: interdisciplinaridade na
escola pública, organizada pela professora Nídia Nacib Pontuschka. O
projeto foi implantado com a ajuda de professores da Universidade de São Paulo.
Buscou-se capacitar o professor para trabalhar nessa nova metodologia de ensino
que consiste basicamente no trabalho coletivo e no princípio de que as várias
ciências devem contribuir para o estudo de determinados temas que orientam todo
o trabalho escolar. Foi respeitada a especificidade de cada área do
conhecimento, mas, para superar a fragmentação dos saberes procurou-se
estabelecer e compreender a relação entre uma “totalização em
construção” a ser perseguida e novas relações de colaboração integrada de
diferentes especialistas que trazem a sua contribuição para a análise de
determinado tema gerador sugerido pelo estudo da realidade que antecede a
construção curricular.
Como trabalhar com
projetos?
Projeto vem de projetar,
projetar-se, atirar-se para a frente. Na prática, elaborar um projeto é o mesmo
que elaborar um plano para realizar determinada idéia. Portanto, um projeto
supõe a realização de algo que não existe, um futuro possível. Tem a ver com a
realidade em curso e com a utopia possível, realizável, concreta. Dificilmente
os integrantes de uma escola escolherão trabalhar num projeto da escola se ele
não foi a extensão de seu próprio projeto de vida. Trabalhar com projetos na
escola exige um envolvimento muito grande de todos os parceiros e supõe algo mais
do que apenas assistir ou ministrar aulas.
Além do conteúdo
propriamente dito de cada projeto, conta muito o processo de elaboração,
execução e avaliação de cada projeto. O processo também produz aprendizagens novas.
“A própria organização das atividades didáticas deve ser encarada a partir
da perspectiva do trabalho com projetos. De fato, respostas a perguntas tão
freqüentemente formuladas pelos alunos, em diferentes níveis, como “Para
que estudar Matemática? E Português? E História? E Química?” não podem
mais ter como referência o aumento do conhecimento ou da cultura, ou ainda,
mais pragmaticamente, a aprovação nos exames. A justificativa dos conteúdos
disciplinares a serem estudados deve fundar-se em elementos mais significativos
para os estudantes, e nada é mais adequado para isso do que a referência aos
projetos de vida de cada um deles, integrados simbioticamente em sua realização
aos projetos pedagógicos das unidades escolares” (MACHADO,1997:75).
Como afirmou recentemente
no IPF o professor da UNICAMP, Eduardo Chaves, o tema transversal fundante é a
Ética. Não podemos apresentar esse tema como um vendedor de roupas que diz: tenho
aqui camisas, calças, blusas e também roupas. A diversidade cultural, o
meio ambiente, a sexualidade, o consumo etc são temas atravessados pela Ética.
Ela não é um tema a mais. Ela é elemento constitutivo de todos os temas.
Como trabalhar com esse
temas?
Apresentamos acima algumas
alternativas. Estudos mais recentes estão apontando o método dos projetos como
uma alternativa viável. Entre esses estudos destacamos o de Fernando Hernández
(1998) que trata especificamente da “organização do currículo por projetos
de trabalho”. A proposta do autor está vinculada à perspectiva do conhecimento
globalizado e relacional. “Essa modalidade de articulação dos
conhecimentos escolares é uma forma de organizar a atividade de ensino e
aprendizagem, que implica considerar que tais conhecimentos não se ordenam para
sua compreensão de uma forma rígida, nem em função de algumas referências
disciplinares preestabelecidas ou de uma homogeneização dos alunos. A função do
projeto é favorecer a criação de estratégias de organização dos conhecimentos
escolares em relação a: 1) o tratamento da informação, e 2) a relação entre os
diferentes conteúdos em torno de problemas ou hipóteses que facilitem aos
alunos a construção de seus conhecimentos, a transformação da informação
procedente dos diferentes saberes disciplinares em conhecimentos próprios (…)
Globalização e significatividade são, pois, dois aspectos essenciais que se
plasmam nos Projetos. É necessário destacar o fato de que as diferentes fases e
atividades que se devam desenvolver num Projeto ajudam os alunos a serem
conscientes de seu processo de aprendizagem e exige do professorado responder
aos desafios que estabelece uma estruturação muito mais aberta e flexível dos
conteúdos escolares”. (HERNÁNDEZ, 1998:61-64).
O conceito de
interdisciplinaridade
A
interdisciplinaridade, como questão gnosiológica, surgiu no final do século
passado, pela necessidade de dar uma resposta à fragmentação causada por uma
epistemologia de cunho positivista. As ciências haviam-se dividido em muitas
disciplinas e a interdisciplinaridade restabelecia, pelo menos, um diálogo
entre elas, embora não resgatasse ainda a unidade e a totalidade do saber.
Desde então, o conceito de
interdisciplinaridade vem se desenvolvendo também nas ciências da educação.
Elas aparecem com clareza em 1912 com a fundação do Instituto Jean-Jacques
Rousseau, em Genebra, por Edward Claparède, mestre de Piaget. Toda uma
discussão foi travada sobre a relação entre as ciências mães e as ciências
aplicadas à educação: por exemplo, a sociologia (da educação), a psicologia (da
educação) etc. e noções correlatas foram surgindo, como intradisciplinaridade,
pluridisciplinaridade e transdisciplinaridade.
A intradisciplinaridade,
entendida, nas ciências da educação, como a relação interna entre a disciplina
“mãe” e a disciplina “aplicada”. O termo interdisciplinaridade,
na educação, já não oferece problema, pois, ao tratar do mesmo objeto de
ciência, uma ciência da educação “complementa” outra. Diga-se o mesmo
quanto à pluridisciplinaridade. É a natureza do próprio fato/ato educativo,
isto é, a sua complexidade, que exige uma explicação e uma compreensão
pluridisciplinar. A interdisciplinaridade é uma forma de pensar. Piaget
sustentava que a interdisciplinaridade seria uma forma de se chegar à transdisciplinaridade,
etapa que não ficaria na interação e reciprocidade entre as ciências, mas
alcançaria um estágio onde não haveria mais fronteiras entre as disciplinas.
Após a 2ª Guerra Mundial, a
interdisciplinaridade aparece como preocupação humanista além da preocupação
com as ciências. Desde então, parece que todas as correntes de pensamento
se ocuparam com a questão da interdisciplinaridade:
1º - a teologia fenomenológica encontrou
nesse conceito uma chave para o diálogo entre igreja e mundo;
2º – o existencialismo, buscando dar às
ciências uma “cara humana”;
3º – o neo-positivismo que buscava no
interior do positivismo a solução para o problema da unidade das ciências;
4º – o marxismo que buscava uma via
diferente para a restauração da unidade entre todo e parte.
O projeto de interdisciplinaridade
nas ciências passou de uma fase filosófica (humanista) de definição e
explicitação terminológica, na década de 70, para uma segunda fase (mais
científica) de discussão do seu lugar nas ciências humanas e na educação, na
década de 80. Atualmente, no plano teórico, busca-se fundar a
interdisciplinaridade na ética e na antropologia, ao mesmo tempo que, no plano
prático, surgem projetos que reivindicam uma visão interdisciplinar.
A interdisciplinaridade
visa a garantir a construção de um conhecimento globalizante, rompendo com as
fronteiras das disciplinas. Para isso, integrar conteúdos não seria suficiente.
Seria preciso uma atitude e postura interdisciplinar. Atitude de busca,
envolvimento, compromisso, reciprocidade diante do conhecimento.
A interdisciplinaridade se
desenvolveu em diversos campos e, de certo modo, contraditoriamente, até ela se
especializou, caindo na armadilha das ciências que ela queria evitar. Na
educação ela teve um desenvolvimento particular.
Nos projetos educacionais a
interdisciplinaridade se baseia em alguns princípios, entre eles:
1o - Na noção de tempo: o aluno não tem
tempo certo para aprender. Não existe data marcada para aprender. Ele aprende a
toda hora e não apenas na sala de aula.
2º - Na crença de que é o indivíduo que
aprende. Então, é preciso ensinar a aprender, a estudar etc. ao indivíduo e não
a um coletivo amorfo. Portanto, uma relação direta e pessoal com a aquisição do
saber.
3º - Embora apreendido individualmente,
o conhecimento é uma totalidade. O todo é formado pelas partes, mas não é
apenas a soma das partes. É maior que as partes.
4º – A criança, o jovem e o adulto
aprendem quando têm um projeto de vida e o conteúdo do ensino é significativo
para eles no interior desse projeto. Aprendemos quando nos envolvemos com
emoção e razão no processo de reprodução e criação do conhecimento. A biografia
do aluno é, portanto, a base do seu projeto de vida e de aquisição do
conhecimento e de atitudes novas.
A metodologia do
trabalho interdisciplinar implica em:
1º – integração de conteúdos;
2º – passar de uma concepção fragmentária
para uma concepção unitária do conhecimento;
3º – superar a dicotomia entre ensino e
pesquisa, considerando o estudo e a pesquisa, a partir da contribuição das
diversas ciências;
4º - ensino-aprendizagem centrado numa
visão de que aprendemos ao longo de toda a vida.
O conceito chegou ao final
desse século com a mesma conotação positiva do início do século, isto é, como
forma (método) de buscar, nas ciências, um conhecimento integral e totalizante
do mundo frente à fragmentação do saber, e na educação, como forma cooperativa
de trabalho para substituir procedimentos individualistas.
A ação pedagógica através
da interdisciplinaridade aponta para a construção de uma escola participativa e
decisiva na formação do sujeito social. O seu objetivo tornou-se a
experimentação da vivência de uma realidade global, que se insere nas
experiências cotidianas do aluno, do professor e do povo e que, na teoria positivista
era compartimentada e fragmentada. Articular saber, conhecimento, vivência,
escola comunidade, meio-ambiente etc. tornou-se, nos últimos anos, o objetivo
da interdisciplinaridade que se traduz, na prática, por um trabalho coletivo e
solidário na organização da escola. Um projeto interdisciplinar de educação
deverá ser marcado por uma visão geral da educação, num sentido progressista e
libertador.
A interdisciplinaridade
deve ser entendida como conceito correlato ao de autonomia intelectual e moral.
Nesse sentido a interdisciplinaridade serve-se mais do construtivismo do que
serve a ele. O construtivismo é uma teoria da aprendizagem que entende o
conhecimento como fruto da interação entre o sujeito e o meio. Nessa teoria o
papel do sujeito é primordial na construção do conhecimento.
Portanto, o construtivismo
tem tudo a ver com a interdisciplinaridade.
A relação entre autonomia
intelectual e interdisciplinaridade é imediata. Na teoria do conhecimento de
Piaget o sujeito não é alguém que espera que o conhecimento seja transmitido a
ele por um ato de benevolência. É o sujeito que aprende através de suas
próprias ações sobre os objetos do mundo. É ele, enquanto sujeito autônomo, que
constrói suas próprias categorias de pensamento ao mesmo tempo que organiza seu
mundo, como costumava nos dizer, em Genebra, nosso mestre Piaget.
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MicrosoftInternetExplorer4
Fonte: Instituto Paulo Freire/Programa de Educação Continuada
27 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aluno, educação, histórias infantis, sequência didática
A Nova Escola online traz uma seqüência didática muito interessante, Confira abauxo
A
presença regular de situações em que o professor lê livros de
literatura para a turma é recomendável por uma série de motivos. Ao ter
contato com essas obras, a criança pode apreciar a leitura;
aproximar-se da linguagem desses textos; reconhecer características do
portador; inteirar-se sobre o autor e identificar-se com personagens,
além de construir critérios pessoais de escolha de suas histórias
preferidas para compartilhá-las com outros leitores.
Conteúdo relacionado
LEITURA
Ao
lado de outras modalidades organizativas dos conteúdos de leitura e
escrita – como os projetos didáticos e as atividades permanentes essa
seqüência pretende contribuir para a valorização da leitura de textos
literários de qualidade e o desenvolvimento do gosto pessoal do leitor.
Com a sua realização, as crianças serão colocadas, desde o início da
escolaridade, no lugar de leitores que interagem e pensam sobre a
linguagem que se escreve, tendo o professor como um modelo de leitor
que os auxiliará nessa conquista.
A escolha do conto Chapeuzinho Vermelho
Chapeuzinho
Vermelho é uma das narrativas de referência entre os clássicos
infantis. De tradição oral, foi publicada pela primeira vez no ano de
1697, pelo escritor francês Charles Perrault. Desde então, o conto é
apresentado em diferentes versões, traduções e adaptações, que têm
marcado a infância das crianças nos mais diferentes países e épocas.
Uma das versões mais conhecidas e traduzidas, inclusive para o
português, foi escrita em 1812 pelos Irmãos Grimm.
Nesta
seqüência de atividades, as crianças serão convidadas a comparar três
diferentes versões do conto, que serão lidas pelo professor dentro de
um intervalo de tempo. A escolha das três tem como critério a garantia
da qualidade literária. Dentre elas, estão duas das principais: de
Grimm e Perrault.
Essa seleção visa garantir a comparação
entre as tramas e a análise dos recursos lingüísticos utilizados pelos
autores. A comparação de versões de um mesmo texto consiste em uma
prática usual do leitor. Ela permite estabelecer critérios de escolha
de uma leitura e realizar indicações literárias. Neste trabalho, as
comparações serão inicialmente coordenadas pelo professor, que fará
intervenções para os alunos atentarem para outros aspectos da obra além
dos que normalmente levam em conta. O professor também irá destacar
recursos lingüísticos utilizados pelo autor, tradutor ou adaptação.
A leitura pelo professor
Quando
o professor lê para as crianças, mostra-lhes seu próprio comportamento
leitor e contribui para que se familiarizem com o universo letrado. Por
isso, é fundamental que ele prepare sua leitura ensaiando em voz alta,
planejando intervenções para fazer antes, durante ou depois da leitura,
antecipando a organização do espaço e a disposição das crianças, e,
ainda, determinando o momento estratégico em que interromperá a leitura
(para continuar num momento seguinte).
Ao trazer um material
para ler para a classe, o professor também cuida da apresentação
adequada do livro, oferece informações que servem para contextualizar a
obra e despertar o interesse em conhecê-la e justifica a escolha feita.
Durante a leitura, ao fazer uma interrupção, o professor pode
retomar os fatos anteriores para que as crianças não percam a seqüência
narrativa. Pode-se solicitar a elas que procurem se lembrar dos últimos
acontecimentos e os relatem de forma organizada. Cada uma conta aos
colegas sua lembrança e, assim, o grupo vai reconstruindo a narrativa
que acabou de conhecer. O professor ajuda, recontando passagens. Quando
surgirem dúvidas sobre algum episódio, pode-se recorrer ao livro para
esclarecê-las por meio da leitura do trecho a que se referem.
O professor compartilha com as crianças seu comportamento leitor (explicitando diferentes
aspectos
do que faz enquanto lê). Por exemplo, nas duas primeiras versões, dois
procedimentos usuais, próprios de leitores experientes, poderão ser
destacados: o uso do índice e do marcador de livro, já que os contos
selecionados fazem parte de uma coletânea.
É preciso também
assegurar um espaço para que a turma se manifeste a respeito do texto
lido, dialogue com ele, dando-lhe, coletivamente, um sentido. Isso pode
ser feito por meio de uma conversa em que cada ouvinte compartilha com
os demais aquilo que desejar: as lembranças; os sentimentos e
experiências suscitadas durante a leitura; os trechos mais marcantes;
uma característica do texto que tenha reparado; uma dúvida ocorrida;
uma hipótese confirmada ou não durante a leitura, etc. O professor se
coloca como participante ativo da conversa, compartilhando suas
impressões sobre o que leu, sobre relações com outros textos conhecidos
pelo grupo ou com outros fatos.
Ao ouvir as opiniões das crianças, o professor possivelmente irá deparar com diferentes
interpretações
do que foi lido. Isso deve ser respeitado, porque, nesse caso, não há
respostas corretas ou incorretas. Como todos os textos literários, a
história de Chapeuzinho Vermelho permite ao leitor criar algumas
interpretações enquanto lê. Nessas conversas com as crianças, o
professor pode ter como foco aspectos retóricos do texto.
Prestando
atenção neles, o grupo poderá perceber que, por meio da forma pela qual
os acontecimentos são narrados, o autor direciona a interpretação sobre
determinadas passagens. Por exemplo: pode-se perguntar às crianças se
elas acham que o lobo está tentando enganar Chapeuzinho, e chamar a
atenção para a forma como o autor descreve suas falas e intenções.
É
importante salientar que mesmo que o conto trate de questões ligadas à
moralidade, não é aconselhável utilizar sua leitura como um pretexto
para oferecer às crianças lições de moral, nem tampouco para impor a
opinião do professor sobre, por exemplo, as atitudes da personagem
principal.
O foco desta atividade é voltar-se para o texto em
si, para que as crianças possam se aproximar da linguagem escrita e
desenvolvam comportamentos de leitor.
Objetivos
Valorização
da leitura de textos literários de qualidade.Desenvolvimento do gosto
pessoal e de critérios de escolha de suas histórias preferidas para
compartilhá-las com outros leitores.
Conteúdo
Leitura
Ano
Pré-escola e 1º ano
Tempo estimado
2 meses
Material necessário
Três
versões diferentes da história de Chapeuzinho Vermelho, sendo que a
primeira deve ser dos irmãos Grimm e a segunda de Charles Perrault.
Desenvolvimento
As situações que compõem a seqüência são as seguintes:
Leitura
(feita pelo professor à classe) de uma boa versão da história para
exploração dos aspectoslingüísticos característicos dos contos.
Leitura
(feita pelo professor à classe) de uma segunda versão para possíveis
comparações entre as versões lidas e análise de diferentes tramas e
linguagens dos contos e autores.
Leitura (feita pelo professor à classe), de uma terceira versão do conto.
Além
de contribuir para a aprendizagem de comportamentos leitores, as
leituras feitas nesta seqüência de atividades implicarão certos
comportamentos específicos que poderão ser postos em prática, como:
Comentar o que se leu.
Compartilhar com outros os efeitos, sensações, sentimentos que os textos produzem.
Confrontar interpretações e pontos de vista.
Relacionar o conteúdo de um texto com os de outros conhecidos.
Reparar na beleza de certas expressões ou fragmentos de um texto.
Ler durante um período, interrompendo a leitura quando necessário.
Localizar o lugar em que a leitura foi interrompida.
Recordar os últimos acontecimentos narrados, por meio da leitura de alguns parágrafos
anteriores.
Antecipar o que segue no texto e controlar as antecipações de acordo com o desenrolar da narrativa.
Adequar a modalidade de leitura aos propósitos que se perseguem.
Recuar
no texto para recuperar aspectos relevantes e, assim, compreender
melhor uma situação ou, ainda, para dar mais atenção a uma informação
importante.
Comparar as personagens, ambientes e situações das diferentes versões.
Comparar as narrativas lidas com outros textos do gênero, outros autores etc.
Reconhecer certos recursos lingüísticos próprios de um autor, uma versão.
Identificar recursos lingüísticos adequados a determinadas situações comunicativas ou intenções do escritor.
ATIVIDADE 1
Leitura da primeira versão da história Irmãos Grimm
Logo
ao iniciar a seqüência, o professor comunica às crianças qual será o
procedimento a ser seguido por ele e por seus ouvintes, de forma a
assegurar que a narrativa seja compreendida e apreciada. Ele informa
que lerá outras versões da mesma história, compartilhando com a turma
como será realizado o trabalho.
A primeira etapa da seqüência consiste na leitura pelo professor da primeira versão da obra
escolhida.
É importante, nesse momento, considerar as orientações anteriores, em
relação ao preparo prévio da leitura e das intervenções a serem
realizadas durante a atividade.
A história é curta e pode ser lida
de uma única vez. Se houver mais de um exemplar do livro na escola, ele
pode ser disponibilizado na sala de aula para que as crianças os
manuseiem, apreciem as ilustrações e leiam no próprio texto, mesmo sem
saber ler convencionalmente.
Após a leitura, quando o
professor estiver certo de que as crianças já comentaram a respeito de
tudo o que gostariam, ele coordena uma atividade para propor a análise
de recursos lingüísticos que tornam a obra singular e atraente para o
leitor. Pode, inclusive, realizar um registro das conclusões do grupo
acerca de suas principais características o que será útil nas etapas
seguintes da seqüência.
Um recurso que pode ser destacado da
primeira versão lida são as descrições das personagens e cenários. Caso
tais características não tenham sido notadas pelas crianças, o
professor pode chamar a atenção para elas, relendo algumas descrições e
conversando sobre a linguagem literária e os efeitos que ela produz no
leitor.
Como o autor descreve o lobo no início da história, como ela estava? (faminto)
Quais foram os recursos utilizados pelo autor para descrever a floresta?
O que o lobo diz à Chapeuzinho quando eles se encontram pela primeira vez?
O que o lobo usou para fingir ser a avó da menina?
Como o autor descreve a localização da casa da avó?
O que fez Chapeuzinho perceber que a avó estava com um aspecto muito esquisito?
ATIVIDADE 2
Leitura da segunda versão da história Charles Perrault
As histórias escritas pelos irmãos Grimm defendem valores como a bondade, o trabalho e a
verdade.
Em seus contos, as pessoas bondosas são premiadas e as maldosas são
castigadas. Nem sempre isso ocorre na vida real, mas, na literatura
destes autores, quem merece sempre ganha um final feliz. Já nesta
versão de Charles Perrault, o desfecho da história é um pouco
diferente. Chapeuzinho não tem um final feliz, pois acaba devorada pelo
lobo, assim como sua avó.
Na segunda etapa da seqüência o
professor realiza a leitura desta versão. Assim como na primeira etapa,
as orientações para o seu encaminhamento são as descritas anteriormente
no item “A leitura pelo professor”.
Quando a leitura estiver
concluída, o professor propõe a comparação entre as duas versões,
retomando as características destacadas na análise registrada
anteriormente. Nesse momento, o professor pode também registrar as
conclusões das crianças a respeito das características das duas
versões, relendo trechos e chamando a atenção para as semelhanças e
diferenças na trama e no texto.
O que acontece no primeiro
encontro entre a menina e o lobo numa versão e em outra? Como é o
diálogo entre eles em cada uma das versões?
Vamos comparar as diferentes descrições sobre a localização da casa da vovó?
Vamos ver como os autores descreveram a Chapeuzinho em cada uma das versões?
Quais são os diferentes acontecimentos que chamam a atenção e distraem Chapeuzinho Vermelho a caminho da casa de sua avó?
As recomendações da mãe no início da história são diferentes nas duas versões?
Que fim levou o lobo nas duas versões?
ATIVIDADE 3
Leitura da terceira versão da história
Nesta
última etapa da seqüência o professor encaminha a leitura de uma
terceira versão do conto. Assim que o grupo se familiarizar com a nova
versão, deve ser incentivado a conversar sobre ela. É quase certo que
estabelecerão, espontaneamente, relações comparativas com as duas
outras versões já trabalhadas, identificando semelhanças e diferenças.
Mesmo assim, o professor pode focar suas observações em outros
aspectos, voltando, com as crianças, aos registros feitos
anteriormente.
Nesta terceira versão, do ponto de vista do
conteúdo da história, ao invés de comer a avó o lobo a tranca dentro do
armário e também não chega a comer Chapeuzinho, que pede ajuda e é
socorrida pelos caçadores da floresta. Além desta diferença evidente na
trama, o professor poderá continuar discutindo aspectos formais do
texto, ao propor um levantamento dos fatos que se conservaram nas três
versões e das diferenças no texto escrito, destacando o estilo de cada
autor/tradutor/adaptação.
Exemplos de questões que podem disparar essa análise:
A mamãe pede para Chapeuzinho Vermelho levar comida à vovó. O que diz a mãe agora, nesta terceira versão?
Chapeuzinho Vermelho se encontra com o lobo no bosque. Como cada autor relata o diálogo entre eles?
Chapeuzinho caminha pela floresta – como este cenário é descrito, o que há em cada um dos textos?
O lobo engana Chapeuzinho Vermelho e chega antes dela à casa da vovó. O que diz a ela para enganá-la nessa versão?
Quando chega, Chapeuzinho Vermelho faz perguntas ao lobo, que está deitado na cama da
vovó. Há diferenças nas perguntas e respostas deste diálogo em comparação com as outras
versões?
O que acontece na história assim que o lobo chega na casa da vovó? Quais as principais
diferenças?
Avaliação
O
professor pode acompanhar a ampliação das aprendizagens das crianças
nesta seqüência, nas demais situações de leitura e produção de texto
propostas em sua rotina. É importante que elas continuem refletindo
sobre os aspectos característicos da linguagem dos contos clássicos,
comparem essa linguagem com a de outros gêneros, utilizem esse
conhecimento em suas próprias produções textuais etc.
Um
trabalho semelhante ao desenvolvido nessa seqüência também pode ser
realizado com diferentes versões de outros contos, como João e Maria,
Branca de Neve, A Bela Adormecida e O Gato de Botas, entre outros.
FONTE: http://revistaescola.abril.com.br
26 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:autista, hacker, pentágono
Hacker que invadiu Pentágono é autista, diz especialista
Um
especialista em autismo pediu nesta quinta-feira em Londres que o
britânico Gary McKinnon, também conhecido como “Solo”, acusado da maior
operação de ciberpirataria
da história dos Estados Unidos, não seja extraditado para esse pais,
onde pode pegar até 70 anos de prisão em uma penitenciária de segurança
máxima.
McKinnon foi acusado de entrar ilegalmente em 97 computadores
da Marinha e do Exército americanos, da Nasa (agência espacial dos EUA)
e do Pentágono, ações que ele mesmo confessou, mas alegando que não
tinha má intenção. Em entrevista coletiva, o especialista Simon
Baron-Cohen, professor da Universidade de Cambridge, disse que
McKinnon, 42 anos, invadiu os computadores porque sofre da síndrome de
Asperger, um tipo de autismo.
Segundo Baron-Cohen, o que McKinnon fez foi “a atividade de alguém
que sofre de um transtorno e não pode ser considerado um ato
criminoso”. O especialista explicou que o modo obcecado de agir de
McKinnon é típico da “ingenuidade social” das pessoas que sofrem a
síndrome de Asperger.
A doença produz “uma visão estreita que faz com que, na busca da
verdade, as pessoas não vejam as potenciais consequências sociais para
as outras”. “Seu encarceramento seria questionável, porque alguém com a
síndrome de Asperger dificilmente suportará esse entorno”, disse o
especialista.
O hacker
foi descoberto quando tentava baixar fotografias da Nasa que ele
acreditava terem sido manipuladas para ocultar provas da existência de
vida extraterrestre.
Os americanos, que pedem sua extradição, afirmam que McKinnon tinha
a intenção de influenciar no governo dos Estados Unidos por meio da
intimidação e da coerção.

McKinnon “dificilmente suportaria” ser encarcerado, segundo o especialista em autismo
FONTE: http://tecnologia.terra.com.br
26 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
1. A mulher que atinge 200 orgasmos por dia
O
barulho de um trem, o secador de cabelo, uma máquina fotocopiadora -
tudo isso é motivo para Sara Karmen, uma britânica de 24 anos, sentir
um orgasmo. Somente durante os 40 minutos de uma entrevista ao jornal
News of The World, ela teve 5 orgasmos. A moça sofre da Síndrome de
Excitação Sexual Persistente, que faz com que ela fique excitada por
grandes períodos de tempo, mesmo sem ter um estímulo sexual. ‘As vezes
tenho muitas relações sexuais, na tentativa de acalmar-me.’ – conta
Sara.
2. O homem que não consegue engordar
O
inglês de 59 anos, John Perry, pode consumir a quantidade de alimentos
que quiser e não consegue engordar. O distúrbio, chamado lipodistrofia,
faz com que o corpo queime rapidamente a gordura que absorve. Quando
tinha cerca de 12 anos, Perry comentou que começou a emagrecer sem
nenhum motivo aparente. Os médicos, imaginaram que ele estivesse
sofrendo de uma úlcera estomacal. O problema de Perry é causado pela
produção de insulina, que é seis vezes maior do que uma pessoa normal.
3. O homem que não sente frio
O
holandês Wim Hof de 48 anos, que ficou conhecido como o ‘Homem de
Gelo’, já correu uma maratona no Pólo Norte, apenas vestindo um short e
nadou cerca de 80 metros em água gelada. Por uma condição incomum, Hof
não sofre de hipotermia, como ocorre com a grande maioria dos seres
humanos. Ao invés disso, o fluxo sanguíneo, que em temperaturas muito
baixas é enviado apenas para os órgãos vitais, no caso dele, continua
sendo fornecido para todo o corpo, não permitindo que ele sofra com
ulcerações.
4. O garoto que não podia dormir
Imagine,
uma criança que não dorme, nem cochila por 3 anos. Foi o que ocorreu
com Rhett Lamb, que não tinha experimentado uma soneca na vida. O
problema era causado por uma anomalia no tecido cerebral, chamada:
má-formação de Chiari. Parte do seu crânio era anormalmente pequena e
acabava exercendo uma pressão sobre o cérebro.Em maio desse ano ele
passou por uma cirurgia e finalmente dormiu. Seu pai declarou que
dividiu com a mãe do garoto a responsabilidade de monitorá-lo durante o
sono.
5. A garota que é alérgica a água
A
australiana de 19 anos chamada Ashleigh Morris não pode usufruir de
hábitos comuns à jovens da sua idade. Ela não pode ter contato corporal
com água. Morris sofre de um doença de pele raríssima, chamada
Urticária Aquagênica, que é um processo de alergia extrema à água.
Quando Ashleigh se molha, seu corpo explode em feridas e caroços, que
levam cerca de duas horas para aliviar.Como não há cura ou tratamento,
Ashleigh preferiu parar de fazer esportes e tudo o que a faz suar.
6. A mulher que não consegue esquecer
Uma
californiana de 42 anos possui a melhor memória do mundo. A mulher, que
é conhecida como Jill Price, lembra-se de quase todos os dias de sua
vida, a partir dos 16 anos de idade. Segundo ela, sua memória passa
como um filme, ‘ininterrupta e incontrolável’. Ela, lembra claramente o
que ocorreu no episódio de ‘Murphy Brown’ em 28 de março de 1988. Além
disso, ela recorda-se de fatos mundiais e outras tantas informações que
pessoas comuns não conseguem recordar. Sua anomalia chama-se síndrome
hipertimésica.
7. A adolescente que se alimenta apenas de Tic Tac
Natalie
Cooper, inglesa de 17 anos, sofre de uma doença misteriosa: ela vomita
toda vez que ingere algum alimento sólido. A única coisa que pode ela
pode comer, com segurança, é a bala Tic Tac. Inicialmente, os médicos
acreditavam que a menina sofria de bulimia, mas logo abandonaram a
idéia. Por razões ainda inexplicáveis, o Tic Tac é a única comida que
não a deixa mal. Porém, Nathalie precisa ingerir outros tipos de
nutrientes através de uma fórmula especial, via tubo.
8. O homem que está há mais de 1 ano soluçando
Chris
Sands, de 24 anos, soluça em média a cada dois segundos.Chris Sands,
que é músico, disse que sua carreira ficou prejudicada e acredita que a
cirurgia conseguirá lhe devolver uma vida normal. Segundo os médicos do
Queen’s Medical Centre, um tubo será implantado no estômago de Chris
para monitorar o nível de acidez, pois ele sofre de refluxo ácido,
motivado por uma falha em uma das válvulas.
9. A mulher que desmaia sempre que ri
Kay
Underwood, 20 anos, tem cataplexia, ou seja, qualquer espécie de emoção
forte que tenha pode fazê-la desmaiar, devido ao enfraquecimento
repentino dos músculos. Excitação, raiva, medo, surpresa, e até
vergonha podem provocar o desmaio.Sua condição anormal foi descoberta
há cinco anos, quando chegou a perder a consciência por mais de 40
vezes em um único dia. Tal como muitos dos doentes de cataplexia, Kay
sofre também de narcolepsia – adormece sem mais nem menos.
10. A mulher que tem alergia à tecnologia
Ela
se chama Debbie Bird e é absolutamente alérgica à tecnologia. Para ela,
falar no telefone celular, cozinhar no forno de microondas ou dirigir
um carro, são tarefas praticamente impossíveis. Tudo porque Bird possui
uma sensibilidade ao campo eletromagnético criado pela maioria dos
aparelhos eletrônicos. Como conseqüência, Debbie sofre com uma dolorosa
alergia na pele e nas pálpebras. Para diminuir o problema, ela criou
uma espécie de zona livre da influência eletromagnética.
fonte:
Qua, 19 Nov, 08h02
Por Redação Yahoo! Brasil
26 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Bastam 8,2 segundos para um homem ficar apaixonado, segundo cientistas
reportaram ao periódico “Archives of Sexual Behaviour”. As informações
são do jornal britânico “Daily Telegraph”.
Em um experimento
com câmeras escondidas, pesquisadores analisaram o movimento dos olhos
de 115 estudantes, enquanto eles conversavam com atores e atrizes.
Depois disso, os voluntários tinham que dar uma nota para cada pessoa
com quem tinham falado.
Os homens olharam para as atrizes que
eles consideraram mais bonitas por uma média de 8,2 segundos. Para as
menos atraentes, o olhar durava apenas 4,5 segundos.
Já entre
as mulheres não houve essa variação. Ou seja, elas olharam da mesma
maneira para os homens que consideraram mais e menos atraentes.
De
acordo com o jornal, pesquisadores acreditam que homens usam o contato
visual para procurar parceiras potencialmente férteis, enquanto as
mulheres são mais prudentes no olhar, talvez pelo receio de se tornar
mães solteiras.
FONTE: http://cienciaesaude.uol.com.br
26 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:loiras
Um estudo publicado na revista especializada Journal of Experimental Social Psychology sugere que os homens mudam de comportamento e “emburrecem” para se adequar ao estereótipo da “loira burra”.
» Disputa sexual faz homem morrer antes
» Mulheres se preocupam mais que homens
» Homens valorizam classe mais que beleza
» Atração leva meio segundo para surgir
No estudo liderado pelo psicólogo social Thierry Meyer, da
Universidade Paris-X Naterre, o desempenho intelectual dos homens cai
quando eles são expostos a fotográficas de mulheres loiras.
Os cientistas fizeram testes de conhecimento geral em homens em duas
ocasiões, depois de mostrar a eles diferentes fotos de mulheres. Nas
experiências, os homens que viram fotos de loiras tiveram resultados
inferiores.
Os cientistas acreditam que os resultados não foram causados por
simples distração causada pelas loiras, mas sim porque,
inconscientemente, eles teriam sido contaminados pelo estereótipo da
“loira burra”.
“Isso prova que as pessoas confrontadas com estereótipos geralmente
se comportam de acordo com eles”, disse Meyer. “Neste caso, as loiras
têm potencial para fazer homens agirem de forma mais burra, porque eles
‘imitam’ inconscientemente o estereótipo da loira burra.”
Pesquisas anteriores já mostraram que o comportamento do ser humano
é fortemente influenciado por estereótipos. Alguns trabalhos apontaram
que as pessoas tendem a andar e a falar mais devagar diante de idosos.
Segundo os pesquisadores, o esterótipo da “loira burra” se
intensificou, particularmente, no último século. Nos Estados Unidos, a
imagem ganhou peso com a publicação do livro Os homens preferem as
loiras, de Anita Loos, em 1925, que trata loiras como desfavorecidas
intelectualmente, apesar da atenção privilegiada que elas despertam no
mundo masculino.
O romance virou filme estrelado por Marilyn Monroe e contribuiu para fortalecer o estereótipo.
FONTE: BBC Brasil – BBC BRASIL.com
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26 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:chá, estômago, gastrite
Prepare um chá antigastrite
·1 litro de água
·1 col. (sopa) de folhas de hortelã
·1 col. (sopa) de folhas de casca de zedoária
·1 col. (sopa) de folhas de camomila
·1 col. (sopa) de folhas de funcho
·1 col. (sopa) de folhas de espinheira-santa
Modo de preparo
Depois de ferver a água, desligue o fogo e coloque as ervas. Tampe por cinco minutos. Após esfriar, coe.
Consumo
Tome uma xícara (chá) quatro vezes ao dia, antes das três refeições principais e ao se deitar.
26 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Apesar de buracos negros
serem bastante destrutivos, capazes de impedir a formação de uma
galáxia, eles aparentemente estão ajudando a construí-las |
|
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Cortesia de NRAO/AUI/NSF, SDSS |
 |
| Imagem obtida por rádio-telescópio de gás envolvendo galáxia jovem. |
 |
Uma
excentricidade do Universo, revelada na última década, é que galáxias e
buracos negros gigantes em seu centros se encaixam como se fossem
feitos um para o outro. Este é mais um fato aparentemente óbvio à
primeira vista, mas cada vez mais estranho à medida que pensamos neles.
Um
buraco negro gigante é um objeto tremendamente devastador capaz de
impor sua força curvando multidões de estrelas à sua volta. No entanto,
até um buraco negro gigante é considerado pequeno se comparado a uma
galáxia, o que significa que as galáxias não deveriam se preocupar
tanto com o pequeno monstro que reside no seu interior. Na verdade, o
buraco negro tem contato direto somente com uma vizinhança
relativamente pequena e, para ele, não importa o que acontece com o
resto da galáxia.
Astrônomos descobriram, no entanto, que
buracos negros sempre têm massa aproximada de 0,1% das suas galáxias
associadas. Alguns astrônomos supõem que a massa do buraco negro está
relacionada não só à massa da galáxia, mas também com a velocidade das
estrelas. No fundo, as duas hipóteses levam ao mesmo resultado: buracos
negros e as suas galáxias hospedeiras são irmãos consangüíneos.
Será
que os buracos negros surgiram primeiro e depois estimularam a formação
de suas galáxias? Ou será que foi o contrário? Será que algum mecanismo
comum formou tanto galáxias como buracos negros? Como as galáxias são
consideradas os tijolos que construíram o Universo, elas estão no
centro de muitas discussões que envolvem a evolução cósmica.
Mas qual é a resposta? Os buracos apareceram
primeiro. Essa foi a conclusão anunciada por Christopher Carilli, do
Observatório Nacional Radioastronomia e seus colegas, em janeiro deste
ano, na Reunião da Sociedade Americana de Astronomia. Eles utilizaram
radiotelescópios para estudar quatro galáxias que sustentavam buracos
negros formados há aproximadamente 12 bilhões de anos, quando o
Universo tinha apenas um bilhão de anos. Medindo a velocidade das
nuvens de gás, eles estimaram a massa de cada galáxia, e a analisando
linhas espectrais emitidas pelo material que tinha realizado um
mergulho mortal no buraco negro correspondente, eles estimaram a massa
do buraco.
Os pesquisadores descobriram que buracos negros muito
antigos são, proporcionalmente, muito mais pesados que os do Universo
atual – mais ou menos 3% da massa da galáxia. Como os buracos negros
nunca encolhem, a galáxia deve ter aumentado de tamanho, para exibir
hoje uma razão de massa de 0,1%. “Os buracos negros vieram primeiro e
de alguma forma, que não sabemos como, a galáxia que os envolvia
cresceu”, comenta Carilli.
O estudo só utilizou quatro galáxias
que casualmente eram bem maiores que o normal. Ainda não foi verificado
se essa tendência se mantém para todas as galáxias de estágios iniciais
da história cósmica. Além disso, o estudo é incompleto, pois só
determina quem surgiu primeiro e não explica como os buracos negros se
formaram ou como conseguiram controlar a formação de galáxias inteiras,
observa Carilli.
Na verdade, este resultado levou a uma dúvida
ainda maior. Como são bastante destrutivos, os buracos negros com
certeza poderiam impedir uma galáxia de se formar – por exemplo,
emitindo radiação ou jatos de matéria. Como foi discutido por Andrew
Fabian, da University of Cambridge que também participou da reunião, a
formação de um buraco negro gigante deveria emitir energia
gravitacional suficiente para fazer a galáxia inteira explodir em
pedaços. No entanto, nos casos descobertos recentemente, os buracos
parecem estar ajudando na formação de galáxias. Talvez os buracos
negros não sejam tão maldosos quanto se imagina.
Tod Lauer, do
Observatório Nacional de Astronomia Óptica, receia que o estudo possa
ter caído em uma armadilha estatística. Mesmo que uma galáxia média
tenha massa mil vezes maior que o buraco negro associado, ainda há um
desvio estatístico em torno da média – algumas galáxias são maiores e
outras menores. No entanto, as galáxias menores são estruturalmente
mais comuns que as maiores, ou seja, é mais provável que um buraco
negro de uma dada massa seja encontrado em uma galáxia menor e,
conseqüentemente parecerá ter um tamanho maior. Por esta razão, os
pares – galáxia-buraco negro -, observados pela equipe de Carilli,
podem não ser representativos do universo antigo, e nesse caso a
questão de quem surgiu primeiro – a galáxia ou o buraco negro -
permanece sem resposta. por George Musser
http://cienciaesaude.uol.com.br/ |
26 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:braço, celular, implante, tatuagem
Tatuagem ativa celular implantado sob a pele do braço
Imagine ter um celular com uma tela que é ativada à pressão na tatuagem
sobre a pele e que aparece, desaparece e muda conforme o que você
deseja fazer. O conceito de um celular implantado no braço que funciona
à base de energia humana, ou seja, o sangue, é a proposta do “Digital
Tattoo Interface”, que ganhou destaque na Greener Gadgets Design Competition,
realizada em fevereiro em Nova York. O dispositivo pode detectar
alterações sangüíneas, alertando o dono quando registrar um problema de
saúde.
Tela do celular aparece e desaparece na pela, dependendo do uso
O conceito criado por Jim Mielke envolve uma tela tatuada na pele com
tinta eletrônica, equipada com tecnologia Bluetooth. O dispositivo fica
aparente ou não, e se transforma dependendo do que o usuário precisa
fazer. Ao receber uma chamada, por exemplo, o usuário responde
pressionando um pequeno botão tatuado na pele. Durante a chamada, a
tela “ganha vida” e mostra a pessoa com quem se fala, como um vídeo
digital. Ao encerrar a chamada, a tela desaparece.
A competição de design de aparelhos ecologicamente corretos é uma
iniciativa das empresas Core77 e Greener Gadgets. Os projetos inscritos
deveriam buscar soluções criativas para questões de energia, saúde e
toxicidade, novos materiais, durabilidade de produtos e desenvolvimento
social. O grande prêmio da edição 2008 do concurso foi dado a um
aparelho fácil de montar que mede a quantidade de energia que outros
dispositivos elétricos utilizam.
Mais detalhes sobre o “Digital Tatoo Interface” podem ser visto no
atalho http://tinyurl.com/2rbkeh. Outros produtos mostrados na
competição podem ser vistos pelo atalho http://tinyurl.com/2kddet
FONTE: Redação Terra – http://tecnologia.terra.com.br
16 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:cnh, extintor
Fique de olho no vencimento de sua CARTEIRA DE MOTORISTA.
Foi criada uma lei, na mesma época em que foi criada a lei seca, que
só pode ser renovada a carteira durante o prazo de no máximo 30 dias
após o vencimento da mesma.
Após este prazo, a carteira é cancelada automaticamente e o condutor
será obrigado a prestar todos os exames novamente: psicotécnico, legislação
e de rua, igualzinho a uma pessoa que nunca tirou carteira.
Esta lei não foi divulgada como a lei seca e mais de 3.000 pessoas só
na cidade de SP no mês de outubro de 2008, perderam suas carteiras de
habilitação e terão de repetir todos os exames.
Fiquem atentos quanto ao vencimento de sua CNH, só por alto, fora a
multa, para tirar novamente a CNH, fica por volta de R$ 1.200,00 e leva
+ ou – de 2 a 3 meses, isso se você passar por tudo da 1ª vez.
As mudanças começam a valer no dia 1º de janeiro de 2009. Serão incluídos novos conteúdos, além de uma nova carga horária.
O
Diário Oficial da União (DOU) publicou nesta sexta-feira (22/11/2008)
uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que altera as
regras para quem vai tirar a carteira de motorista. Entre as
mudanças está a carga horária do curso teórico que vai passar de 30
para 45 horas aula e a do prático, de 15 para 20 horas aula. Serão
incluídos novos conteúdos, como as conseqüências da ingestão de bebidas
alcoólicas e cuidados especiais com motociclistas. As mudanças
começam a valer no dia 1º de janeiro de 2009. Quem já tiver iniciado o
processo antes disso ainda vai pegar as regras antigas.
fonte: Globo.com
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Providenciar com urgência retirar o plástico e trocar o extintor por um cheio.
EXTINTOR DE INCÊNDIO - OBRIGATÓRIO DO CARRO Mais uma regulamentação – sem a devida divulgação!!!!
Agora é norma do CONTRAN e dá uma multa de R$ 127,50
para quem for apanhado fora da lei : O extintor de fogo obrigatório do carro tem que estar livre do plástico que acompanha a embalagem. Tire a embalagem plástica e deixe o acesso ao extintor livre. Não
esqueça – se um policial rodoviário, estadual ou federal parar seu
carro e verificar que o extintor está protegido pelo saco plástico -
ele vai te autuar – 5 pontos na carteira; e você só segue viagem após
tirar o plástico, desde que o bendito extintor esteja com a validade em
dia ( e mais os tais R$ 127,50 ).
Que tal providenciar e evitar problemas ?!!…
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16 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:ipod
O iPod Touch realmente esquenta muito, mas a ponto de provocar fogo???
O fatoaconteceu com um garoto americano de Ohio. A mãe abriu um processo contra a AppleiTouch pois o aparelho explodiu no bolso do filho dela, destroçando sua calça e
provocando queimaduras de segundo grau na perna.
De acordo com o processo, “ele continua a
sofrer tanto de condições físicas quanto mentais que irão causar dor e
sofrimento, distúrbio mental e emocional e desse jeito pelo resto de
sua vida”.
De acordo com a reportagem de Bruno Amaral da PC Magazine, a ação ainda escolheu aleatoriamente dez
funcionários de uma loja da Apple e quer US$ 150 mil + despesas de
advogados.
O mais interessante dessa história toda é que o iPOD estava desligado na hora da explosão. HUmmmmm????!!!!!!!
16 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:emagrecer
Quem
disse que doce sempre engorda? Se for igual ao que a modelo da foto ao
lado está saboreando, relaxe. Esse perigo não existe! Ao contrário: ele
dá saciedade, ajudando você a maneirar na comida e dar uma boa secada
nas gordurinhas. Os médicos e nutricionistas que adotam a fitoterapia
(uso de ervas com efeitos terapêuticos) comemoram a novidade, importada
dos Estados Unidos, especialmente pelo fato de poder ser recheada com
substâncias naturais que auxiliam no emagrecimento. E, vem cá, ter o
direito de comer um docinho alegra qualquer dieta!
Outro motivo para essa ideia dar certo: prazer. “No caso de muitas
pacientes, poder adoçar a boca é decisivo para seguir um programa de
perda de peso, ainda mais se existe a vantagem de acelerar o
resultado”, diz a endocrinologista e homeopata Marcia Kelman, da
Clínica Biodiet, em São Paulo. Imaginou? Você fica feliz porque comete
o pecado de comer uma guloseima e realizada com a medida da cintura.
por Eliane Contreras | fotos Carlos Bessa
http://boaforma.abril.uol.com.br/edicoes/264/fechado/Dieta/bala-que-emagrece.shtml
14 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:alemanha, perfume, revista época, vagina
RECEBI ESSE ARTIGO POR E-MAIL, ACHEI INTERESSANTE E QUIS DIVIDÍ-LO COM VOCÊ!
Charlotte Roche – “A depilação está se tornando uma
loucura”
A escritora alemã critica a moda de retirar todos os
pelos pubianos e sugere que as mulheres usem gotinhas dos fluidos vaginais como
perfume
Cristiane Ramalho, de Berlim
Ela é a antítese da feminista tradicional. Charlotte Roche, de 31 anos, tem
uma voz quase infantil e, por pura provocação, veste roupas tradicionais. A
escritora que está levando os alemães a ler sobre sexo como nunca não poupa
ninguém de sua escatologia. Em Zonas úmidas (Editora Objetiva), romance
de estreia que conta as fantasias sexuais da jovem Helen, ela critica as
mulheres “limpinhas”, obcecadas por depilação. Helen é uma mulher que sai de
casa com calcinha furada e se perfuma com gotinhas do líquido vaginal. O livro
da apresentadora de TV que virou celebridade já vendeu 1 milhão de exemplares na
Alemanha e chega às livrarias do Brasil nesta semana. Nesta entrevista,
Charlotte discute as razões pelas quais é considerada uma “nova feminista”.
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ENTREVISTA – CHARLOTTE ROCHE |
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QUEM É Charlotte Roche, de 31 anos, é escritora,
atriz, produtora, cantora e apresentadora de TV. Nasceu na Inglaterra, mas
foi criada na Alemanha. Mora em Colônia, é casada e tem uma filha de 6
anos
O QUE PUBLICOU Zonas úmidas
(Editora Objetiva), primeiro livro alemão a alcançar o topo da lista
mundial dos mais vendidos da Amazon.com. No Brasil, chega às livrarias
nesta semana |
ÉPOCA - O que a levou a escrever sobre
“zonas úmidas”?
Charlotte Roche- Eu queria escrever um livro bem
honesto sobre o corpo feminino. E foi muito divertido pensar em todos os tabus
que envolvem as mulheres: em relação à higiene, a ser sexy e ter um corpo sem
pelos. Por isso, criei uma mulher doente, com hemorroidas. O corpo dela dói, ela
vai ao banheiro, menstrua, se masturba. Isso dá uma dimensão mais humana ao
corpo feminino.
ÉPOCA - A protagonista, Helen, diz que
“pessoas obcecadas por higiene a deixam louca”. Isso é o que você pensa?
Charlotte – Sim, eu acho que isso está indo longe demais. Não
entendo por que queremos nos livrar do cheiro natural do nosso corpo. Eu
realmente gosto do cheiro das pessoas. Não estou falando do mau cheiro. Você
pode tomar um banho uma vez por dia (risos). Mas acredito que, quando a
gente se apaixona por alguém, é por causa do seu cheiro pessoal. Não entendo
esse cheiro industrializado de perfume, de desodorante, sempre tentando matar o
cheiro humano.
ÉPOCA - Eliminar os pelos é assunto
recorrente em seu livro. Por que esse tema?
Charlotte – O livro
começa com a personagem Helen raspando os pelos no bumbum. A depilação está se
tornando uma coisa extrema, uma loucura. Com frequência, as mulheres não têm
mais nenhum pelo pubiano. Ao redor da vagina, todos os pelos se foram. Ficam
parecendo bebês, menininhas. E não mulheres de verdade. Se há uma única mulher
que não se raspa, então as outras ficam loucas, porque ela está abrindo mão
dessa mania.
ÉPOCA - Você se depila?
Charlotte
- Eu raspo as partes do biquíni, as pernas, as axilas. Mas também não
entendo por que tenho de fazer isso (risos). Sempre pergunto a minhas
amigas: “Por que vocês se raspam?”. Ninguém consegue responder! Certa vez,
quando apresentava um programa de música na TV – e era dez anos mais nova -,
deixei os pelos de minhas axilas crescer. As pessoas ficaram furiosas.
Escreveram e-mails dizendo que me odiavam, só porque deixei as axilas cabeludas.
São especialmente as mulheres que se tornam agressivas.
ÉPOCA - Alguns críticos classificam
seu livro de “pornográfico”. Isso a incomoda?
Charlotte – É
realmente um tédio. As pessoas perguntam: “Isso é pornografia ou é arte?”. Por
que as coisas não podem ser uma mistura de arte e pornografia? Meu livro é
político e, supostamente, feito para ser engraçado. E libertador para as
mulheres. Escrevi também para deixar as pessoas excitadas.
ÉPOCA - Alice Schwarzer, tradicional
feminista alemã, fez uma cruzada contra a pornografia. Como as feministas na
Alemanha veem você?
Charlotte – Sou uma jovem feminista. E o grande
problema com o feminismo é que as velhas feministas odeiam as novas. Mas sou
“filha” delas – queiram ou não. Sou o resultado de anos de luta da velha-guarda
pelos direitos das mulheres. Para mim, é frequente encontrar, entre as velhas
feministas, muitas lésbicas. E acho muito difícil elas emitirem opiniões sobre
como eu, uma heterossexual, devo tratar um homem. Uma lésbica obviamente não
entende de pornografia, porque é uma coisa heterossexual. E se há um jogo entre
um homem e uma mulher, e mesmo se isso é agressivo, ou um jogo “sadomaso”, ou o
que for, é entre homem e mulher. Muitas vezes, as feministas estão lutando
contra os homens. E elas sempre pensam que fazer sexo com um homem ou calçar um
salto alto para um homem é idiota. Como heterossexual, eu quero que o homem me
ache atraente. Então, eu calço salto alto e assisto a pornôs com meu marido. Mas
as feministas odeiam os homens. Esse é o grande problema. E as jovens feministas
estão tentando ter uma relação de amizade com os homens, e não brigar com eles.
ÉPOCA - Na Alemanha, há uma onda de
publicações sobre um suposto novo feminismo. Seu livro faz parte disso?
Charlotte – Com certeza. Foi uma grande coincidência. Quando
escrevi o livro, não sabia que havia outros sendo escritos. E, quando foram
lançados, ficou claro que está surgindo um novo movimento feminista na Alemanha.
Todas (as autoras) também foram insultadas pelas velhas feministas
(risos). Meu livro ajudou a pensar sobre coisas que ainda são tabus
absolutos sobre o corpo da mulher, como a masturbação. Muitas jovens não leem o
livro como se ele fosse chocante, ou sexual, mas como uma leitura libertadora.
Uma delas me contou, por exemplo, que vivia sem graça diante do próprio corpo,
dos fluidos, do cheiro da vagina. Mas, depois de ler meu livro, passou a não
ligar mais para nada disso.
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“A depilação está se tornando uma coisa
extrema, uma loucura. As mulheres não têm mais pelos pubianos.
Parecem menininhas”
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ÉPOCA - A inspiração para a personagem
Helen veio de sua vida?
Charlotte – Sim, muito da história familiar
da personagem é totalmente autobiográfica. Por isso é um pouco triste. Porque
esse é o jeito como eu vejo a família – pessoas evitando falar sobre coisas
importantes. Sofri bastante com o divórcio dos meus pais, e isso está no livro.
Dito isso, a Helen não poderia ser real (risos). Vários homens me
perguntam se as mulheres são realmente como ela, e eu sempre digo, ai, meu Deus,
não! E fico sempre preocupada, porque, ao ler o livro, eles podem pensar que as
mulheres são nojentas. Não conheço ninguém como a Helen. Ela é completamente
exagerada. Mas alguma coisa que ela faz todo mundo deveria copiar. É muito
melhor ter nosso fluido como perfume que perfume de verdade (risos).
ÉPOCA - Você já declarou que gostaria
que sua filha tivesse ideias semelhantes às de Helen. Como assim?
Charlotte
- A ideia feminista de educá-la está ligada a transmitir autoconfiança.
E tentar manter o mundo sexista longe o máximo possível. A coisa mais importante
na educação de uma filha é mostrar a ela que é uma coisa boa ser mulher. Mas
isso é muito difícil, às vezes. Isso porque a vida é mais fácil para os homens
que para as mulheres. Vejo com frequência mães – mulheres que eram legais com
suas filhas quando elas eram crianças – dizendo para elas quando chegam à
puberdade: “Não deixe seu irmão ver sua menstruação, isso é nojento”. Isso tudo
começa com as próprias mães.
ÉPOCA - Por que as piadas sobre cheiro
de vagina se repetem?
Charlotte – Cresci numa sociedade em que
todos os homens faziam piadas sobre vaginas com cheiro de peixe morto. Nunca
consegui entender isso. Costumam dizer que esse é um dos piores cheiros do
mundo. Se os homens pensam que a vagina tem esse cheiro, por que gostam de sexo
oral?
ÉPOCA - O que sabe sobre o Brasil?
Charlotte – Conheço uma coisa negativa do Brasil, a depilação
completa – famosa aqui na Alemanha. É uma moda recente. Os pelos são totalmente
eliminados. Você deita numa posição ginecológica, eles colocam a cera e arrancam
tudo.
Fonte:Mensagem recebida por e-mail. Provavelmente Revista ÉPOCA.
14 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:chinesa, cirurgia, plástica
Marco Motta é um colega blogueiro e dando uma passadinha em seu blog TÔ CONVERSANDO, li a reportagem sobre essa chinesa que fez 60 plásticas, fiquei indignada, são essas histórias que nos colocam a refletir sobre o que é realmente essencial. E daí a explicar aos nossos filhos que beleza não é fundamental e querer discorrer com eles sobre as futilidades, perdemos feio no debate, as nossas argumentações se tornam fracas diante desses casos.
Mas ao mesmo tempo que me indignei, acabei dando boas risadas nos comentários deixados por lá, dos colegas blogueiros que acompanham o Blog TÔ CONVERSANDO.
Abaixo você pode conferir, o resultado das 60 cirurgias estéticas para correção facial, na foto da digníssima Rainhas das Plásticas e também cirurgiã estética mais famosa de Pequim.

Shi Sanba
14 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:deuses, festival, india, malásia, peregrinação, singapura
Thaipusam é um festival hindu, realizado em janeiro e fevereiro de cada
ano para comemorar o nascimento de Marugan (filho dos deuses Shiva e
Parvati).
Os participantes raspam a cabeça e realizam peregrinações
para, no final, enfiarem afiados espetos nos lábios e bochechas.
Outros
participantes colocam ganchos nas costas e puxam objetos pesados como
se fossem tratores.
O objetivo é causar dor. Quanto mais você resistir,
mais “bençãos” recebe dos deuses.
O festival é muito popular na Índia,
mas é realmente forte em Singapura e Malásia, onde é feriado.

FONTE: http://treisdent.blogspot.com/


14 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:condenação, justiça, médico, suborno
O médico Balgovind Prasad, de 75 anos, foi condenado pela Justiça
indiana a três meses de prisão, porque ele aceitou 25 rupias (R$ 1,18)
de suborno de um varredor em 1985 para emitir um atestado médico falso.
O
caso se arrastou ao longo dos anos porque Prasad, que foi condenado em
1992 a um ano de prisão, havia recorrido da sentença. Na terça-feira, a
máxima corte do estado de Bihar reduziu a pena de um ano para três
meses.
A Justiça decidiu diminuir a condenação, pois considerou que o suborno era insignificante.
“O
valor do suborno era muito pequeno, e Prasad pensava que iria receber
um indulto do tribunal”, disse o promotor Vipin Kumar Sinha.
13 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:bbb, bbb9, brasil, gravidez, porrada, sexo
Confira algumas polêmicas do Big Brother em todo o mundo que estão publicadas em um
site Argentino e caiu no meu e-mail.
Big Brother Alemanha
Charly, um dos participantes do Big Brother 6, foi eliminado pouco
tempo antes de ingressar na Vila pois em seu braço tinha uma tatuagem
relacionada a grupos nazistas.
Big Brother Argentina – Gran Hermano
Na primeira edição do programa na Argentina dois participantes se casaram dentro da casa: Gastón e Eleonora.
Big Brother Austrália
Bree(BB 4) foi expulsada na décima semana e retornou a casa no dia
seguinte depois de ser notificada de que sua eliminação foi errônea, ou
seja, a contagem de votos foi efetuada incorretamente.Bree conseguiu
até chegar à final e foi a vice-campeã.O campeão Trevor a pediu em
casamento na final do reality.
Big Brother Bulgária
A primeira ediçao Búlgara foi a que mostrou mais sexo de todos os
BB’s mundiais, desde pares homossexuais até cenas de masturbação no
banheiro da mansão.
Big Brother Dinamarca
Sissel e Roberto tiveram relações sexuais dentro da casa e ela
descobriu que estava grávida.Três participantes iniciaram ações
judiciais contra o canal que transmite o programa para cancelar o
contrato e “recuperar a liberdade”.Soren, Christian e Pill processarama
rede TV Denmark com finalidade de anular as cláusulas que os proibíam
de dar depoimentos e entrevistas sem autorização da rede de TV durante
os próximos 5 anos.
Big Brother Espanha – Gran Hermano
Durante a abertura do Gran Hermano 6, Mercedes, uma das
concursantes, abandnou o programa no mesmo dia em que entrou(em questão
de minutos), pois no reality show também estavam o seu marido e uma
“ex” dele.
Big Brother EUA
A segunda ediçao do Big Brother USA foi polêmica até demais.Um dos
participantes, Justin, ameaçou, em cochicho, a companheira de programa
Krista.”Quer que eu a mate?” foi a frase que lhe converteu como
expulsado do programa no mesmo dia.Ainda na 2ª edição, que realizou-se
em meio aos atentados de 11 de setembro, Monika abandonou o jogo pois
foi comunicada que sua prima havia desaparecido durante o ataque as
torres gêmeas.
Big Brother França – Loft Story
Não adotou-se o nome do formato original Big Brother, sendo
subsituído por LOFT STORY.O Conselho Superior Audiovisual Francês
mandou a emissora que desse ao menos 2 horas de intimidade sem câmeras
vigiando os participantes.
Big Brother Holanda
Primeiro Big Brother do mundo, lançado em 1999 pelo canal Verônica.A
ganhadora da 3ª edição teve relações sexuais com uma das habitantes
dentro da casa.Os participantes de todas as edições do BB Holanda
viviam a maior parte do tempo nus.
Big Brother Itália – Grande Fratello
O programa italiano não conseguiu tanta audiência como os outros
países, mas as mudanças de regras e a persistência de seus
idealizadores deram-lhe um empurrão bastante considerável fazendo com
que o Grande Fratello se tornasse um dos maiores sucesso da televisão
de lá.
Big Brother México
Na segunda edição “O complô”, os participantes anunciavam seus
indicados estando frente a frente com todos os demais sem precisar ir
ao confessionário.Ana(BB 2) abandonou o jogo por depressão, falta de
popularidade e , acreditem , falta de cigarros.A atriz Niurka
Marcos(BBVIP 3) tentou escalar a parede da mansão para ver a
manifestação de carinho de seu marido e seus filhos resultado: foi
eliminada minutos antes e saiu pela porta dos fundos da casa.Sylvester
Stalone visitou a casa do BB VIP 2.
Big Brother Noruega
Um velho aeroporto serviu como base para a construção da casa.Uma
das edições foi interrompida depois de ocorrer um estupro dentro da
mansão(notícia não publicada nesse site).
Big Brother Portugal
Marco agrediu fisicamente uma participante depois que ela insultou
sua mãe fazendo com que o púlbico português julgasse o Big Brother como
violento. Marco foi expulso pois rompeu com as regras do programa.
Big Brother Polônia
Em uma das edições, o participante Ireneusz Grzegorczyk foi retirado
da casa com uma camisa de força e internado em um hospital
psiquiátrico.O Brother teve uma surto e chegou a subir no telhado da
casa e gritar coisas sem sentido.
Big Brother Reino Unido (Inglaterra)
Craig, ganhador da 1ª edição doou quase todo seu prêmio para um
amigo que necessitava fazer uma operação nos EUA.Big Brother Teen – The
experiment foi a mais polêmica.Supostamente seu conteúdo seria
educativo já que se tratava de jovens e não adultos, porém , o conteúdo
não seria mais apto a essa idade depois que um casal de habitantes fez
sexo dentro da casa.Na 3ª edição VIP(Celebrity Big Brother) estavam
dentro da casa a mãe de Silvester Stalone, Jack Stalone, e sua
ex-esposa(3ª colocada do jogo).Nadia foi o primeiro transsexual a
vencer um Big Brother.
13 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:beatles, eua, fotos, stones
As fotos são realmente inusitadas e até em situações irreverentes:
- Os beatles brincando com uma bola de plástico.
- O Keith Richards cortando o cabelo de Charlie Watts.
- O John Lennon sentado no banheiro.
- O Jagger de sunguinha vermelha com cara de menino.
- Brian Jones se divertindo com Keith Richards.
- E quem diria James Brown com Jagger.
- Ainda tem Keith Richards e Brian Jones bebendo à beira da piscina do Jack Tarr Harrison Hotel, na Flórida.
Vale a pena dar uma olhada… Beatles e Stones
09 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:cafe provador de cafe, lingua, papilas gustativas
Provador de café faz seguro da língua por R$ 34 milhões
Pelliccia diz que consegue distinguir milhares de sabores
Um
dos principais provadores de café da cadeia de lojas Costa Coffee teve
a língua segurada em 10 milhões de libras (cerca de R$ 34 milhões) por
uma corretora britânica.
Gennaro Pelliccia
prova uma amostra de cada leva de grãos crus de café na usina
processadora de Londres, antes que elas sejam torradas e enviadas para
as lojas.
“Meus 18 anos de experiência me permitem distinguir entre milhares de sabores”, afirma ele.
A cadeia da Costa Coffee, que vende 108 milhões de xícaras de café por ano, em vários países, pretende dobrar o número de lojas.
“As
papilas gustativas de um provador de café são tão importantes quanto as
cordas vocais de um cantor ou as pernas de uma top model, e esta é uma
das maiores apólices de seguro feitas por um indivíduo”, disse um
porta-voz da corretora Glencairn Limited, do banco Lloyds, que negociou
a apólice.
“Na minha profissão, minhas
papilas gustativas e habilidades sensoriais são essenciais… e me
permitem distinguir qualquer defeito”, disse Pelliccia.
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090309_provadorcafeseguro_ba.shtml
08 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:borboletas, borboletas transparentes
AS INCRÍVEIS BORBOLETAS TRANSPARENTES!!!

Greta oto é o nome científico da borboleta transparente

A transparência torna a borboleta praticamente invisível aos predadores

Greta oto habita as zonas do México até ao Panamá
fonte: http://www.osdeusesdevemestarloucos.com/borboleta-transparente/
08 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:bicarbonato de sódio, câncer, cura
?
Há MUITAS PESSOAS precisando dessa boa nova.
Cura do câncer!
Um médico italiano descobriu algo simples que considera a causa do câncer.
Inicialmente banido da comunidade médica italiana,foi aplaudido de pé na Associação Americana contra o Câncer quando apresentou sua terapia.O médico observou que todo paciente de câncer tem aftas. Isso já era sabido da comunidade médica, mas sempre foi tratada como uma
infecção oportunista por fungos – Candida albicans. Esse médico achou muito estranho que todos os tipo de câncer tivessem essa característica, ou seja, vários são os tipos de tumores mas têm em comum o aparecimento das famosas aftas no paciente.
Então, pode estar ocorrendo o contrário – pensou ele. A causa do câncer pode ser o fungo. E, para tratar esse fungo, usa-se o medicamento mais simples que a humanidade conhece: bicarbonato de sódio. Assim ele começou a tratar seus pacientes com bicarbonado de sódio, não apenas ingerível, mas metódicamente controlado sobre os tumores. Resultados surpreendentes começaram a acontecer.
Tumores de pulmão, próstata e intestino desapareciam como num passe de mágica, junto com as Aftas.
Desta forma, muitíssimos pacientes de câncer foram curados e hojecomprovam com seus exames os resultados altamente positivos do tratamento. Paraquem se interessar mais pelo assunto, siga o link (em inglês): não deixem de ver o video, no link abaixo.O médico fala em italiano, mas tem legenda em portugûes.
Lá estão os métodos utilizados para aplicação do bicarbonado de sódio sobre os tumores. Quaisquer tumores podem ser curados com esse tratamento simples e barato. Parece brincadeira, né? Mas foi notícia nos EUA e nunca chegou por aqui. Bem que o livro de homeopatia recomenda tratar tumores com borax, que é o remédio homeopático para aftas. Afinal, uma boa notícia em meio a tantas ruins.
De novo, uma pergunta: por que não se dá a menor cobertura a isso? Nem na TV, nem nas rádios, nem nos grandes jornais…
Absolutamente nada. Quem os proíbe de noticiar? O médico teve que construir um site, para divulgar o seu trabalho de curar o câncer (ou, pelo menos, várias das suas formas), usando apenas solução de bicarbonato de sódio a 20%. Imaginem! Bicarbonato de sódio, coisa que a gente encontra até no boteco da esquina. Neste endereço, o vídeo, onde o médico italiano mostra a evolução do tratamento até a
completa cura em 4 casos:
Neste, o site em Português. Clicando-se nas bandeirinhas no alto da página, muda-se o idioma:
Divulgue: Sempre é uma possibilidade.
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Quem sabe vai acabar a
farra dos lucros dos laboratórios… – talvez se ja por isso que a notícia fica restrita em
pequenos círculos… a ganância das multinacionas que lucram
bilhões de dolares com medicamentos em todo mundo é faz que
governos e a grande imprensa que recebe milhões de dolares escondam esta cura tão simples…
Cabe agora que organismos sérios formados por pesquisadores honestos e independentes prossigam nestas pesquisas. É possível que algumas formas de CÂNCER provocadas por radiação solar, ou radiação atômica não sejas tão fáceis de curar assim, contudo outras centenas de tipos de CÂNCER poderão ser curadas com métodos tão simples e baratos como esse! BICARBONATO DE SÓDIO!
A fonte desconhecida – artigo recebido por e-mail.
07 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:alfabetização, aluno, educação, letramento, professor
O
termo letramento surgiu quando se tornou mais evidente o problema do
“analfabetismo”. A falta de conhecimento sobre leitura e escrita
intensificou uma preocupação maior para que se gerasse questionamentos
para discutir a problemática. Logo em seguida, perceberam que não
bastaria apenas ler e escrever, mas usar esses conhecimentos
adequadamente de maneira interpretativa.
Sabemos que há muita política envolvida na educação e esta vê o
analfabetismo apenas como meros números e gráficos comparados
gradualmente. Verdade seja dita: na maioria das vezes, se um cidadão
“aprende” a escrever o nome, já não é mais considerado um analfabeto.
Mas se pedirmos para o mesmo ler um texto e explicar o que leu,
provavelmente não o fará, pois sabe até “decodificar” as letras e
palavras, porém, não sabe interpretá-las.
O grande problema do Brasil é justamente de apenas se preocupar com os
números de analfabetos, o que traz complicações para a imagem do País e
cobranças de entidades estrangeiras que “lutam” pelos direitos humanos.
Mais importante do que ensinarmos nossos alunos a ler e escrever é
darmos subsídios para que estes compreendam a Língua como um todo -
gramaticalmente, coloquialmente e colocando em prática nos diálogos do
cotidiano. O oposto acontece em países de primeiro mundo como nos
Estados Unidos, França e Inglaterra, onde o ensino fundamental é
obrigatório (e com duração maior que o nosso – 10 anos nos Estados
Unidos e na França, 11 anos na Inglaterra).
O letramento, em linhas gerais, pode ser definido “como condição de
quem não sabe apenas ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas
sociais que usam a escrita”. (SOARES, 1998 apud SIMONETTI, p. 21).
Atualmente, devemos tratar o letramento e a alfabetização como
processos distintos, porém, simultâneos e de certa forma
“inseparáveis”, já que remete ao outro. Ao fazermos uma profunda
reflexão, descobrimos que o letramento nada mais é do que um processo
de continuação da alfabetização. O mais certo é que o(a) educador(a)
alfabetize letrando.
Temos consciência de que a escola não forma leitores sozinha, mas
sabemos que a instituição é fundamental para ajudar nessa formação -
até porque é um ambiente propício.
A tarefa de alfabetizar na perspectiva do letramento é colocar em
prática no cotidiano a vivência com as crianças nas práticas de leitura
e escrita e instrumentalizá-las, dando assim subsídios a elas para que
estejam preparadas para usar os vários tipos de linguagem em qualquer
tipo de situação.
É essencial que o(a) professor(a) amplie sua visão sobre a
alfabetização e o letramento. É importante inserir os alunos no mundo
da escrita, visitando a biblioteca, dramatizando histórias, porém,
deve-se também inserir os(as) alunos(as) nas artes em geral – dança,
pintura, música, etc.
Necessitamos de uma reflexão no campo educacional, principalmente no
que se diz respeito ao ensino da leitura e da escrita para que possamos
finalmente formar melhores leitores e escritores, letrados e
alfabetizados. Esse é o maior desafio que temos como professores(as).
Um dos aspectos mais difíceis da arte de se alfabetizar alguém
– seja criança, jovem ou adulto – é colocar em prática todos os
subsídios teóricos que estudamos; recorrer aos teóricos para fundamentar
e justificar o que fazemos e como fazemos em sala de aula.
Através de muitas leituras e de uma reflexão mais profunda, conseguimos
identificar os prós e os contras de cada teoria, decidindo, assim, qual
delas se adequa melhor a nossa realidade na escola.
“O aluno constrói o conhecimento da língua escrita, portanto,
mais importante do que saber como se ensina, é saber como a criança
aprende” (KLEIN, 2002, p. 93). Não devemos analisar
apenas a nossa prática, mas também estudar o processo de aprendizagem
da criança como um todo.
De acordo com os principais teóricos, tais como Piaget, Wallon
e Vygotsky, podemos conceber a ideia de que o ser humano constrói
seu próprio conhecimento a partir de uma interação com o mundo
externo – cultura, linguagens e pessoas.
Podemos, então, observar que a aprendizagem acontece de maneira
interativa, surge na interação dos(as) nossos(as) alunos(as) com a
cultura e acontece também através do diálogo com as pessoas. No caso da
escola, tal interação se dá: com os colegas de turma, com o(a)
professor(a) e com os materiais pedagógicos.
É muito difícil para nós – professores(as) – definirmos uma prática
“certa” aliada à teoria, geralmente a prática deve ser utilizada
de acordo com o modelo de nossa sala de aula – prestando atenção
nas suas maiores dificuldades e nos seus pontos positivos.
Viviane Maria Ferreira Faria é formada em Pedagogia (UEPB – UNIVERSIDADE
ESTADUAL DA PARAÍBA) e especialista em Linguística (FIP – Faculdade
Integradas de Patos).
FONTE:http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=3555
07 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aluno, computadores, educação, internet, professor, tecnologia
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MicrosoftInternetExplorer4
Software, pager, home, link, hardware, bytes,
modem. Você, professor, nunca ficou um pouco perdido em meio a todas
essas nomenclaturas? Já se perguntou para que, efetivamente, servem cada uma dessas
Coisas? Agora, se você tiver a curiosidade de perguntar para um de seus alunos
os significados dessas palavras, e bem provável que ele os tenha na ponta da
língua. E o avanço da tecnologia.
Talvez os jovens e as crianças tenham percebido a importância de se estar
conectado ao mundo virtual antes dos adultos. Para isso, existem diversas razão?es,
como eles já terem nascido inseridos nesse universo altamente tecnológico,
serem mais receptivos as novidades, entre outras. Mas a verdade e que, muito em
breve, independente da idade, sexo ou profissão, estar integrado às tecnologias?
ou plugado, como preferir? será requisito básico. E isso vale para você,
educador.
Porem, infelizmente, ainda n?o s?o todas as escolas que dispõe de computadores,
e os professores que querem trabalhar com essa ferramenta têm de procurar em
outros lugares ou adquirir um. Pouco tempo atrás, isso significava desembolsar
uma alta quantia em dinheiro, e nem todos podiam fazer esse investimento.
Entretanto, hoje, comprar um computador esta mais acessível. Veja como.
Na pratica
O governo lançou em 2003 o Projeto Cidadão Conectado: Computador para Todos, o
qual faz parte do Programa Brasileiro de Inclusão Digital e oferece linhas de
financiamento para facilitar a compra do computador popular. Prevê, ainda, que
todo cidade?o que adquirir um equipamento pelo projeto terá direito a suporte,
tanto para atendimento técnico como para o uso dos aplicativos.
O computador popular deve estar dentro dos requisitos determinados, com sistema
operacional e aplicativos em software livre, alem de permitir acesso a
Internet. O equipamento deve ser comercializado pelo preço Maximo de
R$1.400,00.
Linhas de financiamento
Só dois os bancos que estão realizando financiamento para a compra do
computador popular: a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. O valor máximo
financiado pelos dois e de R$1.200,00, que pode ser dividido em ate 24 parcelas
com valor mínimo de R$ 63,44 e juros de 2% ao mês.
Quem já e cliente da Caixa Econômica Federal tem credito pre-aprovado.
Entretanto, quem não é correntista também pode adquirir o financiamento, basta
abrir uma conta corrente ou uma conta poupança no banco, uma vez que as
parcelas são debitadas em conta.
Já os correntistas do Banco do Brasil podem adquirir a linha de credito por
meio do cartão de debito eletrônico, que e filiado a bandeira Visa.
Especificações
Ha uma configuração básico do computador popular determinada pelo programa
federal. Monitor de vídeo, teclado, mouse, processador de 1,4GHz, HD de 40 GB,
CD-ROM, memória de 128 MB e fax-modem.
Desde novembro de 2005, a
Positivo Informática, uma das empresas que fabricam os modelos que atendem aos
requisitos dos computadores, possui quatro modelos devidamente identificados
com o selo do programa federal para pronta entrega. Segundo a assessoria da
Positivo Informática, já foram comercializados cerca de 77 mil equipamentos até
o mês de abril deste ano. O modelo mais vendido é o computador Positivo com
processador Intel Celeron D315, sistema operacional Linux. Possui 256 MB de memória
RAM, HD de 40 GB, CD-ROM/RW, placa controladora de vídeo, som e rede (todas
onboard), leitor de disquete, fax-modem 56k v.92. Teclado, mouse, mousepad e
caixas de som. “Gabinete monitor, monitor 15″. Sistema operacional Linux.
Onde comprar
Redes varejistas, como Magazine Luiza, Ponto Frio, Colombo e Extra
Hipermercados participam do programa do governo federal, através dos recursos
do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e
comercializam o computador popular.
No Magazine Luiza, as vendas iniciaram em 20 de dezembro do ano passado e, ate
hoje, 45 mil computadores já foram comercializados. A previsão e vender 120 mil
maquinas, com o perfil do equipamento, no ano de 2006. Porem, nas 360 lojas da
rede distribuídas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso
do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, só é possível comprar o
computador por meio de financiamento próprio da loja, que segue as taxas e as
parcelas dos financiamentos efetuados pelos bancos para o projeto de inclusão
digital.
O Extra Hipermercados também dispõe em suas lojas o equipamento. De acordo com
a assessoria da rede, no primeiro trimestre de 2006 o numero de maquinas
comercializadas aumentou de três a quatro vezes com relação ao mesmo período do
ano passado. Ainda segundo a assessoria, os computadores populares
correspondem, atualmente, a 60% das vendas de material de informática dentro do
Extra.
Conexão
Segundo uma cláusula do projeto do governo federal, as operadoras de telefonia
fixa poderão oferecer a seus clientes acesso mais barato a Internet: por 15
horas de conexão, os usurários pagarão R$ 5,00 por mês mais impostos, o que
dará cerca de R$ 7,50 (dependendo da incidência do ICMS em cada Estado). Terão
acesso a esse serviço de conexão somente os novos usurários de telefonia fixa
ou aqueles que possuem linhas telefônicas instaladas, mas que não fizeram
conexão com a Internet ao menos nos últimos seis meses. Contudo, esse serviço
ainda não esta vigorando.
Danielle Caroline Rodrigues
FONTE:http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=3555
01 mar 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:alzheimer, demência, depressão
Nas minhas inúmeras navegadas me deparei com um artigo da “Revista da Semana” e é por esse motivo que eu vou trabalhar menos, muito menos… não quero correr nenhum risco.

Um estudo de cientistas finlandeses publicado nesta quarta-feira na revista científica American Journal of Epidemiology sugere que trabalhar mais de 55 horas semanais diminui a capacidade mental.
De acordo com o estudo, que analisou o comportamento de 2.214
funcionários públicos britânicos de meia idade, o excesso de trabalho
pode aumentar o risco de declínio mental e até provocar certos tipos de
demência. Cientistas usam a palavra demência como um termo genérico
para designar a deterioração de funções como memória, linguagem,
orientação e julgamento. Entre os diversos tipos da doença, um dos mais
graves é o mal de Alzheimer.
Os pesquisadores notaram que entre os homens que trabalhavam mais de
55 horas semanais havia maior incidência de perda de memória de curto
prazo e dificuldade em se lembrar de certas palavras. Os cientistas
ainda não sabem como o excesso de trabalho pode afetar a capacidade
cerebral.
Ainda assim, os responsáveis pela pesquisa acreditam que os fatores
que contribuem para esse quadro sejam a falta de sono, depressão,
estilo de vida prejudicial à saúde e aumento do risco de doenças
cardiovasculares.

FONTE: http://revistadasemana.abril.com.br/conteudo/ciencia_saude/conteudo_ciencia_saude_423675.shtml
28 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aula melhor, educação, emoção, professor
1 – Incite, não informe
Uma boa aula não termina em silêncio ou com os alunos olhando para o
relógio. Ela termina com ação concreta. Antes de preparar cada aula,
pergunte-se:, o que você matéria seria colocada em um jornal
ou revista? Use o espírito das manchetes, não seja literal, nem tente
ser um professor do tipo:
Folha: Números Primos encontrados no congresso. 68% dos outros algarismos são contra.
IstoÉ: Denúncia: A conta secreta de Maurício de Nassau.
Fernando Henrique poderia estar envolvido, se já fosse nascido.
Zero Hora: O Mar Morto não fica no Rio Grande do Sul. Apesar disso, você precisa conhecê-lo.
Caras: Ferro diz que relacionamento com oxigênio está corroído: “Gás Nobre coisa nenhuma”.
2 – Conheça o ambiente
Você nunca vai conseguir a atenção de uma sala sem a conhecer. Onde
moram os alunos e como eles vivem – quem vem de um bairro humilde de
periferia não tem nada a ver com um morador de condomínio fechado,
apesar de, geograficamente, serem vizinhos. Quais informações eles
tiveram em classes anteriores, quais seus interesses. Mesmo nas
primeiras séries, cada pessoa têm suas preferências e o grupo assume
determinada personalidade.
3 – No final das contas (e no começo também)
As partes mais importantes de uma aula são os primeiros 30 e os últimos
15 segundos. Todo o resto, infelizmente, pode ser esquecido se você
cometer um erro nesses momentos.
Os primeiros 30 segundos (principalmente das primeiras aulas do ano ou
semestre) são um festival de conceituação e de cálculo dos discentes.
Mesmo inconscientemente, eles respondem às seguintes questões:
- Quem é esse professor? Qual seu estilo?
- O que posso esperar dessa aula hoje e durante todo o ano?
- Quanto da minha atenção eu vou dedicar?
E isso, muitas vezes, sem que você tenha aberto a boca.
4 – Simplifique
Você certamente já presenciou esse fenômeno em algumas palestras: elas
acabam meia hora antes do final. Ou seja, o apresentador fala o que
tinha que falar e passa o resto do tempo enrolando. Ou então, pior,
gasta metade da apresentação com piadas, truques de mágica, histórias
pessoais que levam às lágrimas, “compre meu livro” e aparentados, e o
assunto, em si, é só apresentado no final – se isso.
Por isso, uma das regras de ouro de uma boa aula é
- simplifique, tanto
na linguagem como na escrita.
Caso real: reunião de condomínio na
praia, uma senhora reclamava que sua TV não funcionava direito.
Explicaram-lhe que era necessário sintonizar em UHF. Ela então
perguntou para quê a diferença entre UHF e VHF. Um vizinho prestativo
passou a discorrer sobre diferenças na recepção, como uma transmissão
poderia interferir na outra, nas características geográficas… Ela
continuava com aquela cara de quem não entendia nada. Até que um garoto
resumiu a questão em cinco letras:
“AM e FM.”
“Ahhh, entendi.”
Escrever e falar da maneira mais simples possível não significa
suavizar a matéria ou deixar de mencionar conceitos potencialmente
“espinhosos”. Use e abuse de exemplos e analogias. Divida a informação
em blocos curtos, para que seja melhor assimilada.
5 – Ponha emoção
Certo, você tem PhD naquela área, pesquisou o assunto por meses a fio,
foi convidado para dar aulas em faculdades européias. Mesmo assim, seus
alunos podem não prestar atenção em você. Segundo estudos, o impacto de
uma aula é feito de:
- 55% estímulos visuais – como você se parece, anda e gesticula;
- 38% estímulos vocais – como você fala, sua entonação e timbre;
- e apenas 7% de conteúdo verbal – o assunto sobre o qual você fala.
Apoiar-se somente na matéria é uma forma garantida de falar para a
parede, já que grande parte dos alunos estará prestando atenção em
outra coisa. Treine seus gestos, conte histórias, movimente-se com
naturalidade. Passe sua mensagem de forma interessante.
Para o bem e para o mal, você dá aula para a geração videoclipe.
Pessoas que foram criadas em frente aos mais criativos comerciais, onde
videogames mostram realidades fantásticas. Entretanto, a tecnologia
deve ser encarada como aliada, e não inimiga – apresentações
multimídia, aparelhos de som, videocassetes – tudo isso pode ser usado
como apoio à sua aula.

Brasílio Neto
22 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:academy award, cinema, gayden wren, hollywood watch, oscar, oscar 2009, premiação de cinema
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MicrosoftInternetExplorer4
Sempre que
acontece a premiação para o Oscar você arrisca, ou até mesmo aposta, algum nome
como vencedor?
Você arrisca nomes
para o Oscar 2009?
Hoje eu descobri uma coisa que sempre fiquei me perguntando e não tinha
resposta, mas por acaso, navegando pelo site da UOL, entendi por que muitas
vezes os mais esperados, não são sempre os que ganham o Oscar.
Muitas vezes o nome mais cotado não ganha e ficam todos de queixo caído, e isso
por muitas vezes acontecia comigo.
Por fim, nem mais arriscava apostas. Bem, hoje entendi o que acontece por trás
dos bastidores da escolha dos indicados para esse prêmio.
Segundo GAYDEN
WREN, Do Hollywwod Watch, afirma que: “(.) não se trata de quem você acha que
deve vencer, porque os eleitores da Academia não são como você ou seus amigos.
Eles assistem a mais filmes e os assistem como pessoas de dentro da indústria,
o que significa que eles têm mais consciência do mecanismo por trás da mágica
e, portanto, ficam mais impressionados quando a mágica supera o mecanismo”.
Bom, agora as
escolhas fazem sentido pra mim. Sabia que tinha uma boa desculpa por trás
dessas escolhas.
Agora mesmo que não
farei previsão mais! rs
Fonte:http://cinema.uol.com.br/oscar
21 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:cardiologia, chile, fotos do chile, infarto
Estava dando uns rolés por esses Blogs da net me deparei um um incrível Blog com fotos maravilhosas do Chile e fiquei boquiaberta, literalmente com as fotos das paisagens, busquei conhecer o perfil do Blogueiro. E lá descobri todos seus Blogs e em um deles havia o texto que postei aqui sobre as 13 dicas para ter um infarte.
Vale a pena dar uma passadinha nos Blogs abaixo:
Desinozando e Volta ao Mundo Google Earth

por Dr. Ernesto Artur – CARDIOLOGISTA
- <> Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias;
-
<> Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos;
- Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde;
-
<> Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem;
-
<> Procure
fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e
aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros,
reuniões, simpósios etc.;
-
<> Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila.
Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes;
-
<> Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro;
-
<> Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro;
<> Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
-
<> Se
sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de
estomago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão
te deixar tinindo;
-
<> Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.
-
<> E
por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração,
meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida . Isto é
para crédulos e tolos sensíveis.
- Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.
BOM INFARTO PRA VC!
TEXTO ENCONTRADO NO BLOG: http://desinozando.blogspot.com/
21 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aprender a aprender
Ora, antes de pensar Matemática, Medicina, Direito, Engenharia, Filosofia
etc., é preciso simplesmente saber pensar, óbvio. Presume-se que
as pessoas nascem pensando… o que está longe de ser verdade. As pessoas
nascem com inteligência, o que não significa que façam uso
dela.
No entanto, já no século IV a.C., milhares de anos antes do Curso
Objetivo, do Curso Anglo etc., o filósofo grego Aristóteles anunciava,
sem muita propaganda ou marketing, um curso deste tipo. Foi ele o primeiro a
anunciar um curso que ensinava a lidar com as formas do pensamento, sem
ligar para o seu conteúdo. Ensinava a pensar correto, pois
um raciocínio não é verdadeiro nem falso, e sim válido
ou inválido. Como insistir em verdadeiro e falso, como se só houvesse
essas duas alternativas, como se a todas as perguntas fosse possível
responder com esse tipo de dualismo, um dos tantos que infernizam a vida humana,
como seus colegas: certo/errado, bom/mau, bonito/feio, moral/imoral, normal/anormal,
natural/anti-natural, teísta/ateu, homossexual/heterossexual (ah! novela
Mulheres Apaixonadas, com mãe e filha se dilacerando por causa
disso) etc.
Certo, errado, verdadeiro ou falso?
Entre certo e errado existe toda uma gama de valores: provavelmente
certo, provavelmente errado, insuficiência de dados…
Aristóteles mesmo caiu nessa cilada. Ele é o fundador da lógica
bivalente, aquela que vê tudo em termos de verdadeiro ou falso,
isto é, só admite dois valores lógicos. Foi preciso passarem
23 séculos para a lógica explodir esses conceitos, no século
dezenove. Hoje falamos de lógicas, no plural: bivalente, trivalente,
polivalente entre outras.
Dever-se-ia, pois, evitar pedir aos educandos que respondam verdadeiro
ou falso às questões… Verdade e falsidade são
algo objetivo, que se impõe a todos. Respostas como certo ou
errado já são mais modestas, mais realistas. Certo ou errado
são algo subjetivo, que depende da pessoa, dos dados de que dispõe.
Seria ainda mais educativo fornecer ao educando uma gama de respostas: certo,
provavelmente certo, insuficiência de dados, provavelmente errado, errado.
Quanto mais ignorante é uma pessoa, mais certezas tem. Ela confunde
o amor à certeza com o amor à verdade.
Por exemplo, se alguém perguntar a um marido alcoólatra se ele
costuma bater na mulher quando está completamente embriagado, será
que ele poderá responder a essa pergunta em termos de verdadeiro
ou falso, de correto ou incorreto, como fazem aqueles policiais
entrevistados lá no programa Cidade Alerta?. Evidentemente que não.
Ele só poderá dizer: “provavelmente sim”, ou “provavelmente
não”, ou “não sei”. Quem poderia responder a isso
em termos de verdadeiro ou falso seria só Deus ou um vice-Deus.
Mas Deus não é casado nem alcoólatra…
Ninguém nasce pensando
Aristóteles falava de um organon, um instrumento para ampliar
a nossa capacidade de pensar. Uma espécie de “óculos”
para aumentar a nossa visão intelectual, como os oculistas prometem ampliar
a nossa visão física. Porque ninguém na realidade nasce
pensando. Pensar é um hábito, uma conquista, algo que se adquire,
que vira uma segunda natureza. As pessoas nascem com a capacidade de pensar.
Não quer dizer que façam uso dela. O hábito é algo
que se faz sem dificuldade, quase sem o sentir. Como a virtude, que se
pratica sem o perceber, sem dificuldade. O vício também é
assim: pratica-se com a maior facilidade. Basta observar a frieza com que os
criminosos falam dos seus feitos monstruosos.
Se ninguém nasce pensando, ninguém também precisa morrer
sem pensar. Pensar se aprende. Basta exercitar-se no pensamento. Se quem inventou
o alfabeto era analfabeto, quem inventou o pensamento era um “burro”
no bom sentido, que parou para pensar. O problema é o do que vem a ser
pensar, afinal de contas. Para os dicionários, é refletir (voltar-se
para si mesmo), considerar (etimologicamente, “olhar para os astros”,
sidera em latim), formar idéias etc. Tudo demasiado vago, que
deixa a pessoa na mesma, sem saber por onde começar.
Operações de pensamento
Na realidade, pensar é trabalhar sobre os dados que nos são fornecidos
pelos sentidos. Dado é, como o nome está dizendo, aquilo
que recebemos de graça, sem nenhum esforço, bastando abrir os
olhos ou os ouvidos. Como tudo o que é de graça, isso pouco valor
tem para nos orientar na selva da realidade. Só o dado trabalhado, burilado
(como o diamante bruto) adquire toda a sua força, toda a sua importância
para nós. Podemos trabalhá-lo de várias formas: observando-os
bem (sabemos que a atenção espontânea, é dispersa,
podendo deixar de lado o imperceptível e o significativo), comparando-os
entre si, interpretando-os etc. Donde as chamadas operações
de pensamento: observação, comparação, interpretação,
classificação, resumo, imaginação (invenção),
procura de pressupostos, crítica etc. Todas elas com regras apropriadas.
É isso, se não me engano, que devia ser feito em sala de aula
e fora dela. A matéria lecionada, o currículo não tem lá
tanta importância.
Para a Filosofia nenhum assunto lhe é estranho; pelo contrário,
todo bom assunto lhe é estranho. Assim também para a “pensamentática”.
Essa e a decoreba usam do mesmo currículo, mas não com os mesmos
resultados. A primeira forma o cidadão, o profissional competente; a
segunda, o diplomado. Vale a pena, pois, ensinar a pensar.
Os entendidos garantem que não fazemos uso nem de 5% da nossa capacidade
de pensar
Sabe-se que esta divisão das pessoas é feita pelos “bons”
Idea (grego), donde Cícero tirou o latim idea, significa
exatamente isto: “visão mental”
João Paixão Netto
21 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:biblioteca nacional, espólio, fernando pessoa, patrimonio nacional
Notificações. Abrangem públicos e privados
Despacho da Biblioteca Nacional dá vinte dias para comunicações
O despacho assinado no dia 14 deste mês pelo director da Biblioteca
Nacional (BN) classifica todo o espólio de Fernando Pessoa como
património nacional. O documento impõe, desde a sua assinatura, que
qualquer mudança de casa ou de titularidade de partes do espólio do
autor português mais conhecido mundialmente tenha de ser comunicada,
além de estar impedida de sair do país, a não ser para exposições
autorizadas.
“O Estado não teve outro remédio senão proceder à sua classificação”,
disse ao DN o director da BN, Jorge Couto, que explica porque procedeu
desta forma. “Iniciei há dois anos um longo período de contactos para
que a família apresentasse propostas ao conjunto de materiais que
incluem 300 cartas entre Fernando Pessoa e a mãe, para as quais propus
uma cláusula de consulta reservada. Nada se conseguiu. E como havia o
risco de dispersão de um bem cultural, o Estado sentiu o dever de
intervir, com a classificação. A família nunca abriu uma porta ao
Estado, dando sempre respostas negativas ou evasivas, denotando sempre
um grande ressentimento.”
Notificações enviadas
Nesta sequência a BN já notificou as bibliotecas públicas de Ponta
Delgada e do Porto, assim como o centro de Estudos Regianos de Vila do
Conde e a Casa Fernando Pessoa em Lisboa – locais onde existe material
do e sobre o poeta -, para que respeitem as normas decorrentes da
classificação. Ficam também obrigados às mesmas determinações os
desconhecidos que possuem documentos de Pessoa, nomeadamente os da sua
correspondência com amigos.
Jorge Couto lembra que existe ainda “muita documentação na família e
entre particulares que podem contribuir para novas perspectivas sobre
Fernando Pessoa”.
Questionado sobre o anúncio do leilão que no dia 13 de Novembro
licitará fotos e manuscritos à mão e à máquina do poeta, o director da
BN refere que “a classificação não impede que os bens fiquem com os
privados”.
LEONOR FIGUEIREDO
21 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:educação, escola da vida, gabriel chalita, o patinho feio, pedagogia do amor, valeria poletti

Num tempo em que a aparência vale mais do que a essência e a competição
impera nos relacionamentos, é imprescindível falar com nossas crianças
sobre companheirismo, amizade, amor. Num tempo em que a esperança
parece cada vez mais escassa, é fundamental reavivar nossa confiança em
dias melhores. Num tempo em que os valores que devem nortear a vida em
sociedade são progressivamente esquecidos, é um estímulo encontrar
obras como A Pedagogia do Amor,
de Gabriel Chalita, escritor e professor. Em seu livro, Chalita buscou
mostrar aos pais e professores a contribuição das histórias universais
para a formação de valores da nova geração, tão carente de princípios
como respeito, solidariedade e idealismo. O autor tenta fazer isso de
forma lúdica, querendo, em um primeiro momento, resgatar no leitor
adulto esses valores, para que, na seqüência, ele passe isso para seus
alunos, seus filhos.
São dez histórias da literatura universal escolhidas por
Gabriel pela relevância de seus ensinamentos. O autor diz que pretende
resgatar em nós, adultos, a criança que um dia já existiu. Segundo ele,
“uma criança que com o passar dos anos – e de todas as exigências que
vêm no seu encalço -, vai se tornando cada vez mais reclusa e esquecida
dos valores nobres que dão a ela dignidade e fidelidade aos seus
princípios mais básicos: ser feliz e fazer o outro feliz.”
Para o escritor, as obras de arte têm como uma de suas
características a capacidade de romper a barreira do tempo e do espaço,
preservando sua atualidade. Os grandes clássicos da literatura, por
exemplo, retratam em suas narrativas as grandes questões universais.
Gabriel escolheu, entre esses textos mundialmente conhecidos, histórias
como a do Patinho Feio, da Cinderela, de Dom Quixote, de Hércules, e
textos da Bíblia, como Davi e o gigante Golias e a história do rei
Salomão.
O rei Salomão e o valor da sabedoria
Salomão foi filho de
Davi, o grande rei de Israel. Após sua morte, foi Salomão quem o
sucedeu. A Bíblia conta que, certa noite, Salomão teve um sonho. Sonhou
que Deus dizia: “Pede o que queres que Eu te dê.” Salomão, ainda jovem,
com prudência admirável, pediu a Deus que lhe desse sabedoria para
governar. Diz a Bíblia que Deus agradou-se tanto do pedido que, além de
sabedoria, deu a Salomão tudo mais que um homem pode querer: poder,
riqueza, inteligência, glória e muitos anos de vida para poder
aproveitar tudo isso.
É bastante conhecida a história que versa sobre a sabedoria de
Salomão – a de duas prostitutas que vieram até ele exigindo, ambas, a
guarda de uma criança. Uma delas disse que a outra havia dormido em
cima de seu verdadeiro filho, matando-o sufocado. Ela então trocou as
crianças enquanto a outra dormia com seu bebê saudável. Entretanto as
duas diziam ser a mãe do bebê. Salomão mandou que trouxessem uma espada
para cortar ao meio a criança viva e dar uma metade para cada mulher. A
falsa mãe deu de ombros, mas a verdadeira desesperou-se. Salomão então
deu o bebê à mulher que nutria verdadeiro amor pelo filho.
“Saber é poder”, diz o dito popular. Isso faz com que pensemos
a respeito da importância da sabedoria em nossas vidas e de como ela
pode abrir portas para as mais variadas conquistas. O saber é o
instrumento que nos garantirá uma vida mais digna e nos proverá o
bem-estar essencial para nossa felicidade. E é necessário muita
dedicação para conquistá-lo e para torná-lo nosso aliado nas batalhas
do dia-a-dia.
Aliás, o que será que pediriam os moços e as moças de nossa
geração se lhes fosse dada a mesma oportunidade oferecida ao rei
Salomão? O que desejariam receber? O que considerariam mais importante
na vida? Felizmente começamos a ver jovens presentes em campanhas
fraternas, trabalhos voluntários, projetos voltados às comunidades
carentes. Um indício de sabedoria.
É nosso dever incentivar essa mudança e prosseguir incutindo
em nossas crianças e adolescentes lições e exemplos que contribuam à
formação de seu caráter para que possamos moldar seres humanos mais
sábios, empreendedores e competentes. Seres que tragam em si a
prudência e a sensatez do rei.
O Patinho Feio e o valor do respeito
Quem não conhece a
história do Patinho Feio? Quem nunca sofreu ou ao menos se comoveu com
sua trajetória de sofrimento apenas por ser considerado feio e estranho
aos seus? A riqueza da história de Hans Christian Andersen reside na
capacidade de nos tocar profundamente, de despertar em nós o sentimento
de amor ao próximo, de solidariedade e de respeito às diferenças.
Na história, como na vida real, o preconceito de cor, gênero,
credo ou classe social prescinde de lógica e de racionalidade para se
estabelecer. Não há alegação plausível, nem por parte dos intolerantes,
a capacidade de refletir sobre a importância do outro como peça
fundamental no jogo social. Um jogo que necessita das relações de
troca, de amizade e de aprendizado que vêm da convivência pacífica
entre todos – independentemente da origem ou da história de cada um.
Seja em casa ou na escola, temos o dever de orientar nossas
crianças para a aceitação do outro, para a compreensão de que condutas
preconceituosas só colaboram para a degradação das relações e da
sociedade com um todo. A mensagem de Andersen é clara: a despeito das
experiências dolorosas, temos de continuar acreditando em nós mesmos e
também nos outros – mesmo que, a princípio, pareçam tão diferentes.
Temos de acordar para o fato de que todos podemos ser como cisnes
belíssimos, prontos para aproveitar a primavera e para viver uma vida
pacífica e digna.
A responsabilidade é nossa
Diz Gabriel Chalita: “Devemos
estar conscientes da importância de nosso papel e amparar, reerguer,
reavivar os sentimentos, valores e atitudes que poderão renovar a
confiança em dias melhores. Que essa consciência seja uma realidade e
um estímulo a vocês, companheiros de jornada, colegas de cena neste
teatro fabuloso que é a escola da vida.”
Façamos com amor, sabedoria e respeito a nossa parte!
Para saber mais: Pedagogia do Amor, Gabriel Chalita. Editora Gente.
20 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:coisas interessantes, curiosidades, fatos curiosos, foto dos óctuplos, nadya suleman, óctuplos nascimento dos óctuplos
Acontece cada coisa que a gente fica se perguntando o que passa na cabeça de certas pessoas. Mas quem somos nós para julgar?
Veja o caso da Norte Americana Nadya Suleman, ela tinha seis filhos entre 2 e 7 anos e um belo dia marcou um encontro com um rapaz no cinema e desse encontro só restou oito novos filhinhos. Isso mesmo!
Dizendo a californiana, de 33 anos, que teve uma infância complicada e cresceu querendo uma família grande. Mas me pergunto: precisava ser tão grande assim e tudo de uma vez! Animada a moça né?!
Pois bem, as crianças estão aí, lindas e fortes, e já tem até um site para arrecadar uma graninha pros barrigudinhos,
Tá vendo?! É mole ou quer mais?!
Se a Nadya queria um parto glamuroso, ela conseguiu, as crianças vieram a luz através de uma equipe médica de 46 membros. E mais, é o segundo caso de nascimento de óctuplos
vivos na história da medicina americana.
Os bebês nasceram num hospital de Bellflower, sudeste de Los Angeles,
Saúde pra mãe dos pequeninos!!!!
Abaixo link para ver as fotos dos pimpolhos!
Fotos dos óctuplos de Nadya Suleman.
20 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Estamos vivendo numa era em que o desenvolvimento de novas tecnologias esta
revolucionando o modo como vivemos e pensamos. A velocidade com que surgem chega
a ser espantosa. Ao comprarmos um computador de ultima gerac?o,
por exemplo, assim que sairmos da loja e folhearmos um novo exemplar de uma
revista de informatica, constataremos que ja existe um novo modelo
de computador, mais avancado, pronto ou sendo fabricado.
As mudancas causadas proporcionam o desenvolvimento de novas tecnologias
da informac?o e da comunicac?o, que acabam oferecendo
uma vis?o sistemica e interacionista sobre o desenvolvimento da
inteligencia.
Os meios de produc?o tambem est?o sendo afetados.
O lugar antes ocupado pelas riquezas naturais de um pais, agora esta
centrado no capital humano. Com a automac?o presente em grande
parte da produc?o e com a grande concorrencia devido a
globalizac?o, um novo perfil de trabalhador e exigido atualmente
no mercado. O trabalhador que repete gestos n?o tem mais lugar, pois
uma maquina hoje em dia pode fazer isso. O trabalhador tem que saber
criar, improvisar, raciocinar.
Para criar esse novo trabalhador e os novos cidad?os que ter?o
que enfrentar, e que ja enfrentam, as mudancas dessa “revoluc?o
da informac?o”, a educac?o exerce um papel
de grande importancia, pois e por ela que se pode entrar nessa
nova era de uma maneira menos traumatica. A educac?o hoje
e vista como um ingrediente de produc?o t?o valioso
como, por exemplo, a energia.
Sem energia n?o ha produc?o, e sem educac?o
tambem n?o. Com a globalizac?o, o mundo ficou pequeno.
As tecnologias atuais n?o oferecem um produto pronto, acabado, elas oferecem
(e prop?em) o inicio da interatividade. Quem n?o estiver
se atualizando, em constante busca das novidades, vai ficar marginalizado nesta
nova sociedade. E necessario pensar, ent?o, em educar para
o novo mundo, onde as descobertas digitais definem os limites do saber e do
aprender. Dentro do novo paradigma que esta sendo proposto, so
opta, participa e trabalha quem tem informac?es, ou acesso a elas.
20 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aluno, internet, professor
Muito
tem se falado sobre as tecnologias, seus impactos na sociedade, seus
grandes benefícios e também malefícios. Naturalmente, essa realidade
tem se refletido na escola, revelando uma grande diferença no modo de
pensar e agir entre nós e nossos alunos. Há um divisor entre os
nascidos antes e depois do computador pessoal (anos 80) e,
principalmente, da internet gratuita e “hyperlincável” (anos 90).
Nossos alunos, segundo o educador americano Marc Prensky, são nativos
nesse mundo tecnológico e, nós, imigrantes.
Nossa
forma de pensar e aprender, comunicar-se, registrar, relacionar-se,
difere muito de nossos educandos. Enquanto nos comunicamos
presencialmente ou por telefone, os planejamentos de aulas estão em
cadernos ou folhas impressas, nossas pesquisas são feitas
preferencialmente em livros, temos TV, CDs e DVDs para lazer, nossos
alunos fazem tudo isto pelo computador com a Internet. Frutos de uma
educação cartesiana e especialista, ainda realizamos as atividades de
forma estanque, enquanto o jovem realiza tudo, preferencialmente, de
forma simultânea. Uma cena comum nos lares dessa aldeia global: o
adolescente fica no quarto, msn ativo, Orkut aberto, fazendo download
de músicas em MP3, fala ao telefone convencional, passa mensagens pelo
celular, olha um programa na TV, ouve música e com o material didático
aberto ainda estuda para a s provas.
Toda
esta diferença tem causado um estrondo na escola. É como se tivéssemos
pessoas falando idiomas diferentes e ninguém se entende. Os professores
reclamam de alunos indisciplinados e desmotivados. Alunos, por sua vez,
consideram as aulas monótonas e sem “graça”. Qualquer semelhança com a
sua escola ou alguma que você conheça não é mera coincidência… É
parte da história. Estamos vivendo este desafio não porque somos
atrasados ou incompetentes, mas pelo fato puro e simples de que não
tivemos tempo de nos prepararmos para isto tudo. A tecnologia chegou e
pronto. Rápida e definitivamente. Não tem mais volta.
E
como fazer para diminuir esta distância com nossos alunos e passar a
estabelecer uma comunicação mais eficiente e produtiva com eles?
Estabelecendo pontes! E como se faz isto, meu colega? Permitindo-se ser
imigrante ou, ao menos, turista neste mundo tecnológico. Temos que nos
dispor a aprender o “tecnologês e o internetês”. É fácil? Isto depende
de cada um. Sabemos que aprendizagem é processo e que cada um aprende
no seu ritmo. E que todos aprendem. E por onde começar para ser, ao
menos, um turista no mundo tecnológico?
Em
primeiro lugar, é preciso disponibilidade. É necessário querer se
apropriar deste conhecimento. Isso internalizado, os passos seguintes
são simples e tranquilos. E não é necessário ir a escolas
especializadas – os melhores professores estão em sua sala de aula.
Esta é uma história que começa teclada a quatro mãos!
Aproveite
o conhecimento ferramental com seus alunos para dominar a técnica.
Transformar informação em conhecimento, construir valores e conceitos
corretos, enfim, cabe a nós, professores, uma sociedade mais humana.
Vamos lá:
– Comece aprendendo sobre a ferramenta de e-mail. Instrumento fundamental de comunicação na web.
-
Comece a navegar por sites e portais educacionais se afiliando aos
mesmos. Nesses sites, você encontrará outros endereços interessantes,
sugestões para aulas, trocas de experiências com outros docentes e um
mundo de possibilidades pedagógicas.
-
Depois, você pode montar um site pessoal ou blog. Os grandes portais
oferecem ferramentas bem simples e gratuitas para montar o seu espaço
na web. Exercícios, textos complementares, descritivos de pesquisas
escolares, enfim, tudo fica hospedado na página pessoal e é acessado
diretamente por seus alunos.
Como utilizar essa ferramenta de forma didático-pedagógica?
A tecnologia é um meio e não um fim. Ou seja, os recursos tecnológicos
complementam todas as ações que já realizamos na escola, desde os
livros, vídeos, feiras de ciências, teatros e tudo mais.
O essencial é perceber, com bom senso, o que é mais adequado para o
momento atentando-se ao perfil e necessidades pedagógicas da turma,
conteúdo a ser trabalhado, tempo disponível e aplicabilidade.
Tecnologia
pressupõe planejamento. Nada de simplesmente ir ao laboratório e
sugerir uma pesquisa livre. Isto é absolutamente improdutivo e
perigoso. Você nunca sabe o que pode vir (experimente digitar “cavalo”
num buscador de imagens e aterrorize-se!). O uso do laboratório de
informática, seja para uso da Internet, softwares educativos ou
aplicativos, deve ser oriundo de um conteúdo acadêmico. A aula nasce
para atender um objetivo pedagógico e utiliza-se de alguns recursos
educacionais, entre eles, os tecnológicos. Logo. o conteúdo é
apresentado em sala de aula e ampliado no laboratório ou vice-versa – e
o principal são os objetivos pedagógicos a serem atingidos.
Se
realmente quiser propor aos alunos uma pesquisa, delimite a busca,
indicando pelo menos cinco sites. Será produtivo e seguro para você e o
grupo. Cada vez que realizar uma atividade pedagógica virtual, registre
no caderno dos alunos. Exemplo: o conteúdo “Célula” da unidade 1 foi
abordado no site http://www.talecoisa.com.br no laboratório de informática.
Permita
que os trabalhos dos alunos sejam apresentados em sites ou blogs. Há
ainda as webquests, uma metodologia específica para trabalho pedagógico
na web. Você também pode pesquisar lista de fóruns e debates onde se
discutem assuntos de seu interesse, inclusive os acadêmicos – um número
enorme de professores se interessa em contribuir e trocar experiências
entre docentes. Ainda existe a possibilidade de se desenvolver uma
atividade colaborativa, envolvendo grupos de outras escolas e cidades.
Seja imigrante neste maravilhoso mundo virtual e faça parte da
realidade do seu estudante.

Danielle Lourenço é pedagoga e consultora em Tecnologia Responsável. Para saber mais: www.daniellelourenco.com.br ou entre em contato pelo e-mail dani@daniellelurenco.com.br

Nos
links abaixo, você pode saber mais sobre as novas tecnologias na
educação, inclusive, como criar um blog. Falando nisso, gostaria de
saber de você, cadastrado do JV: você tem blog? Vamos divulgá-lo aqui e
em nossa comunidade do Orkut então! Mande-me um e-mail com seu nome,
endereço de blog, ensino em que ministra aulas (fundamental, médio ou
superior) e cidade/estado.
Bom Feriado de carnaval!

20 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:gabriel chalita, professor educador
“É comum, no período que antecede o início das aulas, as crianças terem
uma certa expectativa, um certo desejo, antecipando o que será a
escola. Elas têm a tendência de gostar do professor. É o gosto da
novidade, do que não conhecem – é a aventura do aprendizado.
Começam as aulas e algumas expectativas são superadas, outras
frustradas. Alguns encontros se revelam marcantes, outros nem tanto. Há
alunos que voltam para casa, nos primeiros dias de aula, desejosos de
narrar aos pais cada detalhe de seus professores.
Em uma leve viagem ao passado, rapidamente nos lembramos de alguns
professores. Por que desses e não de outros? Porque alguns marcam mais.
E é desses educadores que a pessoa se lembrará ao longo da vida.
Escolha
Infelizmente, muitos professores se convertem em
burocratas da escola. Estão exercendo a profissão de estar ali e nada
mais. Sem perfume nem sabor. Sem encontro nem encanto. Apenas ali,
munidos de um programa determinado e esperando o fim, já no começo.
Tristes mulheres e homens que embarcam na profissão errada e lá
permanecem aguardando a miúda aposentadoria. Não são maus. Apenas não
são educadores.
Há aqueles que educam desde os primeiros raios da aprendizagem.
Preparam-se para a celebração do saber e do sabor – palavras com a
mesma origem. Lançam redes em busca de curiosidades, surpreendem e
permitem surpreender; ensinam e aprendem com a mesma tenacidade. Estão
ali, em uma sala de aula, desnudos de arrogância e ávidos de vida. Não
temem a inquietação das crianças e dos jovens. Não negligenciam o
conteúdo, mas valorizam os gestos. Gestos – é disso que mais nos
lembramos dos nossos mestres que passaram. E que permaneceram.
Exercício
Lembro-me de alguns, como a Ana Maria, professora de História, que nos
instigava a estudar antes da aula o tema que seria trabalhado. Quando
chegava a aula, propositadamente, errava e nós a corrigíamos. Era um
jogo, uma didática simples que empregava. Eu chegava a sonhar com
aquelas aulas. Ela despertava o gosto pela pesquisa e destravava os
mais tímidos. Todo mundo queria corrigir a professora.
Talvez, um exercício interessante para o professor, seja o das
lembranças. Lembrar de quando era aluno, daqueles professores que eram
educadores e, de repente, ter a humildade de imitá-los ou até
reinventá-los.
E não há tempo nem idade para fazer diferente. É só ter uma
característica que Paulo Freire considerava importante para toda a
gente, mas essencial para quem educava: gostar de viver.
Quem gosta de viver não tem preguiça de reinventar, nem medo
de ousar. Quem gosta de viver não tem medo de ternura, da gentileza, do
amor. Quem gosta de viver, educa!”
Gabriel Chalita, professor universitário, membro da Academia Paulista
de Letras e ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo.
16 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:aluno, disciplinas, interdisciplinaridade, multidisciplinares, professores, transdisciplinaridade
Projeto multidisciplinar é um ótimo recurso para ensinar desde os anos
iniciais, pois além de motivador, esta ferramenta faz com que os alunos
construam seus conhecimentos interligando as diversas áreas da
aprendizagem; faz com que os alunos compreendam as relações existentes
entre as linguagens e dão a eles a oportunidade de transformar a sala
de aula em uma comunidade de investigação e pesquisa.
O projeto multidisciplinar constitui uma condição para a melhoria da
qualidade do ensino, pois supera a clássica fragmentação existente
entre as disciplinas e contribui para a formação global do educando.
Ao estabelecer um diálogo entre os conteúdos, levantam-se questões
interdisciplinares e identificam-se pontos comuns entre eles, levando o
educando a um melhor entendimento do mundo concreto e à compreensão
destas relações.
Desenvolver competências e habilidades são as palavras de ordem na
educação contemporânea, e isso significa possibilitar que os alunos
adquiram os saberes fundamentais, que os preparem para a nova realidade
social e para o mercado de trabalho; neste sentido, o professor precisa
mudar sua postura frente à classe, ou seja, proporcionar atividades que
integrem as diversas disciplinas e que façam com que o aluno aprenda a
identificar, avaliar, formar, analisar situações e relações, cooperar,
agir, participar, partilhar, organizar, construir, elaborar conceitos e
gerenciar, que são saberes fundamentais para a construção da autonomia.
Baseado neste discurso, eu acredito que Projetos Multidisciplinares, ao
permitirem uma interrelação entre as disciplinas do currículo escolar,
passam a ter fundamental importância no desenvolvimento de tais
competências e habilidades, visto que no dia-a-dia proporcionam o
exercício da busca e da descoberta, aguçando a curiosidade, a
criatividade e aumentando no aluno a capacidade de dominar novas
informações e relacioná-las com as antigas; fatores primordiais para o
sucesso da aprendizagem.
Projetos multidisciplinares promovem a interdisciplinaridade e a
transdisciplinaridade. O que é isso? É identificar os pontos comuns, as
relações existentes entre os conteúdos e transportá-los também para as
suas ações diárias, contextualizá-los. É fazer com que os conteúdos
aprendidos na escola tenham aplicabilidade e tenham significado na vida
cotidiana do educando; ou seja, que não sejam apenas “matérias”
isoladas, sem sentido, decoradas apenas para fazer prova. Estas
ligações podem facilitar o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que
constroem o conhecimento de forma prazerosa, participativa e
interessante, resgatando o gosto de aprender.
O conhecimento construído através dos Projetos Multidisciplinares deve
possibilitar a análise crítica de valores sociais, desenvolver o
respeito mútuo – uma vez que requer uma maior interação entre os alunos
- e fortalecer a aquisição de hábitos saudáveis, pois faz com que o
aluno se reconheça como elemento integrante do processo e permite maior
conscientização sobre os diversos aspectos relacionados às situações
cognitivas, afetivas e sociais ao permitir o uso de estratégias
individuais e grupais nas práticas e resoluções de problemas.
Um Projeto Multidisciplinar bem planejado, onde a equipe pedagógica
esteja realmente envolvida, que não seja imposto, que motive e seja
direcionado para o interesse da turma, tende a obter sucesso, mas é,
sem dúvida, uma tarefa que requer grande esforço de todas as partes,
pois exige a ruptura com o ensino reprodutor e com o saber parcelado
que é onde existe a divisão do pensamento e do conhecimento. Exige uma
contínua interinfluência entre teoria e prática de modo que se
enriqueçam reciprocamente; e exige intervenção e avaliação continuada.
Enfim, o pensar e agir interdisciplinar e multidisciplinar se apoia no
princípio de que nenhuma fonte de conhecimento é em si mesma completa,
e que ao se interagirem surgem novos desdobramentos na compreensão da
realidade e de sua apresentação.
As pipas podem ser um ótimo exemplo ou recurso para ensinar Português,
Matemática, Geografia, Artes, História, Educação Física, Ciências,
Química, Física e valores. Trabalhada de forma interdisciplinar e
multidisciplinar, desenvolve a criatividade, a coordenação psicomotora,
o espírito de equipe; incentiva a pesquisa, a leitura e a produção de
texto; resgata brincadeiras populares, ensina formas geométricas,
medidas e sistema métrico; a diversidade cultural; prevenção de
acidentes; fundamentos físicos, misturas e processos químicos; grandes
descobertas a partir da dinâmica do voo da pipa; enfim, com um pouco de
criatividade, o professor pode navegar pelo conteúdo de sua disciplina
utilizando recursos inimagináveis, reorganizando, refazendo,
replanejando, reavaliando sua prática e reinventando a educação de
qualidade.
Vanja Ferreira
- Mestre em Educação, pedagoga, coordenadora pedagógica, escritora,
docente universitária, educadora física, gestora escolar e Prêmio
Victor Civita Professor Nota 10.
16 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Recebi esse texto da amiga Zilda Marise, e não pude resistir de colocar aqui no Blog.
Bom deleite!
- E aí, véio?
- Beleza, cara?
- Ah, mais ou menos. Ando meio chateado com algumas coisas.
- Quer conversar sobre isso?
- É a minha mãe. Sei lá, ela anda falando umas coisas estranhas, me botando um terror, sabe?
- Como assim?
-
Por exemplo: há alguns dias, antes de dormir, ela veio com um papo
doido aí. Mandou eu dormir logo senão uma tal de Cuca ia vir me pegar.
Mas
eu nem sei quem é essa Cuca, pô. O que eu fiz pra essa mina querer me
pegar? Você me conhece desde que eu nasci, já me viu mexer com alguém?
- Nunca.
-
Pois é. Mas o pior veio depois. O papo doido continuou. Minha mãe disse
que quando a tal da Cuca viesse, eu ia estar sozinho, porque meu pai
tinha ido pra roça e minha mãe passear. Mas tipo, o que meu pai foi
fazer na roça? E mais: como minha mãe foi passear se eu tava vendo ela
ali na minha frente? Será que eu sou adotado, cara?
- Sabe a sua
vizinha ali da casa amarela? Minha mãe diz que ela tem uma hortinha no
fundo do quintal. Planta vários legumes. Será que sua mãe não quis
dizer que seu pai deu um pulo por lá?
- Hmmmm. pode ser. Mas o que será que ele foi fazer lá? VIXE! Será que meu pai tem um caso com a vizinha?
- Como assim, véio?
-
Pô, ela deixou bem claro que a minha mãe tinha ido passear.. Então ela
não é minha mãe. Se meu pai foi na casa da vizinha, vai ver eles dois
tão de caso. Ele passou lá, pegou ela e os dois foram passear. É isso,
cara. Eu sou filho da vizinha. Só pode!
- Calma, maninho. Você tá nervoso e não pode tirar conclusões precipitadas.
- Sei lá. Por um lado pode até ser melhor assim, viu? Fiquei sabendo de umas coisas estranhas sobre a minha mãe.
- Tipo o quê?
- Ela me contou um dia desses que pegou um pau e atirou em um gato.
Assim , do nada. Puta maldade, meu! Vê se isso é coisa que se faça com o bichano!
- Caramba! Mas por que ela fez isso?
- Pra matar o gato. Pura maldade mesmo. Mas parece que o gato não morreu.
- Ainda bem. Pô, sua mãe é perturbada, cara.
- E sabe a Francisca ali da esquina?
- A Dona Chica? Sei sim.
- Parece que ela tava junto na hora e não fez nada. Só ficou lá,
paradona, admirada vendo o gato berrar de dor.
- Putz grila. Esses adultos às vezes fazem cada coisa que não dá pra entender.
- Pois é. Vai ver é até melhor ela não ser minha mãe, né? Ela me
contou
isso de boa, cantando, sabe? Como se estivesse feliz por ter feito essa
selvageria. Um absurdo. E eu percebo também que ela não gosta muito de
mim. Esses dias ela ficou tentando me assustar, fazendo um monte de
careta. Eu não achei legal, né. Aí ela começou a falar que ia chamar um
boi com cara preta pra me levar embora.
- Nossa, véio. Com certeza ela não é sua mãe. Nunca que uma mãe ia fazer isso com o filho.
-
Mas é ruim saber que o casamento deles é essa zona, né? Que meu pai sai
com a vizinha e tal. Apesar que eu acho que ele também leva uns
chifres, sabe? Um dia ela me contou que lá no bosque do final da rua
mora um cara, que eu imagino que deva ser muito bonitão, porque ela
chama ele de ‘Anjo’. E ela disse que o tal do Anjo roubou o coração
dela. Ela até falou um dia que se fosse a dona da rua, mandava colocar
ladrilho em tudo, só pra ele pode passar desfilando e tal.
- Nossa, que casamento bagunçado esse. Era melhor separar logo.
-
É. só sei que tô cansado desses papos doidos dela, sabe? Às vezes ela
fala algumas coisas sem sentido nenhum. Ontem mesmo veio me falar que a
vizinha cria perereca em gaiola, cara. Vê se pode? Só tem louco nessa
rua.
- Ixi, cara. Mas a vizinha não é sua mãe?
- Putz, é mesmo! Tô ferrado de qualquer jeito.
14 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:alunos, atitude, educação, exclusão, içami tiba, inclusão, mensagem, pais, professores, reflexão

A
escola tem sido um excelente meio de contribuir com a exclusão do
cidadão no mercado de trabalho quando aprova alunos que não aprenderam
o que tinham que aprender.
Os pais também estão sendo excludentes quando querem que seus filhos sejam aprovados mesmo que não tenham aprendido nada.
O
governo contribuiu bastante com a exclusão dos seus alunos quando
obrigou as escolas a adotarem a aprovação sistemática, pela qual nenhum
aluno poderia ser reprovado, mesmo que nem ler soubesse.
Todos
estes alunos que receberam diplomas sem merecer estão chegando ao
mercado de trabalho sem qualificações necessárias para sequer escrever
um relatório, e muito menos compreendê-lo.
O Brasil do trabalho reclama que falta competência aos candidatos às vagas existentes. Ao mesmo tempo sobram desempregados.
Minha
orientação aos professores é que eles sejam inclusivos por meio da
mudança de atitude no processo ensino-aprendizagem, pois atualmente ele
está deturpado para processo aprovação-reprovação do aluno.
Método excludente:
quando um aluno atrasa para chegar à aula pela terceira vez, o
professor clássico não permite que ele entre na sala de aula. Dá uma
suspensão para que o aluno aprenda a não se atrasar. Como se, ao
excluir o aluno, ele aprendesse a chegar a tempo, a não se atrasar.
O
princípio pedagógico desta suspensão é privá-lo de algo que lhe seja
importante. Mas é importante para quem? Para o aluno que não é, pois
quando ele está interessado, não perde um segundo na cama. Exemplo:
acordar de madrugada aos sábados e domingos para surfar.
O
aluno atrasa porque não está interessado. Não lhe cobram aprendizado,
mas a presença na classe. Reprova-se por faltas às aulas, mas não por
falta de aprendizado.
Esta suspensão aumenta o desinteresse do
aluno, que agora tem motivo para não assistir à aula: a própria
suspensão. Agora ele tem justificativa de não conseguir acompanhar a
matéria, afinal ele estava suspenso.
Método inclusivo: já
no primeiro atraso de um aluno, o professor com nova atitude, a de
estar interessado no aprendizado do jovem, explica ao atrasado:
“Como
você se atrasou, mas não quero que você perca o que eu já expliquei,
você escolhe um colega para que depois da aula lhe explique o que você
perdeu com o atraso. Na próxima aula, vou lhe perguntar o que o seu
colega lhe explicou. Se você souber você ganha um ponto na nota, e quem
lhe explicou também ganha um ponto.” E continua dando a aula.
Este
professor não deve esquecer a promessa feita. Deve anotar no diário e,
na próxima aula, essa deve ser sua primeira ação. Se você é o
professor, pergunte ao estudante atrasado quem foi o aluno escolhido
para lhe explicar.
Este tempo é necessário para o aluno
organizar sua mente e mostrar o que aprendeu com o colega. Se perguntar
direto, além de intimidar, pode dar um “branco” no aluno, pois ele pode
não ter a prontidão esperada. Se mesmo assim ele não se lembrar, vale a
pena jogar para os alunos: “quem disser uma palavra que resuma a aula
passada ganha um ponto!”
A maioria dos alunos não está ainda com
a mente aquecida para começar a pensar na matéria, enquanto a mente do
professor já está preparada faz tempo para dar a aula.
Sempre há
um aluno que diz uma palavra. Se for pertinente, o professor dá um
ponto e pede a segunda palavra. Esta segunda surge mais rapidamente, e
a terceira, mais ainda. Em menos de um minuto, o professor já tem 5
palavras e os alunos estão com a mente preparada para receber a
sequência da aula passada. Depois volta-se ao aluno, que atrasou na
aula passada, com a mesma pergunta.
O professor tem de ter a
nova atitude de querer incluir este aluno no aprendizado. Portanto,
deve também ser criativo em facilitar que o aluno lhe responda, e não
torcer para que ele não se lembre para “ferrar com ele”.
Há
décadas existia um exame oral, no qual o professor sorteava uma
pergunta ao aluno que tinha que lhe responder. Quando o professor
queria reprovar o aluno, não lhe ajudava em nada, pelo contrário,
criava um campo; tempo para forçar um “branco” no aluno. Mas quando ele
queria aprovar, tudo favorecia, dizendo até o início da
palavra-resposta para o aluno simplesmente completar.
Com esta nova atitude, a inclusiva, o professor está preparando um futuro profissional competente para melhorar o Brasil.


Por Içami Tiba
Fonte: http://educacao.uol.com.br
14 fev 2009
por laynnebeatriz
em Profª Bia
Tags:diversidade, educação, paciente, profissão mestre, renata sklaski, transdisciplinariedade

Classe hospitalar – Há espaço para o professor no hospital
Ao
abrir a porta da enfermaria, já foi possível avistar Juliana, 9 anos,
paciente da Ortopedia do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.
Internada para um sério tratamento no quadril e nas pernas, a garota
pouco se importava com os tensores amarrados aos membros, que a
impediam de fazer qualquer movimento fora da cama. Toda sua atenção
estava voltada para a tela do notebook colocado em seu colo, no qual,
pouco a pouco, ela construía o resultado da pesquisa que realizou sobre
o funcionamento do aparelho respiratório.
Com
o acompanhamento da professora Sandra Carvalho, a menina montava uma
apresentação da pesquisa, que teve início a partir da sua própria
curiosidade sobre o ato de respirar. “Eu achava que eram duas veias que
saíam do nariz e iam direto para o coração, e quando o coração batia
mandava o ar para fora de novo”, conta. A partir da primeira hipótese
da respiração feita pela menina, os professores do hospital a
estimularam a pesquisar sobre o assunto, até descobrir a teoria
correta. “Partindo da vontade dela de saber como funciona a respiração,
nós levamos outros conhecimentos e ela estudou ciências, leu bastante,
escreveu, e agora ela vai fazer uma apresentação em Powerpoint para
mostrar aos colegas o que ela aprendeu. Isso significa disseminar
conhecimento”, declara a assistente de coordenação do setor de Educação
e Cultura do hospital, Maria Gloss.
É
nessa linha que funciona o trabalho realizado pela equipe de
professores do Pequeno Príncipe. Formado por quatorze educadores -
entre professores das redes municipal e estadual de ensino, além dos
profissionais contratados pelo próprio hospital -, o setor de Educação
e Pesquisa existe formalmente desde 2000, mas o atendimento escolar já
é praticado na instituição desde 1989. Essa prática é apenas um exemplo
do que hoje se conhece como pedagogia hospitalar.
A
primeira classe hospitalar do país surgiu na cidade do Rio de Janeiro,
no início da década de 50, no Hospital Municipal Jesus, e se tornou
referência nacional no âmbito da educação especial transitória por
manter suas atividades em funcionamento ininterruptamente até os dias
de hoje. A importância das classes hospitalares já é reconhecida
legalmente por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente
Hospitalizado, na resolução nº 41 de outubro de 1995, que em seu item 9
fala sobre o “Direito de desfrutar de alguma forma de recreação,
programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar
durante sua permanência hospitalar”. Em novembro de 2000, foi aprovada
a lei 10.685, que determina que hospitais ofereçam às crianças e
adolescentes um bom atendimento educacional, que permita o
desenvolvimento intelectual e pedagógico, bem como o acompanhamento do
currículo escolar. Porém, mesmo com a pr evisão legal, a prática não é
corriqueira. Ainda não são todos os hospitais pediátricos brasileiros
que dispõem de uma estrutura adequada. Em todo o Estado de São Paulo,
por exemplo, há cerca de 35 classes hospitalares em funcionamento – um
número considerado pequeno perto do número de internações infantis.
A
pedagogia hospitalar é um assunto em voga. Desde o surgimento da lei de
2000, vários cursos de especialização na área foram surgindo no país, o
que vem chamando a atenção de pedagogos e educadores que desejam
exercer a profissão em outro espaço, fora da escola. Entre as matérias
ministradas nos cursos de especialização, estão “Infecção Hospitalar”,
“Brinquedotecas em Hospitais”, “Psicopedagogia Hospitalar” e “Políticas
de Humanização dos Sistemas de Saúde”. Porém, a necessidade de um
preparo especial para atuar em classes hospitalares levanta polêmica,
principalmente entre os profissionais que já atuam no setor.
“Particularmente, não acho que seja necessária a especialização em
educação hospitalar. A nossa equipe é composta por quatorze
professores, todos com anos de experiência em sala de aula, e não tem
nada que nós façamos aqui que não tenhamos feito na escola. O que
precisamos é de bons professores” , declara o coordenador do setor de
Educação e Cultura do Pequeno Príncipe, Cláudio Teixeira, que é
psicólogo e desde que saiu da faculdade trabalha com educação. No
hospital, ele começou a trabalhar em 2000, quando a instituição passava
por vários processos de humanização do atendimento. Em 2002, foi aberto
o setor de Educação e Cultura, do qual ele assumiu a coordenação.
Cláudio
explica que todas as atividades propostas às crianças internadas e o
desempenho que elas alcançam estão em constante avaliação, dentro de um
contexto pedagógico. A partir do quinto dia de internamento da criança,
os professores já iniciam o trabalho com o novo aluno. Todo o
acompanhamento pedagógico é feito pela equipe do hospital, mas a escola
da criança é sempre notificada do trabalho que está sendo realizado
durante o internamento. Essa conexão escola-hospital permite ao aluno o
acompanhamento do conteúdo que está sendo passado à turma a qual
pertence. “Nós sabemos que essas crianças estão aqui para um sério
tratamento de saúde, e esse é o foco. A qualquer momento ela pode ser
chamada a fazer um exame ou uma cirurgia. Por isso, não são elas que
vêm até nós. Nós vamos até elas, levando atividades educacionais e
culturais na enfermaria, no isolamento ou no corredor”, declara o
coordenador. Duran te o período de internamento, o professor registra
tudo o que foi trabalhado em uma ficha de tutoria. Após a alta, o
educador escreve um parecer, que é enviado à escola junto com todas a
atividades desenvolvidas pelo aluno no hospital. Esse documento
auxiliará a instituição de ensino no processo de readaptação da criança
ao dia-a-dia escolar.
Entre
as várias opções de atividades oferecidas pelo hospital, uma que se
destaca é a “Ciranda do Saber”, em que um paciente faz uma apresentação
sobre determinado tema que pesquisou. A atividade acontece na sala
própria do setor e reúne crianças, adolescentes, pais, acompanhantes e
professores em uma grande roda de conhecimento. No dia da visita da
reportagem ao hospital, estava acontecendo uma ciranda sobre o Egito,
apresentada por uma paciente da ortopedia, estudante do 2º ano do
ensino médio. O que mais impressionava nos pacientes que acompanhavam a
apresentação da colega era a curiosidade que saltava em seus olhos, a
sede de aprender, de descobrir, que vencia a fraqueza e as doenças. Por
isso, o ambiente não assusta – encanta. Principalmente por uma
característica importante de qualquer classe hospitalar, seja ela onde
for: a diversidade, um desafio para muitos professores.
Foi
essa característica que conquistou de vez a professora Maria Gloss. Há
três anos trabalhando no hospital, depois de anos de trabalho em
escolas municipais de Curitiba, Maria declara que foi ali que ela
encontrou a escola que procurou a vida toda. “Aqui a gente tem a
oportunidade de trabalhar com a vida. É a escola mais saudável que eu
conheço. Isso parece muito dual, porque eu estou dentro de um hospital.
Mas é um espaço de cura até para a escola, o que eu vivencio aqui é
isso”, emociona-se.
Também
foi nessa diversidade que a professora Eneida Simões da Fonseca se
realizou profissionalmente. Para Eneida, que é PhD em Desenvolvimento e
Educação de Crianças Hospitalizadas pelo Institute of Education -
University of London e tem mais de vinte anos de experiência na área, o
professor que deseja trabalhar no âmbito hospitalar precisa de
sensibilidade para atender as necessidades e interesses que emanam na
diversidade. “Há duas características essenciais a um professor no
ambiente hospitalar. Uma é estar consciente de que há um espaço para
ele no ambiente hospitalar. Para tal, não deve esquecer que isto
implica uma outra característica, que é o compromisso com o direito da
criança doente à escolaridade. Acho um equívoco o professor ter que
dominar aspectos médicos. O que é necessário é o domínio da
transdisciplinariedade, da diversidade dos alunos, para atender suas
necessidades de aprendizado”, de clara.

Por Renata Sklaski, publicado na revista Profissão Mestre.
Fonte: JORNAL
VIRTUAL PROFISSAO MESTRE
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